Eternidade

Eternidade

segunda-feira, 19 de maio de 2014

LUZ IMPERECÍVEL




... "o prêmio da evangelização da nossa própria alma é a abertura dos 
portões da Espiritualidade Superior. 

É a entrada nessa luz imperecível do Espírito Imortal. 
Todo o nosso esforço de renovação moral, de renovação íntima será 
recompensado pelo próprio governador do orbe com a sua assistência amorosa. 

A mediunidade no Evangelho, nos Evangelhos, no Novo Testamento, 
no próprio Cristianismo é a verdadeira mediunidade que nos torna livres, 
que nos conscientiza da nossa imortalidade, dos nossos potenciais espirituais 
e que nos coloca em contato com o Pai das luzes, com o Criador Eterno, 
que tem as mãos cheias de dádivas para o nosso coração."


Extraído de Seminário com Haroldo Dutra Dias.

O SUBLIME ALGUÉM



Ninguém poderá carregar o fardo de suas dores.
Eduque-se com o sofrimento.

Ninguém entenderá os problemas complexos de sua existência.
Exercite o silêncio.

Ninguém seguirá com você indefinidamente.
Acostume-se com a solidão.
 
Ninguém acreditará que suas aflições sejam maiores do que as do vizinho.
Liberte-se delas com o trabalho de auto-iluminação.

Ninguém lhe atenderá todas as necessidades.
Subordine-se apenas ao que você tem.

Ninguém responderá por seus erros.
Tenha cuidado no proceder.

Ninguém suportará suas exigências.
Faça-se brando e simples.

Ninguém o libertará do arrependimento após o crime.
Medite na paciência e domine os impulsos.

Ninguém compreenderá seus sacrifícios e renúncias para a manutenção de uma vida modesta e honrada.
Persevere no dever bem cumprido.


Sábio é todo aquele que reconhece a infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida. Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um sublime Alguém, que tem para cada anseio de sua alma uma alternativa de amor.

Por você, Ele carregou o fardo do mundo…
Compreendeu os conflitos da vida…
Caminhou com todos…
Socorreu todos que O buscaram…
Matou a fome, saciou a sede e ouviu as multidões inquietas…
Atendeu à viúva de Naim, ao apelo materno em Caná…
Carregou a cruz da injustiça sem nenhuma reclamação…
Perdoou a traição de Judas, desculpou as negativas de Pedro e a ambos libertou do remorso com a concessão do trabalho em novos avatares…
Compreendeu as lutas da mulher atormentada, sedenta de paz; esclareceu o enfático doutor do Sinédrio, sedento de saber; arrancou das trevas o cego Bartimeu, sedento de claridade…
Ensinou que diante do amor todos os enigmas do Universo se aclaram, por ser o Pai Celeste a Suprema Fonte do Amor.

Não se imponha, pois, a ninguém.
Embora você dependa de todos, nada aguarde dos outros.
Receba e agradeça o que lhe chegue e como chegue, ajude e passe…

Aprenda que a luta é a lição de cada hora no abençoado livro da existência planetária, e siga adiante com Ele, que “jamais se escusava”.



Marco Prisco. Psicografia de Divaldo Pereira Franco.

PRECE DE CÁRITAS

domingo, 18 de maio de 2014

FAÇA-SE A LUZ




Faça-se a Luz


O "faça-se a Luz e a Luz se fez" do livro sagrado é uma prova inconteste da força do verbo divino. Tudo na criação do Senhor obedece a sua magnânima palavra e nós, os filhos do Pai Celestial, somos todos herdeiros dessa força espiritual para que possamos ajudar na co-criação das coisas, como por meio da voz domesticar os impulsos que formam ideias que não devem ser faladas ou comentadas pela cadência dos lábios.

Paulo falando aos hebreus, no capítulo 11, versículo 3, já anunciava essa verdade. Pela fé entendemos que o Universo foi formado pela palavra de Deus, de maneira que o invisível veio a existir das coisas que não aparecem. Quando os profetas afirmaram que o mundo foi feito do nada, foi por não encontrarem melhor explicação na época. O nada aqui referido é a energia divina, a força cósmica, o éter ou o prana dos Orientais. 

Esse hálito de Deus desprende da sua majestosa personalidade, como o seu amor que se estende a toda a Criação. Essa essência é comandada pela mente do Pontífice, ajustada na sua palavra e transmutada naquilo que deseja criar. Tudo que está feito, saiu de um só manjar. Os Espíritos tem poderes semelhantes ao do Pai, dentro dos limites da área em que deverão operar, porém tais limites somente existem em se referindo a Deus, pois entre nós outros não há limitação. De acordo com o grau espiritual de cada alma se estende a sua ação benfeitora, sua ajuda na obra do bem e o tempo que demarcamos para essa escola de aperfeiçoamento se chama Eternidade.

Tu que estás lendo, muitas vezes não atinastes sobre a força da tua palavra, na função de comunicar-te com os outros. Sentis-te que falar é um ato automático sem que a mente participe? De fato pode ser um ato automático se a inteligência não procurar participar e a razão não selecionar o que vai se falar com os irmãos de caminho e nesse caso é provável que o teu verbo comprometa a tua alma na escala evolutiva a que pertences.

Este é o plantio invisível, mas que se tornará visível pela Lei do Carma. De tudo o que criamos, ficamos sendo pais e se os filhos forem fora da Lei, responderemos pela sua desarmonia. Antes de falar ao teu companheiro, ama-o como teu irmão no ambiente da alegria elevada. Se for alguém que te feriu perdoa, antecipando a conversa. Se o impulso de ódio tomar o teu ser, querendo sufocar os teus sentimentos nobres, não fales nada a essa hora. No silêncio com o Cristo, poderás orar ao Senhor e quando a serenidade tornar a revestir o teu ser de ponderação, iluminando a tua palavra, despeja em quem quer que seja o seu amor mais puro que puderes, porque assim estarás beneficiando em primeira mão, tu e a tua casa, o teu próximo e a humanidade toda.

O estado da palavra de um iniciado, constitui um fenômeno de ordem superior porque sempre se opera na arte do "faça-se a Luz". O homem superior é reconhecido pelo que fala aos outros, distribui sempre esperanças e mostra a quem ouve, como, igualmente, o faz sentir o céu e Deus bem perto das criaturas, sem nunca sonharem que carregam consigo esses tesouros incomparáveis.

Ele coloca os anjos a roçarem nossas faces, a lhes falar constantemente e clareiam os nossos sentidos para que possamos ser influenciados pelos espíritos desencarnados, capazes de nos levar a felicidade.

Esse homem é levado, foi trabalhado pelo tempo e pela vontade, pelo trabalho e pela oração, pelo desejo e pela ação, pelo amor e pela caridade. E nessa linha de Deus e Cristo, começa também a dominar a energia que circula, dando vida aos homens e as coisas, por ela obedecer ao seu comando nascido do amor. 


pelo Espírito Miramez, psicografado pelo médium João Nunes Maia
obra: Horizontes da Fala

sábado, 17 de maio de 2014

AS DUAS FACES



     Famoso artista assumiu o compromisso de pintar um quadro a óleo para a catedral de uma cidade italiana. Teria por tema a vida de Jesus. Durante meses dedicou-se ao gratificante trabalho.

     Ao final, faltavam duas personagens: Jesus menino e Judas Iscariotes.

     Meticuloso, pôs-se a procurar os modelos ideais. Em bairro de periferia encontrou um garoto de sete anos, cujo rosto o impressionou vivamente. Tinha expressão suave, fisionomia tranquila, olhos brilhantes e expressivos, exatamente o que desejava.

     Conversou com os pais. Conseguiu que o levassem ao ateliê. O modelo infantil posou pacientemente, até que a figura do sublime infante foi retratada, com toda a pureza e inocência pretendidas.

     O pintor suspirou, aliviado. Faltava apenas Judas.

     ***

     O tempo passou, o quadro empacou; anos se sucederam, sem que o modelo ideal fosse encontrado. O artista viu homens que traziam estampada na face a vilania e a degradação. Mas nenhum deles possuía uma fisionomia que configurasse Judas como o imaginava: deprimente figura, um infeliz vencido pela ambição, atormentado pela vil traição.

     Os padres reclamavam. Ele próprio sentia-se envelhecer e temia não terminar a pintura, em face das exigências de sua própria arte. A obra inacabada acabou ficando num canto do ateliê, por duas décadas. Mas o pintor não desistira. Obcecado pela procura, examinava atentamente os homens com quem travava contato, sem que alguém se aproximasse do modelo idealizado.

     Certa feita bebericava um copo de vinho numa taverna, quando um mendigo, esfarrapado e magro, apareceu à porta. Cambaleante, caiu e rolou pelo chão. Voz rouquenha clamava:
     – Vinho, vinho!

     Compadecido, ao tentar erguê-lo, viu-lhe o pintor o rosto bem de perto e estremeceu de emoção. Aquela fisionomia atormentada, viciosa, suja, desesperada, era o retrato fiel de Judas!

     Emocionado, propôs-lhe:
     – Venha comigo! Eu o ajudarei!

     O infeliz o acompanhou. Chegados ao ateliê, depois de ter satisfeito a fome e a sede do improvisado modelo, o pintor desvelou a tela, dispondo-se a iniciar o trabalho.

     Entretanto, quando o mendigo a contemplou, deixou-se possuir por grande agitação, desandando em choro convulso.

     O pintor ficou atônito.
     – O que houve? Por que essa aflição?

     Ele não conseguia falar, a chorar, atormentado.
     – Fale meu filho! O que houve? Deixe-me ajudá-lo!

     O infeliz controlou-se.
     A gaguejar, fez surpreendente revelação.
– Não se lembra de mim? Há muitos anos estive aqui. Fui eu! Fui eu quem posou para o seu menino Jesus!
Este fascinante episódio dramatiza uma situação que se repete, indefinidamente, no Mundo:

     A perda da inocência e da pureza, e o comprometimento com vícios e paixões, marcando a transição da infância para a idade adulta. É comum os pais de criminosos que cometeram atrocidades comentarem, em desespero:

     – Não posso acreditar que tenha sido nosso filho! Era um menino tranquilo e gentil, incapaz de uma maldade! Como pôde transformar-se num monstro?!

     Observando o comportamento desajustado, as más tendências que se manifestam no indivíduo, à medida que supera o estágio infantil, tem-se a impressão de que a sociedade corrompe as pessoas.

     Essa era a ideia de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), filósofo do Iluminismo. Ele proclamava que o homem é bom ao nascer, puro e sem mácula. Nasce com a face de Jesus. A sociedade lhe imprime o rosto de Judas.

     É evidente que, se assim fosse, estaríamos diante de um fatalismo inconcebível, uma incoerência de Deus.
     Colocar-nos num mundo onde fôssemos inexoravelmente induzidos ao mal.

     A ideia de Rousseau tem outro problema. Favorece o errôneo conceito de que a alma é criada no momento da concepção. Seria, portanto, pura e imaculada, como um livro de páginas em branco, corrompida pela sociedade, que nela imprimiria todos os seus vícios e maldades.

***

     Sócrates (470-399 a.C.) que viveu há mais de dois mil anos antes de Rousseau, tinha um conceito mais avançado.

     Admitindo a ideia da Reencarnação, considerava que a criança não é um livro em branco. Guarda registros de vidas anteriores. Educar seria não apenas fazer o Espírito entrar na posse de seu patrimônio de experiências pretéritas, mas também ajudá-lo a superar as tendências inferiores resultantes de seus desvios.

     É exatamente esse o ponto de vista da Doutrina Espírita, a nos ensinar que a candura da criança, sua inocência e simplicidade, nada tem em comum com a natureza do Espírito que ali está.

     Este, na verdade, permanece num estado de dormência e só começará a despertar para a vida física após os sete anos, acordando plenamente na adolescência, quando entrará na posse de sua personalidade e tendências.

     Sua aparência, sua graça, sua inocência, tem por objetivo despertar em seus pais, naqueles que a cercam, sentimentos de proteção e carinho, fundamentais para que sobreviva, já que nessa fase o ser humano é totalmente dependente.

     A partir da adolescência, o Espírito reencontra a si mesmo, com suas qualidades e defeitos. A maldade, o vício, a inconsequência, refletirão apenas aquilo que ele é, realmente, fruto de suas experiências passadas.

     Por isso é que a face de Jesus pode converter-se na face de Judas. A pureza aparente pode ocultar o comprometimento com paixões e vícios.

     Há que se considerar, contudo, que a finalidade da existência na Terra é a renovação, a superação de tendências inferiores.

     Encarnamos exatamente para evoluir. As limitações impostas pelo corpo físico, que inibem nossas percepções, as dificuldades e dores da Terra, atuam como lixas grossas que desbastam nossas imperfeições.

     Uma das revelações mais importantes da Doutrina Espírita está na questão número 383, de O Livro dos Espíritos, quando Kardec pergunta qual a utilidade da infância, e o mentor informa que nessa fase o Espírito é extremamente sensível às influências que recebe.

     Muitas de suas tendências inferiores e fragilidades poderão ser superadas com a ajuda dos responsáveis por ela.

     Naturalmente, é fundamental que haja o exemplo, que os pais estejam dispostos a viver o que ensinam aos seus rebentos, cultivando um comportamento digno e honrado. De nada adiantará ensinarem ao filho que fumar é nocivo ou que não deve dizer palavrões, se eles próprios o fazem.

     Artur Azevedo (1855-1908), escritor e teatrólogo brasileiro, narra ilustrativo diálogo entre pai e filho.

     O pai, informado de que o menino mentia muito na escola, dá-lhe uma lição de moral, explicando-lhe, com variados exemplos, que é preciso dizer sempre a verdade. Nesse ínterim, batem à porta. O pai termina a conversa recomendando:

     – Vá atender, filho. Se for alguém que me procure, diga-lhe que não estou.

***

     Óbvio que a possibilidade de corrigir tendências inferiores não acaba jamais. Na dinâmica da reencarnação, somos incessantemente estimulados à renovação, enfrentando as dificuldades e problemas da Terra.

     A diferença é que na infância isso pode ser feito a partir da influência de pais e preceptores.

     Na idade adulta, dependerá de nossa iniciativa.

     Qual seria o caminho? Jesus no-lo indica (Lucas, 18:15-17):

     Trouxeram-lhe, então, algumas crianças para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas, e os discípulos repreenderam os que as trouxeram.
     Jesus, porém, disse:
     – Deixai as crianças e não as impeçais de vir a mim. Porque delas é o Reino dos Céus. Em verdade vos digo: aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, de modo algum entrará nele. 

     O mestre situa as crianças como paradigmas da inocência e da pureza necessárias para que atinjamos o Reino de Deus.

     Inocência – a pureza da consciência.
     Pureza – a inocência do coração.

     A face de Jesus menino tem se convertido, em nós, nas experiências reencarnatórias, na face lamentável de Judas. Somos convocados, agora, pelo conhecimento espírita, a transformar a face de Judas na figura radiante do Cristo, empenhando-nos com tal ardor e dedicação, que um dia possamos repetir com o Apóstolo Paulo (Gálatas, 2:20): ...e já não sou eu quem vive, mas o Cristo que vive em mim.


Fonte: Correio Espírita

Reflexões


Atmosfera Espiritual da Terra

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A Prece Espírita


Numa época em que orar se tornou um hábito obsoleto, inclusive para os próprios religiosos, o Espiritismo faz com que o homem redescubra o valor da prece.

Orar, para o espírita, é um ato consciente.

Na prece, em que procura valorizar mais o sentimento do que as palavras, ele empreende um estudo sobre si mesmo, de forma sincera.

O espírita sabe que a oração lhe possibilita a sintonia com os Planos Mais Altos, haurindo forças para perseverar no caminho que escolheu palmilhar sobre a Terra.

Quando ora, portanto, eis que ele se coloca, onde estiver numa atitude de respeito e de reverência ao Criador.

Para o espírita, o hábito de orar deve ser tão natural quanto o de respirar.

Promovendo o necessário silêncio interior, ele busca ouvir a Resposta Divina às suas súplicas, resignando-se ante as provas imprescindíveis ao seu burilamento.

Nas decisões que precise tomar, o espírita ora, pedindo inspiração, compreendendo que todos estamos submetidos a um Poder Superior que governa a Vida.

Para ele, a prece nunca é enfadonha.

Esforçando-se no sentido de que haja coerência entre o que fala e o que faz, o espírita, de suas ações de cada dia, procura fazer uma prece contínua que oferece a Deus em holocausto de amor.

Para o espírita, não existem fórmulas especiais de oração.

Excetuando-se o “Pai Nosso”, a prece-símbolo da fraternidade entre os homens, que nos foi ensinada por Jesus, todos podemos compor as nossas preces segundo as próprias ideias e emoções.

Se os dirigentes das nações cultivassem o hábito da oração, antes que passassem a discutir em torno de uma mesa os problemas internacionais, certamente que o resultado de suas negociações seria bem diferente.

Se as autoridades governamentais de cada país orassem com fervor, a paz no mundo seria uma realidade e não um simples sonho.

Se todos os lares orassem de acordo com as suas convicções religiosas, a Terra seria um paraíso, atraindo para si as influências positivas do Universo, transformando-se numa estrela de brilho infindável.

Por isto, os espíritas são chamados a uma revalorização da prece, no mundo atual, que parece mentalmente afastado de Deus.

A indiferença do homem pela prece evidencia a indigência espiritual em que ele vive hoje.

E que dizermos daquele que ora simplesmente por orar, como se a oração fosse um conjunto de palavras sem alma?!...

Que o espírita perceba a extensão de sua responsabilidade e peça a Deus forças para não recuar diante dela, em sua condição de “sal da terra”...

De nossa parte, em nome dos que servem ao Cristo na seara espírita, estaremos a postos para auxiliá-los no que possamos, ainda que efetivamente possamos muito pouco.


Irmão José
Psicografia de Carlos A. Baccelli

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A Bíblia, o Dilúvio e a Arca de Noé




A ARCA DE NOÉ EXISTIU NO DILÚVIO BÍBLICO?
ALLAN KARDEC E AS CONCORDÂNCIAS BÍBLICAS CONCERNENTES À CRIAÇÃO – OS PERÍODOS GEOLÓGICOS E O GÊNESE DE MOISÉS – O DILÚVIO GEOLÓGICO E O DILÚVIO BÍBLICO – NOTICIAS DA ARCA DE NOÉ

 
     Allan Kardec, na questão 59 de O Livro dos Espíritos , tece considerações sobre as concordâncias Bíblicas concernentes à criação, dizendo que “os povos hão formado ideias muito divergentes acerca da criação, segundo o grau de seus conhecimentos. A razão apoiada na Ciência reconheceu a inverossimilhança de algumas teorias. A que os Espíritos nos oferecem confirma a opinião há muito admitida pelos homens mais esclarecidos.

     A objeção que se pode fazer a essa teoria é a de estar em contradição com os textos dos livros sagrados. Mas um exame sério nos leva a reconhecer que essa contradição é mais aparente que real, resultante da interpolação dada a passagens que, em geral, só possuíam sentido alegórico.

     A questão do primeiro homem, na pessoa de Adão, como único tronco da Humanidade, não é a única sobre a qual as crenças religiosas têm de modificar-se. O movimento da Terra parecia, em determinada época, tão contrário aos textos sagrados que não há formas da perseguição a que essa teoria não tenha dado pretexto. Não obstante, a Terra gira, malgrado os anátemas, e ninguém hoje em dia poderia contestá-lo sem ofender a sua própria razão.”


     O MUNDO NÃO FOI CRIADO EM SEIS DIAS
     Prossegue Kardec sobre o assunto na referida questão 59, dizendo que “a Bíblia diz igualmente que o mundo foi criado em seis dias, e fixa a época da criação em cerca de quatro mil anos antes da era cristã. Antes disso, a Terra não existia; ela foi tirada do nada. O texto é formal. E eis que a Ciência positiva a Ciência inexorável vem provar o contrário. A formação do globo está gravada em caracteres indeléveis no mundo fóssil, e está provado que os seis dias da criação representam outros tantos períodos, cada um deles, talvez, de muitas centenas de milhares de anos. E não se trata de um sistema, uma doutrina uma opinião isolada, mas de um fato tão constante como o do movimento da Terra, e que a Teologia não pode deixar de admitir prova evidente do erro em que se pode cair, quando se tomam ao pé da letra as expressões de uma linguagem frequentemente figurada.
     Diante disso, devemos concluir, então, que a Bíblia é um erro? É claro que não, mas o que tem acontecido ao longo do tempo é que os homens se enganam na sua interpretação”.


     SURGIMENTO DOS SERES VIVOS NO GÊNESE
     Quanto ao surgimento dos seres vivos mencionados no Gênese do Velho Testamento , Allan Kardec, na nota da questão 59, esclarece que “a Ciência, escavando os arquivos da Terra, descobriu a ordem em que os diferentes seres vivos apareceram na superfície, e essa ordem concorda com a indicada no Gênese, com a diferença de que essa obra, em vez de ter saído miraculosamente das mãos de Deus, em apenas algumas horas, realizou-se sempre pela sua vontade, mas segundo a lei das forças naturais, em alguns milhões de anos”.

     A Ciência, de acordo neste ponto com Moisés, coloca o homem por último na ordem da criação dos seres vivos. Moisés, porém, coloca o dilúvio universal no ano 4654 da formação do mundo, enquanto a Geologia nos mostra o grande cataclismo como anterior à aparição do homem, tendo em vista que, até agora, não se encontra nas camadas primitivas nenhum traço da sua presença, nem da presença dos animais que, sob o ponto de vista físico, são da sua mesma categoria. Mas nada prova que isso seja impossível; várias descobertas já lançaram dúvidas a respeito, podendo acontecer, portanto, que de um momento para outro se adquira a certeza material da anterioridade da raça humana. E então se reconhecerá que, nesse ponto, como em outros, o texto bíblico é figurado.”


     DILÚVIO GEOLÓGICO NÃO É O MESMO DE NOÉ
     Dando continuidade à análise das concordâncias Bíblicas e a Criação, o Codificador do Espiritismo questiona se o cataclismo geológico é o mesmo de Noé. Ora, a duração necessária à formação das camadas fósseis não dá lugar a confusões, e no momento em que se encontrarem os traços da existência do homem anteriores à grande catástrofe, ficará provado que Adão não foi o primeiro homem, ou que a sua criação se perde na noite dos tempos. Contra a evidência não há raciocínios possíveis e será necessário aceitar o fato como se aceitou o do movimento da Terra e o dos seis períodos da Criação.

     A existência do homem antes do dilúvio geológico é, não há dúvida, ainda hipotética, mas eis como nos parece menos. Admitindo-se que o homem tenha aparecido pela primeira vez na Terra há quatro mil anos antes do Cristo, se 1650 anos mais tarde toda a raça humana foi destruída, com exceção apenas de uma família, conclui-se que o povoamento da Terra data de Noé, ou seja, de 2350 anos antes da nossa era. Ora, quando os hebreus emigraram para o Egito, no décimo oitavo século, encontraram esse país bastante povoado e já bem avançado em civilização.

     A História prova que, nessa época, a Índia e outros países eram igualmente florescentes, mesmo sem levarmos em conta a cronologia de certos povos, que remonta a uma época ainda mais recuada. Teria sido então necessário que do vigésimo quarto ao décimo oitavo século, quer dizer, num espaço de seiscentos anos, não somente a posteridade de um único homem tivesse podido povoar todas as imensas regiões então conhecidas, supondo-se que as outras não estivessem povoadas, mas também que, nesse curto intervalo, a espécie humana tivesse podido elevar-se da ignorância absoluta do estado primitivo ao mais alto grau de desenvolvimento intelectual, o que é contrário a todas as leis antropológicas.


     OS DIFERENTES PERÍODOS GEOLÓGICOS
     No quadro comparativo a seguir, apresentado por Allan Kardec, no capítulo XII, da sua obra A Gênese, se acham resumidos os fenômenos que caracterizam cada um dos seis períodos. Permite que se considere o conjunto e se notem as relações e as diferenças que existem entre os Períodos Geológicos e a Gênese bíblica.

CIÊNCIA
I. PERÍODO ASTRONÔMICO - Aglomeração da matéria cósmica universal, num ponto do espaço, em nebulosa que deu origem, pela condensação da matéria em diversos pontos, às estrelas, ao Sol, à Terra, à Lua e a todos os planetas. Estado primitivo, fluídico e incandescente da Terra. - Atmosfera imensa carregada de toda a água em vapor e de todas as matérias volatilizáveis. 
 GÊNESE
1º DIA - O Céu e a Terra - A luz.
***
CIÊNCIA


II. PERÍODO PRIMÁRIO - Endurecimento da superfície da Terra, pelo resfriamento; formação das camadas graníticas. -Atmosfera espessa e ardente, impenetrável aos raios solares. - Precipitação gradual da água e das matérias sólidas volatilizadas no ar. - Ausência completa de vida orgânica.
GÊNESE
2º DIA - O Firmamento - Separação das águas que estão acima
do Firmamento das que lhe estão debaixo. 
***
CIÊNCIA

III. - PERÍODO DE TRANSIÇÃO - As águas cobrem toda a superfície do globo. - Primeiros depósitos de sedimentos formados pelas águas. - Calor úmido. - O Sol começa a atravessar a atmosfera brumosa. - Primeiros seres organizados da mais rudimentar constituição. - Liquens, musgos, fetos, licopódios, plantas herbáceas. Vegetação colossal. - Primeiros animais marinhos: zoófitos, polipeiros, crustáceos. - Depósitos de hulha.
GÊNESE
3º DIA - As águas que estão debaixo do Firmamento se reúnem; aparece o elemento árido. - A terra e os mares. - As plantas.
***
CIÊNCIA 
IV. PERÍODO SECUNDÁRIO - Superfície da Terra pouco acidentada; águas pouco profundas e paludosas. Temperatura menos ardente; atmosfera mais depurada. Consideráveis depósitos de calcário pelas águas. - Vegetação menos colossal; novas espécies; plantas lenhosas; primeiras árvores. - Peixes; cetáceos; animais aquáticos e anfíbios.
GÊNESE
4º DIA - O Sol, a Lua e as estrelas.
***
CIÊNCIA 








V. PERÍODO TERCIÁRIO - Grandes intumescimentos da crosta sólida; formação dos continentes. Retirada das águas para os lugares baixos; formação dos mares. - Atmosfera depurada; temperatura atual produzida pelo calor solar. - Gigantescos animais terrestres. Vegetais e animais da atualidade. Pássaros.
GÊNESE
5º DIA - Os peixes e os pássaros.
***
CIÊNCIA 

DILÚVIO UNIVERSAL - VI. PERÍODO QUATERNÁRIO OU PÓS-DILUVIANO - Terrenos de aluvião. - Vegetais e animais da atualidade. - O homem.
GÊNESE
6º DIA - Os animais terrestres - O homem.
 

Desse quadro comparativo, o primeiro fato que ressalta é que a obra de cada um dos seis dias não corresponde de maneira rigorosa, como o supõem muitos, a cada um dos seis períodos geológicos. A concordância mais notável se verifica na sucessão dos seres orgânicos, que é quase a mesma, com pequena diferença, e no aparecimento do homem, por último. É esse um fato importante.

     DILÚVIO BÍBLICO FOI LOCAL E NÃO NA TERRA INTEIRA
     Sobre o Dilúvio Bíblico, argumenta Kardec que: “O dilúvio bíblico, também conhecido pela denominação de «grande dilúvio asiático», é fato cuja realidade não se pode contestar. Deve tê-lo ocasionado o levantamento de uma parte das montanhas daquela região, como o do México. Corrobora esta opinião a existência de um mar interior, que ia outrora do mar Negro ao oceano Boreal, comprovado pelas observações geológicas. O mar de Azov, o mar Cáspio, cujas águas são salgadas, embora nenhuma comunicação tenham com nenhum outro mar; o lago Aral e os inúmeros lagos espalhados pelas imensas planícies da Tartália e as estepes da Rússia parecem restos daquele antigo mar.

     Por ocasião do levantamento das montanhas do Cáucaso, posterior ao dilúvio universal (ocorrido no 5º Período Geológico – Diluviano), parte daquelas águas foi recalcada para o norte, na direção do oceano Boreal; outra parte, para o sul, em direção ao oceano Índico. Estas inundaram e devastaram precisamente a Mesopotâmia e toda a região em que habitaram os antepassados do povo hebreu. Embora esse dilúvio se tenha estendido por uma superfície muito grande, é atualmente ponto averiguado que ele foi apenas local; que não pode ter sido causado pela chuva, pois, por muito copiosa que esta fosse e ainda que se prolongasse por quarenta dias, o cálculo prova que a quantidade d’água caída das nuvens não podia bastar para cobrir toda a Terra, até acima das mais altas montanhas.

     Para os homens de então, que não conheciam mais do que uma extensão muito limitada da superfície do globo e que nenhuma ideia tinham da sua configuração, desde que a inundação invadiu os países conhecidos, invadida fora, para eles, a Terra inteira. Se a essa crença aditarmos a forma imaginosa e hiperbólica da descrição, forma peculiar ao estilo oriental, já não nos surpreenderá o exagero da narração bíblica.

     O dilúvio asiático foi evidentemente posterior ao aparecimento do homem na Terra, visto que a lembrança dele se conservou pela tradição em todos os povos daquela parte do mundo, os quais o consagraram em suas teogonias.


     A ARCA DE NOÉ EXISTIU?
       Já ficou claro que o Dilúvio Bíblico se deu apenas na região onde residia Noé, e não na Terra inteira.

     Quanto à Arca, a Bíblia a descreve como uma enorme caixa flutuante, sem proa nem popa, pois se destinava apenas a flutuar sobre as águas. Media 300 côvados de comprimento, 50 de largura, e 30 de altura, o que corresponde, em metros, a aproximadamente 135m x 22,50m x 13,50m. Tão grande que só recentemente se construíram navios maiores! A arca tinha três pisos - um inferior, um segundo e um terceiro. Mesmo destinando 2.830 metros cúbicos de espaço para armazenagem de víveres e alojamento de Noé e sua família, sobraram ainda 36.800 metros cúbicos de espaço útil, o que equivale à capacidade de lotação de 480 vagões de gado, desses ainda hoje usados em nossas estradas de ferro!

     Informam os cientistas que, das aproximadamente três mil espécies de animais classificadas pelos zoólogos, apenas cerca de trezentas incluem algumas que são maiores que o cavalo. Umas duas mil e duzentas espécies não são maiores que o coelho.

     Assim, Noé teve que cuidar de poucos animais grandes, uma vez que os animais marinhos ficaram fora da Arca. Por outro lado, as espécies bíblicas introduzidas por Noé na Arca não são as mesmas de hoje classificadas pelos cientistas, pois todos os tipos cruzáveis da família canina, por exemplo, podiam descender de um único par. Dentro desse critério, torna-se claro que a capacidade da Arca era mais que suficiente para abrigar todos os números representativos de cada "gênero" de animal terrestre. Pois bem, cada gênero das espécies então existentes na região onde residia Noé, mas não todas as espécies de animais existentes no planeta, tarefa essa da qual ele não teria condições de realizar em tão pouco tempo.

     CONCLUSÃO
     No meu entender a arca existiu para abrigar a família de Noé e de algumas espécies de animais para a sua sobrevivência e de sua família, durante a permanência na Arca, até as águas baixarem. Porém, se vestígios da Arca de Noé forem um dia encontrados, apenas ficará provado que a narrativa bíblica não é uma ficção, tendo havido apenas uma interpretação equivocada do episódio.

     E quanto ao dilúvio na época, o raciocínio Espírita é claro e lógico, isto é, ele foi parcial, localizado numa região, e isso igualmente prova a ciência. Por esse motivo, os Espíritas consideram importante, também, os estudos Bíblicos, mas aliados à ciência e à realidade espiritual destacando, por mais importante, as questões de ordem moral.

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Fonte: Correio Espírita 

Reflexão...


Luz do Espiritismo






"O Espírito mais não é do que a alma sobrevivente ao corpo; 
é o ser principal, pois que não morre, ao passo que 
o corpo é simples acessório sujeito
à destruição."


Fonte: "A Gênese", de Allan Kardec



sábado, 10 de maio de 2014

MARIA DE NAZARÉ e a sua missão



Maria de Nazaré, rainha de todos os Espíritos que trabalham na atmosfera da Terra, derrama sobre nós o mesmo amor que nos dispensou a dois mil anos, chamando-nos de filhos e servindo sempre de instrumento para a nossa alegria. Ela foi o “anjo” que revestiu de carne no planeta Terra, para favorecer a descida mais arrojada que a Divindade determinou em favor dos homens. Ela trabalhou na sua mais profunda simplicidade, porque veio para ampliar os conceitos do seu filho, pelo exemplo.

Maria de Nazaré é um desses grandes seres que renunciou, como ave de luz, ao seu ninho de bem-estar angelical, para ajudar a humanidade, apagando a sua própria luz, para que acendesse a Luz Maior. E quantos Espíritos dessa natureza não desceram à Terra doando tudo o que tinham, na mais completa caridade, em todas as nações do mundo, assumindo vários postos de entendimento, para que a humanidade compreendesse o amor de Deus e a bondade de seu magnânimo coração, trazendo esperança e computando valores imortais na grande escrita da vivência, no sentido de acordar as almas para a luz da vida? Essas vidas exemplares nunca exigem: são doadoras eternas, na eternidade da própria vida.

Maria, mãe de Jesus, é o símbolo mais puro da mulher do futuro, da mãe que já saiu da sensibilidade instintiva para alcançar e respirar uma atmosfera espiritual, dela tirando os elementos de vida para a sua própria geração.

Maria de Nazaré foi o instrumento divino para o aparecimento do grande Mestre que, por vontade do Senhor, se fez anunciar pelos luminares da eternidade.

Maria desceu revestida de uma humildade sideral, portadora de um amor que universaliza todo o bem que se possa entender como sendo a verdadeira caridade. É a descida das claridades espirituais às sombras do planeta com um único objetivo: o de ajudar por amor, de servir em todas as direções sem as exigências naturais do homem comum. Essa estrela que desceu dos céus com uma mensagem de esperança para todas as raças humanas é aquela que caminha à frente, nos ajudando a seguir suas pegadas, a nos integrar no grande rebanho de seu Filho Amado.

Maria de Nazaré é fração divina do amor de Deus, que desceu à Terra para nos ajudar a crer na grande esperança. A sua vida é cheia de estuantes belezas morais, capazes de nos ajudar a remover todas as nossas imperfeições.

Quando um homem virtuoso é admirado, ao lado das qualidades superiores ele ainda pode manifestar erros vergonhosos, incompatíveis com os seus próprios sentimentos do Bem; no entanto, esse homem está caminhando para a perfeição, meta de todas as criaturas. A mãe de Jesus, porém, já estava em outra faixa de evolução, tendo sido por excelência escolhida, por ser Espírito altamente evoluído, de pureza lirial nos caminhos que percorrera como mulher e como mãe, como esposa e como filha, como irmã de todos os que lutam como estagiários na Terra, em busca da conquista de si mesmos.

Maria foi escolhida no reino dos céus e depois chamada ao torvelinho da Terra, para cumprir o seu mandato. Os Espíritos nobres do seu reino a acompanharam desde a sua descida triunfal, do abrir ao fechar dos olhos no reino dos homens. E ela, no silêncio de sua candura, percebia o cortejo de elevadas entidades ao seu derredor e logo se cientificou de sua missão na carne, junto àquele que é a Luz do mundo, que ilumina todos os seres da Terra!

Maria, alma que se dispôs a compartilhar da tarefa de iluminar as criaturas, também pela presença física, foi joia sem jaça do berço ao túmulo, que não agrediu a pessoa alguma, não humilhou os companheiros, não perdeu tempo com reclamações, não violentou o direito dos outros, não saiu do caminho da ordem, nada pediu para si e nunca disse “não” quando o coração queria ajudar; era uma estrela na Terra, que brilhava sem exigências.

Ela era plena de conhecimentos, um anjo vestido de carne, pura em todos os seus atos e conhecedora de todos os seus deveres morais e espirituais. A sua grandeza estava em não querer mostrar o que era, a não ser nos momentos em que o próprio amor pedisse e a coragem achasse conveniente.

É importante destacar o valor da Maria de Nazaré, esta mulher encantadora que nunca teve na sua missão grandiosa, pensamentos impuros. A sua virgindade moral foi em todos os aspectos de sua vida exemplar de filha e de mãe, de esposa e de companheira... Foi realmente um anjo que caiu do céu, por misericórdia de Deus, em auxílio à humanidade. O seu exemplo de pureza e de amor ainda agora se irradia no mundo inteiro e serve de diretriz para todas as mulheres, que a reconhecem como sendo uma estrela a guiar os corações para a luz de Deus, no amparo de Jesus Cristo.

Respeitamos todas as mães que estiveram no mundo, na sagrada missão de dar oportunidade a vários Espíritos de retornarem à Terra, e as que estão nela cumprindo a vontade de Deus; entretanto, à Maria de Nazaré a reverência deve ser de todos nós, porque ela serviu de canal divino para que o Senhor pudesse se expressar como Filho do homem, sendo Instrutor dos anjos.


( Fonte: Rede Amigo Espírita )

Luz do Dia