Eternidade

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Divaldo Pereira Franco - Compromisso de Amor



Compromisso de Amor

O confrade Ederlindo Sá Roriz e esposa, convidaram o médium Divaldo Franco, juntamente com o incansável trabalhador da "Mansão do Caminho", Nilson de Souza Pereira, para irem até Aracaju naqueles idos de 1947.

Na ocasião, encontrar-se-ia também presente o casal Celso e Eunice Sá Roriz, respectivamente cunhado e irmã de Ederlindo.

Todos ansiavam passar alguns dias prazeirosos na capital de Sergipe ao ar puro daquela encantadora cidade, deliciando-se com suas comidas típicas, suas praias, o descanso merecido. Seriam férias inesquecíveis, e... foram!

Divaldo acertou com os Sá Roriz e com o jovem José Martins Peralva Junior a ida à Aracaju, quando falaria de público, sobre suas experiências, enquanto de férias do IPASE onde trabalhava, em Salvador. Seria a primeira palestra de Divaldo . Estava ele com menos de 20 anos, um adolescente ainda...
 
A viagem levava muito tempo num trem "Maria Fumaça". Os passageiros colocavam uma espécie de guarda-pó, para se protegerem, bem como às suas vestes, da fuligem lançada pela chaminé que crepitava ruidosamente.

Chegaram eles, então, sujos de carvão entre sorrisos e alegrias.

Divaldo em casa dos anfitriões enquanto se preparava para lavar o rosto, encontrou no corredor, à caminho do lavabo, a revista mensal "O Reformador" editada pela FEB, leu um artigo, e encantou-se, tendo então idéia de fazer da página encontrada, abertura para a palestra, memorizou-a. Era a bela "A Lenda da Guerra", ditada pelo espírito Irmão X ao médium Chico Xavier.
 
Quando lhe deram a palavra na União Espírita Sergipana, levantou-se e olhou a multidão que ali estava para ouvi-lo – 14 pessoas. Começou lentamente, como era costume à época: Sra, Srs...mas esqueceu-se subitamente de tudo o que planejara para a ocasião.

Quando já ia sentar-se, viu entrar um espírito que lhe disse:

"- Sou o beletrista Humberto de Campos, levanta-te! Falarei por ti!
E esta tua primeira lição- Para falar de Jesus há que te postares de pé..."
 
E Divaldo falou, encantando a todos.

Os confrades Peralva e Ederlindo felizes com a palavra fácil do jovenzinho, convidaram-no para dali a 2 dias falar novamente. E animados, começaram a fazer divulgação do próximo acontecimento.

Ele? Aquiesceu, despreocupado. Para que preocupar-se se na hora o espírito "vinha" e falava por ele?

No dia aprazado, sem estudar absolutamente nada para a palestra, subiu à tribuna. Duzentas pessoas aguardavam-no ansiosas. E ele... novamente esqueceu-se do conteúdo de sua fala. E o pior, não viu entrar nenhum espírito disposto a auxiliá-lo. 
Leal, resolveu dizer ao público que se acotovelava no pequeno espaço:
 
"- Sra, Srs, no outro dia eu iria lhes falar da "Lenda da Guerra" mas esqueci-me, deu-me um branco, com se costuma dizer. No entanto, falei sob a inspiração de um Benfeitor Espiritual que se propôs a me ajudar. Hoje, no entanto, nem me lembro de nada para lhes dizer, nem vejo espírito algum disposto a me auxiliar."

Aí, ele ouviu uma voz que lhe sussurrou:

"- Porque não estudaste? Auxiliar-te-ei em consideração ao público presente.
Esta a segunda lição: Nunca venhas falar sem te preparares antes, sem estudar.
O bom andamento de todo trabalho requer esforço próprio, denodo, dedicação. Lembra de sempre fazer tua melhor parte, doando-te em prol de todos os que de ti se acercarem..."
 
mas... havia uma terceira lição: depois das conferências na União Espírita Sergipana, Divaldo e esses amigos combinaram que num certo dia daquele março, após as 15 horas, fariam um encontro fraterno, somente entre eles, para contatarem com entidade amiga e muito conhecida deles.

No dia aprazado, almoçaram no Hotel Marolli onde foram servidos pombos ao molho. Divaldo nunca houvera comido aquela iguaria e inexperiente, comeu... comeu... o acepipe, esquecendo-se que a digestão não seria concluída satisfatoriamente até o início dos trabalhos, onde ele seria instrumento, através a abençoada mediunidade de que é portador. 
 
O almoço teve seu término e retornando à residência dos anfitriões para daí darem início à reunião mediúnica, é que Divaldo lembrou-se da digestão, dos pombos,
e de tudo o mais...

Que fazer? Refletia meio sem jeito como houvera comido tanto assim. Sentiu a presença de Entidade amiga, e, instintivamente lhe perguntou como deveria agir.

O amigo espiritual não se fez de rogado, e lhe falou:

"-Deixa comigo! Estás interditando a oportunidade dos outros...

Por caridade, aos que te aguardam,

faremos que tenhas certa indisposição estomacal. Foste egoísta somente pensando em ti. Os amigos anelavam tua presença na área mediúnica mas... tu anelavas aos pombos! "
 
Divaldo sentiu então como se dois dedos, se introduzissem em sua garganta chegando quase à altura do esôfago, produzindo-lhe uma regurgitação natural, e... nesse instante os pombos... voaram!!!
 
Diz-nos Joanna de Ângelis, Benfeitora de todos nós, no livro " Após a Tempestade", no capítulo 9 :

"A pretexto de comemorações, festas, decisões não te comprometas (...)
O oceano é feito de gotículas e, as praias imensuráveis, de grãos.
Liberta-te do conceito : "hoje só", (...) e não te facultes: "apenas um pouquinho", porquanto, uma picada que injeta veneno letal, não obstante em pequena dose, produz a morte imediata. Se estás bafejado pela felicidade, sorve-a com lucidez."


Ana Maria Spranger Luiz
Blog Divaldo Franco no RJ 

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