Eternidade

Eternidade
Mostrando postagens com marcador Revista O Espírita. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Revista O Espírita. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CONCENTRAÇÃO



“Quando orares, entra no teu quarto, 
fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; 
e teu Pai, que vê num lugar oculto, 
recompensar-te-á.” - Jesus (Mt., 6:6)


Concentrar significa deixar-se absorver por um assunto ou matéria...

Nas reuniões mediúnicas, a concentração exerce papel fundamental que poucos compreendem e muito menos praticam.

Segundo Joanna de Ângelis: “...a concentração constitui meio eficaz para se abrirem as portas que facultam o trânsito dos desencarnados, no incessante intercâmbio que demonstra a sobrevivência e expressa a validade das aquisições morais e intransferíveis”.

Compreendemos, assim, com a benfeitora espiritual, que o intercâmbio mediúnico de alto nível não dispensa certos requisitos técnicos e morais.

No livro “Diversidade dos Carismas”, volume II, capítulo V, Hermínio C. Miranda explica: “...concentração, no fundo, não consiste - propriamente - em ‘esvaziar’ a mente, deixando de pensar, mas em redirecionar o pensamento, de forma a desobstruir o canal condutor a fim de cedê-lo livre e desembaraçado ao comunicante”.

Aproveitemos a expressão: canal condutor.

Imaginemos um rio com seus diversos afluentes: a navegação através de suas águas será mais fácil se o leito estiver desobstruído de pedras, cachoeiras e detritos.

Os integrantes da reunião mediúnica são os “afluentes” que desaguam suas energias no canal condutor utilizado pelos espíritos para a “navegação” da mensagem.

Se esses “afluentes” jogam substâncias deletérias na corrente energética, isso irá causar danos e interferências na comunicação.

Aí entra a importância da concentração: cada integrante deverá “higienizar” suas energias, uniformizando-as, a fim de oferecer “leito” propício ao escoamento da mensagem.

Mister se faz que os pensamentos convirjam para um só ponto. O que acontecerá ao canal condutor se cada integrante da reunião jogar “n” pensamentos na corrente?

Concentrar: absorver-se em um só tema. Se todos só pensarem em Jesus, aí estará surgindo um límpido canal para o intercâmbio abençoado.

Aconselha Emmanuel: “...Vem a um lugar à parte, no país de ti mesmo, a fim de repousar um pouco.Esquece as fronteiras sociais, os controles domésticos, as incompreensões dos parentes, os assuntos difíceis, os problemas inquietantes, as ideias inferiores. Retira-te dos lugares comuns a que ainda te prendes. 
Concentra-te, por alguns minutos, em companhia do Cristo, no barco de teus pensamentos mais puros, sobre o mar das preocupações cotidianas.. Ele te lavará a mente eivada de aflições; balsamizará tuas úlceras; dar-te-á salutares alvitres. Basta que cales e Sua voz falará no sublime silêncio...
Oferece-Lhe um coração valoroso na fé e na realização, e Seus braços divinos farão o resto. Regressarás, então, aos círculos de luta, revigorado, forte e feliz.
Teu coração com Ele, a fim de agires, com êxito, no vale do serviço; Ele contigo, para escalares, sem cansaço, a montanha da luz”.


por Rogério Coelho/MG
Fonte: Revista O Espírita nº 123, de janeiro a junho/2007


Jesus e os Mercadores do Templo



Ao chegar ao templo de Jerusalém, registra o Novo Testamento que Jesus verificou, decepcionado, o comércio naquele estabelecimento.

E o Mestre, fazendo uso de cordas, disse ao expulsar os vendilhões:
- A casa do Pai é a casa de oração e não covil de ladrões.

Ancorados na razão, será possível que o Senhor, o nosso guia e modelo, exemplo maior de amor, de caridade e de bondade, de piedade e de mansuetude, a personificação da pureza e da mais plena virtude, promoveria castigo físico aos Seus irmãos ignorantes, conforme acreditam alguns, naqueles dias tão distantes?

A única resposta plausível é não.
Então qual seria a verdade?
No notável e elucidativo livro “Jesus perante a cristandade”, de Bittencourt Sampaio, obra esta que foi psicografada pelo médium Frederico Júnior, esta passagem foi elucidada.

Quando Jesus chega ao templo, Ele, nessa ocasião, se deixa mostrar em Sua grandeza fulgurante e de suas mãos passa a jorrar um imenso látego de luz, com seu brilho faiscante, e aquela turba atônita em vista da cena impressionante daquele espetáculo luminoso e do choque magnético impactante, vai ao solo, derrubando objetos e as suas mesas naquele instante.

Assim, temos o real “açoite” que foi pelo Mestre motivado despertando naquelas pessoas o respeito pelo que é sagrado.


Fonte: Revista O Espírita nº 134, de janeiro/abril 2011.