Eternidade

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terça-feira, 22 de setembro de 2015

CONCENTRAÇÃO



Concentração - Ao contrário da atenção, que é um ato passivo, de recepção de impressões ambientes, a concentração é um ato mental intensamente ativo, mediante o qual dirigimos nossa mente sobre certo ponto de interesse. Pressupõe, portanto, convergência de pensamentos para um determinado fim. Na atenção as portas da mente se abrem para o mundo exterior; na concentração faz-se exatamente o contrário, ou seja, fecham-se essas portas, cortam-se as ligações dos sentidos com o ambiente externo, passando-se então a atuar inteiramente na intimidade da zona psíquica. Na concentração exercitamos a nossa vontade, fazendo recolhimento da mente para o nosso interior, isolando-nos das coisas exteriores que nos rodeiam, para iniciarmos a ligação com o mundo íntimo, psíquico, espiritual.

Diz Roque Jacintho que no vocabulário espírita "concentrar é reunir vibrações saudáveis, equilibradas, que serão aplicadas pelos Mentores Espirituais a benefício de nossos irmãos necessitados, encarnados e desencarnados". Roque propõe, então, que o orientador do desenvolvimento peça aos integrantes da equipe, de forma objetiva, "que façam uma oração silenciosa, situando seus pensamentos em torno de ideias edificantes, procurando dialogar com Jesus intimamente".

 A abstração ou o esquecimento dos problemas comuns que perturbam nossa vida íntima deve ser exercitada. A reunião depende muito do ambiente formado por todos os componentes do grupo. Por meio do exercício dos bons pensamentos e da elevação dos sentimentos, o ambiente se satura de elementos espirituais que favorecem o intercâmbio, porquanto, conforme nos ensina André Luiz , "a prece, a meditação elevada, o pensamento edificante refundem a atmosfera, purificando-a". "O pensamento elevado santifica a atmosfera em torno e possui propriedades elétricas que o homem comum está longe de imaginar."


Preparação do ambiente íntimo - Na preparação para a reunião é preciso lembrar que "a mente permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos". "Da superestrutura dos astros à infraestrutura subatômica, tudo está mergulhado na substância viva da Mente de Deus, como os peixes e as plantas da água estão contidos no oceano imenso." A preparação para a reunião é, pois, indispensável. Sem o preparo devido, que deve começar desde a manhã, evitando-se emoções violentas, atritos, desequilíbrios físicos e espirituais, sem o bom hábito de leituras sadias e o exercício dos bons sentimentos, dificilmente a pessoa, durante a sessão, terá tranquilidade suficiente para se dedicar tão-somente aos fins elevados da sessão.

Recomenda André Luiz. "Preparar a própria alma em prece e meditação, antes da atividade mediúnica, evitando, porém, concentrar-se mentalmente para semelhante mister durante as explanações doutrinárias...". "A oração é luz na alma refletindo a Luz Divina.

Informa Allan Kardec que "toda pessoa que entra em uma reunião leva consigo Espíritos que lhe são simpáticos. Segundo seu número e sua natureza, estes ascólitos podem exercer sobre a assembleia e sobre as comunicações uma influência boa ou má. Uma reunião perfeita seria aquela cujos membros, todos animados de um igual amor ao bem, trouxessem consigo apenas bons Espíritos".

Em outro trecho da mesma obra, o Codificador ensina: "O recolhimento e a comunhão de pensamentos sendo as condições essenciais de toda reunião séria, compreende-se que um número muito grande de assistentes deve ser uma das causas mais contrárias à homogeneidade".


Do livro: "20 lições sobre Mediunidade" - de Astolfo Olegário de Oliveira Filho.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CONCENTRAÇÃO



“Quando orares, entra no teu quarto, 
fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; 
e teu Pai, que vê num lugar oculto, 
recompensar-te-á.” - Jesus (Mt., 6:6)


Concentrar significa deixar-se absorver por um assunto ou matéria...

Nas reuniões mediúnicas, a concentração exerce papel fundamental que poucos compreendem e muito menos praticam.

Segundo Joanna de Ângelis: “...a concentração constitui meio eficaz para se abrirem as portas que facultam o trânsito dos desencarnados, no incessante intercâmbio que demonstra a sobrevivência e expressa a validade das aquisições morais e intransferíveis”.

Compreendemos, assim, com a benfeitora espiritual, que o intercâmbio mediúnico de alto nível não dispensa certos requisitos técnicos e morais.

No livro “Diversidade dos Carismas”, volume II, capítulo V, Hermínio C. Miranda explica: “...concentração, no fundo, não consiste - propriamente - em ‘esvaziar’ a mente, deixando de pensar, mas em redirecionar o pensamento, de forma a desobstruir o canal condutor a fim de cedê-lo livre e desembaraçado ao comunicante”.

Aproveitemos a expressão: canal condutor.

Imaginemos um rio com seus diversos afluentes: a navegação através de suas águas será mais fácil se o leito estiver desobstruído de pedras, cachoeiras e detritos.

Os integrantes da reunião mediúnica são os “afluentes” que desaguam suas energias no canal condutor utilizado pelos espíritos para a “navegação” da mensagem.

Se esses “afluentes” jogam substâncias deletérias na corrente energética, isso irá causar danos e interferências na comunicação.

Aí entra a importância da concentração: cada integrante deverá “higienizar” suas energias, uniformizando-as, a fim de oferecer “leito” propício ao escoamento da mensagem.

Mister se faz que os pensamentos convirjam para um só ponto. O que acontecerá ao canal condutor se cada integrante da reunião jogar “n” pensamentos na corrente?

Concentrar: absorver-se em um só tema. Se todos só pensarem em Jesus, aí estará surgindo um límpido canal para o intercâmbio abençoado.

Aconselha Emmanuel: “...Vem a um lugar à parte, no país de ti mesmo, a fim de repousar um pouco.Esquece as fronteiras sociais, os controles domésticos, as incompreensões dos parentes, os assuntos difíceis, os problemas inquietantes, as ideias inferiores. Retira-te dos lugares comuns a que ainda te prendes. 
Concentra-te, por alguns minutos, em companhia do Cristo, no barco de teus pensamentos mais puros, sobre o mar das preocupações cotidianas.. Ele te lavará a mente eivada de aflições; balsamizará tuas úlceras; dar-te-á salutares alvitres. Basta que cales e Sua voz falará no sublime silêncio...
Oferece-Lhe um coração valoroso na fé e na realização, e Seus braços divinos farão o resto. Regressarás, então, aos círculos de luta, revigorado, forte e feliz.
Teu coração com Ele, a fim de agires, com êxito, no vale do serviço; Ele contigo, para escalares, sem cansaço, a montanha da luz”.


por Rogério Coelho/MG
Fonte: Revista O Espírita nº 123, de janeiro a junho/2007