Eternidade

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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A ALEGRIA DO SERVIDOR

 
 
Vislumbra a montanha que deves escalar e algumas vezes assusta-te com os desafios que devem ser superados, entretanto, detém-te um pouco mais a meditar e encontrarás a paisagem deslumbrante que poderás visualizar no cume da chegada.

Enxerga o oceano distante na linha do horizonte e perguntas quais ondas bravias tão altas deverás enfrentar. Porém, volte o pensamento a ti mesmo e sinta-te chegando na terra deslumbrante e segura, de rios caudalosos e florestas exuberantes e verificarás a alegria antecipada no painel das emoções.

Percebes em ti os desafios da travessia entre um campo abismal e outro, entretanto volta em confiança para os teus próprios propósitos e verificarás a ventura no coração por teres superado o abismo de inquietações e angústias, em nome da coragem e da fé que soube te erguer às cumeadas da autorrealização.

Em todo empreendimento em nome de Jesus devemos guardar a certeza de que passaremos por desafios acentuados na intimidade de nossas almas ainda pálidas nas expressões do bem sublime. Verifiquemos, portanto, as necessidades urgentes e, ao mesmo tempo constantes, de jamais estagnarmos em nossas íntimas dificuldades.

Prosseguindo sempre em nome da grande felicidade que plantamos a partir de agora na semeadura intimorata do amor, sendo o servidor alegre em todas as tarefas que a Providência amorosa de Deus nos confiar. 

Honório

(Mensagem ditada pelo Espírito Honório, médium Afro Stefanini II, no dia 12 de fevereiro de 2016, em Biel - Suíça)

Como mudar o mundo? - Questões da Vida #40

Sacrifício Implícito


 
Jesus é o modelo incólume do sacrifício, pelo qual renunciou às esferas celestes para demandar um tempo com a Humanidade, convivendo com suas angústias, suas alegrias e suas complexas situações emocionais. Por ser amor de cunho cósmico, consciência madura e sublime, conseguiu iluminar o entendimento de muitos daqueles que buscavam soluções intensas para as suas emoções, não as solucionando, mas oferecendo diretrizes incontestáveis de amor. 

Uma delas é a diretriz do sacrifício pessoal. Todas as questões de ordem evolutiva demandam trabalho e minuciosa disciplina para serem exitosamente resolvidas. Com o sacrifício pessoal é assim. Para a criatura encontrar dentro do coração as balizas seguras para se libertar dos interesses eminentemente egoístas e auxiliar a si mesma a se desprender dos apegos que traz é possível, somente, por meio de uma intensa e vigorosa análise e constante trabalho de doação à Causa maior, que é o amor na sua máxima expressão. 

Foi por isso que o Cristo, pelo meio mais desafiador, convidou aqueles que O buscavam a ir direto aos seus próprios interesses e renunciá-los. Jesus fez isso várias vezes: ao jovem rico pediu renúncia imediata dos interesses da posse. Ele, no entanto, não soube aproveitar. Para a enlouquecida de Magdala o Mestre solicitou também a renúncia aos apegos sensualistas e ela soube muito bem aproveitar. 

Qual foi a diferença entre uma e outro, senão o reconhecimento muito sensível das dores que o orgulho gera? Quando reconhecemos com delicada atenção as dores que trazemos pela força do orgulho contumaz, nos dispomos a renunciar pelo trabalho constante e sacrificial para que realmente haja em nós a paz e o equilíbrio. 

Esse reconhecimento não é tarefa simplória, porque há nele o desafio de percebermos também os prazeres distorcidos que sentimos na exaltação da personalidade. Essa exaltação faz com que os desejos infrenes que movimentam os pensamentos e os sentimentos sejam atendidos. Por sua vez, ter esses desejos atendidos traz uma ideia que distorce gravemente o nosso senso de realidade. Como então nos libertar do ciclo vicioso dos desejos egoístas atendidos constantemente pela força do nosso orgulho? É o reconhecimento da dor mais profunda que sentimos, aquela que se faz tão intensa e silenciosa, não, porém, imperceptível, que somente um coração que se entrega ao sacrifício pode perceber. 

Essa dor é a dor de não amar, a mais profunda de todas e a mais esquecida dos homens, posto que praticamente o egoísmo toma nas emoções o desejo único de ser amado, ou desejado, ou ter os seus interesses atendidos. 

Prestemos atenção na jornada dos mártires, dos sábios, dos iluminados, e veremos claramente que aqueles superaram essa dor, acolheram essa estranha forma de se movimentar, de desejar tudo para si e escolheram querer apenas amar-se e amar aos outros, resumindo nisso o seu sagrado ofício, o seu sacrifício implícito.

Jesus, no alto da compaixão, com os braços abertos no madeiro injusto e egoísta dos homens, demonstrou para todos nós o convite consciencial: “Pai, perdoa-os, eles não sabem o que fazem”. Que coração é esse, que na hora de clamar para ser atendido nas Suas mais indescritíveis dores, clama pelas nossas dores, roga pela nossa ignorância, suplica pelas nossas animalidades? 

Meditemos sobre isso e encontraremos na dor a forma de suplantá-la e sublimá-la na alma dorida!

Nos encorajemos diante do cordeiro de Deus, que viveu sacrifícios para que a Humanidade conhecesse os potenciais que trazemos.

Nós trazemos em nós as marcas emocionais de nossas fugas e declinações, trazemos em nós os anseios de paz e de fraternidade, trazemos em nós as dicotomias da alma, os paradoxos do pensamento, e, por isso, rogamos que em meio a tudo que nos aconteça seja Jesus a nossa fortaleza, iluminando os nossos corações!

Apesar dos dias que se seguem, sacrificiais para o Espírito e o seu aprimoramento, suplicamos que não cessem as provações libertadoras, mas que nós sejamos dóceis e amorosos nas mais tempestuosas adversidades, para que o nosso Eu busque de fato a oportunidade de sermos na prática o que queremos e almejamos na mente, o que suplicamos na alma e nos sentimentos! 
 
Para onde foram os Teus companheiros, Mestre, nas horas de maior testemunho?

Por isso, pedimos que em nossas horas tenhamos o carinho e o amor aos companheiros que estão ao nosso lado, sejam estes os que permanecem, sejam eles os que conosco não estão. O que mais pedimos é que sejamos nós o constante coração, sem jamais medir esforços de auxiliar, perdoar, compreender e servir, hoje e sempre, em nome do Teu amor!
 

Honório
 

(Mensagem psicofônica pelo médium Afro Stefanini II, na reunião mediúnica da Federação Espírita do Estado de Mato Grosso, em 21 de novembro de 2016)