Eternidade
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sexta-feira, 1 de março de 2024
quarta-feira, 27 de junho de 2018
A persistência da fascinação
Um grave tipo de obsessão
Ailton Barcelos
Allan Kardec diz que a mediunidade é simplesmente uma aptidão para
servir de instrumento mais ou menos maleável aos Espíritos em geral
(Kardec, 2002). Por isso mesmo, os médiuns não devem se vangloriar de
terem assumido suas responsabilidades morais na condição de
trabalhadores da última hora, comprometidos com os benfeitores da
humanidade que neles confiaram, deixando-se sucumbir aos tormentos da
fascinação sutil ou extravagante (Franco, 2012a; Franco, 2015).
Novos
missionários surgem de um para outro momento, a si mesmos atribuindo
realizações superiores e mergulhando em tormentosas obsessões por
fascinação, assim como se apresentam novidades estapafúrdias que levam o
bom nome da doutrina ao ridículo, pela maneira como são expostas as
teses infelizes, nascidas na vaidade daqueles que são médiuns ou não
(Franco, 2012b).
A atividade mediúnica, para Manoel Philomeno de
Miranda, constitui oportunidade abençoada para o aperfeiçoamento
intelecto-moral do indivíduo, que se permitiu cometer equívocos em
reencarnações anteriores, comprometendo-se em lamentáveis situações
espirituais (Franco, 2012a). Para o autor, a mediunidade é uma
oportunidade especial para a autorecuperação, devendo ser utilizada de
maneira dignificante, em cujo ministério de amor e de caridade será
encontrada a diretriz de segurança para o reequilíbrio do ser humano.
Tais
indivíduos preservam comportamentos egotistas, comprazendo-se em
vivenciar mecanismos de evasão da realidade, transferindo os conflitos
para a aparência de superioridade, acreditando-se – ou fingem acreditar –
portadores de vida irretocável (Franco, 2012a).
Para Kardec, em O
Livro dos Médiuns, o perigo está na orgulhosa propensão de certos
médiuns para, muito levianamente, se julgarem instrumentos exclusivos de
Espíritos superiores, nessa espécie de fascinação que lhes não se
permitem compreender as tolices de que são intérpretes.
A
fascinação é um grave tipo de obsessão, e pode ser definida como uma
ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do
médium e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio, relativamente
às comunicações (Kardec, 2003). Dessa forma:
“O médium fascinado
não acredita que o estejam enganando: o Espírito tem a arte de lhe
inspirar confiança cega, que o impede de ver o embuste e de compreender o
absurdo do que escreve, ainda quando esse absurdo salte aos olhos de
toda gente. A ilusão pode mesmo ir até ao ponto de o fazer achar sublime
a linguagem mais ridícula. Fora erro acreditar que a este gênero de
obsessão só estão sujeitas as pessoas simples, ignorantes e baldas de
senso. Dela não se acham isentos nem os homens de mais espírito, os mais
instruídos e os mais inteligentes sob outros aspectos, o que prova que
tal aberração é efeito de uma causa estranha, cuja influência eles
sofrem.” (Kardec, 2003, p. 156)
Suely Caldas Schubert diz que
existem várias modalidades de fascinação. Assim como ocorre com os
outros gêneros de obsessão, também a fascinação é exercida não somente
por Espíritos desencarnados visando os encarnados, mas igualmente de
encarnado para encarnado, de desencarnado para desencarnado, de
encarnado para desencarnado, e ainda pode exercer-se de um encarnado
sobre si próprio: a autofascinação (Schubert, 1981, p, 13). Para a
autora, a fascinação pode ser encontrada em diferentes gradações,
chegando-se a ser tão sutil que pode passar despercebida, assumindo
caráter de verdadeira subjugação.
Na fascinação, para Hermínio
Miranda, o agente espiritual atua diretamente sobre o pensamento de sua
vítima, inibindo-lhe o raciocínio e levando-a à perigosa convicção de
que as ideias que expressa provêm de um Espírito de elevado gabarito
intelectual e moral (Miranda, 1984). Para o autor, seu engano é evidente
a todos, menos a ele próprio, que segue fascinado e servil ao Espírito
que se apoderou sutilmente de sua mente. Para Manoel Philomeno de
Miranda, a tomada na qual se encontra o plugue obsessivo está no egoísmo
e no temperamento especial, que lhe constituem os grandes desafios a
vencer durante a conjuntura reencarnacionista (Franco, 2012a).
A
inferioridade e as dívidas do passado são fatores que tornam o indivíduo
predisposto ao mecanismo da fascinação (Schubert, 1981). Ao iniciar-se o
processo da reencarnação, o indivíduo tem impresso no seu código
genético as deficiências defluentes de irresponsabilidades e dívidas do
passado, que se apresentarão no futuro em momento próprio como
descompensação nervosa, carência ou excesso de moléculas neurônicas
(neuropeptídeos) responsáveis pelos correspondentes transtornos
psicológicos ou de outra natureza.
Para M. P. Miranda, as vítimas
são atraídas pela irradiação inferior do ódio ou do ressentimento, da
ira ou da vingança que permeia o perispírito do seu antigo algoz,
produzindo-lhe desarmonia vibratória, que resulta em perturbação dos
sistemas nervosos central e endócrino, abrindo espaço para a consumação
dos funestos planos de vingança (Franco, 2006). Simultaneamente, o
Espírito fascinador atua na mente da vítima, direcionando à mente do
hospedeiro físico induções hipnóticas carregadas de pessimismo e de
desconfiança, de inquietação e de mal-estar, interrompendo o fluxo dos
seus pensamentos e interferindo com a sua própria onda mental (Schubert,
1981; Franco, 2006). Para Schubert (1981), a pessoa visada passa a ter o
seu pensamento controlado e cerceado, o que, de certa maneira lhe
paralisa o raciocínio. Ainda para autora, o perseguidor utiliza então a
repetição constante de suas ideias, configurando-se assim a hipnose, que
leva o fascinado a agir teleguiado pelo ser invisível.
Nenhum
médium se encontra livre da fascinação lançada por entidades obsessoras,
já que a trilha da vivência mediúnica é cheia de perigos, impondo
cuidado (Franco, 2000). Tal processo de fascinação é muito mais comum do
que se pode imaginar (Schubert, 1981; Franco, 2006). Tais entidades
acabam por ter o objetivo de criar dificuldades ao progresso da Doutrina
Espírita, e nada melhor para alcançar esse intento do que utilizar os
próprios espíritas, partindo do princípio que toda casa dividida
desmorona (Schubert, 1981).
Kardec, citando o caso da fascinação,
diz que esta pessoa é infinitamente mais rebelde do que a mais violenta
subjugação, uma vez se encontra seduzida pelo Espírito que a domina,
persistindo no que é conduzido e repelindo toda assistência (Kardec,
2003).
Para Schubert (1981), dificilmente o fascinado irá admitir
que está sendo alvo de obsessores e que não precisa de tratamento
espiritual, já que ele está convencido que não é igual a outras pessoas.
Para a autora, o estudo da Doutrina Espírita, das obras básicas da
codificação feita em grupo, seria o primeiro passo para o seu
despertamento e conscientização, mas aquele que é alvo de Espíritos
fascinadores foge a todo custo de qualquer tipo de estudo sério,
afastando-se de todos aqueles que o passam esclarecer e ajudar. Além do
mais, esse estudo, disciplinado e constante, de tal modo que possibilite
a assimilação de seus postulares, o que, por certo, ocasionará a nossa
transformação moral, princípio básico do espírita.
Para M. P.
Miranda, a terapia de recuperação dessas pessoas se inicia pela
vigilância, vivenciando a humildade e tendo a coragem de bloquear e
interromper a interferência nefasta, descendo do palanque de sua
superioridade que se acredita, para a planície das criaturas comuns e
frágeis, onde ele se deve situar (Franco, 2000).
Para Schubert
(1981), mais do que outros obsedados, o fascinado precisa receber por
meio do diálogo todos os esclarecimentos imprescindíveis ao seu
tratamento, e ser conscientizado de sua própria participação neste
processo, sendo essencial que ele sinta que todos estamos em aprendizado
constante.
Além disso, é fundamental nos conscientizarmos de
nossa realidade espiritual, que somos aprendizes imperfeitos das
primeiras letras do conhecimento universal (Schubert, 1981).
Por
fim, como nos diz Manoel Philomeno de Miranda, Franco (2012a), a
fascinação ainda é persistente nas casas espíritas pela falta de
vigilância e humildade de todos nós, que ainda não compreendemos que a
mediunidade é uma oportunidade especial para a autorrecuperação e
equilíbrio, devendo ser utilizada de maneira dignificante, com amor e
caridade.
_________________________
– Franco, D. Temas da Vida e da Morte. Pelo Espírito Manoel P. de Miranda. 1.ed. Salvador: FEB, 1996.
– Franco, D. Fascinação Obsessiva. Pelo Espírito Manoel P. de Miranda. In: Reformador, ano 118, n. 2.051, fev. 2000, p. 37.
– Franco, D. Reencontro com a Vida. Pelo Espírito Manoel P. de Miranda. 1.ed. Salvador: LEAL, 2006.
– Franco, D. Mediunidade: Desafios e Bênçãos. Pelo Espírito Manoel P. de Miranda. 1.ed. Salvador: LEAL, 2012a.
– Franco, D. Amanhecer de Uma Nova Era. Pelo Espírito Manoel P. de Miranda. 1.ed. Salvador: LEAL, 2012b.
– Franco, D. Perturbações Espirituais. Pelo Espírito Manoel P. de Miranda. 1.ed. Salvador: LEAL, 2015.
– Kardec, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 120.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002.
– Kardec, A. O Livros dos Médiuns. Trad. Guillon Ribeiro. 71.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003.
– Miranda, H. C. Diálogos com as Sombras: Teoria e Prática da Doutrinação. Rio de Janeiro: FEB, 1984.
– Schubert, S. C. Os Perigos da Fascinação. In: Reformador, ano 99, n. 1.833, dez. 1981, p. 369-373.
_______________________________
Fonte: Revista Internacional de Espiritismo, abril/2018
domingo, 13 de maio de 2018
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
quinta-feira, 30 de junho de 2016
Sentimento e Obsessão
"Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção,
vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração."
(S. Mateus, cap. XIII, vv. 18 a 23.)
O Evangelho Segundo o Espiritismo - capítulo XVII - item 5
Costuma-se relacionar obsessão com condutas viciosas como alcoolismo, tabagismo, sexolatria e outros vícios corporais. Entretanto, existe uma infinidade de conúbios obsessivos ainda não investigados que se operam em decorrência dos estados psicológicos e emocionais do ser humano.
Obsessão é uma interação de mentes que evolui no tempo através da sustentação de vínculos pela Lei de Sintonia, mantendo duas ou mais criaturas ligadas pelos seus interesses. Alterando ou deixando de existir tais interesses, a vinculação passa a ser circunstancial. Chamamo-la de pressão psíquica.
Que processos interiores experimenta a alma para que estabeleça um circuito de forças mentais dominadoras? Que estados psicológicos e emotivos servem de base na constrição mente a mente?
Analisemos, didaticamente, nesse terreno sutil, a sequência de interação mental mais frequente a partir da intenção obsessiva, nutrida por um Espírito desencarnado sobre as "brechas" oferecidas pelo encarnado.
Etapa um
. Existe a intenção do agente (obsessor).
. São acionados elementos de sintonia no receptor (obsidiado).
Etapa dois
. O agente invade os limites psicológicos e emocionais do receptor.
. Permissão do receptor.
Etapa três
. Produção de clichês induzidos.
. Assimilação de ideias intrusas e surgimento do conflito mental.
Etapa quatro
. Sugestões hipnóticas de manutenção.
. Enfraquecimento da vontade.
Etapa cinco
. Implantação de tecnologias
. Adesão intencional ao plano do agente indutor através do sentimento.
Etapa seis
. Evolução e sofisticação do domínio sobre o receptor.
. Dependência através de simbiose afetiva compartilhada.
Adotando a progressividade didática utilizada pelo senhor Allan Kardec no capítulo XXIII de O Livro dos Médiuns, assim se enquadram as etapas acima referidas:
1) Obsessão simples - estabelecimento da sintonia - etapas 1 a 3.
2) Fascinação - invasão dos limites alheios - etapas 4 e 5.
3) Subjugação - simbiose - etapa 6.
Na educação interior, certos comportamentos sujeitam-se à obsessão. Ao longo do tempo, os embates interiores causam em alguns discípulos espíritas a sensação de "fadiga na alma". Os esforços e vitórias parecem insignificantes e infrutíferos. Um nocivo sentimento de inutilidade toma conta da vida mental. Desponta a dúvida e com ela multiplicam-se as perguntas sobre a validade de perseverar. Não estará faltando algo? Melhorei de fato? Estarei sendo hipócrita?!
Nessa "hora psicológica" nascem muitas obsessões. Discípulos sinceros que sacrificaram longamente na conquista de si próprios estacionam em lamentação e descrença, desprezando as vitórias e fixando-se no derrotismo e na acomodação.
Um dos pontos educacionais da auto-aceitação consiste em valorizar os nossos esforços de reeducação espiritual - ponto crucial na conquista de condições psicológicas adequadas ao crescimento interior. Quando não valorizamos o que já podemos realizar, abrimos a frequência da vida interior para a descrença, o desânimo e a desmotivação, convidando os famanazes da maldade para que dilapidem os tesouros de nossa vida íntima.
Façamos agora, portanto, uma radiografia da exploração obsessiva sobre o sentimento de "menos valia" ou baixa auto-estima", valendo-nos das etapas supra enumeradas.
Etapa um
. O agente encontra campo vibratório para sua intenção constritora.
. A sensação de incapacidade é aceita pelo receptor, através de suas próprias crenças derrotistas programadas no inconsciente.
Etapa dois
. O agente penetra a vida psíquica do receptor e estimula o sentimento de indignidade já presente na "vítima".
. Adesão espontânea no clima da revolta em função das frustrações da vida.
Etapa três
. O agente trabalha com informações sobre as mazelas de seu alvo.
. São criadas as justificativas autodefensivas para a conduta invigilante.
Etapa quatro
. Sugestões hipnóticas de autodesvalorização através de ideias imaginárias do desprezo de outrem.
. Estado íntimo de insatisfação consigo próprio, levando à culpa e apatia ante os ideais superiores.
Etapa cinco
. Tecnologias avançadas para instalar a descrença - o sentimento básico para consumar uma queda moral.
. Estado íntimo de falência cujo nome é desânimo - a doença de quem desistiu.
Etapa seis
. Exploração do receptor nos programas de ataque e interferência na sociedade carnal. "Assalariado carnal".
. Total dependência em quadros de adoecimento psíquico.
O conceito de vigilância vai muito além de disciplinar os pensamentos. É no campo do sentimento que nasce esmagadora maioria das obsessões. A capacidade de "pensar livre" ou decidir por nós é "quase nula" no concerto universal. Vivemos em regime de contínuo intercâmbio e interdependência.
Nesse contexto fenomenológico da vida mental não será incoerente afirmar que todos respiramos, em maior ou menor grau, nas faixas da obsessão. A questão é saber se somos por ela dominados ou se a temos sob nosso controle. Sob essa ótica as obsessões são convites educativos contidos nas Leis Naturais para nosso aprimoramento.
Somente a oração ungida pelos sentimentos elevados, a intenção nobre e perseverante, seguidas da conduta reta, podem estabelecer um clima de autonomia psíquica desejável, que nos defenda da dominação dos interesses inferiores à nossa volta.
Essa autonomia interrompe o processo na "etapa dois", quando elabora no terreno dos sentimentos o auto-amor - reconhecimento de nossa pequenez, seguido da alegria de poder contar sempre com a manifestação da Divina Providência em favor de nossas vastas necessidades espirituais.
"Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração."
Com sua habitual lucidez Jesus estabeleceu em Mateus, capítulo quinze, versículo dezenove: Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.
Só carregamos por fora o resultado do que temos por dentro.
por Ermance Dufaux e Wanderley S. de Oliveira
obra: Escutando Sentimentos
segunda-feira, 25 de maio de 2015
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Despoluição Espiritual do Planeta
Nas reuniões mediúnicas de desobsessão, causa perplexidade
o grande número de Espíritos que exercem vingança por prejuízos
sofridos em pretérita existência. Perseguem os responsáveis,
impondo-lhes variados problemas de saúde física e psíquica.
Parecem
ter perdido o contato com a realidade, dominados pelo desejo de revide,
sem atentar ao passar do tempo, contabilizando, não raro,dezenas de
anos e até séculos.
Localizam e assediam seus desafetos com a intenção de submetê-los a todo sorte de sofrimentos e desajustes.
E quem é mais digno de comiseração?
O obsidiado, pela inconsequência criminosa do passado, ou o obsessor, pela agressividade feroz do presente?
O obsidiado, que ofendeu, ou o obsessor, que não soube perdoar?
O obsidiado, que colhe espinhos que semeou, ou o obsessor, que dilacera nos propósitos de vingança?
É
difícil lidar com um Espírito nessa condição, fixado na ideia de que
seus desafetos, que tanto o fizeram sofrer, devem experimentar
sofrimentos mil vezes acentuados.
Inútil racionalizar,
dizendo-lhe que responderá por seus atos,que está sendo insensível, que
não está agindo de conformidade com as leis divinas.
É impermeável aos apelos da razão. Melhor evocar o coração.
Lidei há pouco com umasituação dessa natureza...
O
obsessor mostrava-se irredutível na perseguição que exercia sobre um
desafeto. Pretendia induzi-lo ao suicídio. O caso viera parar no
atendimento fraterno do Centro, por iniciativa de um familiar,
preocupado com estado de abatimento e desânimo do obsidiado.
E
ali estava o algoz, conversando conosco ao processo mediúnico.De nada
adiantou falar-lhe das consequências de seus atos, do crime que estava
cometendo, dos sofrimentos que estava impondo a toda uma família, em
nome do ódio.
Em certo momento, justificando-se, explicou:
- Aquele
de quem você se compadece é um criminoso sem perdão. Na existência
passada ele foi um coronel nordestino.Movido pela ambição, invadiu
minhas terras, matou-me, bem como a meus pais,irmãos, esposa e três
filhos, e apossou-se de todos os nossos haveres. Estive a vagar sem
sossego por muito tempo. Agora o localizei e farei justiça. Vou
induzi-lo ao suicídio e provocarei a desagregação de sua família.
-
A experiência ensinou-me que em situações assim o primeiro passo é
captar a simpatia do manifestante, concordando com seus
propostos,exercitando amor por ele.
Foi o que fiz...
- Sua revolta é justa. O crime que seu desafeto cometeu é imperdoável.
- Ainda bem que concorda comigo, porquanto não descansarei enquanto o miserável não pagar!
-
Desculpe, mas fico imaginando se valeu a pena ficar tanto tempo
dominado pelo ódio, a ponto de perder a própria noção do tempo. Pelo que
você relatou, aquela tragédia aconteceu há mais de um século.
- Ainda que se passem muitos séculos, não importa! Quero vingança!
Então amigo leitor, veio o apelo do coração...
- E a sua família?...
- O que tem minha família?
- Mantém contato com seus pais, irmãos, a esposa e filhos?
- Não, nunca mais os vi.
- Não acha estranho, já que desencarnaram juntos?
- Nada disso importa! Apenas a justiça!
- Não sente saudades?
- Não quero pensar nisso!
- Nunca procurou definir por que não os encontra?
- Certamente esqueceram-se de mim, seguiram seu caminho.
- E se eu lhe disser que mentores espirituais querem colocá-lo em contato com eles?
- Não acredito! Você quer enganar-me!
-
É verdade! Seus familiares têm procurado aproximar-se, mas você não os
vê, porquanto seus olhos estão obscurecidos pelo ódio. Agora, me
irmão,surgiu a grande chance. Aproveite! Esqueça o passado!
O obsessor sensibilizou-se...
- Você tem certeza de que os reencontrarei?
- Fique tranquilo.
- O que devo fazer?
-
Mentores espirituais conversarão com você e lhe prometo que em breve
reencontrará a família. Rendamos graças a Deus, cuja misericórdia nos
oferece infinitas oportunidades de reabilitação.
Em
seguida orei, naquela evocação que parte do imo d’alma, réstia de amor
quando nos sensibilizamos com as misérias alheias, rogando a Jesus
amparasse aquele nosso irmão no seu propósito de renunciar à vingança.
O médium chorava, extravasando a emoção da entidade.
Mais
uma vez o amor triunfava sobre o ódio. A partir daquele dia a situação
começou a mudar no lar do ex-obsidiado, livre da pressão do tenaz
perseguidor.
Sempre imagino, amigo leitor, como seria
maravilhoso se pudéssemos ter milhões de grupos mediúnicos, mundo afora,
em condições de ajudar Espíritos perturbados e perturbadores que
enxameiam e nosso mundo.
Teríamos prodigioso saneamento em nossa psicosfera, melhorando muito as condições de vida na Terra.
E
pensar que muitos dirigentes espíritas desavisados eliminam práticas
mediúnicas em suas casas! Negligenciam o aspecto sagrado do Espiritismo,
que o distingue de outras religiões! Perdem maravilhosa oportunidade de
colaborar com a Espiritualidade para uma despoluição espiritual do planeta.
Livro – AMOR, SEMPRE AMOR! – Richard Simonetti
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Reforma Interior
Tendes seguidamente ouvido recomendações quanto ao vosso padrão
vibratório, o qual deve ser, o mais possível, harmonioso e estável,
evitando-se oscilações e quedas.
Não seria cabível exigir de vós elevação constante de pensamentos e vibrações. Entretanto, embora atualmente impossível vossa estabilização nos planos mais elevados que frequentemente atingis, por esforço próprio, tanto na esfera do pensamento como na do sentimento, bom seria que evitásseis ao máximo oscilações vibratórias. Naturalmente, referimo-nos a oscilações "para baixo", em sentido de "queda", e não aos vôos intelectuais e afetivos em que necessariamente vos deveis exercitar, até que vos possais estabilizar em planos mais elevados.
Infelizmente notamos, em muitos dos seguidores do Mestre, uma atitude de certa forma comodista. Deixam-se influenciar por entidades inferiores, ou obedecem a impulsos menos dignos, contando mais tarde reabilitarem-se mediante o devido retorno ao bom caminho, ou por meio de preces e passes, esquecidos de que a queda tem invariavelmente seu preço doloroso, e cada pacto com as forças do mal, por ligeiro que seja, implica sintonia e ligação, muitas vezes prolongando-se mais do que esperava o encarnado invigilante.
Olvidam muitos que não podem ligar-se ocasional e momentaneamente a uma entidade colérica, por exemplo, sem correrem o risco de tê-la, talvez por longo tempo, como obsessora, não mais atendendo a apelos inconscientes, na forma de impulsos raivosos do encarnado, mas acompanhando-o constantemente e, já agora, impelindo-o no sentido das explosões de ódio.
Conhecêsseis o imenso valor e a oportunidade sempre atual da oração e da vigilância, saberíeis evitar frequentes "pequenas quedas", eivadas do perigo de se tornarem em grande e terrível derrocada espiritual, e tampouco correríeis o risco de instantes, embora ligeiros, de sintonia com o astral inferior.
Muitos dão excessiva importância aos fatores cármicos, ao considerarem o problema das obsessões. Na realidade, mesmo o número de obsessões oriundas de rancores e inimizades pregressas diminuiria prodigiosamente, se atentásseis devidamente para o valor imenso da oração e da vigilância.
Para que ocorra obsessão, necessário é que haja, primeiramente ligação. E para que se efetive a ligação, é imprescindível sintonia.
É fato muito conhecido que mesmo os mais evoluídos Espíritos, encarnados entre vós, sempre contaram com acirrados inimigos nos planos astrais inferiores, em virtude mesmo de seu adiantamento espiritual. No entanto, embora o peso tremendo das vibrações adversas que os atingem e, muitas vezes, chegam a abalar profundamente, jamais se teve notícia de que Espíritos de escol fossem vítimas de obsessão. Sabeis que o próprio Cristo não escapou ao assédio das forças das trevas, mas de forma alguma poderia ser influenciado obsessivamente, por absoluta inexistência e impossibilidade de sintonia e ligação entre suas elevadíssimas vibrações e as de seus adversários.
Com o único recurso de defesa ante tais perigos, necessário vos é buscar, firme e decididamente, destruir a "criatura velha" que em todos habita, sujeita e vulnerável, por sua imperfeição, aos ataques das forças inferiores, e abraçar sinceramente o propósito de vossa reforma interior.
A ninguém ocorreria, galgando uma escada, subir e descer o mesmo degrau, repetidamente. Não pretenderíeis subir a escada de Jacó, permanecendo em perpétuo movimento de "queda - ascensão - queda".
Não seria cabível exigir de vós elevação constante de pensamentos e vibrações. Entretanto, embora atualmente impossível vossa estabilização nos planos mais elevados que frequentemente atingis, por esforço próprio, tanto na esfera do pensamento como na do sentimento, bom seria que evitásseis ao máximo oscilações vibratórias. Naturalmente, referimo-nos a oscilações "para baixo", em sentido de "queda", e não aos vôos intelectuais e afetivos em que necessariamente vos deveis exercitar, até que vos possais estabilizar em planos mais elevados.
Infelizmente notamos, em muitos dos seguidores do Mestre, uma atitude de certa forma comodista. Deixam-se influenciar por entidades inferiores, ou obedecem a impulsos menos dignos, contando mais tarde reabilitarem-se mediante o devido retorno ao bom caminho, ou por meio de preces e passes, esquecidos de que a queda tem invariavelmente seu preço doloroso, e cada pacto com as forças do mal, por ligeiro que seja, implica sintonia e ligação, muitas vezes prolongando-se mais do que esperava o encarnado invigilante.
Olvidam muitos que não podem ligar-se ocasional e momentaneamente a uma entidade colérica, por exemplo, sem correrem o risco de tê-la, talvez por longo tempo, como obsessora, não mais atendendo a apelos inconscientes, na forma de impulsos raivosos do encarnado, mas acompanhando-o constantemente e, já agora, impelindo-o no sentido das explosões de ódio.
Conhecêsseis o imenso valor e a oportunidade sempre atual da oração e da vigilância, saberíeis evitar frequentes "pequenas quedas", eivadas do perigo de se tornarem em grande e terrível derrocada espiritual, e tampouco correríeis o risco de instantes, embora ligeiros, de sintonia com o astral inferior.
Muitos dão excessiva importância aos fatores cármicos, ao considerarem o problema das obsessões. Na realidade, mesmo o número de obsessões oriundas de rancores e inimizades pregressas diminuiria prodigiosamente, se atentásseis devidamente para o valor imenso da oração e da vigilância.
Para que ocorra obsessão, necessário é que haja, primeiramente ligação. E para que se efetive a ligação, é imprescindível sintonia.
É fato muito conhecido que mesmo os mais evoluídos Espíritos, encarnados entre vós, sempre contaram com acirrados inimigos nos planos astrais inferiores, em virtude mesmo de seu adiantamento espiritual. No entanto, embora o peso tremendo das vibrações adversas que os atingem e, muitas vezes, chegam a abalar profundamente, jamais se teve notícia de que Espíritos de escol fossem vítimas de obsessão. Sabeis que o próprio Cristo não escapou ao assédio das forças das trevas, mas de forma alguma poderia ser influenciado obsessivamente, por absoluta inexistência e impossibilidade de sintonia e ligação entre suas elevadíssimas vibrações e as de seus adversários.
Com o único recurso de defesa ante tais perigos, necessário vos é buscar, firme e decididamente, destruir a "criatura velha" que em todos habita, sujeita e vulnerável, por sua imperfeição, aos ataques das forças inferiores, e abraçar sinceramente o propósito de vossa reforma interior.
A ninguém ocorreria, galgando uma escada, subir e descer o mesmo degrau, repetidamente. Não pretenderíeis subir a escada de Jacó, permanecendo em perpétuo movimento de "queda - ascensão - queda".
pelo Espírito Bezerra de Menezes
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Simbiose Espiritual
À semelhança de uma planta trepadeira, que,
enroscando-se ou agarrando-se a outra, passa a nutrir-se dela,
participando, de contínuo, dos acontecimentos de sua existência, há
entre encarnados e desencarnados um processo de associação similar.
Quando, desavisadamente, agasalhamos anseios de natureza inferior, e continuamente mantemos na tela mental ideias de origem viciosa, irradiamos para o plano extrafísico da vida aquele desejo, estabelecendo uma verdadeira "varredura". Deste modo, encontramos Espíritos que simpatizam com o mesmo objetivo, e que, percebendo nossa "busca", aproximam-se de nós, estabelecendo a parceria.
A quantidade de mentes desencarnadas, ávidas de sensações físicas, é muito grande. Espíritos ociosos, negligentes, baldos de fé e de conhecimentos sobre os princípios que orientam a vida, vivem perambulando entre os encarnados. Muitos tentam desesperadamente manter-se o mais possível ligados à vida material, da qual não encontram coragem para se separar; outros, carregaram para a vida além-túmulo os vícios a que se escravizaram na vida física, e que estão a reclamar satisfação. Alguns, inconformados pela decepção de não haverem encontrado o céu que esperavam, mas que nada fizeram por conquistar, tentam dominar as mentes fracas que se ajustem aos seus estados de moralidade desequilibrada. Com isto, procuram manter-se o mais próximo possível de um estado de vida material, numa espécie de desforço por sua decepção ao se verem frente a frente com a realidade que não esperavam.
O simples fenômeno da morte não modifica o estado moral e intelectual de quem desencarna; mas, ao contrário, faz o desencarnado sentir-se exatamente como sempre foi quando vivo, razão por que a satisfação daqueles objetivos torna-se imperiosa para o Espírito inferior. Assim, na medida em que são alimentadas fixações que interessem a ambos os parceiros, fica estabelecido um vínculo, criando-se a dependência mútua em que se comprazem, e que acaba por transformar-se em "necessidade". Esta parceria em geral prolonga-se por tempo indeterminado, já que é estabelecida passiva e voluntariamente, embora sem que os parceiros percebam que são os próprios promotores daquela situação. O encarnado busca continuamente alimentar-se das forças inferiores do desencarnado, o qual encontra nele a "ponte" para manter vivas as sensações físicas a que se escravizou.
Muitas vezes o vínculo é tão forte, e alimenta-nos a insânia com tal intensidade, que a sua supressão repentina poderia provocar-nos a falência, quiçá a desencarnação. Esta simbiose, muito mais frequente do que se possa imaginar, é a causa, em grande proporção, dos sofrimentos na crosta planetária, onde o homem pouco afeito às atividades espirituais elevadas prefere ignorar a realidade que o aguarda e render-se aos doces embalos dos gozos materiais e paixões mundanas, atendendo, com esta atitude, o desejo do parceiro desencarnado, e transferindo-lhe as sensações por ele esperadas.
Para chegar ao resultado desejado, o hóspede explora a invigilância do seu hospedeiro, não com a intenção de prejudicar, perseguir ou vingar, mas de alimentar seus anseios através dele, estimulando-lhe as fraquezas, que procura enaltecer exaltando-lhe a vaidade, e sugerindo-lhe um desculpismo complacente, sempre que a consciência, infalível guardiã, o advirta do erro e do perigo iminente.
Para romper os grilhões que prendem um ao outro, hóspede e hospedeiro, ouçamos a Doutrina Espírita: ela nos ensina não haver outro meio de vencermos a influência de um Espírito inferior, senão nos tornando mais fortes do que ele. No "orai e vigiai", o Cristo sintetizou a solução: orando, haurimos forças para resistir à tentação de nos rendermos; vigiando, nos policiaremos preventivamente, para evitarmos chegar ao estado de dependência. A chave para solução do problema estará em manter-se a mente ocupada, com assuntos de elevado conteúdo moral e intelectual, através da leitura, da frequência a palestras, conferências e cursos e, paralelamente, em nos dedicarmos à prática do bem em todas as suas formas e expressões, o que, além de dirigir nosso pensamento para estados vibratórios mais elevados, também nos favorecerá com a assistência mais estreita dos bons Espíritos, que, sempre atentos às nossas necessidades, procurarão estimular-nos os esforços, amparando-nos nos momentos de vacilação e dúvida.
por Mauro Paiva Fonseca
Revista Reformador nº 2.077 - abril/2002
domingo, 3 de agosto de 2014
DOUTRINAÇÃO DE ESPÍRITOS
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do livro "Missionários da Luz", por André Luiz & Chico Xavier
A. Que doente tratado
pelos Espíritos é capaz
de atingir a cura
positiva?
R.: Somente o doente
convertido
voluntariamente em
médico de si mesmo, que
compreende que a
medicação, qualquer que
seja, não é tudo no
problema da necessária
restauração do
equilíbrio físico, pode
alcançar a verdadeira
cura. (Missionários
da Luz, cap. 18, pp. 309
e 310.)
B. Que requisitos requer
uma doutrinação
eficiente?
R.: Não basta ao
doutrinador conhecer as
matérias e ministrá-las.
É preciso, antes de
tudo, senti-las e
viver-lhes a
substancialidade no
coração. O homem que
apregoa o bem deve
praticá-lo, se não
deseja que as suas
palavras sejam
carregadas pelo vento,
como simples eco dum
tambor vazio. O
companheiro que ensina a
virtude, vivendo-lhe as
grandezas em si mesmo,
tem o verbo carregado de
magnetismo positivo,
estabelecendo
edificações espirituais
nas almas que o ouvem.
Sem essa característica,
a doutrinação, quase
sempre, é vã. (Obra
citada, cap. 18, pp. 310
a 312.)
C. No tratamento da
obsessão é fundamental o
afastamento do obsessor?
R.: Não. Efetivamente,
não faltam, embora
raros, os casos de
libertação quase
instantânea. É que,
nesses casos, pode ter
chegado ao fim o
laborioso processo
redentor. Mas, na
maioria dos casos, a
tarefa é de sementeira,
de cuidado, persistência
e vigilância. Não se
quebram grilhões de
muitos séculos num
instante, nem se edifica
uma cidade num dia. É
indispensável desgastar
as algemas do mal, com
perseverança, e praticar
o bem, com ânimo
evangélico. (Obra
citada, cap. 18, pp. 312
a 315.)
D. Após a conversão real
do obsessor, o obsidiado
readquire a normalidade
orgânica?
R.: Quando o doente se
dispõe a cooperar com os
benfeitores espirituais,
em benefício próprio,
colaborando
decididamente na
restauração de suas
atividades mentais,
regenerando-se à luz da
vida renovada no Cristo,
pode esperar o
restabelecimento da
saúde relativa do corpo
terrestre. Entretanto,
na maioria dos casos, as
vítimas não mais
restabelecem o
equilíbrio do corpo,
permanecendo com a saúde
incompleta até o
sepulcro. Lembremos que,
embora o obsessor se
haja transformado, é
possível que a vítima
não esteja convertida.
Na obsessão, as
dificuldades não são
unilaterais. O eventual
afastamento do
perseguidor nem sempre
significa a extinção da
dívida. E, em qualquer
parte do Universo,
receberemos sempre de
acordo com nossas
próprias obras. (Obra
citada, cap. 18, pp. 315
a 319.)
Texto para leitura
130. A
caminho da cura
- Os trabalhos da
reunião seguiam seu
curso. Emissões
magnéticas dos que ali
se reuniam eram
aproveitadas pelos
Espíritos para assistir
não só os obsidiados,
mas também os infelizes
algozes. Somente uma
pessoa, porém, dentre os
obsidiados, conseguia
aproveitar cem por cento
o auxílio espiritual
recebido. Era uma jovem
que, envolvida na
corrente das vibrações
fraternas, recuperara a
normalidade orgânica,
embora em caráter
temporário. A moça
percebera a tempo que a
medicação, qualquer que
seja, não é tudo no
problema da necessária
restauração do
equilíbrio físico e, por
isso, desenvolvia toda a
sua capacidade de
resistência, colaborando
com a equipe espiritual
no interesse próprio.
Ela emitia vigoroso
fluxo de energias
mentais, expelindo todas
as idéias malsãs que os
desventurados obsessores
lhe haviam depositado na
mente, absorvendo em
seguida os pensamentos
regeneradores e
construtivos que a
influenciação espiritual
lhe oferecia. Alexandre
aproveitou o exemplo
para elucidar que
somente o doente
convertido
voluntariamente em
médico de si mesmo
atinge a cura positiva.
Se a vítima capitula sem
condições, ante o
adversário,
entrega-se-lhe
totalmente e torna-se
possessa, após
transformar-se em
autômato à mercê do
perseguidor. Se possui
vontade frágil e
indecisa, habitua-se com
a persistente atuação
dos verdugos e vicia-se
no círculo de
irregularidades de
difícil corrigenda.
Nestes casos, as
atividades de
assistência se
circunscrevem a meros
trabalhos de socorro,
objetivando resultados
longínquos. Quando o
enfermo está interessado
na própria cura, então
podemos prever triunfos
imediatos. (Cap. 18, pp.
309 e 310)
131. Doutrinação
- O doutrinador
encarnado era o centro
dum quadro singular. Seu
tórax convertera-se num
foco irradiante, e cada
palavra que lhe saía dos
lábios assemelhava-se a
um jato de luz
alcançando diretamente o
alvo, fosse ele os
ouvidos perturbados dos
enfermos ou o coração
dos obsessores cruéis.
Suas palavras eram, com
efeito, de uma
simplicidade
encantadora, mas a
substância sentimental
de cada uma assombrava
pela sublimidade,
elevação e beleza.
Alexandre explicou que
ali era uma escola
espiritual, onde, para
ensinar com êxito, não
basta conhecer as
matérias e ministrá-las.
É preciso, antes de
tudo, senti-las e
viver-lhes a
substancialidade no
coração. O homem que
apregoa o bem deve
praticá-lo, se não
deseja que as suas
palavras sejam
carregadas pelo vento,
como simples eco dum
tambor vazio. O
companheiro que ensina a
virtude, vivendo-lhe as
grandezas em si mesmo,
tem o verbo carregado de
magnetismo positivo,
estabelecendo
edificações espirituais
nas almas que o ouvem.
Sem essa característica,
a doutrinação, quase
sempre, é vã.
Compreende-se então que
o contágio pelo exemplo
não constitui fenômeno
puramente ideológico,
mas é, sim, um fato
científico nas suas
manifestações
magnético-mentais. Com o
decorrer do trabalho, os
obsidiados – exceção
feita à irmã que se
encontrava possessa –
ficavam livres da
influência direta dos
obsessores, porém todos,
menos a jovem que reagia
valorosamente ao
tratamento, apresentavam
singular inquietude,
ansiosos de se reunirem
de novo ao campo de
atração dos algozes.
Benfeitores espirituais
haviam arrebatado os
verdugos, expulsando-os
temporariamente daqueles
corpos enfermos e
atormentados, mas os
enfermos encarnados
primavam pela ausência
íntima, permanecendo a
longa distância
espiritual dos
ensinamentos que o
doutrinador terrestre
ministrava, ao influxo
dos mentores da reunião.
A atitude dos enfermos
era de insatisfação e
ansiedade: parecia não
suportarem a separação
de seus algozes
invisíveis. Alexandre
explicou então que, em
geral, noventa por cento
dos casos de obsessão
que se verificam na
Crosta constituem
problemas dolorosos e
intrincados e quase
sempre o obsidiado
padece de lastimável
cegueira, com relação à
própria enfermidade,
tornando-se presa fácil
e inconsciente, embora
responsável, de
perigosos inimigos.
Comumente, os casos
dessa natureza dão-se em
virtude de ligações
vigorosas e profundas
pela afetividade mal
dirigida, ou pelos
detestáveis laços do
ódio que, em todas as
circunstâncias, é a
confiança desequilibrada
convertida em monstro. É
por isso que cada
problema desses exige
solução diferente. (Cap.
18, pp. 310 a 312)
132. Algemas
seculares - No
trato da obsessão, os
encarnados observam
somente uma face da
questão: o afastamento
do obsessor. Mas, como
rebentar, de um instante
para outro, algemas
seculares, forjadas nos
compromissos recíprocos
da vida em comum? como
separar seres que se
agarram um ao outro,
ansiosamente?
Efetivamente, não
faltam, embora raros, os
casos de libertação
quase instantânea. É
que, nesses casos, pode
ter chegado ao fim o
laborioso processo
redentor. De qualquer
modo, o trabalho de
assistência será sempre
frutífero, e não podemos
fugir ao nosso dever de
assistência fraterna ao
ignorante e sofredor,
compreendendo, porém,
que a construção do amor
é também obra do tempo:
nenhuma palavra, nenhum
gesto ou pensamento, nos
serviços do bem,
permanece perdido. A
tarefa é de sementeira,
de cuidado, persistência
e vigilância. Não se
quebram grilhões de
muitos séculos num
instante, nem se edifica
uma cidade num dia. É
indispensável desgastar
as algemas do mal, com
perseverança, e praticar
o bem, com ânimo
evangélico. Ouvindo
isto, André indagou se o
desequilíbrio da mente
poderia acarretar a
enfermidade do físico.
Alexandre disse que sim.
As intoxicações da alma
determinam as moléstias
do corpo; o
desequilíbrio da mente
pode determinar a
perturbação geral das
células orgânicas. (Cap.
18, pp. 312 a 315)
133. Benefícios do
tratamento - Tão
logo se quebrou a
corrente de vibrações
benéficas, com o término
da reunião, três dos
cinco obsidiados
voltaram a atrair
intensamente os verdugos
invisíveis, a cuja
influenciação se haviam
habituado, demonstrando
escasso aproveitamento.
Alexandre asseverou,
contudo, que em todas as
atividades de socorro
espiritual há sempre
imenso proveito, ainda
mesmo quando a sua
extensão não seja
perceptível ao olhar
comum. Quando o doente
se dispõe a cooperar com
os benfeitores
espirituais, em
benefício próprio,
colaborando
decididamente na
restauração de suas
atividades mentais,
regenerando-se à luz da
vida renovada no Cristo,
pode esperar o
restabelecimento da
saúde relativa do corpo
terrestre. Quando o
indivíduo, porém, roga a
assistência de Jesus com
os lábios, sem abrir o
coração à influência
divina, não deve
aguardar milagres da
colaboração espiritual.
Os benfeitores
espirituais podem
ajudar, socorrer,
contribuir, esclarecer,
mas não é possível
improvisar recursos,
cuja organização é
trabalho exclusivo dos
interessados. O problema
da responsabilidade não
se circunscreve a
palavras; é questão
vital no caminho da
vida. Raros homens,
entretanto, se dispõem a
respeitar os desígnios
da Religião, olvidando
voluntariamente que as
menores quedas e mínimas
viciações ficam
impressas na alma,
exigindo retificação. No
trabalho em favor deles,
não podemos exonerá-los
das obrigações
contraídas. O bom
trabalhador é o que
ajuda, sem fugir ao
equilíbrio necessário,
construindo todo o
trabalho benéfico que
esteja ao seu alcance,
consciente de que o seu
esforço traduz a Vontade
Divina. (Cap. 18, pp.
315 e 316)
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domingo, 29 de dezembro de 2013
sábado, 5 de outubro de 2013
Sexo e fator Obsessão
Vive-se na Terra, a hora do sexo. O sexo vive na cabeça das pessoas,
parecendo haver saído da organização genética onde se sedia. Vulgarizado
e barateado pelos meios de comunicação de massa, tornou-se motivo
essencial da vida de milhares de pessoas, sempre frustradas e
insatisfeitas. Julgando-se a criatura humana como sendo tão somente o
corpo, cresce hoje o vil mercado das sensações, em completo desrespeito e
desconsideração pelo ser humano.
O homem e a mulher verdadeiros são os seus valores éticos, as suas aspirações, as suas lutas e sonhos, os objetivos nobres que trazem dentro de si. Sitiar a criatura apenas nos valores da libido desenfreada, como vem acontecendo, é atitude injustificável perante todo o progresso psíquico, emocional e intelectual que nos colocam hoje no patamar da razão.
Alheios a tais aquisições, homens tomam de seus veículos automotores, a vagar pela noite, à procura de uma parceira que lhe satisfaça os impulsos. Forma-se uma corrente mental indirecionada, já que a mulher de seus desejos só existe no seu pensamento. Imediatamente, dezenas de espíritos trevosos captam o “fio mental” do desejo sexual do homem imprevidente e vão em sua direção. Por influência deles é encontrada a parceira ideal, a fim de estarem eles próprios a participar do infeliz ato sexual, porque desprovido dos condimentos do amor.
Sem a afetividade sincera e honesta dando sustentabilidade à relação sexual do ser humano, este se faz presa fácil da parasitose obsessiva que se estabelece. Acoplando-se ao Chakra Coronário, localizado no topo da cabeça, centro vital responsável pela "alimentação das células do pensamento" e relacionado ao funcionamento de todo o sistema nervoso, conforme elucida o espírito Manoel Philomeno de Miranda, em seu livro "Sexo e Obsessão", o desencarnado penetra nas ondas mentais do encarnado e, desta forma, passa a sentir as mesmas e idênticas sensações que sua vítima experiência. Simultâneo a este acoplamento, ocorre a expansão de uma densíssima massa energética chamada ectoplasma, a qual permite com maior facilidade a absorção das baixas energias da relação sexual do casal desavisado.
Hoje, dessa forma, milhares de criaturas são vítimas das vampirizações espirituais. Se tivessem envolvido as suas vibrações no sentimento sincero do amor; se tivessem resguardado seus canais mediúnicos, que todos temos; se tivessem mantido seus pensamentos em patamar elevado; e não seriam vítimas então desses terríveis conúbios obsessivos.
Urge na Terra a necessidade de uma educação mental por parte das criaturas. O pensamento é força atuante e estamos constantemente rodeados por consciências desencarnadas de toda natureza. Pensar de maneira correta e elevada é atitude de todo aquele que tem o desejo sincero de evoluir, de progredir sem limites no rumo da plenitude que o espera. Conforme as emanações mentais que mantivermos, da mesma forma se apresentará a nossa vida e o nosso comportamento. O ser humano é energia pensante e onde estiver irradiará o que traz dentro de si, atraindo as companhias correspondentes: "Diga-me com quem andas e eu te direi quem és", já dizia o conhecido provérbio popular.
Quando um encarnado mantém o seu pensamento no nível dos prazeres vulgares, sua vibração é sentida pela espiritualidade inferior como se fora um estridente sinal sonoro, uma verdadeira "sirene do desejo"... e então localizam com facilidade o homem e a mulher inadvertidos, de acordo com as afirmações do espírito Galileu Galilei, em seu livro "Amor e Fator Obsessão". Tais emissões vibratórias em suas mentes ocasionam a produção de enzimas psíquicas ou bacilos psíquicos, microscópicos corpúsculos desconhecidos da ciência terrena os quais irão atacar as células reprodutoras masculina e feminina. Ao exaurir as fontes da sexualidade, da vitalidade genésica, provocam transtornos e doenças como o câncer de próstata e o câncer uterino. Da mesma forma, o baixo teor vibratório emitido pela tela mental desorganiza a sede da consciência individual de cada célula, que passam então a funcionar irregularmente, conforme nos esclarece Joanna de Ângelis, em seu livro “Adolescência e Vida”, abrindo o campo receptivo à instalação de várias doenças. Não são os microorganismos visíveis os responsáveis pela causa das doenças, mas sim o psiquismo em deterioramento, que abre um canal enfermiço para todo o corpo perispiritual e físico.
Há casais em nossos dias, os quais entenderam erroneamente que o sexo é tudo, e entregam-se a viciações sexuais de difícil libertação, as quais nem mesmo os especialistas conseguem compreender com facilidade. Enquanto se permitirem licenças morais e aberrações sexuais como vem ocorrendo, desorganizarão sistematicamente toda a sua aparelhagem genésica, o que acarretará doenças inadiáveis, por lesarem com vigor seus períspiritos.
Sob a óptica espírita, portanto, a única maneira de vivenciar a função sexual de forma correta é através do amor. Quando os indivíduos se amam, não ocorre somente a permuta física mas, principalmente, a de ordem psíquica, conforme afirma Walter Barcellos, em "Sexo e Evolução". Os olhares sinceros se encontram e intercambiam raios psíquico-magnéticos que os vitalizam, estimulando a coragem, o ânimo e a alegria de viver. Quanto mais espiritualizado, quanto mais sincero e honesto for o sentimento que une duas criaturas, mais rica e sublime será a permuta magnética entre as duas, que têm a sua intimidade completamente protegida pelos mentores de ambos, os quais utilizando-se dos pensamentos elevados da atmosfera psíquica do casal, constroem a "residência fluídica" que os protegerá de qualquer espírito infeliz.
Já o mesmo não ocorre quando a relação sexual é desprovida de sentimentos nobres, sendo a sua passagem rápida e frustrante, o que gera naqueles a que se entregam sentimentos de vazio e arrependimento – porque não completa, não preenche, não vitaliza -, além de ficar o casal completamente vulnerável à ação da espiritualidade inferior.
O sexo não foi elaborado por Deus a fim de possibilitar tais deleites irresponsáveis, mas sim para o renascimento das vidas, que retornam ao cenário terreno, e para as sensações compensativas das jornadas diárias, na permuta de hormônios que acalmam e da afetividade que robustece as criaturas e as completam. Sendo o espírito neutro na sua sexualidade, possui ambas as polaridades psíquicas, masculina e feminina, e as expressa conforme for o melhor para a sua evolução; ora encarnando como homem, ora encarnando como mulher, com o intuito de desenvolver os sentimentos inerentes a cada polaridade.
Quando a sexualidade, entretanto, é aviltada, vulgarizada e desrespeitada em sua constituição, retorna o espírito em outra polaridade a qual não corresponde ao corpo físico, de forma a não poder dar curso aos seus desejos, esclarece o nobre mentor Bezerra de Menezes. Pode ainda o ser reencarnante vir a ocupar um corpo com sérias limitações mentais, o que impossibilitará – com fins preventivos e terapêuticos -, a elaboração das obscenidades que tanto o prejudicaram, quando o empurraram para o fosso das paixões primitivas.
Considera-se nos nossos dias, o prazer corporal como o único meio de felicitar os indivíduos. Os defensores de tal ideia ignoram, por outro lado, uma série de outros prazeres mais sutis, mas que também são fortemente registrados no psiquismo, fomentando o bem-estar e a alegria de viver. São os prazeres da afetividade sincera, o prazer intelectual que se frui diante do aprofundamento em alguma área do conhecimento, o prazer estético, através das artes e das criações da cultura em toda parte, e ainda o prazer espiritual, decorrente dos mergulhos dentro de si mesmo e do contato com a espiritualidade. Há ainda o prazer cultivado quando acalentamos ideais para nossas vidas, objetivos pelos quais nos esforçamos com empenho e dedicação, planos profissionais ou afetivos, junto daqueles que amamos. Todos esses são prazeres do espírito, da alma humana, uns passageiros, como os prazeres físicos, outros perenes porque abstratos, imateriais, mas que da mesma forma impulsionam o indivíduo para as lutas diárias, para os desafios da caminhada terrena.
O homem e a mulher verdadeiros são os seus valores éticos, as suas aspirações, as suas lutas e sonhos, os objetivos nobres que trazem dentro de si. Sitiar a criatura apenas nos valores da libido desenfreada, como vem acontecendo, é atitude injustificável perante todo o progresso psíquico, emocional e intelectual que nos colocam hoje no patamar da razão.
Alheios a tais aquisições, homens tomam de seus veículos automotores, a vagar pela noite, à procura de uma parceira que lhe satisfaça os impulsos. Forma-se uma corrente mental indirecionada, já que a mulher de seus desejos só existe no seu pensamento. Imediatamente, dezenas de espíritos trevosos captam o “fio mental” do desejo sexual do homem imprevidente e vão em sua direção. Por influência deles é encontrada a parceira ideal, a fim de estarem eles próprios a participar do infeliz ato sexual, porque desprovido dos condimentos do amor.
Sem a afetividade sincera e honesta dando sustentabilidade à relação sexual do ser humano, este se faz presa fácil da parasitose obsessiva que se estabelece. Acoplando-se ao Chakra Coronário, localizado no topo da cabeça, centro vital responsável pela "alimentação das células do pensamento" e relacionado ao funcionamento de todo o sistema nervoso, conforme elucida o espírito Manoel Philomeno de Miranda, em seu livro "Sexo e Obsessão", o desencarnado penetra nas ondas mentais do encarnado e, desta forma, passa a sentir as mesmas e idênticas sensações que sua vítima experiência. Simultâneo a este acoplamento, ocorre a expansão de uma densíssima massa energética chamada ectoplasma, a qual permite com maior facilidade a absorção das baixas energias da relação sexual do casal desavisado.
Hoje, dessa forma, milhares de criaturas são vítimas das vampirizações espirituais. Se tivessem envolvido as suas vibrações no sentimento sincero do amor; se tivessem resguardado seus canais mediúnicos, que todos temos; se tivessem mantido seus pensamentos em patamar elevado; e não seriam vítimas então desses terríveis conúbios obsessivos.
Urge na Terra a necessidade de uma educação mental por parte das criaturas. O pensamento é força atuante e estamos constantemente rodeados por consciências desencarnadas de toda natureza. Pensar de maneira correta e elevada é atitude de todo aquele que tem o desejo sincero de evoluir, de progredir sem limites no rumo da plenitude que o espera. Conforme as emanações mentais que mantivermos, da mesma forma se apresentará a nossa vida e o nosso comportamento. O ser humano é energia pensante e onde estiver irradiará o que traz dentro de si, atraindo as companhias correspondentes: "Diga-me com quem andas e eu te direi quem és", já dizia o conhecido provérbio popular.
Quando um encarnado mantém o seu pensamento no nível dos prazeres vulgares, sua vibração é sentida pela espiritualidade inferior como se fora um estridente sinal sonoro, uma verdadeira "sirene do desejo"... e então localizam com facilidade o homem e a mulher inadvertidos, de acordo com as afirmações do espírito Galileu Galilei, em seu livro "Amor e Fator Obsessão". Tais emissões vibratórias em suas mentes ocasionam a produção de enzimas psíquicas ou bacilos psíquicos, microscópicos corpúsculos desconhecidos da ciência terrena os quais irão atacar as células reprodutoras masculina e feminina. Ao exaurir as fontes da sexualidade, da vitalidade genésica, provocam transtornos e doenças como o câncer de próstata e o câncer uterino. Da mesma forma, o baixo teor vibratório emitido pela tela mental desorganiza a sede da consciência individual de cada célula, que passam então a funcionar irregularmente, conforme nos esclarece Joanna de Ângelis, em seu livro “Adolescência e Vida”, abrindo o campo receptivo à instalação de várias doenças. Não são os microorganismos visíveis os responsáveis pela causa das doenças, mas sim o psiquismo em deterioramento, que abre um canal enfermiço para todo o corpo perispiritual e físico.
Há casais em nossos dias, os quais entenderam erroneamente que o sexo é tudo, e entregam-se a viciações sexuais de difícil libertação, as quais nem mesmo os especialistas conseguem compreender com facilidade. Enquanto se permitirem licenças morais e aberrações sexuais como vem ocorrendo, desorganizarão sistematicamente toda a sua aparelhagem genésica, o que acarretará doenças inadiáveis, por lesarem com vigor seus períspiritos.
Sob a óptica espírita, portanto, a única maneira de vivenciar a função sexual de forma correta é através do amor. Quando os indivíduos se amam, não ocorre somente a permuta física mas, principalmente, a de ordem psíquica, conforme afirma Walter Barcellos, em "Sexo e Evolução". Os olhares sinceros se encontram e intercambiam raios psíquico-magnéticos que os vitalizam, estimulando a coragem, o ânimo e a alegria de viver. Quanto mais espiritualizado, quanto mais sincero e honesto for o sentimento que une duas criaturas, mais rica e sublime será a permuta magnética entre as duas, que têm a sua intimidade completamente protegida pelos mentores de ambos, os quais utilizando-se dos pensamentos elevados da atmosfera psíquica do casal, constroem a "residência fluídica" que os protegerá de qualquer espírito infeliz.
Já o mesmo não ocorre quando a relação sexual é desprovida de sentimentos nobres, sendo a sua passagem rápida e frustrante, o que gera naqueles a que se entregam sentimentos de vazio e arrependimento – porque não completa, não preenche, não vitaliza -, além de ficar o casal completamente vulnerável à ação da espiritualidade inferior.
O sexo não foi elaborado por Deus a fim de possibilitar tais deleites irresponsáveis, mas sim para o renascimento das vidas, que retornam ao cenário terreno, e para as sensações compensativas das jornadas diárias, na permuta de hormônios que acalmam e da afetividade que robustece as criaturas e as completam. Sendo o espírito neutro na sua sexualidade, possui ambas as polaridades psíquicas, masculina e feminina, e as expressa conforme for o melhor para a sua evolução; ora encarnando como homem, ora encarnando como mulher, com o intuito de desenvolver os sentimentos inerentes a cada polaridade.
Quando a sexualidade, entretanto, é aviltada, vulgarizada e desrespeitada em sua constituição, retorna o espírito em outra polaridade a qual não corresponde ao corpo físico, de forma a não poder dar curso aos seus desejos, esclarece o nobre mentor Bezerra de Menezes. Pode ainda o ser reencarnante vir a ocupar um corpo com sérias limitações mentais, o que impossibilitará – com fins preventivos e terapêuticos -, a elaboração das obscenidades que tanto o prejudicaram, quando o empurraram para o fosso das paixões primitivas.
Considera-se nos nossos dias, o prazer corporal como o único meio de felicitar os indivíduos. Os defensores de tal ideia ignoram, por outro lado, uma série de outros prazeres mais sutis, mas que também são fortemente registrados no psiquismo, fomentando o bem-estar e a alegria de viver. São os prazeres da afetividade sincera, o prazer intelectual que se frui diante do aprofundamento em alguma área do conhecimento, o prazer estético, através das artes e das criações da cultura em toda parte, e ainda o prazer espiritual, decorrente dos mergulhos dentro de si mesmo e do contato com a espiritualidade. Há ainda o prazer cultivado quando acalentamos ideais para nossas vidas, objetivos pelos quais nos esforçamos com empenho e dedicação, planos profissionais ou afetivos, junto daqueles que amamos. Todos esses são prazeres do espírito, da alma humana, uns passageiros, como os prazeres físicos, outros perenes porque abstratos, imateriais, mas que da mesma forma impulsionam o indivíduo para as lutas diárias, para os desafios da caminhada terrena.
Tudo isto constitui o que a benfeitora Joanna de Ângelis considera como
sublimação ou transmutação da função sexual. A libido, como a denominou
Sigmund Freud, é energia psíquica que pode ser canalizada para várias
áreas: para os esportes, para o conhecimento, para a arte, a
afetividade... Sempre que nos dedicamos a alguma tarefa ou trabalho, ou
mesmo a algum esporte, estamos sublimando ou transmutando energia sexual
para diferentes aspectos da vida, a gerar equilíbrio energético e saúde
orgânica.
A função sexual, em sua constituição íntima, é criativa das formas físicas, mas principalmente das expressões da beleza, da cultura e da arte, como elucida a mentora de Divaldo Franco, em seu livro "O Despertar do Espírito". Todos os grandes avanços do conhecimento humano, seja através das expressões artísticas ou da ciência, foram frutos desta energia sublimada de homens e mulheres abnegados. Isso não significa ausência de relações sexuais, mas sim o direcionamento criativo da libido para diversas áreas, e não somente para a área genésica.
Nesta tarefa, portanto, de sublimação e transmutação das energias sexuais, devemos tomar ainda o cuidado de não acalentar qualquer sentimento de culpa ou vergonha em relação às sensações fisiológicas, perfeitamente naturais, o que provocaria a repressão de conteúdos para o inconsciente, gerando transtornos e desequilíbrios inevitáveis. Devemos sempre lembrar de que o sexo é obra Divina, elaborado para o crescimento e felicidade das criaturas. A forma como empregarmos as forças sexuais do espírito é que responderá por suas consequências – quer sejam de luz ou de trevas.
Torna-se inadiável, e quão urgente, neste momento, que esta visão espiritual da sexualidade seja levada às gerações mais novas, na tarefa de proporcionar uma correta educação para a vida sexual. A educação sexual que os jovens têm recebido nas escolas, na qual somente o corpo físico é abordado, os têm levado à entrega completa aos impulsos fisiológicos, os atirando em viciações e processos obsessivos lamentáveis. Conforme nos adverte Joanna de Ângelis, em seu livro "Adolescência e Vida", "quando se pretende transferir para a Escola a responsabilidade da educação sexual, corre-se o risco, que deverá ser calculado, de o assunto ser apresentado com leveza, irresponsabilidade e perturbação do próprio educador, que vive conflitivamente o desafio, sem que o haja solucionado nele próprio" (1997, pg.21).
Certamente existem professores os quais trabalham o tema com dignidade e honradez – embora ignorem os fatores espirituais -, mas, infelizmente, estes constituem exceção. O que se percebe nas aulas ministradas sobre sexo, em sua maioria, é a completa banalização do aparelho genésico, com a utilização de palavreado impróprio e vulgar, além de imagens chocantes, a causar perturbação nos mais tímidos e incitar ao cinismo e à malícia aqueles espíritos que renascem sob a influência de vícios muito arraigados, que longe de serem reforçados, deveriam ser substituídos por hábitos salutares.
A correta educação sexual, sob a óptica do Espiritismo, consiste na aquisição de valores por parte do jovem reencarnante, na introjeção do respeito aos seus semelhantes, aos sentimentos que possuem, seus corpos e individualidade; pois as criaturas hoje são tratadas como objetos – indivíduos descartáveis -, sem qualquer dignidade ou consideração. Ao lado da informação de ordem física, que é necessária, tornam-se indispensáveis os valores éticos e morais para o jovem, as informações espirituais sobre o sexo e suas várias decorrências, a fim de que não tombem nos resvaladouros da vulgaridade dos nossos dias. Sem esses ingredientes, a atual educação sexual se faz ineficiente e perigosa, nos assevera Walter Barcellos.
O Espiritismo, assim, como doutrina de educação das almas, oferece os melhores métodos para tal cometimento, através de seu inestimável patrimônio de saberes, disponível à pais, mães, educadores e todo e qualquer investigador que tenha dentro de si o desejo sincero de conhecer a Verdade.
Este é o grande momento para todos nós que aspiramos a uma vida melhor. Reflexionar em torno dos objetivos da vida e da função sexual é tarefa de todo aquele que pensa e deseja o melhor para si. Cumpre-nos, a todos, somar esforços em favor dos princípios da dignidade, da honradez, dos valores éticos, morais, e principalmente da educação moral das novas gerações, único meio de formarmos um novo homem e uma nova mulher para o porvir, na construção de uma sociedade mais equilibrada e feliz.
Tão logo o ser humano resolver-se pela liberdade ante as amarras que o prendem aos baixos desejos; tão logo decida educar o seu pensamento e manter as suas relações sob os alicerces do amor sincero e puro; libertar-se-á com facilidade das malhas terríveis da obsessão sexual. De outra forma, prosseguirá no fosso das paixões insanas e de difícil libertação.
"Ninguém se engane quanto aos compromissos do sexo perante a Vida.
E cuide também de não enganar a outrem. Cada um responde pelo o que inspira, e pelo o que faz." - Manoel Philomeno de Miranda
Bibliografia:
Miranda, Manoel Philomeno de (Espírito), Sexo e Obsessão; psicografado por Divaldo Pereira Franco. – Salvador, BA: Livr. Espírita Alvorada, 2002.
Galilei, Galileu (Espírito), Amor e Fator Obsessão; psicofonia de João Berbel. –
Franca, SP: Editora Farol das Três Colinas, 2003.
Ângelis, Joanna de (Espírito). Adolescência e Vida; psicografado por Divaldo P. Franco. – Salvador, BA: Livr. Espírita Alvorada, 1997.
O Despertar do Espírito; - Salvador, BA: LEAL, 2000.
Amor, Imbatível Amor; - Salvador, BA: LEAL, 1998.
O Homem Integral; - Salvador, BA: LEAL, 2000.
Sendas Luminosas, - Salvador, BA: LEAL, 1998.
Nascente de Bênçãos, - Salvador, BA: LEAL, 2001.
Dias Gloriosos; - Salvador, BA: LEAL, 1999.
Barcelos, Walter. Sexo e Evolução; - Brasília, DF: FEB, 1995.
Jr, Décio Iandoli. Fisiologia Transdimensional; São Paulo, SP: FE Editora Jornalística Ltda, 2001.
A função sexual, em sua constituição íntima, é criativa das formas físicas, mas principalmente das expressões da beleza, da cultura e da arte, como elucida a mentora de Divaldo Franco, em seu livro "O Despertar do Espírito". Todos os grandes avanços do conhecimento humano, seja através das expressões artísticas ou da ciência, foram frutos desta energia sublimada de homens e mulheres abnegados. Isso não significa ausência de relações sexuais, mas sim o direcionamento criativo da libido para diversas áreas, e não somente para a área genésica.
Nesta tarefa, portanto, de sublimação e transmutação das energias sexuais, devemos tomar ainda o cuidado de não acalentar qualquer sentimento de culpa ou vergonha em relação às sensações fisiológicas, perfeitamente naturais, o que provocaria a repressão de conteúdos para o inconsciente, gerando transtornos e desequilíbrios inevitáveis. Devemos sempre lembrar de que o sexo é obra Divina, elaborado para o crescimento e felicidade das criaturas. A forma como empregarmos as forças sexuais do espírito é que responderá por suas consequências – quer sejam de luz ou de trevas.
Torna-se inadiável, e quão urgente, neste momento, que esta visão espiritual da sexualidade seja levada às gerações mais novas, na tarefa de proporcionar uma correta educação para a vida sexual. A educação sexual que os jovens têm recebido nas escolas, na qual somente o corpo físico é abordado, os têm levado à entrega completa aos impulsos fisiológicos, os atirando em viciações e processos obsessivos lamentáveis. Conforme nos adverte Joanna de Ângelis, em seu livro "Adolescência e Vida", "quando se pretende transferir para a Escola a responsabilidade da educação sexual, corre-se o risco, que deverá ser calculado, de o assunto ser apresentado com leveza, irresponsabilidade e perturbação do próprio educador, que vive conflitivamente o desafio, sem que o haja solucionado nele próprio" (1997, pg.21).
Certamente existem professores os quais trabalham o tema com dignidade e honradez – embora ignorem os fatores espirituais -, mas, infelizmente, estes constituem exceção. O que se percebe nas aulas ministradas sobre sexo, em sua maioria, é a completa banalização do aparelho genésico, com a utilização de palavreado impróprio e vulgar, além de imagens chocantes, a causar perturbação nos mais tímidos e incitar ao cinismo e à malícia aqueles espíritos que renascem sob a influência de vícios muito arraigados, que longe de serem reforçados, deveriam ser substituídos por hábitos salutares.
A correta educação sexual, sob a óptica do Espiritismo, consiste na aquisição de valores por parte do jovem reencarnante, na introjeção do respeito aos seus semelhantes, aos sentimentos que possuem, seus corpos e individualidade; pois as criaturas hoje são tratadas como objetos – indivíduos descartáveis -, sem qualquer dignidade ou consideração. Ao lado da informação de ordem física, que é necessária, tornam-se indispensáveis os valores éticos e morais para o jovem, as informações espirituais sobre o sexo e suas várias decorrências, a fim de que não tombem nos resvaladouros da vulgaridade dos nossos dias. Sem esses ingredientes, a atual educação sexual se faz ineficiente e perigosa, nos assevera Walter Barcellos.
O Espiritismo, assim, como doutrina de educação das almas, oferece os melhores métodos para tal cometimento, através de seu inestimável patrimônio de saberes, disponível à pais, mães, educadores e todo e qualquer investigador que tenha dentro de si o desejo sincero de conhecer a Verdade.
Este é o grande momento para todos nós que aspiramos a uma vida melhor. Reflexionar em torno dos objetivos da vida e da função sexual é tarefa de todo aquele que pensa e deseja o melhor para si. Cumpre-nos, a todos, somar esforços em favor dos princípios da dignidade, da honradez, dos valores éticos, morais, e principalmente da educação moral das novas gerações, único meio de formarmos um novo homem e uma nova mulher para o porvir, na construção de uma sociedade mais equilibrada e feliz.
Tão logo o ser humano resolver-se pela liberdade ante as amarras que o prendem aos baixos desejos; tão logo decida educar o seu pensamento e manter as suas relações sob os alicerces do amor sincero e puro; libertar-se-á com facilidade das malhas terríveis da obsessão sexual. De outra forma, prosseguirá no fosso das paixões insanas e de difícil libertação.
"Ninguém se engane quanto aos compromissos do sexo perante a Vida.
E cuide também de não enganar a outrem. Cada um responde pelo o que inspira, e pelo o que faz." - Manoel Philomeno de Miranda
Bibliografia:
Miranda, Manoel Philomeno de (Espírito), Sexo e Obsessão; psicografado por Divaldo Pereira Franco. – Salvador, BA: Livr. Espírita Alvorada, 2002.
Galilei, Galileu (Espírito), Amor e Fator Obsessão; psicofonia de João Berbel. –
Franca, SP: Editora Farol das Três Colinas, 2003.
Ângelis, Joanna de (Espírito). Adolescência e Vida; psicografado por Divaldo P. Franco. – Salvador, BA: Livr. Espírita Alvorada, 1997.
O Despertar do Espírito; - Salvador, BA: LEAL, 2000.
Amor, Imbatível Amor; - Salvador, BA: LEAL, 1998.
O Homem Integral; - Salvador, BA: LEAL, 2000.
Sendas Luminosas, - Salvador, BA: LEAL, 1998.
Nascente de Bênçãos, - Salvador, BA: LEAL, 2001.
Dias Gloriosos; - Salvador, BA: LEAL, 1999.
Barcelos, Walter. Sexo e Evolução; - Brasília, DF: FEB, 1995.
Jr, Décio Iandoli. Fisiologia Transdimensional; São Paulo, SP: FE Editora Jornalística Ltda, 2001.
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