Eternidade
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 25 de maio de 2015
sábado, 6 de setembro de 2014
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Parto Espiritual

Ao
fazer um atendimento, juntamente com Oscar, a uma senhora desencarnada, que
tentava libertar-se dos liames perispirituais, sem conseguir, debatendo-se
muito angustiada, Miranda deu-se conta de que ela desencarnara em adiantado estado
de gestação, mantendo junto a si a presença do Espírito-feto, que se encontrava
adormecido após a morte orgânica, todavia imantado ao corpo da mãe.
Inseguro quanto ao que deveria fazer solicitou a ajuda do mentor que, ao
constatar o quadro sugeriu que deveriam primeiramente adormecer a gestante,
para depois realizarem o parto.
A
cena que se seguiu bem que poderia ser denominada de “parto espiritual”. Com a
palavra o amigo Miranda: Dr. Charles pediu a Ana que atendesse ao filhinho, enquanto
ele aplicava recursos especiais na área do chacra coronário do pequenino,
diluindo a energia densa que se foi alterando, mudando de tonalidade
e de formato até diluir-se como um fio que se esgarça, sendo separadas
totalmente as fibras de energia que os uniam.
Nesse
comenos, observamos que a gestante movimentou-se, embora adormecida, e
expeliu uma espessa massa informe, como se fora o parto. Logo nos demos conta
que se tratava da condensação mental de ambos, filho e genitora, acumulada no
útero, em cujo claustro desenvolvia-se a gestação. A
partir desse momento, o seu sono tornou-se tranquilo, sendo encaminhado por Ana
pra uma das áreas especiais e dali seria levado para uma comunidade infantil.
Vários aspectos desse caso merecem algumas reflexões.
Pessoalmente
sempre me comoveram as desencarnações violentas e traumáticas de mulheres em
gestação. Ficava a conjecturar qual seria o atendimento à gestante e ao
Espírito a ela ligado, no processo reencarnatório que não chegara a termo.
Perguntava-me como ficariam esses Espíritos, passando por essa experiência
dolorosa. Sentiriam a própria morte e daquela que lhe seria mãe? E em relação a
esta, por sua vez passaria igualmente por esse mesmo processo? Como se daria o
desligamento entre ambos?
As
indagações ficavam sem respostas, porém, muitas suposições ocorriam aos
estudiosos dessa área, todos buscando as explicações sempre elucidativas da Doutrina
Espírita e dentro da lógica notável a que nos habituamos. Ao
mesmo tempo aguardávamos as orientações dos benfeitores espirituais, sempre
trazendo elucidações avançadas, adiante do tempo.
Eis
que o próprio Manoel Philomeno de Miranda traz a lume uma excelente obra, “Painéis
da Obsessão” (1983), de sua autoria espiritual, em que relata um fato
extraordinário, que eu denominei de “cesariana realizada no plano espiritual”.
Devido exatamente a esse caso, escrevi um artigo com esse título, publicado na
revista “O médium” de Juiz de Fora, no bimestre de março/abril de 1985.
Embora
existam diferenças entre as duas ocorrências, a da gestante
desencarnada pelo tsunami e a que está no livro citado, existem pontos
semelhantes que, sobretudo, atestam a misericórdia divina que atende a todas as
criaturas, conforme seus méritos, suas necessidades, ao arbítrio das Leis
Divinas. Para que os leitores e leitoras se instruam com o caso em pauta,
transcrevo aqui os pontos principais, conforme meu artigo.
O
autor narra, pois, no livro “Painéis da Obsessão”, acima citado, no capitulo
16, a desencarnação de uma senhora em adiantado estado de gravidez,
em um desastre provocado por obsessores. A cena é chocante como
chocante são os acontecimentos do passado que culminaram na sua morte e na
morte do filhinho na presente reencarnação. Miranda relata o atendimento e o
socorro espiritual que receberam.
Embora
não fosse possível evitar ou desviar o curso da trama dos obsessores, em razão dos
débitos passados e do comportamento do presente, mãe e filho tiveram a
proteção espiritual que fizeram por merecer. A gestante, sem se dar conta do
desastre, após ser liberada juntamente como filhinho dos liames carnais,
passou a sentir dores sendo, então, conduzida para o centro cirúrgico de um
hospital na esfera extrafísica. Adormecida foi submetida a uma “cesariana”,
tal qual conhecemos na Terra e o recém-nascido foi colocado no leito ao seu
lado.
Surpreso,
Miranda recebe a explicação do fato por meio da palavra de um de seus
instrutores na referida obra, o Dr. Lustoza, que esclarece: (...) em muitos
casos de gestantes acidentadas, em avançados meses de gravidez, em que ocorre,
também, a desencarnação do feto, é de hábito nosso, quando as
circunstâncias assim nos permitem, proceder como se não houvesse sucedido
nenhuma interrupção da vida física.
Em
primeiro lugar, porque o Espírito, em tais circunstâncias, quase sempre já se
encontra absorvido pelo corpo que foi interpenetrado e modelado pelo perispírito,
no processo de reencarnação, merecendo ser deslindado por cirurgia
mui especial para poupar-lhe choques profundos e aflições várias, o que não se
daria se permanecesse atado aos despojos materiais, aguardando a consumpção
deles.
É
muito penoso este período para o ser reencarnante, que pelo processo da
natural diminuição da forma e perda parcial da lucidez, é colhido por um
acidente deste porte e não tem crédito para a libertação mais cuidadosa.
Quando isto se dá, os envolvidos são, quase sempre, irmãos calcetas,
inveterados na sandice e na impiedade que sofrem, a partir de então,
demoradamente, as consequências das torpezas que os arrojam a esses lôbregos sítios
de tormentos demorados.
No
caso em tela, o pequenino se desenvolverá como se a reencarnação se houvera
completado, crescendo normalmente, participando das atividades compatíveis aos
seus vários períodos em Institutos próprios, que os amigos conhecem.
Outros esclarecimentos são prestados pelo Dr. Lustoza, mas convém encerrar por
aqui, com as palavras de Miranda, em uma reflexão pessoal: Vivendo ainda muito
próximos dos interesses humanos e considerando ser a vida física uma cópia
imperfeita da espiritual, compreender-se-á que, nesta última se encontram todos
os elementos da primeira, embora a recíproca não seja verdadeira. (Painéis da
Obsessão)
Essa
frase de Philomeno de Miranda sintetiza perfeitamente a premissa básica de
todos os temas concernentes à conduta do ser humano, da sua vida prática,
especialmente no âmbito material, tratados à luz do Espiritismo. Que fique bem
claro: tudo o que existe na Terra, como obra do homem, é uma cópia imperfeita
do que existe no mundo espiritual.
Portanto,
a ciência, por mais avançada e por maiores conquistas que apresente nada
mais expressa do que a realidade preexistente na esfera espiritual, o
mesmo sucede em relação a invenções, descobertas, progresso da medicina, ideias
“novas” que surgem, etc.
Bem,
mas se tudo já existe, qual a vantagem? Onde está o mérito do ser humano? Do
seu esforço? É preciso compreender que as ideias novas, as invenções, as
conquistas, as criaturas trouxeram de “lá”, do mundo das causas, importa
considerar que viemos da verdadeira pátria e para lá retornaremos, portanto o
mérito está presente a cada progresso, pois o esforço de trazer do inconsciente
para o consciente essas ideias e concretizá-las aqui no plano físico é gigantesco. Não
raras vezes, os gênios mencionam que tem uma espécie de lembrança e que esta,
quando irrompe, extravasa como uma força incontrolável, comparável à
mediunidade, segundo eles mesmos citam.
Portanto,
não há que causar espanto, surpresa ou desconfiança o fato de haver cesariana
no mundo espiritual. Mas vejamos o motivo: A reencarnação do Espírito, o seu
retorno à vida física, não é um processo que ser realize em um átimo, como por passe de
mágica, ao contrário existe uma série de procedimentos que, na
maioria dos casos, obedece ao automatismo da lei de reencarnação.
Ocorrem,
porém, em grande número, as reencarnações programadas, contando com a
assistência de Espíritos especializados. Mas, tanto em um processo quanto em
outro, o Espírito reencarnante irá passar por etapas comuns, como por
exemplo, a “miniaturização do perispírito”, imprescindível para que o
perispírito atue como “modelo organizador biológico” (MOB),
impregnando todas as células que se vão multiplicando, a partir da fecundação,
isto é, quando o espermatozoide fecunda o óvulo, dando origem ao “zigoto”; é
nesse instante que o Espírito reencarnante se liga, ficando quase que imantado.
Imprescindível
ressaltar que é o Espírito que traz no seu acervo espiritual todas as
condições de que necessita para a jornada terrena,
vincando no “corpo fluídico ou perispírito”, suas distonias vibratórias ou
conquistas espirituais, conforme cada individualidade. Ou seja, todo esse
elenco é que constitui a sua bagagem que, por sua vez, vai desaguar no novo corpo
em formação.
Há,
todavia, outro ponto a ser destacado. Trata-se da questão da “miniaturização do
perispírito”, visto que enquanto isto se processa, a
consciência do reencarnante vai aos poucos entrando em uma espécie de torpor,
enquanto ele perde a noção de seu passado, para assim ingressar em novo começo.
Imaginemos,
então, quão difícil seria para o Espírito que está retornando ao cenário
terrestre, plenamente adaptado a essa contingência, com a mente impregnada de
novos conteúdos relacionados com a vida que vai ter (berço, pais, sexo raça,
etc.), dos quais não tem consciência de que existem, mas que ressumarão de
diferentes maneiras no curso da vida: ter, de súbito, tudo isso
cortado, por uma circunstância qualquer, desfeitos os laços fluídicos que o
imantavam àquela que seria sua mãe e retornando ao plano espiritual pela morte
do corpo ainda em formação ou ainda na infância.
Este
Espírito é um feto, ou um recém-nascido ou uma criança, e é
assim que se apresenta após a desencarnação, necessitando, portanto, de
assistência de protetores espirituais. Tal a razão das instituições
do espaço, que atendem a Espíritos que se apresentam nessas condições.
Em
André Luiz, especificamente em seu livro “Entre a Terra e o Céu” (1978)
capítulo 10, encontramos elucidações de suma importância para um aprofundamento
desses aspectos que menciono. André Luiz visita uma instituição no
mundo espiritual, destinada a atender a Espíritos que desencarnaram na fase
infantil, intitulada “Lar da Bênção”, dirigida pela dedicada Blandina, um
Espírito de elevada condição moral. André Luiz, em companhia de Hilário, ouve a
dirigente explicar sobre a importância do atendimento aos Espíritos que desencarnaram
prematuramente.
Blandina
esclarece: (...) quando o espírito alcançou elevada classe evolutiva, assumindo
o comando mental de si mesmo, adquire o poder de facilmente desprender-se das
imposições da forma, superando as dificuldades da desencarnação prematura
(...) Contudo, para a grande maioria das crianças que desencarnam, o caminho
não é o mesmo. Almas ainda encarceradas no automatismo inconsciente, acham-se
relativamente longe do autogoverno. Jazem conduzidas pela
Natureza, à maneira das criancinhas no colo maternal. Não
sabem desatar os laços que as aprisionam aos rígidos princípios que orientam o
mundo das formas e, por isso exigem tempo para se renovarem no justo
desenvolvimento.
É por
esse motivo que não podemos prescindir dos períodos de recuperação para quem se
afasta do veículo físico, na fase infantil, de vez que, depois
do conflito biológico da reencarnação ou da desencarnação, para quantos se
acham nos primeiros degraus da conquista do poder mental, o tempo deve
funcionar como elemento indispensável de restauração. E a
variação desse tempo dependerá da aplicação pessoal do aprendiz à aquisição de
luz interior, através do próprio aperfeiçoamento moral.
Assim,
do feto à criança recém-nascida, encontramos o Espírito que retorna para
cumprir a sua destinação gloriosa, rumo à perfeição relativa. Dito isto,
voltemos ao atendimento à senhora em adiantado estado de gestação, vitimada
pelo tsunami. Por tudo o que acabo de registrar, é compreensível o
procedimento para libertar o Espírito-feto, desencarnado, de sua mãe. As
providencias para que ele seja levado a uma instituição dedicada a Espíritos
que desencarnaram na fase infantil, onde percorrerá, gradativamente, os
períodos que necessitar para que se sinta adulto novamente são, assim,
perfeitamente cabíveis.
Na
sequência dos esclarecimentos prestados a Miranda e a Oscar, o mentor, Dr. Charles
White, explica as ocorrências do passado que culminaram com o resgate
dos erros cometidos por ambos, a mãe e o Espírito reencarnante, pois
os débitos que cada um adquire, erros cometidos no ontem próximo ou longínquo,
permanecem pesando na contabilidade pessoal, e é a própria consciência que
reclama sejam redimidos. Eis porque o mentor conclui:
“Terminado
o resgate, que se impuseram por necessidade iluminativa, recomeçarão, noutra
oportunidade, o processo de crescimento para Deus, edificando
um lar no qual estarão presentes numa família numerosa alguns dos desafetos,
hoje desditosos e sedentos de vingança. O amor é a luz que apaga a
escuridão do ódio, diluindo-o em claridades de ternura e compressão”.
Relata
Miranda que ainda meditava em torno do drama da gestante desencarnada, quando
teve sua atenção despertada pelos gritos de uma mulher, ligada aos despojos,
chorando e chamando pelo filho. Segundo o autor ela mantinha
certa consciência da morte que a arrebatara e tentava desesperadamente se
livrar daquela situação, gritando pelo filho.
Dr.
Charles acercou-se e a auscultou psiquicamente, a fim de se inteirar do caso, procurando
ler na sua mente as ocorrências, momentos antes da tragédia. Esta aconteceu
quando estava em sua humilde residência que foi destroçada pela grande onda,
ela morreu imediatamente, passando por um pequeno período de adormecimento e quando
despertou se deu conta da ausência do filhinho de um ano e alguns meses.
O
mentor, com bondade paternal e sabedoria haurida na sua nobre existência,
procurou detê-la por um pouco, mediante projeção de raios luminosos que a
envolveram, limitando-lhe os movimentos, e após dizer algumas palavras à sua
enfermeira dedicada (Ana), pôs-se a conversar com a desesperada. Esta, aos
poucos se acalmou e, nesse ínterim, Ana chegou, trazendo nos braços, sorridente e
bela, uma criança de pouco mais de um ano de idade, que, desencarnada, logo se
recuperou do drama, apresentando-a ao médico. Esse, por sua vez,
colocou nos braços da desafortunada o filhinho jovial, que a fez sorrir e
acalmar-se, logo passando a cantar uma balada para o adormecer.
Texto compilado por Harmonia
Espiritual do livro
Nas fronteiras da Nova Era –
Suely Caldas Schubert quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Oração e Jejum
“Esta casta não pode sair senão por meio de oração e jejum.” — Jesus.
(Marcos, capítulo 9, versículo 29.)
“Oração e jejum” são os cuidados básicos a serem observados pelos lidadores da desobsessão.
Que preparo maior que esse recomendado pelo Divino Amigo?
Jejum das paixões, dos vícios, de tudo o que é sombra em nós e ao redor de nós.
Jejum e oração! quando houvermos conseguido atingir a plenitude desses ensinamentos, conosco ter-se-á reabilitado toda a Humanidade!
*
Quem se dedica ao trabalho desobsessivo já está conscientizado de que se deve preparar permanentemente para tal mister. Não que seja um privilegiado. Não que esteja em posição de superioridade. Não. Isto não existe em Doutrina Espírita nem deve existir em nosso Movimento Espírita. Mas, é fundamental que esteja cônscio de suas responsabilidades, já que esse labor requer especialização.
A preparação não exige um curso específico. Antes é um conjunto de requisitos (como aliás acontece com aquele que trabalha na evangelização infantil, com o orador espírita, etc.), entre os quais citamos: integração no Centro Espírita onde se vincula, estudo metódico e progressivo da Doutrina, larga experiência em trabalhos mediúnicos e, sobretudo, como recomenda Kardec, inquebrantável esforço pela sua transformação moral. Que se empenhe em modificar-se, momento a momento, vencendo as suas más tendências e que tenha incorporado à sua vivência o lema: “Fora da caridade não há salvação”. É alguém que se interessa e se preocupa com o próximo e sensibiliza-se com a sua dor, afeito a meditar, a refletir, a sentir os ensinamentos com que o Espiritismo nos ilumina a existência. É, enfim, alguém votado às coisas mais elevadas e que está conseguindo se desligar dos interesses imediatistas do mundo. Mas, para conseguir o seu intento, urge que se esforce por viver o Espiritismo, tal como preconiza Léon Denis, quando diz que “Não basta crer e saber, é necessário viver a nossa crença, isto é, fazer penetrar na prática cotidiana da vida os princípios superiores que adotamos.”
Sempre que isto começa a suceder conosco, isto é, quando principiamos a sentir que não basta apenas crer e saber que os Espíritos existem e que o Espiritismo é a Terceira Revelação, mas que o que realmente importa é vivenciar-lhe os ensinos, incorporá-los ao nosso modo de ser. Estaremos, assim, dando os passos decisivos pela ingente tarefa da auto-evangelização. Entenderemos por que há necessidade de nos preparar convenientemente para o ministério da desobsessão. É que este preparativo não se faz apenas no dia da reunião, mas, sim, em regime de tempo integral. É um novo programa de vida. É abandonar hábitos perniciosos — abstenção dos vícios que nos enfeiam a alma, buscando a elevação de pensamentos, palavras e atitudes.
Quem realmente reconhece a necessidade do jejum das paixões sentirá que se processa no âmago do seu ser a incessante batalha entre a sombra e a luz, entre o passado difícil de ser erradicado e o presente que se traduz em esperanças por um futuro melhor.
Para ajudar ao homem nesta luta imprescindível, está entre nós o Consolador Prometido. Convencido das verdades que ele descortina para a Humanidade, imbuido do desejo sincero e perseverante de superar a si próprio, o homem irá afastando-se dos hábitos antigos, com naturalidade, buscando assim novos ambientes onde se cultue a conversação sadia e edificante, onde se trabalhe pelo bem.
Para os tarefeiros da reunião de desobsessão é fundamental essa renovação. Quem se dispuser a essa tarefa de tão grande envergadura terá ensejos maravilhosos de comungar, com os Benfeitores Espirituais, de instantes de felicidade sublime, que nenhum prazer terreno poderá jamais oferecer. Sentirá a verdadeira alegria, a que nasce no espírito e que representa o alimento mais puro de que todos carecemos: o Bem, o Amor. E terá a Paz que Jesus prometeu àqueles que se disponham a segui-Lo.
Aquele, pois, que se preparar, em caráter permanente, para estar apto aos labores desobsessivos, estará também capacitando-se a tornar-se um auxiliar dos Benfeitores Espirituais que o irão convocar, sempre que julgarem necessário, aos trabalhos que requeiram o concurso de pessoas de boa-vontade e em condições apropriadas. Igualmente, através de desdobramento durante o sono físico, quando aprenderão lições novas e prestarão alguma ajuda que esteja ao seu alcance. Nestes instantes, o seareiro da desobsessão representará a ponte benfazeja entre os dois planos da vida, por onde verterá o auxílio do Mais Alto, para lenir as ulcerações íntimas que avassalam tantos seres humanos.
Os Espíritos Amigos concitam-nos a que nos preparemos cotidianamente para os trabalhos. Para que permaneçamos vigilantes. A qualquer hora poderemos ser convocados ao labor santificante da caridade socorrista e devemos estar em condições de atender, prestos, ao chamamento. Em caso contrário, isto é, se não estivermos preparados, não tenhamos dúvidas, o prejuízo será todo nosso, pois o labor se processará sem o nosso concurso, indo os Bons Espíritos buscar, alhures, alguém mais vigilante e mais bem capacitado.
Preparação dos encarnados para as tarefas da caridade é, assim, o programa de vida do verdadeiro espírita.
É o jejum recomendado pelo Mestre, aliado à oração, que representa a sintonia imprescindível com o Alto. Oração que nos fortalecerá para resistirmos aos embates e às investidas das trevas.
Oração — sintonia com os Planos Superiores.
Jejum — abstenção e superação dos vícios.
Programação para todo espírita. Preparação permanente para aqueles que trabalham nas lides desobsessivas.
Programa de regeneração para todos os seres humanos, encarnados e desencarnados.”
Do livro “ Obsessão e desobsessão” – Suely Caldas Shubert
sábado, 11 de maio de 2013
O que é ser Médium
Você se indaga, às vezes, se as sensações que tem sentido são
realmente de caráter mediúnico ou apenas estados emocionais ou, ainda, se certos
acontecimentos não seriam meras fantasias ou suposições erradas, por ficar
impressionado em demasia com tudo o que lhe ocorre.
Porém como saber? Afinal, o que é ser médium?
Usualmente, denomina-se médium aquele em quem a faculdade mediúnica se mostra de forma ostensiva. Entretanto é bom saber que todos os seres humanos têm mediunidade em estado latente, como um princípio, uma semente, que poderá ou não desabrochar no curso da existência terrena.
Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, explica que todos os indivíduos são mais ou menos médiuns, no sentido de que somos influenciáveis pelas sugestões alheias, podendo estas partir de espíritos desencarnados que nos desejam influenciar. Isto se dá através da sintonia mental, de forma espontânea e natural, surgindo na mente do indivíduo como uma idéia, um pressentimento, que são também chamados de “intuição”. Isto pode estar sendo lançado por um espírito desencarnado, e a pessoa aceitará a idéia ou não, dependendo do seu livre arbítrio.
Voltemos ao termo “médium”. É importante saber que esta palavra significa “aquilo que está no meio”. Allan Kardec propôs esta terminologia, inclusive as palavras “Espiritismo”, “espírita”, etc. Para designar coisas novas trazidas pelos Espíritos Superiores à Humanidade.
Assim, médium é o intermediário, aquele que intermedia a comunicação de um espírito com as demais pessoas.
A eclosão da mediunidade não depende de religião, idade, raça ou sexo. Muitas criaturas, não conhecendo nada sobre o assunto, ficam amedrontadas, outras temem as responsabilidades que são inerentes ao exercício mediúnico e recusam-se a conscientizar-se acerca da sua faculdade. Evitam de todas as maneiras qualquer conversa ou situação relacionadas com o tema, mas, se os sinais de mediunidade forem muito evidentes, intensos e freqüentes, essas pessoas ficam sujeitas a alguns problemas mais graves decorrentes das presenças espirituais ao seu lado, as quais captam sem saber como se defender ou precaver-se contra assédios negativos.
Mas, afinal, como saber se sou médium ostensivo? É a pergunta que lhe ocorre.
Existem indícios que caracterizam a presença da mediunidade de forma expressiva. O Espiritismo aclara e orienta todo esse processo, auxiliando o médium principiante e possibilitando o exercício da mediunidade de maneira equilibrada e serena, que lhe confere bem-estar e paz interior.
Alguns dos indícios do desabrochar da mediunidade podem ser relacionadas. São eles:
alterações emocionais súbitas;
acentuada sensibilidade emotiva; vidências;
necessidade compulsiva e inoportuna de escrever idéias que não lhe são próprias;
calafrios, sensação de formigamento nas mãos e na cabeça;
mal-estar em determinados ambientes ou em presença de certas pessoas;
sensações de enfermidades inexistentes.
sensações de enfermidades inexistentes.
Estes sintomas podem surgir de forma associada, com maior ou menor intensidade, prevalecendo um ou outro ou vários, conforme a condição espiritual do indivíduo.
Que fique bem claro que alguns desses sintomas citados podem ocorrer, sem que seja necessariamente um sinal de predisposição mediúnica. Outro ponto que merece ser ressaltado é que mediunidade não é doença. Também não deve ser encarada como um privilégio ou, sob outro aspecto, como uma sobrecarga de responsabilidade de tal teor, que somente uns poucos conseguirão levá-la adiante.
O desabrochar da mediunidade representa para o ser humano um horizonte novo que se abre para ele. É um chamamento, um convite a fim de que se volte para o bem, que desperte para as realidades maiores da vida. É uma responsabilidade sim, mas, sendo vivenciada com seriedade, com amor e disciplina, será sempre fonte de benefícios, em primeiro lugar para o próprio médium.
Às vezes as pessoas têm uma impressão distorcida acerca do Espiritismo pelo que a mídia apresenta, ou seja, pessoas que são médiuns mas que, na verdade, não são espíritas, embora assim se apresentem, e que se utilizam da sua faculdade para aparecerem, para divulgarem suas produções mediúnicas, mas que não têm as características espíritas, cujas orientações são sempre voltadas para fins sérios, altruísticos e renovadores, sem qualquer conotação de rituais ou de lucros materiais.
Se você apresenta as características acima mencionadas, se o que lhe está acontecendo se encaixa nestes pontos relacionados, é provável que a mediunidade lhe esteja sinalizando a busca de uma nova vida, de um caminho novo, espiritualiizado, para que você encontre, enfim, o sentido transcendente da vida terrena.
“A mediunidade não veio em minha vida por acaso. É um compromisso que assumi perante a Espiritualidade Maior. É como um convite para reavaliar tudo o que fiz até hoje e recomeçar em bases espiritualiizadas e seguras, descobrindo através do intercâmbio com os seres invisíveis um novo caminho para ser feliz.”
Suely Caldas Schubert
sábado, 15 de dezembro de 2012
O SUICIDA DO TREM
Eu
nunca me esquecerei que um dia havia lido num jornal acerca de um
suicídio terrível, que me impactou: um homem jogou-se sobre a linha
férrea, sob os vagões da locomotiva e foi triturado. E o jornal, com
todo o estardalhaço, contava a tragédia, dizendo que aquele era um pai
de dez filhos, um operário modesto.
Aquilo me impressionou tanto que resolvi orar por esse homem.
Tenho uma cadernetinha para anotar nomes de pessoas necessitadas. Eu vou orando por elas e, de vez em quando, digo: se este aqui já evoluiu, vou dar o seu lugar para outro; não posso fazer mais.
Assim, coloquei-lhe o nome na minha caderneta de preces especiais - as preces que faço pela madrugada. Da minha janela eu vejo uma estrela e acompanho o seu ciclo; então, fico orando, olhando para ela, conversando. Somos muito amigos, já faz muitos anos. Ela é paciente, sempre aparece no mesmo lugar e desaparece no outro.
Comecei a orar por esse homem desconhecido. Fazia a minha prece, intercedia, dava uma de advogado, e dizia: Meu Jesus, quem se mata (como dizia minha mãe) "não está com o juízo no lugar". Vai ver que ele nem quis se matar; foram as circunstâncias. Orava e pedia, dedicando-lhe mais de cinco minutos (e eu tenho uma fila bem grande), mas esse era especial.
Passaram-se quase quinze anos e eu orando por ele diariamente, onde quer que estivesse.
Um dia, eu tive um problema que me fez sofrer muito. Nessa noite cheguei à janela para conversar com a minha estrela e não pude orar. Não estava em condições de interceder pelos outros. Encontrava-me com uma grande vontade de chorar; mas, sou muito difícil de fazê-lo por fora, aprendi a chorar por dentro. Fico aflito, experimento a dor, e as lágrimas não saem. (Eu tenho uma grande inveja de quem chora aquelas lágrimas enormes, volumosas, que não consigo verter).
Daí a pouco a emoção foi-me tomando e, quando me dei conta, chorava.
Nesse ínterim, entrou um Espírito e me perguntou:
- Por que você está chorando?
- Ah! Meu irmão - respondi - hoje estou com muita vontade de chorar, porque sofro um problema grave e, como não tenho a quem me queixar, porquanto eu vivo para consolar os outros, não lhes posso contar os meus sofrimentos. Além do mais, não tenho esse direito; aprendi a não reclamar e não me estou queixando.
O Espírito retrucou:
- Divaldo, e seu eu lhe pedir para que você não chore, o que é que você fará?
- Hoje nem me peça. Porque é o único dia que eu consegui fazê-lo. Deixe-me chorar!
- Não faça isto - pediu. - Se você chorar eu também chorarei muito.
- Mas por que você vai chorar? - perguntei-lhe.
- Porque eu gosto muito de você. Eu amo muito a você e amo por amor.
Como é natural, fiquei muito contente com o que ele me dizia.
- Você me inspira muita ternura - prosseguiu - e o amo por gratidão. Há muitos anos eu me joguei embaixo das rodas de um trem. E não há como definir a sensação da eterna tragédia. Eu ouvia o trem apitar, via-o crescer ao meu encontro e sentia-lhe as rodas me triturando, sem terminar nunca e sem nunca morrer. Quando acabava de passar, quando eu ia respirar, escutava o apito e começava tudo outra vez, eternamente. Até que um dia escutei alguém chamar pelo meu nome. Fê-lo com tanto amor, que aquilo me aliviou por um segundo, pois o sofrimento logo voltou. Mais tarde, novamente, ouvi alguém chamar por mim. Passei a ter interregnos em que alguém me chamava, eu conseguia respirar, para agüentar aquele morrer que nunca morria e não sei lhe dizer o tempo que passou. Transcorreu muito tempo mesmo, até o momento em que deixei de ouvir o apito do trem, para escutar a pessoa que me chamava. Dei-me conta, então, que a morte não me matara e que alguém pedia a Deus por mim. Lembrei-me de Deus, de minha mãe, que já havia morrido. Comecei a refletir que eu não tinha o direito de ter feito aquilo, passei a ouvir alguém dizendo: "Ele não fez por mal. Ele não quis matar-se." Até que um dia esta força foi tão grande que me atraiu; aí eu vi você nesta janela, chamando por mim.
- Eu perguntei - continuou o Espírito - quem é? Quem está pedindo a Deus por mim, com tanto carinho, com tanta misericórdia? Mamãe surgiu e esclareceu-me:
- É uma alma que ora pelos desgraçados.
- Comovi-me, chorei muito e a partir daí passei a vir aqui, sempre que você me chamava pelo nome.
(Note que eu nunca o vira, face às diferenças vibratórias.)
- Quando adquiri a consciência total - prosseguiu ele - já se haviam passado mais de catorze anos. Lembrei-me de minha família e fui à minha casa. Encontrei a esposa blasfemando, injuriando-me: "- Aquele desgraçado desertou, reduzindo-nos à mais terrível miséria. A minha filha é hoje uma perdida, porque não teve comida e nem paz e foi-se vender para tê-los. Meu filho é um bandido, porque teve um pai egoísta, que se matou para não enfrentar a responsabilidade.
Deixando-nos, ele nos reduziu a esse estado."
- Senti-lhe o ódio terrível. Depois, fui atraído à minha filha, num destes lugares miseráveis, onde ela estava exposta como mercadoria. Fui visitar meu filho na cadeia.
- Divaldo - falou-me emocionado - aí eu comecei a somar às "dores físicas" a dor moral, dos danos que o meu suicídio trouxe. Porque o suicida não responde só pelo gesto, pelo ato da autodestruição, mas, também, por toda uma onda de efeitos que decorrem do seu ato insensato, sendo tudo isto lançado a seu débito na lei de responsabilidades. Além de você, mais ninguém orava, ninguém tinha dó de mim, só você, um estranho. Então hoje, que você está sofrendo, eu lhe venho pedir: em nome de todos nós, os infelizes, não sofra! Porque se você entristecer, o que será de nós, os que somos permanentemente tristes? Se você agora chora, que será de nós, que estamos aprendendo a sorrir com a sua alegria? Você não tem o direito de sofrer, pelo menos por nós, e por amor a nós, não sofra mais.
Aproximou-se, me deu um abraço, encostou a cabeça no meu ombro e chorou demoradamente. Doridamente, ele chorou.
Igualmente emocionado, falei-lhe:
- Perdoe-me, mas eu não esperava comovê-lo.
- São lágrimas de felicidade. Pela primeira vez, eu sou feliz, porque agora eu me posso reabilitar. Estou aprendendo a consolar alguém. E a primeira pessoa a quem eu consolo é você.
Aquilo me impressionou tanto que resolvi orar por esse homem.
Tenho uma cadernetinha para anotar nomes de pessoas necessitadas. Eu vou orando por elas e, de vez em quando, digo: se este aqui já evoluiu, vou dar o seu lugar para outro; não posso fazer mais.
Assim, coloquei-lhe o nome na minha caderneta de preces especiais - as preces que faço pela madrugada. Da minha janela eu vejo uma estrela e acompanho o seu ciclo; então, fico orando, olhando para ela, conversando. Somos muito amigos, já faz muitos anos. Ela é paciente, sempre aparece no mesmo lugar e desaparece no outro.
Comecei a orar por esse homem desconhecido. Fazia a minha prece, intercedia, dava uma de advogado, e dizia: Meu Jesus, quem se mata (como dizia minha mãe) "não está com o juízo no lugar". Vai ver que ele nem quis se matar; foram as circunstâncias. Orava e pedia, dedicando-lhe mais de cinco minutos (e eu tenho uma fila bem grande), mas esse era especial.
Passaram-se quase quinze anos e eu orando por ele diariamente, onde quer que estivesse.
Um dia, eu tive um problema que me fez sofrer muito. Nessa noite cheguei à janela para conversar com a minha estrela e não pude orar. Não estava em condições de interceder pelos outros. Encontrava-me com uma grande vontade de chorar; mas, sou muito difícil de fazê-lo por fora, aprendi a chorar por dentro. Fico aflito, experimento a dor, e as lágrimas não saem. (Eu tenho uma grande inveja de quem chora aquelas lágrimas enormes, volumosas, que não consigo verter).
Daí a pouco a emoção foi-me tomando e, quando me dei conta, chorava.
Nesse ínterim, entrou um Espírito e me perguntou:
- Por que você está chorando?
- Ah! Meu irmão - respondi - hoje estou com muita vontade de chorar, porque sofro um problema grave e, como não tenho a quem me queixar, porquanto eu vivo para consolar os outros, não lhes posso contar os meus sofrimentos. Além do mais, não tenho esse direito; aprendi a não reclamar e não me estou queixando.
O Espírito retrucou:
- Divaldo, e seu eu lhe pedir para que você não chore, o que é que você fará?
- Hoje nem me peça. Porque é o único dia que eu consegui fazê-lo. Deixe-me chorar!
- Não faça isto - pediu. - Se você chorar eu também chorarei muito.
- Mas por que você vai chorar? - perguntei-lhe.
- Porque eu gosto muito de você. Eu amo muito a você e amo por amor.
Como é natural, fiquei muito contente com o que ele me dizia.
- Você me inspira muita ternura - prosseguiu - e o amo por gratidão. Há muitos anos eu me joguei embaixo das rodas de um trem. E não há como definir a sensação da eterna tragédia. Eu ouvia o trem apitar, via-o crescer ao meu encontro e sentia-lhe as rodas me triturando, sem terminar nunca e sem nunca morrer. Quando acabava de passar, quando eu ia respirar, escutava o apito e começava tudo outra vez, eternamente. Até que um dia escutei alguém chamar pelo meu nome. Fê-lo com tanto amor, que aquilo me aliviou por um segundo, pois o sofrimento logo voltou. Mais tarde, novamente, ouvi alguém chamar por mim. Passei a ter interregnos em que alguém me chamava, eu conseguia respirar, para agüentar aquele morrer que nunca morria e não sei lhe dizer o tempo que passou. Transcorreu muito tempo mesmo, até o momento em que deixei de ouvir o apito do trem, para escutar a pessoa que me chamava. Dei-me conta, então, que a morte não me matara e que alguém pedia a Deus por mim. Lembrei-me de Deus, de minha mãe, que já havia morrido. Comecei a refletir que eu não tinha o direito de ter feito aquilo, passei a ouvir alguém dizendo: "Ele não fez por mal. Ele não quis matar-se." Até que um dia esta força foi tão grande que me atraiu; aí eu vi você nesta janela, chamando por mim.
- Eu perguntei - continuou o Espírito - quem é? Quem está pedindo a Deus por mim, com tanto carinho, com tanta misericórdia? Mamãe surgiu e esclareceu-me:
- É uma alma que ora pelos desgraçados.
- Comovi-me, chorei muito e a partir daí passei a vir aqui, sempre que você me chamava pelo nome.
(Note que eu nunca o vira, face às diferenças vibratórias.)
- Quando adquiri a consciência total - prosseguiu ele - já se haviam passado mais de catorze anos. Lembrei-me de minha família e fui à minha casa. Encontrei a esposa blasfemando, injuriando-me: "- Aquele desgraçado desertou, reduzindo-nos à mais terrível miséria. A minha filha é hoje uma perdida, porque não teve comida e nem paz e foi-se vender para tê-los. Meu filho é um bandido, porque teve um pai egoísta, que se matou para não enfrentar a responsabilidade.
Deixando-nos, ele nos reduziu a esse estado."
- Senti-lhe o ódio terrível. Depois, fui atraído à minha filha, num destes lugares miseráveis, onde ela estava exposta como mercadoria. Fui visitar meu filho na cadeia.
- Divaldo - falou-me emocionado - aí eu comecei a somar às "dores físicas" a dor moral, dos danos que o meu suicídio trouxe. Porque o suicida não responde só pelo gesto, pelo ato da autodestruição, mas, também, por toda uma onda de efeitos que decorrem do seu ato insensato, sendo tudo isto lançado a seu débito na lei de responsabilidades. Além de você, mais ninguém orava, ninguém tinha dó de mim, só você, um estranho. Então hoje, que você está sofrendo, eu lhe venho pedir: em nome de todos nós, os infelizes, não sofra! Porque se você entristecer, o que será de nós, os que somos permanentemente tristes? Se você agora chora, que será de nós, que estamos aprendendo a sorrir com a sua alegria? Você não tem o direito de sofrer, pelo menos por nós, e por amor a nós, não sofra mais.
Aproximou-se, me deu um abraço, encostou a cabeça no meu ombro e chorou demoradamente. Doridamente, ele chorou.
Igualmente emocionado, falei-lhe:
- Perdoe-me, mas eu não esperava comovê-lo.
- São lágrimas de felicidade. Pela primeira vez, eu sou feliz, porque agora eu me posso reabilitar. Estou aprendendo a consolar alguém. E a primeira pessoa a quem eu consolo é você.
por Suely Caldas Schubert / Relato de Divaldo Franco
Fonte: Mensagens Cristãs
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Dimensões da Mediunidade
Programa Transição, exibido no ano de 2010 com o tema
“Dimensões da Mediunidade”,
com a participação de Suely Caldas Schubert.
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