Eternidade

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domingo, 26 de agosto de 2018

Culto individual do Evangelho




Nem sempre encontrarás a colaboração precisa ao culto do Evangelho no templo familiar.

Por vezes, será necessário esperar o amadurecimento dos companheiros, que se mostram semelhantes à folhagem viçosa nas robustas frondes da vida, incapazes de perceber a glória da frutificação do futuro.
Ainda assim, procura a intimidade do Mestre e, sozinho embora, sintoniza-te com Ele, através da leitura divina.
Realmente, por agora, és parte integrante do grupo consanguíneo, mas, no fundo, és irmão da Humanidade inteira, com obrigações de avançar para frente.
Todos somos peregrinos da eternidade, em trânsito para a vida superior.
Cada situação no círculo das formas, em que experimentamos e somos experimentados, é simples posição provisória.
Lembra-te, pois, de que o dia será a inevitável arena do testemunho e, ao longo das horas, encontrarás mil alvitres diferentes.
É a cólera pretendendo insinuar-se através do teu campo emotivo.
É a dor que tentará subtrair-te o ânimo.

É a ventania das provas, buscando apagar-te a fé vacilante e humilde.

É o verbo desvairado que te visitará nas bocas alheias, concitando-te a esquecer as melhores conquistas espirituais.

É a revolta que projetará fel sobre a tua esperança.

É a insubmissão do próprio "eu" que te criará dificuldades inúmeras.

É a vaidade que te repetirá velhas fantasias acerca de tua superioridade insistente.

É o orgulho que te apartará da fraternidade legítima.

É a preguiça que te fará acreditar no poder da enfermidade sobre a saúde e do desalento improdutivo sobre a alegria edificante.

É a maldade que te inclinará a palavra ao julgamento leviano ou apressado, no intuito de arrojar-te às trevas.

Recorda semelhantes inimigos que nos desafiam constantemente, na luta sem quartel da evolução e do aperfeiçoamento, e, no culto individual da Boa Nova, grava em ti mesmo as observações do Mestre Divino, anotando-lhe os conselhos e avisos e tornando as armas brancas da compreensão e do bem para lutar dignamente, cada dia, na abençoada conquista do futuro glorificado e sem fim.


Pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Culto Doméstico



Quando o culto do Evangelho
Brilha no centro do lar,
A luta de cada dia
Começa a santificar.


Onde a língua tresloucada
Dilacera e calunia,
Brotam flores luminosas
De sacrossanta alegria.


No lugar em que a mentira
Faz guerra de incompreensão,
A verdade estabelece
O império do amor cristão.


Onde a ira ruge e morde,
Qual rude e invisível fera,
Surge o silêncio amoroso
Que entende, respeita e espera.


A mente dos aprendizes
Bebe luz, em pleno ar.
Todos disputam contentes
A glória auxiliar.


À bênção do culto aberto,
Na divina diretriz,
Conversa Jesus com todos
E a casa vive feliz.


Quem traz a igreja consigo,
Combatendo a treva e o mal,
Encontra a porta sublime
Do Reino Celestial.




Casemiro Cunha  &  Francisco C. Xavier
Obra: Gotas de Luz      

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O Culto Cristão no Lar



Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado
provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:
– Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?

O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:
– Mestre, naturalmente escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.

Jesus sorriu e perguntou, de novo:
– E o oleiro? que faz para atender à tarefa a que se propõe?
– Certamente, Senhor – redarguiu o pescador, intrigado –, modela o barro, imprimindo-lhe a forma
que deseja.

O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:
– E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?

O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:
– Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará
a peça bruta.

Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:
– Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante
seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranquila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz
do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro
paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se nos não habituamos a amar o irmão mais próximo,
associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?

Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou:
– Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Porque
não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.

Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas
para explicar-se, murmurou, tímido:
– Mestre, seja feito como desejas.

Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão do lar.



Pelo Espírito Neio Lúcio, psicografia de Francisco C. Xavier
Obra: Luz no Lar

domingo, 24 de outubro de 2010

EVANGELHO NO LAR





1º - Estudar o Evangelho à luz da Doutrina Espírita, a qual possibilita compreendê-lo em “espírito e verdade”, facilitando, assim, pautar nossas vidas segundo os ensinamentos do Mestre.
2º - Criar em todos os lares o hábito salutar de reuniões evangélicas, para que estas despertem e acentuem o sentimento de fraternidade que deve existir em cada criatura.


3º - Oferecer momentos de paz e de compreensão; unir mais as criaturas, proporcionando-lhes uma vivência mais tranqüila.

4º - Tornar o Evangelho melhor compreendido, sentido e exemplificado.


5º - Higienizar o lar pelos nossos pensamentos e sentimentos elevados, permitindo assim mais influência dos Mensageiros do Bem.
6º - Ampliar o conhecimento literal e espiritual do Evangelho, para oferecê-lo com maior segurança a outras criaturas e na própria renovação espiritual dos participantes.


7º - Facilitar, no lar e fora dele, o amparo necessário para enfrentar as dificuldades materiais e espirituais, mantendo operantes os princípios da oração e da vigilância.

8º - Elevar o padrão vibratório dos componentes do lar, a fim de que ajudem, com mais eficiência, o Plano Espiritual na obtenção de um mundo melhor.


(autoria desconhecida)

REALIZAÇÃO DO EVANGELHO NO LAR



1º - Escolher um dia e uma hora da semana em que seja possível a presença de todos os elementos da família, ou da maior parte deles. Observar, rigorosamente, esse dia e essa hora de reunião, para facilitar a assistência espiritual.

2º - Iniciar a reunião com uma prece, simples e espontânea, em que, mais que as palavras, tenham valor os sentimentos, não devendo, portanto, ser decorada.

3º - Fazer a leitura, metódica e seqüente, de ”O Evangelho segundo o Espiritismo” ou outra obra espírita, com trecho previamente escolhido e selecionado para esse objetivo.

4º - Fazer comentários breves sobre o trecho lido, buscando sempre a essência dos ensinamentos de Jesus, para a sua aplicação na vida diária. A reunião poderá ser dirigida pelo chefe da casa, ou pela pessoa que tiver maiores conhecimentos doutrinários, a qual deverá incentivar a participação de todos os presentes, colocando as lições ao alcance dos de menor compreensão.

5º - Fazer vibrações pelo lar onde o Evangelho está sendo estudado, para os presentes, seus parentes e amigos.

6º - Relembrar sempre que é dever de todos os que procuram viver o Evangelho concorrer, sem esmorecimento:

a) para a paz na Terra;

b) para a implantação e a vivência do Evangelho em todos os lares;

c) para o entendimento fraternal entre todas as religiões;

d) para a cura ou melhoria de todos os enfermos, do corpo ou da alma, minorando seus sofrimentos e suas vicissitudes;

e) para o incentivo dos trabalhadores do Bem e da Verdade.

7º - Fazer uma prece de encerramento.