Eternidade
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segunda-feira, 25 de maio de 2015
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Despoluição Espiritual do Planeta
Nas reuniões mediúnicas de desobsessão, causa perplexidade
o grande número de Espíritos que exercem vingança por prejuízos
sofridos em pretérita existência. Perseguem os responsáveis,
impondo-lhes variados problemas de saúde física e psíquica.
Parecem
ter perdido o contato com a realidade, dominados pelo desejo de revide,
sem atentar ao passar do tempo, contabilizando, não raro,dezenas de
anos e até séculos.
Localizam e assediam seus desafetos com a intenção de submetê-los a todo sorte de sofrimentos e desajustes.
E quem é mais digno de comiseração?
O obsidiado, pela inconsequência criminosa do passado, ou o obsessor, pela agressividade feroz do presente?
O obsidiado, que ofendeu, ou o obsessor, que não soube perdoar?
O obsidiado, que colhe espinhos que semeou, ou o obsessor, que dilacera nos propósitos de vingança?
É
difícil lidar com um Espírito nessa condição, fixado na ideia de que
seus desafetos, que tanto o fizeram sofrer, devem experimentar
sofrimentos mil vezes acentuados.
Inútil racionalizar,
dizendo-lhe que responderá por seus atos,que está sendo insensível, que
não está agindo de conformidade com as leis divinas.
É impermeável aos apelos da razão. Melhor evocar o coração.
Lidei há pouco com umasituação dessa natureza...
O
obsessor mostrava-se irredutível na perseguição que exercia sobre um
desafeto. Pretendia induzi-lo ao suicídio. O caso viera parar no
atendimento fraterno do Centro, por iniciativa de um familiar,
preocupado com estado de abatimento e desânimo do obsidiado.
E
ali estava o algoz, conversando conosco ao processo mediúnico.De nada
adiantou falar-lhe das consequências de seus atos, do crime que estava
cometendo, dos sofrimentos que estava impondo a toda uma família, em
nome do ódio.
Em certo momento, justificando-se, explicou:
- Aquele
de quem você se compadece é um criminoso sem perdão. Na existência
passada ele foi um coronel nordestino.Movido pela ambição, invadiu
minhas terras, matou-me, bem como a meus pais,irmãos, esposa e três
filhos, e apossou-se de todos os nossos haveres. Estive a vagar sem
sossego por muito tempo. Agora o localizei e farei justiça. Vou
induzi-lo ao suicídio e provocarei a desagregação de sua família.
-
A experiência ensinou-me que em situações assim o primeiro passo é
captar a simpatia do manifestante, concordando com seus
propostos,exercitando amor por ele.
Foi o que fiz...
- Sua revolta é justa. O crime que seu desafeto cometeu é imperdoável.
- Ainda bem que concorda comigo, porquanto não descansarei enquanto o miserável não pagar!
-
Desculpe, mas fico imaginando se valeu a pena ficar tanto tempo
dominado pelo ódio, a ponto de perder a própria noção do tempo. Pelo que
você relatou, aquela tragédia aconteceu há mais de um século.
- Ainda que se passem muitos séculos, não importa! Quero vingança!
Então amigo leitor, veio o apelo do coração...
- E a sua família?...
- O que tem minha família?
- Mantém contato com seus pais, irmãos, a esposa e filhos?
- Não, nunca mais os vi.
- Não acha estranho, já que desencarnaram juntos?
- Nada disso importa! Apenas a justiça!
- Não sente saudades?
- Não quero pensar nisso!
- Nunca procurou definir por que não os encontra?
- Certamente esqueceram-se de mim, seguiram seu caminho.
- E se eu lhe disser que mentores espirituais querem colocá-lo em contato com eles?
- Não acredito! Você quer enganar-me!
-
É verdade! Seus familiares têm procurado aproximar-se, mas você não os
vê, porquanto seus olhos estão obscurecidos pelo ódio. Agora, me
irmão,surgiu a grande chance. Aproveite! Esqueça o passado!
O obsessor sensibilizou-se...
- Você tem certeza de que os reencontrarei?
- Fique tranquilo.
- O que devo fazer?
-
Mentores espirituais conversarão com você e lhe prometo que em breve
reencontrará a família. Rendamos graças a Deus, cuja misericórdia nos
oferece infinitas oportunidades de reabilitação.
Em
seguida orei, naquela evocação que parte do imo d’alma, réstia de amor
quando nos sensibilizamos com as misérias alheias, rogando a Jesus
amparasse aquele nosso irmão no seu propósito de renunciar à vingança.
O médium chorava, extravasando a emoção da entidade.
Mais
uma vez o amor triunfava sobre o ódio. A partir daquele dia a situação
começou a mudar no lar do ex-obsidiado, livre da pressão do tenaz
perseguidor.
Sempre imagino, amigo leitor, como seria
maravilhoso se pudéssemos ter milhões de grupos mediúnicos, mundo afora,
em condições de ajudar Espíritos perturbados e perturbadores que
enxameiam e nosso mundo.
Teríamos prodigioso saneamento em nossa psicosfera, melhorando muito as condições de vida na Terra.
E
pensar que muitos dirigentes espíritas desavisados eliminam práticas
mediúnicas em suas casas! Negligenciam o aspecto sagrado do Espiritismo,
que o distingue de outras religiões! Perdem maravilhosa oportunidade de
colaborar com a Espiritualidade para uma despoluição espiritual do planeta.
Livro – AMOR, SEMPRE AMOR! – Richard Simonetti
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Oração e Jejum
“Esta casta não pode sair senão por meio de oração e jejum.” — Jesus.
(Marcos, capítulo 9, versículo 29.)
“Oração e jejum” são os cuidados básicos a serem observados pelos lidadores da desobsessão.
Que preparo maior que esse recomendado pelo Divino Amigo?
Jejum das paixões, dos vícios, de tudo o que é sombra em nós e ao redor de nós.
Jejum e oração! quando houvermos conseguido atingir a plenitude desses ensinamentos, conosco ter-se-á reabilitado toda a Humanidade!
*
Quem se dedica ao trabalho desobsessivo já está conscientizado de que se deve preparar permanentemente para tal mister. Não que seja um privilegiado. Não que esteja em posição de superioridade. Não. Isto não existe em Doutrina Espírita nem deve existir em nosso Movimento Espírita. Mas, é fundamental que esteja cônscio de suas responsabilidades, já que esse labor requer especialização.
A preparação não exige um curso específico. Antes é um conjunto de requisitos (como aliás acontece com aquele que trabalha na evangelização infantil, com o orador espírita, etc.), entre os quais citamos: integração no Centro Espírita onde se vincula, estudo metódico e progressivo da Doutrina, larga experiência em trabalhos mediúnicos e, sobretudo, como recomenda Kardec, inquebrantável esforço pela sua transformação moral. Que se empenhe em modificar-se, momento a momento, vencendo as suas más tendências e que tenha incorporado à sua vivência o lema: “Fora da caridade não há salvação”. É alguém que se interessa e se preocupa com o próximo e sensibiliza-se com a sua dor, afeito a meditar, a refletir, a sentir os ensinamentos com que o Espiritismo nos ilumina a existência. É, enfim, alguém votado às coisas mais elevadas e que está conseguindo se desligar dos interesses imediatistas do mundo. Mas, para conseguir o seu intento, urge que se esforce por viver o Espiritismo, tal como preconiza Léon Denis, quando diz que “Não basta crer e saber, é necessário viver a nossa crença, isto é, fazer penetrar na prática cotidiana da vida os princípios superiores que adotamos.”
Sempre que isto começa a suceder conosco, isto é, quando principiamos a sentir que não basta apenas crer e saber que os Espíritos existem e que o Espiritismo é a Terceira Revelação, mas que o que realmente importa é vivenciar-lhe os ensinos, incorporá-los ao nosso modo de ser. Estaremos, assim, dando os passos decisivos pela ingente tarefa da auto-evangelização. Entenderemos por que há necessidade de nos preparar convenientemente para o ministério da desobsessão. É que este preparativo não se faz apenas no dia da reunião, mas, sim, em regime de tempo integral. É um novo programa de vida. É abandonar hábitos perniciosos — abstenção dos vícios que nos enfeiam a alma, buscando a elevação de pensamentos, palavras e atitudes.
Quem realmente reconhece a necessidade do jejum das paixões sentirá que se processa no âmago do seu ser a incessante batalha entre a sombra e a luz, entre o passado difícil de ser erradicado e o presente que se traduz em esperanças por um futuro melhor.
Para ajudar ao homem nesta luta imprescindível, está entre nós o Consolador Prometido. Convencido das verdades que ele descortina para a Humanidade, imbuido do desejo sincero e perseverante de superar a si próprio, o homem irá afastando-se dos hábitos antigos, com naturalidade, buscando assim novos ambientes onde se cultue a conversação sadia e edificante, onde se trabalhe pelo bem.
Para os tarefeiros da reunião de desobsessão é fundamental essa renovação. Quem se dispuser a essa tarefa de tão grande envergadura terá ensejos maravilhosos de comungar, com os Benfeitores Espirituais, de instantes de felicidade sublime, que nenhum prazer terreno poderá jamais oferecer. Sentirá a verdadeira alegria, a que nasce no espírito e que representa o alimento mais puro de que todos carecemos: o Bem, o Amor. E terá a Paz que Jesus prometeu àqueles que se disponham a segui-Lo.
Aquele, pois, que se preparar, em caráter permanente, para estar apto aos labores desobsessivos, estará também capacitando-se a tornar-se um auxiliar dos Benfeitores Espirituais que o irão convocar, sempre que julgarem necessário, aos trabalhos que requeiram o concurso de pessoas de boa-vontade e em condições apropriadas. Igualmente, através de desdobramento durante o sono físico, quando aprenderão lições novas e prestarão alguma ajuda que esteja ao seu alcance. Nestes instantes, o seareiro da desobsessão representará a ponte benfazeja entre os dois planos da vida, por onde verterá o auxílio do Mais Alto, para lenir as ulcerações íntimas que avassalam tantos seres humanos.
Os Espíritos Amigos concitam-nos a que nos preparemos cotidianamente para os trabalhos. Para que permaneçamos vigilantes. A qualquer hora poderemos ser convocados ao labor santificante da caridade socorrista e devemos estar em condições de atender, prestos, ao chamamento. Em caso contrário, isto é, se não estivermos preparados, não tenhamos dúvidas, o prejuízo será todo nosso, pois o labor se processará sem o nosso concurso, indo os Bons Espíritos buscar, alhures, alguém mais vigilante e mais bem capacitado.
Preparação dos encarnados para as tarefas da caridade é, assim, o programa de vida do verdadeiro espírita.
É o jejum recomendado pelo Mestre, aliado à oração, que representa a sintonia imprescindível com o Alto. Oração que nos fortalecerá para resistirmos aos embates e às investidas das trevas.
Oração — sintonia com os Planos Superiores.
Jejum — abstenção e superação dos vícios.
Programação para todo espírita. Preparação permanente para aqueles que trabalham nas lides desobsessivas.
Programa de regeneração para todos os seres humanos, encarnados e desencarnados.”
Do livro “ Obsessão e desobsessão” – Suely Caldas Shubert
domingo, 3 de agosto de 2014
DOUTRINAÇÃO DE ESPÍRITOS
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do livro "Missionários da Luz", por André Luiz & Chico Xavier
A. Que doente tratado
pelos Espíritos é capaz
de atingir a cura
positiva?
R.: Somente o doente
convertido
voluntariamente em
médico de si mesmo, que
compreende que a
medicação, qualquer que
seja, não é tudo no
problema da necessária
restauração do
equilíbrio físico, pode
alcançar a verdadeira
cura. (Missionários
da Luz, cap. 18, pp. 309
e 310.)
B. Que requisitos requer
uma doutrinação
eficiente?
R.: Não basta ao
doutrinador conhecer as
matérias e ministrá-las.
É preciso, antes de
tudo, senti-las e
viver-lhes a
substancialidade no
coração. O homem que
apregoa o bem deve
praticá-lo, se não
deseja que as suas
palavras sejam
carregadas pelo vento,
como simples eco dum
tambor vazio. O
companheiro que ensina a
virtude, vivendo-lhe as
grandezas em si mesmo,
tem o verbo carregado de
magnetismo positivo,
estabelecendo
edificações espirituais
nas almas que o ouvem.
Sem essa característica,
a doutrinação, quase
sempre, é vã. (Obra
citada, cap. 18, pp. 310
a 312.)
C. No tratamento da
obsessão é fundamental o
afastamento do obsessor?
R.: Não. Efetivamente,
não faltam, embora
raros, os casos de
libertação quase
instantânea. É que,
nesses casos, pode ter
chegado ao fim o
laborioso processo
redentor. Mas, na
maioria dos casos, a
tarefa é de sementeira,
de cuidado, persistência
e vigilância. Não se
quebram grilhões de
muitos séculos num
instante, nem se edifica
uma cidade num dia. É
indispensável desgastar
as algemas do mal, com
perseverança, e praticar
o bem, com ânimo
evangélico. (Obra
citada, cap. 18, pp. 312
a 315.)
D. Após a conversão real
do obsessor, o obsidiado
readquire a normalidade
orgânica?
R.: Quando o doente se
dispõe a cooperar com os
benfeitores espirituais,
em benefício próprio,
colaborando
decididamente na
restauração de suas
atividades mentais,
regenerando-se à luz da
vida renovada no Cristo,
pode esperar o
restabelecimento da
saúde relativa do corpo
terrestre. Entretanto,
na maioria dos casos, as
vítimas não mais
restabelecem o
equilíbrio do corpo,
permanecendo com a saúde
incompleta até o
sepulcro. Lembremos que,
embora o obsessor se
haja transformado, é
possível que a vítima
não esteja convertida.
Na obsessão, as
dificuldades não são
unilaterais. O eventual
afastamento do
perseguidor nem sempre
significa a extinção da
dívida. E, em qualquer
parte do Universo,
receberemos sempre de
acordo com nossas
próprias obras. (Obra
citada, cap. 18, pp. 315
a 319.)
Texto para leitura
130. A
caminho da cura
- Os trabalhos da
reunião seguiam seu
curso. Emissões
magnéticas dos que ali
se reuniam eram
aproveitadas pelos
Espíritos para assistir
não só os obsidiados,
mas também os infelizes
algozes. Somente uma
pessoa, porém, dentre os
obsidiados, conseguia
aproveitar cem por cento
o auxílio espiritual
recebido. Era uma jovem
que, envolvida na
corrente das vibrações
fraternas, recuperara a
normalidade orgânica,
embora em caráter
temporário. A moça
percebera a tempo que a
medicação, qualquer que
seja, não é tudo no
problema da necessária
restauração do
equilíbrio físico e, por
isso, desenvolvia toda a
sua capacidade de
resistência, colaborando
com a equipe espiritual
no interesse próprio.
Ela emitia vigoroso
fluxo de energias
mentais, expelindo todas
as idéias malsãs que os
desventurados obsessores
lhe haviam depositado na
mente, absorvendo em
seguida os pensamentos
regeneradores e
construtivos que a
influenciação espiritual
lhe oferecia. Alexandre
aproveitou o exemplo
para elucidar que
somente o doente
convertido
voluntariamente em
médico de si mesmo
atinge a cura positiva.
Se a vítima capitula sem
condições, ante o
adversário,
entrega-se-lhe
totalmente e torna-se
possessa, após
transformar-se em
autômato à mercê do
perseguidor. Se possui
vontade frágil e
indecisa, habitua-se com
a persistente atuação
dos verdugos e vicia-se
no círculo de
irregularidades de
difícil corrigenda.
Nestes casos, as
atividades de
assistência se
circunscrevem a meros
trabalhos de socorro,
objetivando resultados
longínquos. Quando o
enfermo está interessado
na própria cura, então
podemos prever triunfos
imediatos. (Cap. 18, pp.
309 e 310)
131. Doutrinação
- O doutrinador
encarnado era o centro
dum quadro singular. Seu
tórax convertera-se num
foco irradiante, e cada
palavra que lhe saía dos
lábios assemelhava-se a
um jato de luz
alcançando diretamente o
alvo, fosse ele os
ouvidos perturbados dos
enfermos ou o coração
dos obsessores cruéis.
Suas palavras eram, com
efeito, de uma
simplicidade
encantadora, mas a
substância sentimental
de cada uma assombrava
pela sublimidade,
elevação e beleza.
Alexandre explicou que
ali era uma escola
espiritual, onde, para
ensinar com êxito, não
basta conhecer as
matérias e ministrá-las.
É preciso, antes de
tudo, senti-las e
viver-lhes a
substancialidade no
coração. O homem que
apregoa o bem deve
praticá-lo, se não
deseja que as suas
palavras sejam
carregadas pelo vento,
como simples eco dum
tambor vazio. O
companheiro que ensina a
virtude, vivendo-lhe as
grandezas em si mesmo,
tem o verbo carregado de
magnetismo positivo,
estabelecendo
edificações espirituais
nas almas que o ouvem.
Sem essa característica,
a doutrinação, quase
sempre, é vã.
Compreende-se então que
o contágio pelo exemplo
não constitui fenômeno
puramente ideológico,
mas é, sim, um fato
científico nas suas
manifestações
magnético-mentais. Com o
decorrer do trabalho, os
obsidiados – exceção
feita à irmã que se
encontrava possessa –
ficavam livres da
influência direta dos
obsessores, porém todos,
menos a jovem que reagia
valorosamente ao
tratamento, apresentavam
singular inquietude,
ansiosos de se reunirem
de novo ao campo de
atração dos algozes.
Benfeitores espirituais
haviam arrebatado os
verdugos, expulsando-os
temporariamente daqueles
corpos enfermos e
atormentados, mas os
enfermos encarnados
primavam pela ausência
íntima, permanecendo a
longa distância
espiritual dos
ensinamentos que o
doutrinador terrestre
ministrava, ao influxo
dos mentores da reunião.
A atitude dos enfermos
era de insatisfação e
ansiedade: parecia não
suportarem a separação
de seus algozes
invisíveis. Alexandre
explicou então que, em
geral, noventa por cento
dos casos de obsessão
que se verificam na
Crosta constituem
problemas dolorosos e
intrincados e quase
sempre o obsidiado
padece de lastimável
cegueira, com relação à
própria enfermidade,
tornando-se presa fácil
e inconsciente, embora
responsável, de
perigosos inimigos.
Comumente, os casos
dessa natureza dão-se em
virtude de ligações
vigorosas e profundas
pela afetividade mal
dirigida, ou pelos
detestáveis laços do
ódio que, em todas as
circunstâncias, é a
confiança desequilibrada
convertida em monstro. É
por isso que cada
problema desses exige
solução diferente. (Cap.
18, pp. 310 a 312)
132. Algemas
seculares - No
trato da obsessão, os
encarnados observam
somente uma face da
questão: o afastamento
do obsessor. Mas, como
rebentar, de um instante
para outro, algemas
seculares, forjadas nos
compromissos recíprocos
da vida em comum? como
separar seres que se
agarram um ao outro,
ansiosamente?
Efetivamente, não
faltam, embora raros, os
casos de libertação
quase instantânea. É
que, nesses casos, pode
ter chegado ao fim o
laborioso processo
redentor. De qualquer
modo, o trabalho de
assistência será sempre
frutífero, e não podemos
fugir ao nosso dever de
assistência fraterna ao
ignorante e sofredor,
compreendendo, porém,
que a construção do amor
é também obra do tempo:
nenhuma palavra, nenhum
gesto ou pensamento, nos
serviços do bem,
permanece perdido. A
tarefa é de sementeira,
de cuidado, persistência
e vigilância. Não se
quebram grilhões de
muitos séculos num
instante, nem se edifica
uma cidade num dia. É
indispensável desgastar
as algemas do mal, com
perseverança, e praticar
o bem, com ânimo
evangélico. Ouvindo
isto, André indagou se o
desequilíbrio da mente
poderia acarretar a
enfermidade do físico.
Alexandre disse que sim.
As intoxicações da alma
determinam as moléstias
do corpo; o
desequilíbrio da mente
pode determinar a
perturbação geral das
células orgânicas. (Cap.
18, pp. 312 a 315)
133. Benefícios do
tratamento - Tão
logo se quebrou a
corrente de vibrações
benéficas, com o término
da reunião, três dos
cinco obsidiados
voltaram a atrair
intensamente os verdugos
invisíveis, a cuja
influenciação se haviam
habituado, demonstrando
escasso aproveitamento.
Alexandre asseverou,
contudo, que em todas as
atividades de socorro
espiritual há sempre
imenso proveito, ainda
mesmo quando a sua
extensão não seja
perceptível ao olhar
comum. Quando o doente
se dispõe a cooperar com
os benfeitores
espirituais, em
benefício próprio,
colaborando
decididamente na
restauração de suas
atividades mentais,
regenerando-se à luz da
vida renovada no Cristo,
pode esperar o
restabelecimento da
saúde relativa do corpo
terrestre. Quando o
indivíduo, porém, roga a
assistência de Jesus com
os lábios, sem abrir o
coração à influência
divina, não deve
aguardar milagres da
colaboração espiritual.
Os benfeitores
espirituais podem
ajudar, socorrer,
contribuir, esclarecer,
mas não é possível
improvisar recursos,
cuja organização é
trabalho exclusivo dos
interessados. O problema
da responsabilidade não
se circunscreve a
palavras; é questão
vital no caminho da
vida. Raros homens,
entretanto, se dispõem a
respeitar os desígnios
da Religião, olvidando
voluntariamente que as
menores quedas e mínimas
viciações ficam
impressas na alma,
exigindo retificação. No
trabalho em favor deles,
não podemos exonerá-los
das obrigações
contraídas. O bom
trabalhador é o que
ajuda, sem fugir ao
equilíbrio necessário,
construindo todo o
trabalho benéfico que
esteja ao seu alcance,
consciente de que o seu
esforço traduz a Vontade
Divina. (Cap. 18, pp.
315 e 316)
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quinta-feira, 5 de junho de 2014
Ação das Trevas nos Grupos Espíritas
Ação das Trevas nos Grupos Espíritas...
Antes de tudo precisamos saber de quais Espíritos estamos falando, porque a grande maioria de Espíritos obsessores que vêm às Casas Espíritas são mais ignorantes do que propriamente maldosos.
No livro “Não há mais tempo”, organizado pelo Espírito Klaus, foi publicado uma comunicação de um verdadeiro representante das organizações do mal e percebemos que há uma grande diferença entre o que nós classificamos como Espíritos obsessores e os verdadeiros representantes das trevas.
Quando o Espírito incorporou a doutrinadora disse:
“Seja bem vindo meu irmão!”.
Ele respondeu: “em primeiro lugar não sou seu irmão, em segundo lugar eu conheço o seu sentimento. Sei que você não gosta nem das pessoas que trabalham com você na casa, que dirá de mim que você não conhece. Por isso duvido que eu seja bem vindo aqui”.
Ela ficou um tanto desconsertada, porém, disse: “mas meu irmão, veja bem, isto aqui é um hospital”.
Ele respondeu: “muito bem, agora você vai dizer que eu sou o doente e que você vai cuidar de mim, não é isto?”.
Ela disse: “Sim”.
“Pois bem, e quem garante para você que eu sou um doente? Só porque eu penso diferente de você. Aliás, o que a faz acreditar que possa cuidar de mim?
Quem é que cuida de você? Porque suponho que quando alguém vai cuidar do outro, este alguém esteja melhor que o outro e, francamente, eu não vejo que você esteja melhor que eu. Porque eu faço o mal? Porque sou combatente das idéias de Jesus? Sim, é verdade, mas admito isto, enquanto que você faz o
mal tanto quanto eu e se disfarça de espírita boazinha”.
Outro doutrinador disse: “meu irmão, é preciso amar”.
O Espírito respondeu: “acabou o argumento. Quando vocês vêm com esta ladainha que é preciso amar é que vocês não têm mais argumentos”.
“Mas o amor não é ladainha meu irmão”.
“Se o amor não é ladainha por que o senhor não vai amar o seu filho na sua casa? Aliás, um filho que o senhor não tem relacionamento há mais de 10 anos. Se o senhor não consegue perdoar o seu filho que é sangue do seu sangue, como é que o senhor quer falar de amor comigo? O senhor nem me conhece".
Vieram outros doutrinadores e a história se repetiu até que, por último, veio o dirigente da casa e com muita calma disse:
“Não é necessário que o senhor fique atirando estas verdades em nossas faces. Nós temos plena consciência daquilo que somos. Sabemos que ainda somos crianças espirituais e que precisamos aprender muito”.
O Espírito respondeu: “até que enfim alguém com coerência neste grupo, até que enfim alguém disse uma verdade.
Concordo com você, realmente vocês são crianças espirituais e como crianças não deveriam se meter a fazer trabalho de gente grande porque vocês não dão conta”.
COMO AGEM OS ESPÍRITOS REPRESENTANTES DAS TREVAS EM NOSSOS NÚCLEOS ESPÍRITAS?
Esses Espíritos estarão sim atacando núcleos espíritas desde que o núcleo realmente represente algum perigo para as intenções das trevas.
Portanto, quando nós falamos das inteligências do mal, estamos falando de Espíritos que têm uma capacidade mental e intelectual muito acima da média em geral. Normalmente não são esses Espíritos que se comunicam nas nossas sessões mediúnicas.
Normalmente eles não estão preocupados com os nossos trabalhos, anão ser que esses trabalhos estejam bem direcionados, o que é muito difícil, e represente algum perigo para eles. Nós que vivemos e trabalhamos numa Casa Espírita sabemos bem dos problemas encontrados nas atividades desses grupos.
Para ilustrar vamos a um fato verídico ocorrido numa Casa Espírita.
Um Espírito obsessor incorporou na sessão mediúnica e disse para o grupo:
“Nós viemos informar que não vamos mais obsediar vocês. Vamos para o outro grupo”.
Houve silêncio até que alguém perguntou:
“Vocês não vão mais nos obsediar, por quê?”.
O Espírito respondeu: “existe nesta casa, tanta maledicência,tanta preguiça tanto atrito, tantas brigas pelo poder, tantas pessoas pregando aquilo que não praticam, que não precisamos nos preocupar com vocês, vocês mesmos são obsessores uns dos outros”.
POR QUE REALIZAR UM SEMINÁRIO RESSALTANDO A AÇÃO DAS TREVAS? FALAR DO MAL NÃO É AJUDAR O MAL A CRESCER?
No livro a “Arte da Guerra” está escrito: “se você vai para uma guerra e conhece mais o seu inimigo que a você mesmo, não se preocupe, você vai vencer todas as batalhas.
Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o inimigo, para cada vitória você terá uma derrota.
Porém, se você não conhece nem a si mesmo e nem ao inimigo, você vai perder todas as batalhas”.
Infelizmente, a grande maioria das pessoas não conhece a si mesma. Têm medo da reforma intima, têm medo do que vão encontrar dentro de si.Negam a transformação interior.
Precisamos falar das trevas para conhecermos as trevas. Se não conhecermos como eles manipulam os tarefeiros espíritas como é que vamos saber nos defender deles.
Para isso é preciso refletirmos nesta condição de nos conhecermos, até porque toda ação das trevas exteriores é um reflexo das trevas que nós carregamos dentro de nós.
É preciso realmente realizarmos a nossa reforma interior para sairmos da sintonia dessas entidades.
E OS GUARDIÕES QUE CUIDAM DO CENTRO, COMO É QUE FICA?
Não podemos esquecer que os benfeitores espirituais trabalham respeitando o nosso livre arbítrio.
Uma Casa Espírita possui o seu campo de proteção, uma cerca elétrica construída pelos benfeitores, porém, quem a mantém ligada são os trabalhadores encarnados.
Toda vez que há brigas dentro do centro, toda vez que há grupos inimigos conflitando-se, toda vez que há maledicências, é como se houvesse um curto circuito nesta rede, é como se houvesse uma queda de energia, e as entidades do mal entram.
Os benfeitores espirituais estão presentes, a rede é religada,mas, as entidades dos mal já entraram. O grande problema é que quase sempre nósnão estamos sintonizados com o bem. A ação do bem em nossa vida é fundamental.
Por exemplo: o Umbral não é causa, o Umbral é efeito.
Só existe o Umbral, a zona espiritual inferior que cerca o planeta, porque os homens têm sentimentos medíocres e inferiores.
No dia que a humanidade evoluir o Umbral desaparece, porque ele é conseqüência.
Por isso que não podemos nos esquecer que as trevas exteriores são apenas uma extensão das nossas trevas interiores.
Existe, sim, a proteção espiritual nas Casas Espíritas, porém, os Espíritos amigos respeitam o nosso livre arbítrio.
COMO OS GRUPOS ESPÍRITAS PODEM SE DEFENDER DAS TREVAS?
• Havendo muita sinceridade, amizade verdadeira e, principalmente, muito amor entre todos os colaboradores do grupo.
• Existindo a prática da solidariedade, carinho e respeito para com todas as pessoas que buscam o grupo ou para estudar ou para serem orientadas ou para receberem assistência espiritual..
• Havendo muito comprometimento com a causa espírita.
• Realizando, periodicamente, uma avaliação dos resultados obtidos.
• Estudando!!!
Que Jesus nos abençoe e nos fortaleça no seu amor!
Fonte: Harmonia Espiritual
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