Eternidade

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Despoluição Espiritual do Planeta



Nas reuniões mediúnicas de desobsessão, causa perplexidade o grande número de Espíritos que exercem vingança por prejuízos sofridos em pretérita existência. Perseguem os responsáveis, impondo-lhes variados problemas de saúde física e psíquica.

Parecem ter perdido o contato com a realidade, dominados pelo desejo de revide, sem atentar ao passar do tempo, contabilizando, não raro,dezenas de anos e até séculos.

Localizam e assediam seus desafetos com a intenção de submetê-los a todo sorte de sofrimentos e desajustes.

E quem é mais digno de comiseração?

O obsidiado, pela inconsequência criminosa do passado, ou o obsessor, pela agressividade feroz do presente?

O obsidiado, que ofendeu, ou o obsessor, que não soube perdoar?

O obsidiado, que colhe espinhos que semeou, ou o obsessor, que dilacera nos propósitos de vingança?

É difícil lidar com um Espírito nessa condição, fixado na ideia de que seus desafetos, que tanto o fizeram sofrer, devem experimentar sofrimentos mil vezes acentuados.

Inútil racionalizar, dizendo-lhe que responderá por seus atos,que está sendo insensível, que não está agindo de conformidade com as leis divinas.
É impermeável aos apelos da razão. Melhor evocar o coração.

Lidei há pouco com umasituação dessa natureza...

O obsessor mostrava-se irredutível na perseguição que exercia sobre um desafeto. Pretendia induzi-lo ao suicídio. O caso viera parar no atendimento fraterno do Centro, por iniciativa de um familiar, preocupado com  estado de abatimento e desânimo do obsidiado.

E ali estava o algoz, conversando conosco ao processo mediúnico.De nada adiantou falar-lhe das consequências de seus atos, do crime que estava cometendo, dos sofrimentos que estava impondo a toda uma família, em nome do ódio.

Em certo momento, justificando-se, explicou:

- Aquele de quem você se compadece é um criminoso sem perdão. Na existência passada ele foi um coronel nordestino.Movido pela ambição, invadiu minhas terras, matou-me, bem como a meus pais,irmãos, esposa e três filhos, e apossou-se de todos os nossos haveres. Estive a vagar sem sossego por muito tempo. Agora o localizei e farei justiça. Vou induzi-lo ao suicídio e provocarei a desagregação de sua família.

- A experiência ensinou-me que em situações assim o primeiro passo é captar a simpatia do manifestante, concordando com seus propostos,exercitando amor por ele.

Foi o que fiz...

- Sua revolta é justa. O crime que seu desafeto cometeu é imperdoável.
- Ainda bem que concorda comigo, porquanto não descansarei enquanto o miserável não pagar!
- Desculpe, mas fico imaginando se valeu a pena ficar tanto tempo dominado pelo ódio, a ponto de perder a própria noção do tempo. Pelo que você relatou, aquela tragédia aconteceu há mais de um século.
- Ainda que se passem muitos séculos, não importa! Quero vingança!

Então amigo leitor, veio o apelo do coração...
- E a sua família?...
- O que tem minha família?
- Mantém contato com seus pais, irmãos, a esposa e filhos?
- Não, nunca mais os vi.
- Não acha estranho, já que desencarnaram juntos?
- Nada disso importa! Apenas a justiça!
- Não sente saudades?
- Não quero pensar nisso!
- Nunca procurou definir por que não os encontra?
- Certamente esqueceram-se de mim, seguiram seu caminho.
- E se eu lhe disser que mentores espirituais querem colocá-lo em contato com eles?
- Não acredito! Você quer enganar-me!
- É verdade! Seus familiares têm procurado aproximar-se, mas você não os vê, porquanto seus olhos estão obscurecidos pelo ódio. Agora, me irmão,surgiu a grande chance. Aproveite! Esqueça o passado!

O obsessor sensibilizou-se...

- Você tem certeza de que os reencontrarei?
- Fique tranquilo.
- O que devo fazer?
- Mentores espirituais conversarão com você e lhe prometo que em breve reencontrará a família. Rendamos graças a Deus, cuja misericórdia nos oferece infinitas oportunidades de reabilitação.

Em seguida orei, naquela evocação que parte do imo d’alma, réstia de amor quando nos sensibilizamos com as misérias alheias, rogando a Jesus amparasse aquele nosso irmão no seu propósito de renunciar à vingança.
O médium chorava, extravasando a emoção da entidade.
Mais uma vez o amor triunfava sobre o ódio. A partir daquele dia a situação começou a mudar no lar do ex-obsidiado, livre da pressão do tenaz perseguidor.

Sempre imagino, amigo leitor, como seria maravilhoso se pudéssemos ter milhões de grupos mediúnicos, mundo afora, em condições de ajudar Espíritos perturbados e perturbadores que enxameiam e nosso mundo.
Teríamos prodigioso saneamento em nossa psicosfera, melhorando muito as condições de vida na Terra.

E pensar que muitos dirigentes espíritas desavisados eliminam práticas mediúnicas em suas casas! Negligenciam o aspecto sagrado do Espiritismo, que o distingue de outras religiões! Perdem maravilhosa oportunidade de colaborar com a Espiritualidade para uma despoluição espiritual do planeta.

Livro – AMOR, SEMPRE AMOR! – Richard Simonetti

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Oração e Jejum



“Esta casta não pode sair senão por meio de oração e jejum.” — Jesus.
(Marcos, capítulo 9, versículo 29.)


“Oração e jejum” são os cuidados básicos a serem observados pelos lidadores da desobsessão.
Que preparo maior que esse recomendado pelo Divino Amigo?
Jejum das paixões, dos vícios, de tudo o que é sombra em nós e ao redor de nós.
Jejum e oração! quando houvermos conseguido atingir a plenitude desses ensinamentos, conosco ter-se-á reabilitado toda a Humanidade!

*

Quem se dedica ao trabalho desobsessivo já está conscientizado de que se deve preparar permanentemente para tal mister. Não que seja um privilegiado. Não que esteja em posição de superioridade. Não. Isto não existe em Doutrina Espírita nem deve existir em nosso Movimento Espírita. Mas, é fundamental que esteja cônscio de suas responsabilidades, já que esse labor requer especialização.

A preparação não exige um curso específico. Antes é um conjunto de requisitos (como aliás acontece com aquele que trabalha na evangelização infantil, com o orador espírita, etc.), entre os quais citamos: integração no Centro Espírita onde se vincula, estudo metódico e progressivo da Doutrina, larga experiência em trabalhos mediúnicos e, sobretudo, como recomenda Kardec, inquebrantável esforço pela sua transformação moral. Que se empenhe em modificar-se, momento a momento, vencendo as suas más tendências e que tenha incorporado à sua vivência o lema: “Fora da caridade não há salvação”. É alguém que se interessa e se preocupa com o próximo e sensibiliza-se com a sua dor, afeito a meditar, a refletir, a sentir os ensinamentos com que o Espiritismo nos ilumina a existência. É, enfim, alguém votado às coisas mais elevadas e que está conseguindo se desligar dos interesses imediatistas do mundo. Mas, para conseguir o seu intento, urge que se esforce por viver o Espiritismo, tal como preconiza Léon Denis, quando diz que “Não basta crer e saber, é necessário viver a nossa crença, isto é, fazer penetrar na prática cotidiana da vida os princípios superiores que adotamos.”

Sempre que isto começa a suceder conosco, isto é, quando principiamos a sentir que não basta apenas crer e saber que os Espíritos existem e que o Espiritismo é a Terceira Revelação, mas que o que realmente importa é vivenciar-lhe os ensinos, incorporá-los ao nosso modo de ser. Estaremos, assim, dando os passos decisivos pela ingente tarefa da auto-evangelização. Entenderemos por que há necessidade de nos preparar convenientemente para o ministério da desobsessão. É que este preparativo não se faz apenas no dia da reunião, mas, sim, em regime de tempo integral. É um novo programa de vida. É abandonar hábitos perniciosos — abstenção dos vícios que nos enfeiam a alma, buscando a elevação de pensamentos, palavras e atitudes.

Quem realmente reconhece a necessidade do jejum das paixões sentirá que se processa no âmago do seu ser a incessante batalha entre a sombra e a luz, entre o passado difícil de ser erradicado e o presente que se traduz em esperanças por um futuro melhor.

Para ajudar ao homem nesta luta imprescindível, está entre nós o Consolador Prometido. Convencido das verdades que ele descortina para a Humanidade, imbuido do desejo sincero e perseverante de superar a si próprio, o homem irá afastando-se dos hábitos antigos, com naturalidade, buscando assim novos ambientes onde se cultue a conversação sadia e edificante, onde se trabalhe pelo bem.

Para os tarefeiros da reunião de desobsessão é fundamental essa renovação. Quem se dispuser a essa tarefa de tão grande envergadura terá ensejos maravilhosos de comungar, com os Benfeitores Espirituais, de instantes de felicidade sublime, que nenhum prazer terreno poderá jamais oferecer. Sentirá a verdadeira alegria, a que nasce no espírito e que representa o alimento mais puro de que todos carecemos: o Bem, o Amor. E terá a Paz que Jesus prometeu àqueles que se disponham a segui-Lo.

Aquele, pois, que se preparar, em caráter permanente, para estar apto aos labores desobsessivos, estará também capacitando-se a tornar-se um auxiliar dos Benfeitores Espirituais que o irão convocar, sempre que julgarem necessário, aos trabalhos que requeiram o concurso de pessoas de boa-vontade e em condições apropriadas. Igualmente, através de desdobramento durante o sono físico, quando aprenderão lições novas e prestarão alguma ajuda que esteja ao seu alcance. Nestes instantes, o seareiro da desobsessão representará a ponte benfazeja entre os dois planos da vida, por onde verterá o auxílio do Mais Alto, para lenir as ulcerações íntimas que avassalam tantos seres humanos.

Os Espíritos Amigos concitam-nos a que nos preparemos cotidianamente para os trabalhos. Para que permaneçamos vigilantes. A qualquer hora poderemos ser convocados ao labor santificante da caridade socorrista e devemos estar em condições de atender, prestos, ao chamamento. Em caso contrário, isto é, se não estivermos preparados, não tenhamos dúvidas, o prejuízo será todo nosso, pois o labor se processará sem o nosso concurso, indo os Bons Espíritos buscar, alhures, alguém mais vigilante e mais bem capacitado.

Preparação dos encarnados para as tarefas da caridade é, assim, o programa de vida do verdadeiro espírita.

É o jejum recomendado pelo Mestre, aliado à oração, que representa a sintonia imprescindível com o Alto. Oração que nos fortalecerá para resistirmos aos embates e às investidas das trevas.

Oração — sintonia com os Planos Superiores.
Jejum — abstenção e superação dos vícios.

Programação para todo espírita. Preparação permanente para aqueles que trabalham nas lides desobsessivas.

Programa de regeneração para todos os seres humanos, encarnados e desencarnados.”


Do livro “ Obsessão e desobsessão” – Suely Caldas Shubert

domingo, 3 de agosto de 2014

DOUTRINAÇÃO DE ESPÍRITOS




do livro "Missionários da Luz", por André Luiz & Chico Xavier


A. Que doente tratado pelos Espíritos é capaz de atingir a cura positiva?
R.: Somente o doente convertido voluntariamente em médico de si mesmo, que compreende que a medicação, qualquer que seja, não é tudo no problema da necessária restauração do equilíbrio físico, pode alcançar a verdadeira cura. (Missionários da Luz, cap. 18, pp. 309 e 310.)

B. Que requisitos requer uma doutrinação eficiente?
R.: Não basta ao doutrinador conhecer as matérias e ministrá-las. É preciso, antes de tudo, senti-las e viver-lhes a substancialidade no coração. O homem que apregoa o bem deve praticá-lo, se não deseja que as suas palavras sejam carregadas pelo vento, como simples eco dum tambor vazio. O companheiro que ensina a virtude, vivendo-lhe as grandezas em si mesmo, tem o verbo carregado de magnetismo positivo, estabelecendo edificações espirituais nas almas que o ouvem. Sem essa característica, a doutrinação, quase sempre, é vã. (Obra citada, cap. 18, pp. 310 a 312.)

C. No tratamento da obsessão é fundamental o afastamento do obsessor?
R.: Não. Efetivamente, não faltam, embora raros, os casos de libertação quase instantânea. É que, nesses casos, pode ter chegado ao fim o laborioso processo redentor. Mas, na maioria dos casos, a tarefa é de sementeira, de cuidado, persistência e vigilância. Não se quebram grilhões de muitos séculos num instante, nem se edifica uma cidade num dia. É indispensável desgastar as algemas do mal, com perseverança, e praticar o bem, com ânimo evangélico. (Obra citada, cap. 18, pp. 312 a 315.)

D. Após a conversão real do obsessor, o obsidiado readquire a normalidade orgânica?
R.: Quando o doente se dispõe a cooperar com os benfeitores espirituais, em benefício próprio, colaborando decididamente na restauração de suas atividades mentais, regenerando-se à luz da vida renovada no Cristo, pode esperar o restabelecimento da saúde relativa do corpo terrestre. Entretanto, na maioria dos casos, as vítimas não mais restabelecem o equilíbrio do corpo, permanecendo com a saúde incompleta até o sepulcro. Lembremos que, embora o obsessor se haja transformado, é possível que a vítima não esteja convertida. Na obsessão, as dificuldades não são unilaterais. O eventual afastamento do perseguidor nem sempre significa a extinção da dívida. E, em qualquer parte do Universo, receberemos sempre de acordo com nossas próprias obras. (Obra citada, cap. 18, pp. 315 a 319.) 

Texto para leitura

130. A caminho da cura -  Os trabalhos da reunião seguiam seu curso. Emissões magnéticas dos que ali se reuniam eram aproveitadas pelos Espíritos para assistir não só os obsidiados, mas também os infelizes algozes. Somente uma pessoa, porém, dentre os obsidiados, conseguia aproveitar cem por cento o auxílio espiritual recebido. Era uma jovem que, envolvida na corrente das vibrações fraternas, recuperara a normalidade orgânica, embora em caráter temporário. A moça percebera a tempo que a medicação, qualquer que seja, não é tudo no problema da necessária restauração do equilíbrio físico e, por isso, desenvolvia toda a sua capacidade de resistência, colaborando com a equipe espiritual no interesse próprio. Ela emitia vigoroso fluxo de energias mentais, expelindo todas as idéias malsãs que os desventurados obsessores lhe haviam depositado na mente, absorvendo em seguida os pensamentos regeneradores e construtivos que a influenciação espiritual lhe oferecia. Alexandre aproveitou o exemplo para elucidar que somente o doente convertido voluntariamente em médico de si mesmo atinge a cura positiva. Se a vítima capitula sem condições, ante o adversário, entrega-se-lhe totalmente e torna-se possessa, após transformar-se em autômato à mercê do perseguidor. Se possui vontade frágil e indecisa, habitua-se com a persistente atuação dos verdugos e vicia-se no círculo de irregularidades de difícil corrigenda. Nestes casos, as atividades de assistência se circunscrevem a meros trabalhos de socorro, objetivando resultados longínquos. Quando o enfermo está interessado na própria cura, então podemos prever triunfos imediatos. (Cap. 18, pp. 309 e 310) 
131. Doutrinação - O doutrinador encarnado era o centro dum quadro singular. Seu tórax convertera-se num foco irradiante, e cada palavra que lhe saía dos lábios assemelhava-se a um jato de luz alcançando diretamente o alvo, fosse ele os ouvidos perturbados dos enfermos ou o coração dos obsessores cruéis. Suas palavras eram, com efeito, de uma simplicidade encantadora, mas a substância sentimental de cada uma assombrava pela sublimidade, elevação e beleza. Alexandre explicou que ali era uma escola espiritual, onde, para ensinar com êxito, não basta conhecer as matérias e ministrá-las. É preciso, antes de tudo, senti-las e viver-lhes a substancialidade no coração. O homem que apregoa o bem deve praticá-lo, se não deseja que as suas palavras sejam carregadas pelo vento, como simples eco dum tambor vazio. O companheiro que ensina a virtude, vivendo-lhe as grandezas em si mesmo, tem o verbo carregado de magnetismo positivo, estabelecendo edificações espirituais nas almas que o ouvem. Sem essa característica, a doutrinação, quase sempre, é vã. Compreende-se então que o contágio pelo exemplo não constitui fenômeno puramente ideológico, mas é, sim, um fato científico nas suas manifestações magnético-mentais. Com o decorrer do trabalho, os obsidiados – exceção feita à irmã que se encontrava possessa – ficavam livres da influência direta dos obsessores, porém todos, menos a jovem que reagia valorosamente ao tratamento, apresentavam singular inquietude, ansiosos de se reunirem de novo ao campo de atração dos algozes. Benfeitores espirituais haviam arrebatado os verdugos, expulsando-os temporariamente daqueles corpos enfermos e atormentados, mas os enfermos encarnados primavam pela ausência íntima, permanecendo a longa distância espiritual dos ensinamentos que o doutrinador terrestre ministrava, ao influxo dos mentores da reunião. A atitude dos enfermos era de insatisfação e ansiedade: parecia não suportarem a separação de seus algozes invisíveis. Alexandre explicou então que, em geral, noventa por cento dos casos de obsessão que se verificam na Crosta constituem problemas dolorosos e intrincados e quase sempre o obsidiado padece de lastimável cegueira, com relação à própria enfermidade, tornando-se presa fácil e inconsciente, embora responsável, de perigosos inimigos. Comumente, os casos dessa natureza dão-se em virtude de ligações vigorosas e profundas pela afetividade mal dirigida, ou pelos detestáveis laços do ódio que, em todas as circunstâncias, é a confiança desequilibrada convertida em monstro. É por isso que cada problema desses exige solução diferente. (Cap. 18, pp. 310 a 312)

132. Algemas seculares - No trato da obsessão, os encarnados observam somente uma face da questão: o afastamento do obsessor. Mas, como rebentar, de um instante para outro, algemas seculares, forjadas nos compromissos recíprocos da vida em comum? como separar seres que se agarram um ao outro, ansiosamente? Efetivamente, não faltam, embora raros, os casos de libertação quase instantânea. É que, nesses casos, pode ter chegado ao fim o laborioso processo redentor. De qualquer modo, o trabalho de assistência será sempre frutífero, e não podemos fugir ao nosso dever de assistência fraterna ao ignorante e sofredor, compreendendo, porém, que a construção do amor é também obra do tempo: nenhuma palavra, nenhum gesto ou pensamento, nos serviços do bem, permanece perdido. A tarefa é de sementeira, de cuidado, persistência e vigilância. Não se quebram grilhões de muitos séculos num instante, nem se edifica uma cidade num dia. É indispensável desgastar as algemas do mal, com perseverança, e praticar o bem, com ânimo evangélico. Ouvindo isto, André indagou se o desequilíbrio da mente poderia acarretar a enfermidade do físico. Alexandre disse que sim. As intoxicações da alma determinam as moléstias do corpo; o desequilíbrio da mente pode determinar a perturbação geral das células orgânicas. (Cap. 18, pp. 312 a 315) 

133. Benefícios do tratamento - Tão logo se quebrou a corrente de vibrações benéficas, com o término da reunião, três dos cinco obsidiados voltaram a atrair intensamente os verdugos invisíveis, a cuja influenciação se haviam habituado, demonstrando escasso aproveitamento. Alexandre asseverou, contudo, que em todas as atividades de socorro espiritual há sempre imenso proveito, ainda mesmo quando a sua extensão não seja perceptível ao olhar comum. Quando o doente se dispõe a cooperar com os benfeitores espirituais, em benefício próprio, colaborando decididamente na restauração de suas atividades mentais, regenerando-se à luz da vida renovada no Cristo, pode esperar o restabelecimento da saúde relativa do corpo terrestre. Quando o indivíduo, porém, roga a assistência de Jesus com os lábios, sem abrir o coração à influência divina, não deve aguardar milagres da colaboração espiritual. Os benfeitores espirituais podem ajudar, socorrer, contribuir, esclarecer, mas não é possível improvisar recursos, cuja organização é trabalho exclusivo dos interessados. O problema da responsabilidade não se circunscreve a palavras; é questão vital no caminho da vida. Raros homens, entretanto, se dispõem a respeitar os desígnios da Religião, olvidando voluntariamente que as menores quedas e mínimas viciações ficam impressas na alma, exigindo retificação. No trabalho em favor deles, não podemos exonerá-los das obrigações contraídas. O bom trabalhador é o que ajuda, sem fugir ao equilíbrio necessário, construindo todo o trabalho benéfico que esteja ao seu alcance, consciente de que o seu esforço traduz a Vontade Divina. (Cap. 18, pp. 315 e 316) 

134. Conseqüências da obsessão - André indagou a Alexandre se, após a conversão real do verdugo, o obsidiado readquiriria a normalidade orgânica. Em sua resposta, o instrutor comparou o corpo de carne a um violino entregue ao artista, neste caso o indivíduo reencarnado. Entregue aos malfeitores, o violino pode ficar semidestruído e, mesmo que seja restituído, não poderá atender ao trabalho da harmonia, com a mesma exatidão de outro tempo. Um Stradivárius pode ser autêntico, mas não se fará sentir com as cordas rebentadas. É por isso que nos casos de obsessão não se pode prescindir do concurso direto dos interessados. Há casos em que os antigos verdugos se transformam em amigos, ansiosos de reparar o mal praticado e, por vezes, o conseguem, recebendo a ajuda dos planos superiores. Entretanto, na maioria dos casos, as vítimas não mais restabelecem o equilíbrio do corpo, permanecendo com a saúde incompleta até ao sepulcro. Lembremos que, embora o obsessor se haja transformado, é possível que a vítima não esteja convertida. Na obsessão, as dificuldades não são unilaterais. O eventual afastamento do perseguidor nem sempre significa a extinção da dívida. E, em qualquer parte do Universo, receberemos sempre de acordo com as nossas próprias obras. (Cap. 18, pp. 317 a 319) 
 








quinta-feira, 5 de junho de 2014

Ação das Trevas nos Grupos Espíritas



Ação das Trevas nos Grupos Espíritas...

Antes de tudo precisamos saber de quais Espíritos estamos falando, porque a grande maioria de Espíritos obsessores que vêm às Casas Espíritas são mais ignorantes do que propriamente maldosos.

No livro “Não há mais tempo”, organizado pelo Espírito Klaus, foi publicado uma comunicação de um verdadeiro representante das organizações do mal e percebemos que há uma grande diferença entre o que nós classificamos como Espíritos obsessores e os verdadeiros representantes das trevas.


Quando o Espírito incorporou a doutrinadora disse:

“Seja bem vindo meu irmão!”.

Ele respondeu: “em primeiro lugar não sou seu irmão, em segundo lugar eu conheço o seu sentimento. Sei que você não gosta nem das pessoas que trabalham com você na casa, que dirá de mim que você não conhece. Por isso duvido que eu seja bem vindo aqui”.

Ela ficou um tanto desconsertada, porém, disse: “mas meu irmão, veja bem, isto aqui é um hospital”.


Ele respondeu: “muito bem, agora você vai dizer que eu sou o doente e que você vai cuidar de mim, não é isto?”.

Ela disse: “Sim”.

“Pois bem, e quem garante para você que eu sou um doente? Só porque eu penso diferente de você. Aliás, o que a faz acreditar que possa cuidar de mim?

Quem é que cuida de você? Porque suponho que quando alguém vai cuidar do outro, este alguém esteja melhor que o outro e, francamente, eu não vejo que você esteja melhor que eu. Porque eu faço o mal? Porque sou combatente das idéias de Jesus? Sim, é verdade, mas admito isto, enquanto que você faz o
mal tanto quanto eu e se disfarça de espírita boazinha”.


Outro doutrinador disse: “meu irmão, é preciso amar”.

O Espírito respondeu: “acabou o argumento. Quando vocês vêm com esta ladainha que é preciso amar é que vocês não têm mais argumentos”.

“Mas o amor não é ladainha meu irmão”.


“Se o amor não é ladainha por que o senhor não vai amar o seu filho na sua casa? Aliás, um filho que o senhor não tem relacionamento há mais de 10 anos. Se o senhor não consegue perdoar o seu filho que é sangue do seu sangue, como é que o senhor quer falar de amor comigo? O senhor nem me conhece".

Vieram outros doutrinadores e a história se repetiu até que, por último, veio o dirigente da casa e com muita calma disse:
“Não é necessário que o senhor fique atirando estas verdades em nossas faces. Nós temos plena consciência daquilo que somos. Sabemos que ainda somos crianças espirituais e que precisamos aprender muito”.


O Espírito respondeu: “até que enfim alguém com coerência neste grupo, até que enfim alguém disse uma verdade.
Concordo com você, realmente vocês são crianças espirituais e como crianças não deveriam se meter a fazer trabalho de gente grande porque vocês não dão conta”.


COMO AGEM OS ESPÍRITOS REPRESENTANTES DAS TREVAS EM NOSSOS NÚCLEOS ESPÍRITAS?

Esses Espíritos estarão sim atacando núcleos espíritas desde que o núcleo realmente represente algum perigo para as intenções das trevas.

Portanto, quando nós falamos das inteligências do mal, estamos falando de Espíritos que têm uma capacidade mental e intelectual muito acima da média em geral. Normalmente não são esses Espíritos que se comunicam nas nossas sessões mediúnicas.


Normalmente eles não estão preocupados com os nossos trabalhos, anão ser que esses trabalhos estejam bem direcionados, o que é muito difícil, e represente algum perigo para eles. Nós que vivemos e trabalhamos numa Casa Espírita sabemos bem dos problemas encontrados nas atividades desses grupos.

Para ilustrar vamos a um fato verídico ocorrido numa Casa Espírita.

Um Espírito obsessor incorporou na sessão mediúnica e disse para o grupo:

“Nós viemos informar que não vamos mais obsediar vocês. Vamos para o outro grupo”.

Houve silêncio até que alguém perguntou:
“Vocês não vão mais nos obsediar, por quê?”.

O Espírito respondeu: “existe nesta casa, tanta maledicência,tanta preguiça tanto atrito, tantas brigas pelo poder, tantas pessoas pregando aquilo que não praticam, que não precisamos nos preocupar com vocês, vocês mesmos são obsessores uns dos outros”.

POR QUE REALIZAR UM SEMINÁRIO RESSALTANDO A AÇÃO DAS TREVAS? FALAR DO MAL NÃO É AJUDAR O MAL A CRESCER?

No livro a “Arte da Guerra” está escrito: “se você vai para uma guerra e conhece mais o seu inimigo que a você mesmo, não se preocupe, você vai vencer todas as batalhas.


Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o inimigo, para cada vitória você terá uma derrota.

Porém, se você não conhece nem a si mesmo e nem ao inimigo, você vai perder todas as batalhas”.

Infelizmente, a grande maioria das pessoas não conhece a si mesma. Têm medo da reforma intima, têm medo do que vão encontrar dentro de si.Negam a transformação interior.

Precisamos falar das trevas para conhecermos as trevas. Se não conhecermos como eles manipulam os tarefeiros espíritas como é que vamos saber nos defender deles.

Para isso é preciso refletirmos nesta condição de nos conhecermos, até porque toda ação das trevas exteriores é um reflexo das trevas que nós carregamos dentro de nós.

É preciso realmente realizarmos a nossa reforma interior para sairmos da sintonia dessas entidades.

E OS GUARDIÕES QUE CUIDAM DO CENTRO, COMO É QUE FICA?

Não podemos esquecer que os benfeitores espirituais trabalham respeitando o nosso livre arbítrio.


Uma Casa Espírita possui o seu campo de proteção, uma cerca elétrica construída pelos benfeitores, porém, quem a mantém ligada são os trabalhadores encarnados.

Toda vez que há brigas dentro do centro, toda vez que há grupos inimigos conflitando-se, toda vez que há maledicências, é como se houvesse um curto circuito nesta rede, é como se houvesse uma queda de energia, e as entidades do mal entram.

Os benfeitores espirituais estão presentes, a rede é religada,mas, as entidades dos mal já entraram. O grande problema é que quase sempre nósnão estamos sintonizados com o bem. A ação do bem em nossa vida é fundamental.

Por exemplo: o Umbral não é causa, o Umbral é efeito.
Só existe o Umbral, a zona espiritual inferior que cerca o planeta, porque os homens têm sentimentos medíocres e inferiores.

No dia que a humanidade evoluir o Umbral desaparece, porque ele é conseqüência.

Por isso que não podemos nos esquecer que as trevas exteriores são apenas uma extensão das nossas trevas interiores.
Existe, sim, a proteção espiritual nas Casas Espíritas, porém, os Espíritos amigos respeitam o nosso livre arbítrio.


COMO OS GRUPOS ESPÍRITAS PODEM SE DEFENDER DAS TREVAS?

• Havendo muita sinceridade, amizade verdadeira e, principalmente, muito amor entre todos os colaboradores do grupo.

• Existindo a prática da solidariedade, carinho e respeito para com todas as pessoas que buscam o grupo ou para estudar ou para serem orientadas ou para receberem assistência espiritual..
• Havendo muito comprometimento com a causa espírita.
• Realizando, periodicamente, uma avaliação dos resultados obtidos.

•  Estudando!!!

Que Jesus nos abençoe e nos fortaleça no seu amor!


Fonte: Harmonia Espiritual