Eternidade

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sábado, 27 de setembro de 2014

Trabalhemos




Trabalhemos


É preciso estender a luz por toda parte.
Valhamo-nos do verbo, da cultura, da arte,
Dos livros e do malho!
É mister semear o bem puro e fecundo,
Por todos os desvãos e recantos do mundo,
À força de trabalho!



Só podemos gozar de paz e de alegria
Quando o orbe viver no clima da harmonia,
Da virtude e do amor!
Preparemos, portanto, a aurora da bonança,
Nos esforços da crença e da perseverança,
Incólumes à dor!



Inflamados de fé, de vida e de verdade,
Enfrentemos as sombras densas da maldade,
Na glória de servir;
E veremos erguer-se, augusta e sublimada,
A manhã deslumbrfante, excelsa e aureolada,
Dum divino porvir!



Hernani T. Sant'Anna
Fonte: Canções do Alvorecer 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Culto Doméstico



Quando o culto do Evangelho
Brilha no centro do lar,
A luta de cada dia
Começa a santificar.


Onde a língua tresloucada
Dilacera e calunia,
Brotam flores luminosas
De sacrossanta alegria.


No lugar em que a mentira
Faz guerra de incompreensão,
A verdade estabelece
O império do amor cristão.


Onde a ira ruge e morde,
Qual rude e invisível fera,
Surge o silêncio amoroso
Que entende, respeita e espera.


A mente dos aprendizes
Bebe luz, em pleno ar.
Todos disputam contentes
A glória auxiliar.


À bênção do culto aberto,
Na divina diretriz,
Conversa Jesus com todos
E a casa vive feliz.


Quem traz a igreja consigo,
Combatendo a treva e o mal,
Encontra a porta sublime
Do Reino Celestial.




Casemiro Cunha  &  Francisco C. Xavier
Obra: Gotas de Luz      

domingo, 30 de setembro de 2012

Norma de Vida



Sinto-te o coração dorido em prece
E perguntas, em pranto, alma querida e boa:
- "Como guardar a fé, sem que a prova nos doa
Nos recessos do ser?
Uma norma de paz haverá sobre a Terra,
Que consiga sanar as chagas da alma triste?"
Sem pretensão, respondo que ela existe:
- Trabalhar e esquecer.

A própria Natureza é um livro aberto.
Recorda o tronco antigo e a tempestade;
Desçam raios do céu, a nuvem brade,
Sob a crise da noite a estremecer,
Ei-lo, porém, ereto e firme, agüentando a tormenta...
Quebra-se-lhe quase toda a ramaria,
Ele guarda, no entanto, as instruções da vida:
- Trabalhar e esquecer.

Vejo a terra humilhada na lavoura,
Ferida e massacrada
Ao peso do trator e entre golpes de enxada
Tem nos vulcões rugindo o seu bravo gemer...
Mas, mesmo assim, produz o pão do mundo,
Injuriada e revolvida
Atende a ordenação que recebe da vida:
- Trabalhar e esquecer.

O fio dàgua que nasceu na serra,
Pouco a pouco se fez amplo regato,
Percorrendo quilômetros de mato,
A correr e a correr...
Dessedentando pombos e serpentes,
Sofre a baba do lobo que o domina
E segue para o mar, ante a norma divina:
- Trabalhar e esquecer!...

Assim também, alma querida e boa,
Se carregas contigo farpas de amargura,
Desencanto, tristeza, desventura,
Chora, mas faze o bem - nosso alto dever...
Quanto às pedras e empeços do caminho,
Desengano e aflição, mágoa e mudança,
Olvida!... E segue as vozes da esperança:
- Trabalhar e esquecer!...
-
- pelo Espírito Maria Dolores - 
Do livro: Assembléia de Luz, Médiuns: Francisco Cândido Xavier.

sábado, 11 de agosto de 2012

POESIA




Deus age...


Dificuldades e empecilhos,
Aflições desatadas,
Provações imprevistas.
Tristezas e amarguras,
Farpas de incompreensão,
Contratempos e lágrimas,
Desastres iminentes,
Problemas e conflitos.

Quando essas sombras apareçam,

Ora e silencia,
Guardando tolerância;
Se possível, nada digas, servindo para o bem
Sem que te queixes de ninguém.

Então perceberás

Que te encontras em paz
E que uma luz vem vindo
Para auxílio de todos...

Assim será sempre,

Porque em todas as crises.
O Céu apaga as horas infelizes,
E se calas e esperas, na fé que já te alcança,
Com mais imediata segurança,
Deus permanece agindo
Emmanuel
Psicografia de Francisco C. Xavier