Eternidade

Eternidade

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Mensagem Fraterna



Thomas Edison, o mais
extraordinário inventor de todos os tempos, 
em carta ao presidente do
Congresso de Investigações Psíquicas de Chicago, EUA, 
disse, cheio de fé em Deus e no futuro:
“Temer a morte é ignorar a beleza e os esplendores 
do espaço infinito,
cuja porta se abre à alma fatigada das provas terrestres, 
é tomar por sombra a luz mais brilhante, 
é esquecer que
nada se perde e tudo se transforma”

Fonte: Revista nº 127, 
setembro a dezembro/2008,
edição comemorativa 30 anos.



Jesus perante a Cristandade




“...Percorrendo a História Sacra, encontramos Jesus realizando curas pela ação da lei dos fluidos, e nunca obrando milagres pela derrogação das leis estabelecidas pelo Criador; é assim que não o vemos dando membros ao corpo que os tivesse perdido.

O que ele fazia era do domínio da lei dos fluidos, que, por ser desconhecida dos homens, era por eles considerada sobrenatural, e o será até que chegue o momento de lhes serem desvendados os mistérios que o acanhamento da sua inteligência lhes não permite ainda compreender, e aos quais só poderão atingir quando, livres da lepra do pecado, pela prática constante dos ensinamentos do Divino Modelo, puderem receber a luz que se transfunde das páginas do seu Evangelho!

Jesus dava vista aos cegos por atrofiamento da íris; restituía a palavra aos mudos por atrofiamento das cordas vocais, enfim, curava os enfermos, mas de enfermidades curáveis, pela simples imposição dos fluidos, que ele conhecia como governador deste planeta, e dos quais dispunha, pelo seu poder absoluto
sobre toda a Natureza...”


Francisco Leite de Bittencourt Sampaio (Espírito)
Livro: Jesus perante a Cristandade, Médium: Frederico Pereira da Silva Júnior

Ovoidização - Grave Patologia do Perispírito



O corpo mental (espírito) modela o corpo espiritual (perispírito) que, por conseguinte, define o corpo físico, assim, o perispírito ou psicossoma, formado de matéria sutil e plástica, é diretamente influenciado pelas ações mentais do espírito. Na falta de estímulo mental os órgãos que compõem o perispírito se atrofiam e se retraem dando início à ovoidização. Essa regressão biológica e da morfologia do corpo espiritual, que define o surgimento do ovóide, caracteriza-se pela contração paulatina da forma humana na perda dos membros, na grande redução do tronco levando, ao final, a uma massa compacta que pode variar em tamanho e coloração. Então, podemos afirmar que o ovóide configura-se pela ausência da forma e pela falência do processo consciente. Essas esferas vivas ou corpos ovóides, como nos ensinam os espíritos, possuem tamanhos entre uma laranja e um crânio humano, aproximadamente. Essa falta de estímulo mental é comumente motivada pelo monoideísmo, que se define na fixação do pensamente em uma única idéia, onde
tudo o mais se mostra desinteressante, levando o pensamento a permanente ciclo vicioso. Na obra “Evolução em dois Mundos”, André Luiz explica que as imagens mentais no monoideísmo são repetidas indefinidamente e que o espírito acaba perdendo a noção de espaço e de tempo. Nestas circunstâncias só a reencarnação possibilita a reversão do processo promovendo o despertamento da alma.

A desvitalização do perispírito, fruto de um metabolismo vital extremamente reduzido e de pouquíssima atividade consciencial, causada pela ovoidização, significa sempre muita perda de tempo no processo evolutivo. Cabe lembrar, que o patrimônio espiritual, conquistado nos milhões de anos que marcam o surgimento do princípio inteligente até o ser pensante, bem como nas inúmeras experiências reencarnatórias
vividas pelo espírito, continua retido e não se perde. No entanto, grande esforço será demandado pela espiritualidade amiga e muitas reencarnações serão imprescindíveis para a devida reconstituição perispiritual.

Mas quais são as causas do monoideísmo? O Espiritismo nos mostra que as energias do pessimismo, da autodestruição, da angústia, a focalização do ódio, a revolta, a vingança, o orgulho, nos levam a um processo depressivo de longa duração que pode se transformar em uma idéia fixa. Nos dias atuais, em que a sociedade humana se encontra envolta no materialismo e distante do pensamento religioso, fica a certeza que o número de ovóides está aumentando.

No livro “Ícaro Redimido”, prefaciado pelo amoroso Bezerra de Menezes, os autores nos falam sobre os ovóides. A obra citada, que analisa a vida de Santos Dumont no plano espiritual, descreve a possibilidade de ovoidização inerente ao suicida que permanece em sono reparador, pois quando desperta e entra em contato com sua realidade desesperadora e na ausência de recursos íntimos, num instinto de auto defesa, mergulha nas zonas inferiores do inconsciente. Neste caso, o despertar é automaticamente inibido e passa a provocar a retração do metabolismo mental.

A ovoidização não pode ser admitida como fantástica ou absurda, pois está submetida às leis divinas e aos mesmos princípios da miniaturização ou restringimento, inerentes ao processo reencarnatório, como nos ensina a literatura espírita, mormente a referenciada por André Luiz, onde, na oportunidade, o perispírito sofre uma contração. No caso dos ovóides, a miniaturização, ou seja, a contração, ocorre fora do momento de nascer para a vida física, sendo, portanto, uma ocorrência patológica. Lembramos que o perispírito no seu caminhar evolutivo é um organismo energético, impulsionado por duas forças básicas: uma de expansão (caracterizada pelo aumento do metabolismo) e outra de contração (caracterizada pela diminuição do metabolismo). Os momentos do nascimento e da desencarnação são os ideais para a verificação destas forças. Na reencarnação temos o impulso contrativo do corpo espiritual e quando o espírito, por meio do perispírito, entra em contato com o corpo material dispara um impulso expansionista.

Os ovóides se alimentam, preferencialmente, das emanaçõespsíquicas de suas vítimas, encarnadas ou não, e comumente se fixam próximos ao centro cerebral, levando o hospedeiro ao esgotamento das energias mentais, causando graves transtornos. As vítimas dos ovóides, pela Lei de Ação e Reação, são as que possuem fatores predisponentes como a culpa, o remorso, o ódio, o egoísmo, onde as suas energias mentais
permitem vínculos menos nobres.

André Luiz, em “Libertação”, conta o caso de Margarida, que encarnada, sofria um intenso processo obsessivo, sendo vampirizada por dezenas de corpos ovóides atados ao seu cérebro perispiritual por meio
de fios sutis. Seus cruéis obsessores utilizavam os ovóides como parasitas espirituais, joguetes de subjugação e tortura. Na espiritualidade inferior os ovóides são usados como armas de perseguição e por isso são temidos, pois levam à depressão, à demência, à loucura etc.

A cura do ovóide é demorada e se dá por meio de inúmeras reencarnações. Os autores do livro “Ícaro Redimido” chamam essas reencarnações “frustradas”, de ensaios biológicos de desovoidização, pois produzem verdadeiras aberrações, mas de grande valor terapêutico para o refazimento do molde espiritual.
Tais ensaios resultam nas patologias da gravidez, nas deformações embrionárias entre outras. Mesmo assim, ainda nascerão como doentes mentais ou portadores de malformações genéticas. Mas, tristemente, apontam os espíritos, a maioria das vítimas da ovoidização não se restabelecerá completamente e será enviada para humanidades primitivas a fim de seguirem no processo evolutivo.

Uma prova física da existência dos ovóides são alguns casos de cisto dermoíde, que é uma malformação embrionária rara e não explicada completamente pela medicina. Consiste em um tumor que surge na região frontal do encarnado apresentando pêlos, glândulas sebáceas e sudoríparas, cartilagens, ossos e dentes. Tais ocorrências demonstram, racionalmente, que junto com a vítima, o ovóide participou de um ensaio reencarnatório, onde intensamente vinculado ao seu hospedeiro no mundo espiritual, e na oportunidade da reencarnação, renasceu jungido a ele.

Que a dádiva do conhecimento espírita seja o fanal luminoso na condução dos nossos pensamentos, mantendo-nos vigilantes e cada vez mais imunizados contra as patologias da alma.

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Bibliografia pesquisada:
-Evolução em dois Mundos, André Luiz, psicog. Chico Xavier e Waldo Vieira, cap. XII e XV, FEB.
-Libertação, André Luiz, psicografia Chico Xavier, cap. VI, VII e IX, FEB.
-Obsessão / Desobsessão, Suely Caldas Schubert, cap. 16, FEB.
-Ícaro Redimido, Gilson Teixeira Freire e Adamastor (espírito), cap. II, VI a VIII, Inede.

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Fonte: Revista O Espírita nº 126, maio/agosto 2008.

Mecanismos da Evolução


 
É inevitável o processo da evolução.

Mergulhado no rio do progresso, o Espírito conquista, braçada a braçada, as distâncias que o separam do porto da perfeição relativa que lhe está reservado.

A esforço, conquista recursos externos e conquista-se, lapidando arestas, depurando-se de mazelas aprimorando-se intimamente.

Contempla os altiplanos e deslumbra-se ante a possibilidade de alcançá-los, não medindo os esforços que investe para consegui-los.

Os limites e as dificuldades iniciais são transformados em experiências úteis para futuros empreendimentos mais significativos.

Ao descobrir a finalidade da vida – ser feliz sem restrição -, o ser emerge da pequenez na qual se encontra e vence todos os obstáculos, qual plântula tenra que rompe a casca da semente onde se enclausura, e ruma na direção do sol que a vitaliza.

Esse tropismo divino alça-o ao objetivo e fortalece-o nas diferentes etapas do crescimento, até o momento da plenificação anelada.

Não importam qual sejam os mecanismos da evolução. O essencial é consegui-la
.



Joanna de Ângelis
Do livro: Desperte e Seja Feliz, Divaldo Pereira Franco

Mensagem Fraterna



Chão de Rosas




O mundo em que vives assemelha-se a um chão de Rosas, a receber todo o carinho de Jesus e o amor de Deus.

Devemos interromper, de vez em quando, as nossas cogitações comuns, e meditar sobre as oportunidades valiosas que recebemos, como prêmio da vida, ao ingressarmos nos fluidos da carne.

Tudo para nós é ação benfeitora. Tudo que nos cerca são bênçãos do Criador a nos despertar para mais vida.

Começa no mundo espiritual, o carinho com que os benfeitores nos gratificam, ao nos anunciarem a nossa volta.

E, quando queremos e aceitamos essa viagem de aprendizado, somente encontramos afabilidade, atenção e amparo, no arrumo das nossas bagagens.

Todas as estradas são floridas, mesmo que os nossos olhos a vejam em formas de espinhos. Na profundidade, são flores que educam e instruem. É por isso que chamamos o ingresso na carne Chão de Rosas.

Pessoalmente, passamos por situações dolorosas quando na Terra, animando um corpo. Mas, depois, compreendemos que as trilhas pelas quais andamos foram as mais produtivas para a nossa experiência terrena, por tirar delas as mais ricas lições de amor e de vida, para com o coração torturado. Hoje, colhemos os frutos do que pudemos fazer em favor dos desesperados, face às lutas.

Dentro de nós nada falta. Existem todos os recursos apreciáveis, de modo a ajudar-nos, com eficiência, em todas as dificuldades que surgirem em nossos caminhos. Estamos, pois, preparados para a luta, e o dever é lutar contra as nossas imperfeições, transformando-as em atividades do Bem, que vibra, sempre, na consciência, e se nos faz visível em toda parte da vida.

Onde estiveres, meu irmão, encontrar-te-ás num Chão de Rosas, desfrutando do perfume do Amor, fragrância que reacende os corações carentes. Compartilha da caravana da fraternidade, cujo ambiente é o universo. Sê cidadão do mundo sem limites.

Vamos materializar o Bem, em todos os ângulos da existência, e fazer com que o Amor não perca a luminosa estrada dos nossos corações, onde deve nascer o Cristo de Deus a nos mostrar a felicidade.

Tornamos a afirmar que a Terra é, pois, um Chão de Rosas, com as bênçãos de Deus a se mostrarem nas mínimas coisas: desde o pingo d'água, até os oceanos, dos elementos periódicos, aos mundos que circulam na criação do Grande Soberano, dos primeiros movimentos das células isoladas, à maravilhosa harmonia do corpo humano, a manifestar a inteligência racional e iluminada de Evangelho.

Se quiseres, poderás sentir e ver tudo florido, por onde andas, a convidar-te para o banquete celestial, pelas palavras inarticuladas dos ventos, das águas, das árvores, dos pássaros, das estrelas, de tudo que puderes observar, desde que tenhas carinho em teus gestos e amor no coração.

Não percas a oportunidade, tu que estás animando um corpo. Abraça esse Chão de Rosas, como sendo oferta do progresso, e serás abençoado pelos frutos que deverás colher, assinalando a tua vida na correspondência da sementeira que lançaste no seio do solo.

Que Deus e Jesus nos abençoem a todos, onde estivermos, dando início, se ainda não começamos, à prática do Bem, pelo Amor, e da Caridade, por Dever.



Scheilla (Espírito) & João Nunes Maia
Do livro "Chão de Rosas".

PRECE DE LÉON DENIS



Ó Bom Jesus, Bom Pai, fonte de todo poder, toda sabedoria, de todo amor; Espírito Supremo, cujo nome é Luz, nós te oferecemos nossos louvores e nossas aspirações.

Que eles subam a ti como o perfume das flores, como os odores inebriantes dos bosques sobem para o céu.


Ajuda-nos a avançar na senda sagrada do conhecimento para uma compreensão mais alta de tuas leis, a fim de que se desenvolva em nós mais simpatia, mais amor pela grande família humana: porque nós sabemos que pelo nosso aperfeiçoamento moral, pela realização, pela aplicação ativa em torno de nós e em proveito de todos da caridade e da bondade, aproximar-nos-emos de ti, mereceremos conhecer-te melhor e comungar mais intimamente na grande harmonia dos seres e das coisas.


Ajuda-nos a nos desprender da vida material, a compreender, a sentir o que é a vida superior, a vida infinita. Dissipa a obscuridade que nos envolve, depõe em nossa alma uma centelha desse fogo divino que aquece e abrasa os espíritos das esferas celestes.


Que a tua doce luz e com ela os sentimentos de caridade e de paz se derramem sobre todos os seres.


Assim seja.



Fonte: "A Prece Segundo O Espiritismo" De Geraldo Serrano

DEUS




-Quem é Deus?
- É a inteligência suprema do Universo e a causa primária de todas as coisas.

-Onde pode-se encontrar a prova da existência de Deus?
- No axioma que se aplica às ciências "Não há efeito sem causa". Buscando a causa de tudo o que não é obra do homem, chegar-se-á até Deus.

- Quais são os atributos de Deus?
- Deus é eterno, imutável, único, todo poderoso, soberanamente justo e bom.

- Porque é eterno?
- É eterno, porque, se houvesse tido principio, teria saído do nada, o que é absurdo, pois o nada é a irrealidade, é o vácuo, é a negação.

- Pode tirar-se alguma coisa de onde nada existe?
- Pode o vácuo, a negação e irrealidade produzir, afirmar e realizar?

- Porque é imutável?
- Porque, se estivesse sujeito a ações, as leis que regem o Universo não teriam estabilidade alguma.

- Porque é único?
- Se existissem muitos deuses, não haveria harmonia de vistas nem estabilidade na direção do Universo.

- Porque é todo poderoso?
- Porque, sendo único, é o autor de tudo quanto existe.

- Porque é soberanamente justo e bom?
- Por causa da sua infinita perfeição e sabedoria.

- Terá Deus a forma humana?
- Se assim fosse, estaria limitado e, por conseguinte, circunscrito, deixando, portanto, de ser infinito e de estar em toda a parte.

- Deus é imaterial?
- Sem dúvida; se fosse matéria, deixaria de ser imutável, pois estaria sujeito às transformações desta. Deus é espírito e sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria.

- Deus governa o Universo?
- Sim, por força de sua vontade, do mesmo modo que dirigimos o nosso corpo.

- Deus cria sem cessar?
- Sim, de toda a eternidade. A razão se nega a concebê-lo na inação. Se assim não fosse, ele não seria imutável, pois se teria manifestado de modos diversos, primeiro em inação e depois em atividade.

- Podemos chegar a conhecer Deus?
-Compreendê-lo-emos melhor, quando o nosso progresso nos tornar merecedores de habitar um mundo melhor, porém haverá sempre um infinito entre Deus e suas criaturas; entre a parte e o Todo; entre o relativo e o Absoluto.

- Temos o dever de amar a Deus?
- Sim, com toda a nossa alma, pois ele é nosso Pai e criou-nos para a felicidade.

- De que modo se adora a Deus?
- Elevando-lhe o nosso pensamento por meio da prece; tendo confiança em sua bondade e justiça; amando e respeitando os nossos genitores; amando o próximo, isto é, socorrendo-o em suas necessidades, perdoando-lhe as ofensas e fazendo-lhe todo o bem que for possível; cumprindo, enfim, todos os deveres que nos impõe a moral cristã.

- Quando é útil a prece?
- Quando é sincera ou quando parte do coração. Ela se torna ineficaz quando é pronunciada somente pelos lábios.

- Por quem devemos orar?
- Por nós mesmos, por nossos pais, parentes e amigos, pelos que sofrem e, enfim, por nossos inimigos.

- Qual o fim da prece?
- Por meio da prece pedimos a Deus a força e o valor necessários para nos melhorarmos, para suportarmos com paciência e resignação as provas e as tribulações da vida.

- Chegarão os homens algum dia a conquistar a felicidade?
Sem dúvida, pois Deus não nos criou para permanecermos eternamente no mal e, por conseguinte, no sofrimento; se assim não fosse, Deus seria inferior ao homem.

- Visto isso, perdoa Deus o mal?
- Conforme se compreenda o perdão. Se entende por isso os meios que ele nos oferece para repararmos as nossas faltas, sim, pois não devemos esperar de Deus a graça para algum, mas sim a justiça para todos.

- De que modo se reparam as faltas cometidas?
- Praticando o bem. Não há outro meio.

- Atende Deus a quem ora com fé e fervor?
- Sim, mas a prece em nada altera o cumprimento das leis do Criador; serve somente para nos fortalecer em nossos sofrimentos.

- É conveniente orar muito?
- O essencial não é orar muito, mas orar bem.

- Que devemos julgar das orações pagas?
- Jesus disse: "Não recebais paga das vossas preces; não façais como os escribas que, a pretexto de grandes orações, devoram as casas das viúvas".

- Onde se deve orar?
- Jesus também disse: "Quando orardes, não façais como os hipócritas, que oram nas sinagogas e nas esquinas das ruas para serem vistos pelos homens; porém, quando orardes, entrai no vosso aposento e, fechada a porta, orai a vosso Pai em segredo, pois ele vê todos os segredos e vos recompensará; quando orardes, não faleis muito, como os gentios, pois eles pensam que por falar muito serão ouvidos".

- A prece não necessita, portanto, de manifestações externas?
- Não, pois a verdadeira oração reside no coração.

- Há algumas fórmulas de oração mais convenientes que outras?
- Não. Isso seria o mesmo que perguntar se convém orar neste ou naquele idioma.

- A oração torna o homem melhor?
- Sim, porque aquele que ora com fervor e confiança fica mais forte contra as tentações do mal. Além disso, a oração é sempre proveitosa quando feita com sinceridade.

- Poderemos suplicar a Deus que nos perdoe as faltas?
- A prece não elimina as faltas. A melhor prece são as boas ações, pois os atos valem mais do que as palavras.

- É útil orar pelos finados, e, em tal caso, serão eles aliviados pela nossas preces ?
- A prece não modifica os desígnios da Providência; entretanto, alivia e consola os Espíritos em cuja intenção é feita.


Léon Denis, Cap. I, do livro "Catecismo Espírita".

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Reflexão


Mensagem do Dia



A ascensão dos Espíritos resulta da incessante luta
contra as paixões primitivas em predomínio,
que a razão e a intuição inspiram combater
mediante os expressivos recursos do amor,
do trabalho,da abnegação
e da vivência das virtudes.


Caibar Schutel

Lágrimas: Palavras da Alma



Muitas vezes, na vida, vivenciamos situações em que a emoção é tamanha que nos faltam palavras para expressar nossos sentimentos.
Podemos considerar as lágrimas como as palavras de nossa alma.
Através delas, somos capazes de demonstrar incontáveis sentimentos.
As lágrimas, na maioria das situações, escorrem de nossos olhos sem que tenhamos controle sobre elas.
Em alguns momentos, elas contam histórias de dores, mas também têm na sua essência, algo de belo.
Quando elevamos o pensamento, sintonizando com a Espiritualidade maior, seja com nosso anjo protetor, com o amado amigo Jesus ou com Deus, sentimos os olhos marejados.
Observando a natureza, temos a oportunidade de presenciar alguns espetáculos que ela nos oferece. Emocionamo-nos percebendo a grandeza e a perfeição Divina na presença de um pôr-do-sol, de uma queda d’água ou de um arco-íris.
Diante do nascimento de uma criança, somente as lágrimas são capazes de traduzir e qualificar a magnitude desse instante Divino.
Quando estamos sensíveis, por vezes carentes de alguma manifestação de afeto, um simples aperto de mão ou um afago carregado de amor é suficiente para provocar nossas lágrimas.
Quando deixamos que o som de uma música elevada alcance nosso coração, somos capazes de chorar de emoção, pois sentimos a alma tocada e acariciada por aquela doce e vibrante melodia.
Tanto a dor emocional quanto a dor física nos chegam sem pedir licença, ocupando espaço considerável em nossa alma e em nosso corpo.
Lágrimas são derramadas pela dor da partida de um ente querido, pela dor da ausência e da saudade, pela dor do erro cometido e do arrependimento.
Ao constatarmos a dor do próximo, lágrimas jorram de nossos olhos. Deparamo-nos com tantas carências, tantas necessidades não atendidas, enfermidades, privações e abandono.

*  *  *

Cada lágrima derramada tem seu significado. Seja ela vertida pela dor ou pela alegria, nos diz que somos seres movidos pela emoção, capazes de exteriorizar os nossos sentimentos.
Demonstra que nos sensibilizamos em momentos simples e efêmeros, indicando que estamos sintonizados com o que há de belo na vida.
E, quando as lágrimas derramadas forem de dor, façamos com que o motivo que nos comove seja também o mesmo motivo que nos move.
Que o movimento seja no sentido da modificação íntima. Que seja impulso para olhar a vida sobre um novo ângulo, para trabalhar em nós mesmos a resignação, a paciência, a esperança, a fé e a confiança em Deus.


Redação do Momento Espírita.

Reencarnação



"Cada encarnação encontra, na alma que recomeça vida nova, uma cultura particular, aptidões e aquisições mentais que explicam sua facilidade para o trabalho e seu poder de assimilação; por isso dizia Platão: “Aprender é recordar-se!” 

Nossa ternura espontânea por certos seres deste mundo explica-se facilmente. Já os havíamos conhecido, em outros tempos, já os encontráramos. Quantos esposos, quantos amantes não têm sido unidos por inúmeras existências, percorridas dois a dois! Seu amor é indestrutível, porque o amor é a força das forças, o vínculo supremo que nada pode destruir. 

As condições da reencarnação não permitem que nossas situações recíprocas se invertam; quase sempre se conservam os graus respectivos de parentesco. Algumas vezes, em caso de impossibilidade, um filho poderá vir a ser o irmão mais novo do seu pai de outros tempos, a mãe poderá renascer irmã mais velha do filho. Em casos excepcionais, e somente a pedido dos interessados, podem inverter-se as situações. Os sentimentos de delicadeza, de dignidade, de mútuo respeito que sentimos na Terra não podem ser desconhecidos no mundo espiritual. Para supô-lo, é preciso ignorar a natureza das leis que regem a evolução das almas! 

O Espírito adiantado, cuja liberdade aumenta na razão direta da sua elevação, escolhe o meio onde quer renascer, ao passo que o Espírito inferior é impelido por uma força misteriosa a que obedece instintivamente; mas todos são protegidos, aconselhados, amparados na passagem da vida do espaço para a existência terrestre, mais penosa, mais temível que a morte. 

A união da alma com o corpo efetua-se por meio do invólucro fluídico, o perispírito, de que muitas vezes temos falado. Sutil por sua natureza, vai ele servir de laço entre o Espírito e a matéria. A alma está presa ao gérmen por esse “mediador plástico”, que vai retrair-se, condensar-se cada vez mais, através das fases progressivas da gestação, e formar o corpo físico. Desde a concepção até o nascimento, a fusão opera-se lentamente, fibra por fibra, molécula por molécula. Pelo afluxo crescente dos elementos materiais e da força vital fornecidos pelos genitores, os movimentos vibratórios do perispírito da criança vão diminuir e restringirem-se, ao mesmo tempo em que as faculdades da alma, a memória, a consciência esvaem-se e aniquilam-se. É a essa redução das vibrações fluídicas do perispírito, à sua oclusão na carne que se deve atribuir a perda da memória das vidas passadas. Um véu cada vez mais espesso envolve a alma e apaga-lhe as radiações interiores. Todas as impressões da sua vida celeste e do seu longo passado volvem às profundezas do inconsciente e a emersão só se realiza nas horas de exteriorização ou por ocasião da morte, quando o Espírito, recuperando a plenitude dos seus movimentos vibratórios, evoca o mundo adormecido das suas recordações. 

O papel do duplo fluídico é considerável; explica, desde o nascimento até a morte, todos os fenômenos vitais. Possuindo em si os vestígios indeléveis de todos os estados do ser, desde a sua origem, comunica-lhe a impressão, as linhas essenciais ao gérmen material. Eis aí a chave dos fenômenos embriogênicos. 

O perispírito, durante o período de gestação, impregna-se de fluido vital e materializa-se o bastante para tornar-se o regulador da energia e o suporte dos elementos fornecidos pelos genitores; constitui, assim, uma espécie de esboço, de rede fluídica permanente, através da qual passará a corrente de matéria que destrói e reconstitui sem cessar, durante a vida, o organismo terrestre; será a armação invisível que sustenta interiormente a
estátua humana. Graças a ele, a individualidade e a memória conservar-se-ão no plano físico, apesar das vicissitudes da parte mutável e móvel do ser, e assegurarão, do mesmo modo, a lembrança dos fatos da existência presente, recordações cujo encadeamento, do berço à cova, fornece-nos a certeza íntima da nossa identidade. 

A incorporação da alma não é, pois, subitânea, como o afirmam certas doutrinas; é gradual e só se completa e se torna definitiva à saída da vida uterina. Nesse momento, a matéria encerra completamente o Espírito, que deverá vivificá-la pela ação das faculdades adquiridas. Longo será o período de desenvolvimento durante o qual a alma se ocupará em pôr à sua feição o novo invólucro, em acomodá-lo às suas necessidades, em fazer dele um instrumento capaz de manifestar-lhe as potências íntimas; mas, nessa obra, será coadjuvada por um Espírito preposto à sua guarda, que cuida dela, a inspira e guia em todo o percurso da sua peregrinação terrestre. Todas as noites, durante o sono, muitas vezes até de dia, o Espírito, no período infantil, desprende-se da forma carnal, volve ao espaço, a haurir forças e alentos para, em seguida, tornar a descer ao invólucro e prosseguir o penoso curso da existência. 

Antes de novamente entrar em contacto com a matéria e começar nova carreira, o Espírito tem, dissemos, de escolher o meio onde vai renascer para a vida terrestre; mas essa escolha é limitada, circunscrita, determinada por causas múltiplas. Os antecedentes do ser, suas dívidas morais, suas afeições, seus méritos e deméritos, o papel que está apto para desempenhar, todos esses elementos intervêm na orientação da vida em preparo; daí a preferência por uma raça, tal nação, tal família. As almas terrestres que havemos amado atraem-nos; os laços do passado reatam-se em filiações, alianças, amizades novas. Os próprios lugares exercem sobre nós a sua misteriosa sedução e é raro que o destino não nos reconduza muitas vezes às regiões onde já vivemos, amamos, sofremos. Os ódios são forças também que nos aproximam dos nossos inimigos de outrora para apagarmos, com melhores relações, inimizades antigas. Assim, tornamos a encontrar em nosso caminho a maior parte daqueles que constituíram nossa alegria ou fizeram nossos tormentos. Sucede o mesmo com a adoção de uma classe social, com as condições de ambiente e educação, com os privilégios da fortuna ou da saúde, com as misérias da pobreza. Todas essas causas tão variadas, tão complexas, vão combinar-se para assegurar ao novo encarnado as satisfações, as vantagens ou as provações que convêm ao seu grau de evolução, aos seus méritos ou às suas faltas e às dívidas contraídas por ele. 

Dito isso, compreender-se-á quão difícil é a escolha. Por isso, na maioria das vezes ela nos é inspirada pelas Inteligências diretoras, ou, então, em proveito nosso, hão de elas próprias fazê-lo, se não possuirmos o discernimento necessário para adotar com toda a sabedoria e previdência os meios mais eficazes para ativarem a nossa evolução e expurgarem o nosso passado. 

Todavia, o interessado tem sempre a liberdade de aceitar ou procrastinar a hora das reparações inelutáveis. No momento de se ligar a um gérmen humano, quando a alma possui ainda toda a sua lucidez, o seu Guia desenrola diante dela o panorama da existência que a espera; mostra-lhe os obstáculos e os males de que será eriçada, faz-lhe compreender a utilidade desses obstáculos e desses males para desenvolver-lhe as virtudes ou libertá-la dos seus vícios. Se a prova lhe parecer demasiado rude, se não se sentir suficientemente armado para afrontá-la, é lícito ao Espírito diferir-lhe a data e procurar uma vida transitória que lhe aumente as forças morais e a vontade.

Na hora das resoluções supremas, antes de tornar a descer à carne, o Espírito percebe, atinge o sentido geral da vida que vai começar, ela lhe aparece nas suas linhas principais, nos seus fatos culminantes, modificáveis sempre, entretanto, por sua ação pessoal e pelo uso do seu livre-arbítrio; porque a alma é senhora dos seus atos; mas, desde que ela se decidiu, desde que o laço se dá e a incorporação se debuxa, tudo se apaga, esvai-se tudo. A existência vai desenrolar-se com todas as suas conseqüências previstas, aceitas, desejadas, sem que nenhuma intuição do futuro subsista na consciência normal do ser encarnado.

Temíveis são certas atrações para as almas que procuram as condições de um renascimento, por exemplo, as famílias de alcoólicos, de devassos, de dementes. Como conciliar a noção de justiça com a encarnação dos seres em tais meios? Não há aí, em jogo, razões psíquicas profundas e latentes e não são as causa físicas apenas uma aparência? Vimos que a lei de afinidade aproxima os seres similares. Um passado de culpas arrasta a alma atrasada para grupos que apresentam analogias com o seu próprio estado fluídico e mental, estado que ela criou com os seus pensamentos e ações.

Não há, nesses problemas, nenhum lugar para a arbitrariedade ou para o acaso. É o mau uso prolongado de seu livre-arbítrio, a procura constante de resultados egoístas ou maléficos que atrai a alma para genitores semelhantes a si. Eles fornecer-lhe-ão materiais em harmonia com o seu organismo fluídico, impregnados das mesmas tendências grosseiras, próprios para a manifestação dos mesmos apetites, dos mesmos desejos. Abrir- se-á nova existência, novo degrau de queda para o vício e para a criminalidade. E a descida para o abismo. 

Senhora do seu destino, a alma tem de sujeitar-se ao estado de coisas que preparou, que escolheu. Todavia, depois de haver feito de sua consciência um antro tenebroso, um covil do mal, terá de transformá-lo em templo de luz. As faltas acumuladas farão nascer sofrimentos mais vivos; suceder-se-ão mais penosas, mais dolorosas as encarnações; o círculo de ferro apertar-se-á até que a alma, triturada pela engrenagem das causas e dos efeitos que houver criado, compreenderá a necessidade de reagir contra suas tendências, de vencer suas ruins paixões e de mudar de caminho. Desde esse momento, por pouco que o arrependimento a sensibilize, sentirá nascer em si forças, impulsões novas que a levarão para meios mais adequados à sua obra de reparação, de renovação, e passo a passo irá fazendo progressos. Raios e eflúvios penetrarão na alma arrependida e enternecida, aspirações desconhecidas, necessidades de ação útil e de dedicação hão de despertar nela. A lei de atração, que a impelia pa ra as últimas camadas sociais, reverterá em seu benefício e tornar-se-á o instrumento da sua regeneração. 

Entretanto, não será sem custo que ela se levantará; a ascensão não prosseguirá sem dificuldades. As faltas e os erros cometidos repercutem como causas de obstrução nas vias futuras e o esforço terá de ser tanto mais enérgico e prolongado quanto mais pesadas forem as responsabilidades, quanto mais extenso tiver sido o período de resistência e obstinação no mal. Na escabrosa e íngreme subida, o passado dominará por muito tempo o presente e o seu peso fará vergar mais de uma vez os ombros do caminhante; mas, do Alto, mãos piedosas estender-se- ão para ele e ajudá-lo-ão a transpor as passagens mais escarpadas. “Há mais alegria no Céu por um pecador que se arrepende do que por cem justos que perseveram.” O nosso futuro está em nossas mãos e as nossas facilidades para o bem aumentam na razão direta dos nossos esforços para o praticarmos".


Autor: Léon Denis. Livro: O Problema do Ser, do Destino e da Dor

CITAÇÕES


EVOLUÇÃO



    Ninguém colhe em seara alheia, o que não haja semeado, no que diz respeito aos valores morais.
    Cada um é herdeiro de si mesmo. Espírito imortal que é, evolui de etapa em etapa, como aluno em educandário de amor, repetindo a lição quando erra e sendo promovido quando acerta.
    Assim, numa existência dá prosseguimento ao que deixou interrompido na outra, corrige o que fez errado ou inicia uma experiência nova.
    O que, porém, não realiza por amor, a dor o convocará a executar.

    Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco