Eternidade

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domingo, 15 de julho de 2018

A Imortalidade da Alma no Novo Testamento


Prova irrefutável da imortalidade da alma foi dada a Pedro, Tiago e João pelo próprio Mestre, que os levou a um encontro que teve com Moisés e Elias: Seis dias depois, tomou Jesus consigo, a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte. E transfigurou-se diante deles; o seu rosto resplandesceu como o sol, e os seus vestidos se tornaram brancos como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. (Mt, 17: 1 a 3) Estavam tão materializados, que Pedro se propôs a fazer tabernáculos (abrigos) para cada um deles: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias. (Mt, 17: 4) Terminada a conversa, desapareceram Moisés e Elias, retornando ao Mundo Espiritual.

Jesus deixou lição clara sobre a imortalidade, que foi muito bem assimilada pelo Apóstolo Paulo, pois que este o vira vivo, depois da morte, na aparição que lhe fizera no caminho de Damasco. Com base nessa experiência pessoal, o Apóstolo explicitou, com profunda convicção a imortalidade da alma, conforme sua minuciosa explicação no capítulo 15 da sua Primeira Carta aos Coríntios:

Ora, se se prega que o Cristo ressuscitou dos mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição dos mortos?  (v. 12)

E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação e também é vã a vossa fé. (v. 14)

Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. (v. 16)

Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? (v. 35) E é ele mesmo quem responde:

Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. (v. 36)


E o Apóstolo prossegue, até em tom repetitivo, buscando deixar muito claro que a alma prossegue viva, com o seu corpo espiritual, tendo apenas deixado o corpo físico pelo fenômeno da morte:

E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres. (v. 40)

Pedagogicamente, continua repetindo, agora fazendo comparação com a semente que morre, e, enterrada, liberta a planta que nela já existia, em estado latente:

 Assim também a ressurreição dos mortos: semeia-se corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. (v. 42)

Paulo chama de corpo incorruptível o corpo espiritual, opondo-o ao corpo corruptível, o físico, que pode ser corrompido pela doença, pela idade ou por um acidente. E, para que não ficasse dúvida quanto ao corpo da ressurreição:

E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção. (v. 50)

Entretanto, apesar dos ensinamentos do Apóstolo, foi criado o dogma da ressurreição da carne, que atenta contra o que se lê no Novo Testamento, contra a Ciência e contra o bom senso.

Exemplo claro de que a ressurreição se dá em corpo espiritual foi dado por Jesus, cujo corpo físico fora levado nu ao sepulcro, pois era costume dos romanos despirem os crucificados, o que é comprovado pelo relato contido no Evangelho de João: Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram os seus vestidos, e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e também a túnica. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos as sortes (…) (Jo, 19: 23 e 24)


Atentemos ao que diz o Novo Testamento:

Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer, na preparação para o sepulcro. E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado, e no horto, um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto. Ali, pois, (por causa da preparação dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro), puseram a Jesus. (Jo, 19: 40 a 42)

O corpo de Jesus ainda não havia sido preparado para o sepulcro, consoante o costume judaico, pois fora levado para lá no fim da tarde de sexta-feira, quando, para os judeus, começa o shabat, dia consagrado ao repouso semanal, que se estende até o pôr do sol de sábado. Como ninguém iria fazer a preparação do corpo no sábado à noite, Madalena foi ao sepulcro no domingo de madrugada, e encontrou-o aberto.

Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e a outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. Então Pedro saiu com o outro discípulo, e foram ao sepulcro. E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia, não entrou. Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis. E que o lenço que tinha estado sobre sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte.  (Jo, 20: 2 a 7)

Conforme se lê no relato de João, Pedro verificou minuciosamente a permanência dos panos no sepulcro, e depois retornaram. Madalena permaneceu.

Tornaram, pois, os discípulos para casa. E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro. E viu dois anjos vestidos de branco, assentados aonde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? E ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. E, tendo dito isso, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus. Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde foi que o puseste, e eu o levarei. (Jo, 20: 10 a 15)

Madalena certamente estava de costas quando conversou com Jesus, pensando fosse o hortelão, o que fica claro no versículo seguinte: Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Rabboni (que quer dizer, Mestre). (Jo, 20: 16)

Se o corpo de Jesus fora tirado nu da cruz, e assim levado ao sepulcro, e tendo os panos com que o envolveram ficado no chão, como pôde o Mestre aparecer vestido a ponto de não causar espanto? É claro que usava roupa compatível com a situação em que se encontrava: a de Espírito desencarnado. Assim vestidos apareceram a Madalena os seres espirituais, falando-lhe do corpo de Jesus: E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira, outro aos pés. (Jo, 20:12) Também assim vestido, apareceu um varão ordenando ao centurião Cornélio que mandasse chamar Pedro em Jope. (At, 10: 31-32)

Para mostrar que estava vivo, mas não mais encarnado, não mais limitado pela matéria, Jesus, durante os quarenta dias que precederam a Sua volta definitiva aos Planos Espirituais, fez o que não fizera quando ainda estava encarnado, mostrando que Seu corpo espiritual, como de todos os Espíritos desencarnados, podia deslocar-se com rapidez e atravessar obstáculos físicos.

Passou a aparecer e desaparecer subitamente, conforme relata o evangelista: Chegada, pois, a tarde daquele mesmo dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas, onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco. (Jo, 20: 19)

Lucas relata que iam dois discípulos caminhando para Emaús – um lugarejo próximo a Jerusalém –, quando surgiu Jesus entre eles, sem se dar a conhecer. Jesus – dada a plasticidade do corpo espiritual – modificara Sua fisionomia, a fim de não ser reconhecido imediatamente. Depois de conversarem com o Mestre durante algum tempo, chegaram à aldeia aonde iam, e convidaram-no para uma refeição:

E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lhes deu. Abriram-se-lhes os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes. (Lc, 24: 30 e 31)

Qual teria sido o objetivo desse encontro de Jesus com os dois discípulos? Certamente não seria para mostrar-lhes poder, pois já O tinham visto curar cegos, aleijados, leprosos, endemoninhados… Não estaria Jesus querendo mostrar que continuava vivo, mas que não estava mais encarnado, limitado pelas leis materiais?

Além disso, não há registro de que se tenha hospedado em casa de alguém, durante os quarenta dias que medeiam a ressurreição e a Sua volta definitiva aos Planos Espirituais, ou que tenha feito refeições regulares, como fazia enquanto encarnado, embora tenha comido um favo de mel e um pedaço de peixe, quando se apresentou aos onze, no cenáculo, onde estavam comentando o que acontecera durante a caminhada a Emaús: E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco. (Lc, 24: 36)

Jesus causou muito espanto pelo estado emocional em que se encontravam os discípulos, ante os últimos acontecimentos. Deviam estar profundamente abalados, diante do fato de terem os sacerdotes tido o poder de prender, de flagelar e de matar o Messias, que era tão poderoso. Se fizeram isso com o Mestre, o que fariam com Seus seguidores? Jesus sentiu que deveria dar-lhes provas seguras da imortalidade, materializando-se ali diante deles: E, não crendo eles ainda por causa da alegria, e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então lhe apresentaram parte de um peixe assado, e um favo de mel. O que ele tomou e comeu diante deles. (Lc, 24: 41 a 43)
Um Espírito materializado, conforme verificaram vários estudiosos, dentre os quais se destacaram Cesare Lombroso, Alexander Aksakof, William Crookes, apresenta-se com todas as características de um Espírito encarnado, como se fosse uma encarnação temporária. O Espírito materializado apresenta todos os órgãos do corpo físico, conforme experiências levadas a efeito por William Crookes, relatadas em sua obra Fatos Espíritas. Na obra História do Espiritualismo, de Arthur Conan Doyle,1 lê-se, num relato a respeito de um Espírito materializado: Ao falar, essas figuras movem os lábios exatamente como faziam em vida. Também foi mostrado que a sua expiração em água de cal produz a reação característica de dióxido de carbono. 


Bibliografia:
1 CONAN DOYLE, Arthur. A História do Espiritualismo. Brasília: FEB, 2013.

Fonte: Mundo Espírita, por José Passini

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A doutrina da Imortalidade



A moderna psicologia
 

Foi justamente quando o espírito de negação e de materialidade triunfava no mundo, e quando esses dois formidáveis exércitos, sacerdotalismo e cientificismo, se digladiavam e destruíam, com prejuízo para a coletividade, que as Potências dos Céus se abalaram e o Espírito de Verdade desceu à Terra, para trazer-nos a nova luz que deveria iluminar os horizontes da nossa Imortalidade!

Então, uma nova Ciência ergueu-se para enfrentar a Ciência que nega a Religião; e uma nova Religião bateu às portas dos templos para pedir, aos seus sacerdotes, contas das suas negações às provas positivas que a Ciência lhes tem oferecido.

O velho mundo foi abalado em suas bases e as partes litigantes, avelhantadas, sem recursos para prosseguirem na sua luta, voltaram suas armas contra quem lhes vinha propor paz honrosa.

O Espiritismo foi repudiado, caluniado, injuriado pelos obscurantistas anchos do saber e do poder humanos; mas a Verdade devia triunfar, pois soara no grande relógio universal a hora das reivindicações sociais! A cegueira de uns e de outros não poderia privar o desenvolvimento da vidência latente de tantos: a VOZ DOS MORTOS fez-se ouvir em todos os cantos da Terra e em pouco mais de meio século o espiritismo restaurou o Gênio do Cristianismo, ao menos quanto aos memoráveis testemunhos da sobrevivência humana.

Ao par de tantas descobertas e inovações, que vêm transformando nosso mundo num paraíso, o Experimentalismo Espírita faz reviver, em todos, a certeza da Imortalidade, cumprindo assim a previsão do Apóstolo dos Gentios, segundo o qual "a morte será tragada na vitória dos arautos do Ideal Cristão".

E já não são mais considerações filosóficas, nem floreios de retórica que vêm exaltar a Doutrina da Vida, mas, sim, a eloquência dos fatos persistentes que desafiam todas as minuciosas investigações e se submetem aos mais escrupulosos exames!

O magnetismo, com os seus fenômenos de sonambulismo, desdobramento da personalidade e outros de não menor importância, tem deixado patente aos olhos de todos os que querem ver, a existência do Espírito, quer se trate do Espírito humano, quer se trate do Espírito do animal, esse mesmo Espírito independente do corpo carnal.

A visão a distancia e no interior dos corpos opacos, os fenômenos de bilocação, de exteriorização da sensibilidade, sobrepujam todos os templos de barro e academias de pedras, construídos pela imperfeita mão do homem.

O Animismo, como o denominou Aksakof, por si só explica e demonstra, com lógica irrefutável e fatos irrefragáveis, a existência da alma, independente das forças néuricas e cerebrais, e sua ação volitiva apesar da resistência que a matéria lhe opõe.

Não há que tergiversar: existimos, e nossa indiviudalidade mantém-se indestrutível, sem que para isso concorram com um ceitil o fósforo, as circunvoluções cerebrais, ou a cal da carcaça que abriga nosso cérebro. A memória aí está para testificar esta verdade!


Hoje podemos dizer: Ego sun, fui et ero! - Existo, existi e existirei!



(da obra: Gênese da Alma, por Cairbar Schutel)

sábado, 25 de janeiro de 2014

ORFEU E A IMORTALIDADE DA ALMA



Orfeu e a Imortalidade da Alma

Narram os mitólogos que Orfeu, o poeta trácio, ganhara de Apolo, o deus das artes, uma lira, transformando-a em cítara, alterando de sete para nove cordas em homenagem às nove musas; e porque fora abençoado por Calíope (a voz bela), a musa da eloquência, retórica e da poesia épica, ele cantava lindamente e, também encantava. Quando entoava seu canto era capaz de acalmar as feras mais terríveis, de amansar os homens mais tirãnicos e até as copas da árvores se reclinavam para ouvi-lo.

Todavia, Orfeu se apaixonou por Eurídice, uma bela ninfa e se casou com ela. Entretanto, um dia o apicultor Aristeu tentou violar a esposa do cantor da Trácia, ao fugir, Eurídice pisou numa serpente, que a picou, causando-lhe a morte. Inconformado com a morte da esposa, o grande vate resolveu descer às trevas do Hades, para traze-la de volta.

Orfeu, com sua cítara e sua voz divina, encantou de tal forma o mundo subterrâneo que as entidades que sofriam no tártaro tiveram momentos de alívio. Comovidos por tamanha prova de amor, Plutão (o deus dos infernos) e Prosérpina (sua mulher) concordaram em devolver-lhe a esposa. Impuseram-lhe, todavia, uma condição extremamente difícil: ele seguiria à frente e ela lhe acompanharia os passos, mas, enquanto caminhassem pelas trevas infernais, ouvisse o que ouvisse, pensasse o que pensasse, Orfeu não poderia olhar para trás, enquanto o casal não transpusesse os limites do império das sombras. O poeta aceitou a imposição e estava quase alcançando a luz quando uma terrível dúvida lhe assaltou o espírito: e se não estivesse atrás dele a sua amada? E se os deuses do Hades o tivessem enganado? Mordido pela impaciência, pela incerteza, pela saudade, pela "carência", o cantor olhou para trás, transgredindo a ordem dos soberanos das trevas. Ao voltar-se, viu Eurídice, que se esvaiu para sempre numa sombra, "morrendo pela segunda vez..."; ainda tentou regressar mas o barqueiro Caronte não mais permitiu.

De volta à superfície, Orfeu decide contar tudo quanto havia visto na região do Hades fundando uma escola teológica que haveria de influenciar Pitágoras, Sócrates e Platão.

A escola dos órficos pregava os seguintes princípios:

a) no homem se hospeda um princípio divino, um espírito (...);

b) esse espírito não apenas preexiste ao corpo, mas também não morre com o corpo, estando destinado a reencarnar-se em corpos sucessivos, através de uma série de renascimentos (...);

c) com seus ritos e suas práticas, a "vida órfica" é a única em condições de pôr fim ao ciclo das reencarnações, libertando, assim, a alma do corpo;

d) para quem se purificou (os iniciados nos mistérios órficos) há um prêmio no além (da mesma forma que há punição para os não iniciados).

Em algumas tabuinhas órficas encontradas nos sepulcros de seguidores dessa seita, entre outras, podem-se ler estas palavras, que resumem o núcleo central da doutrina: "Alegra-te, tu que sofreste a paixão: antes, não havias sofrido. De homem, nasceste deus!"¹


| Análise

Orfeu representa um canto sobre a imortalidade, sua tragédia simboliza a inconformação do ser em relação à morte e sua luta para compreender o porquê da vida.

Esse mito, evidencia e fundamenta a crença dos gregos na imortalidade da alma. Quando Eurídice é picada pela serpente, sua psiquê é levada para o Hades, onde continua viva na companhia dos outros "mortos". Orfeu, ao se dirigir para as regiões inferiores, comprova que aqueles que estão vivos, os encarnados, podem falar com os chamados "mortos", os desencarnados. Destarte, sob essa perspectiva, bradar de maneira dogmática que a alma é mortal, que a vida acaba com a morte do corpo biológico, sem se colocar à disposição para pesquisar e analisar seriamente as coisas, sem usar o logos (o raciocínio) proposto por Platão, sem voltar-se para si no "conheça-te a ti mesmo" é permanecer no orgulho e na desconfiança sem jamais ter certeza.

Todavia, mergulhando no mundo e nas tradições helênicas, "vendo" com o raciocínio, o que se constata é que para os habitantes das ilhas do Egeu a imortalidade da alma, bem como sua interferência na vida humana e o seu retorno ao corpo físico, faziam parte das tradições mais sagradas dos gregos.


| O Espiritismo

O Espiritismo, como Terceira Revelação, através de metodologia própria, na chamada ciência Espírita, comprova mediante fatos aquilo que os gregos cultivavam em suas tradições. Desdobra, explica e completa esses ensinamentos. Não, o Espiritismo nada copiou das tradições helênicas, mas como a verdade é sempre a verdade, a Doutrina Espírita vem, agora que a humanidade está mais desenvolvida, explicar de maneira metódica e racional aquilo que estava na conta de "mistérios", vem ainda, colocar ao alcance de todos o que era reservado somente para os iniciados.

Com efeito, podemos constatar que as ideias de Orfeu influenciaram Pitágoras, Sócrates e Platão e estes dois últimos são considerados por Allan Kardec como os precursores do Cristianismo e do próprio Espiritismo.

Destarte, a filosofia Espírita, com as cinco obras básicas que a constituem, nos abre as asas da razão e nos permite voar nos céus da eternidade, entoando, junto aos poetas e filósofos mais ilustres da antiguidade, o canto da Imortalidade da Alma!

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¹ Giovanni Reale, História da Filosofia Antiga, vol. I, p. 18 e 19.

Fonte: Revista FidelidadESPÍRITA