Eternidade

Eternidade

sábado, 16 de março de 2013

ESPIRITISMO BÁSICO



QUEM SOMOS NÓS? Espíritos imortais.

DE ONDE VIEMOS? Do plano espiritual.

PARA ONDE VAMOS APÓS DESENCARNARMOS? Retornaremos para o plano espiritual.

O QUE ESTAMOS FAZENDO AQUI OU POR QUE REENCARNAMOS? Estamos aqui ou reencarnamos para evoluir.

O QUE DEVEMOS FAZER PARA EVOLUIR? Devemos seguir o conselho de Jesus: “Amem a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.

COMO AMAR DEUS E O PRÓXIMO COMO A NÓS MESMOS? Jesus nos coloca como ponto de referência por que: Quem se ama preserva a saúde. Quem se ama não bombardeia o seu corpo com elementos nocivos, nem o espírito com a ira, a inveja, o ciúme, a vingança, o ódio, etc. Quem ama a Deus acima de todas as coisas, respeita toda sua criação e suas leis. Respeita seus semelhantes porque sabe que todos fomos criados por Ele e que Ele a todos nos ama.

MAS, COMO FAZER ISSO NUMA SÓ VIDA? Não conseguiremos evoluir plenamente numa encarnação apenas. Por isso, reencarnaremos quantas vezes forem necessários para alcançarmos a angelitude.

QUANTAS VEZES JÁ REENCARNAMOS? Cada um de nós foi criado em data diferente. O número de encarnações não é possível saber exatamente. A única certeza é que todos nós já reencarnamos inúmeras vezes e reencarnaremos mais inúmeras vezes pela frente.

É POSSÍVEL DIMINUIR O NÚMERO DE REENCARNAÇÕES? Sim. Dependerá do esforço que o Espírito fizer para vivenciar o bem e de não continuar a vivenciar o mal.

PODEMOS REENCARNAR COMO ANIMAIS? Não. Nossa tendência é evoluir. Se voltássemos como animais seria um retrocesso evolutivo.

POR QUE A DOR E O SOFRIMENTO? A dor e o sofrimento nos ajudam no aprendizado e na evolução.

A DOR E O SOFRIMENTO EXISTEM PARA APRENDERMOS E EVOLUIRMOS? Não. A dor e o sofrimento só existem porque não exercitamos o amor, a lei de amor. A dor não é uma lei, é uma consequência de nossa inconsequência.

ENTÃO, NÃO PRECISAMOS SOFRER PARA EVOLUIR? Não. O apóstolo Pedro disse que “...o amor cobre multidões de erros...”, ou seja, ao invés de pagar sofrendo, podemos pagar amando.

ESPÍRITA CASA-SE NO TEMPLO RELIGIOSO? Não. O casamento espírita é só no civil.

ESPÍRITA BATIZA? Não. O Espiritismo não adota ritual. João mergulhava as criaturas nas águas do Jordão, num ato simbólico de batismo, para anunciar a vinda do Cristo e convidar o povo a se arrepender dos seus pecados e, se propor a uma renovação moral. Portanto, para os espíritas, o batismo, foi tão somente um divisor de águas, o marco de uma vida nova. A renovação da alma pertence àqueles que ouviram os ensinamentos do Mestre Divino, e que exercitam através da prática. Pois, muitos recebem notícias do Evangelho, todos os dias, mas somente os que ouvem e praticam estarão transformados. Há muitos batizados cometendo delitos, e há muitos que não são batizados que vivem de maneira cristã. Acreditamos que seremos julgados pelos nossos atos e não por ser ou não batizados.

ESPÍRITA É SUPERSTICIOSO? Não. Como disse Luiz Sérgio no livro "Cascata de Luz": "O homem cultiva a superstição quando o seu espírito está fraco de fé e de conhecimento."

ESPÍRITA ACENDE VELA? Não. Vela não ajuda em nada os desencarnados, mas sim a prece.

O QUE O ESPIRITISMO NÃO ADOTA? O Espiritismo não tem dogmas, não tem rituais, não adota em suas reuniões e em suas práticas qualquer tipo de paramentos ou vestes especiais, cálice com vinho ou bebidas alcoólica, incenso, mirra, fumo, altares, imagens, andores, velas, procissões, trabalhos espirituais, talismãs, amuletos, sacrifício animal, santinhos, administração de indulgências, confecção de horóscopos, exercício da cartomancia, quiromancia, astrologia, numerologia, cromoterapia, pagamento de promessas, despachos, riscos de cruzes e pontos, não tem curas espirituais com cortes, fórmulas mágicas para resolver problemas sentimentais, financeiros, etc.

QUAIS OS PRINCÍPIOS DA DOUTRINA ESPÍRITA? Os princípios da Doutrina Espírita são: A pluralidade das existências, a preexistência do espírito antes do nascimento e a continuação da vida após a morte, a intercomunicação entre encarnados e desencarnados, recompensas e penas, não como premiação e castigo divino, mas conseqüência natural dos atos praticados (Lei de Causa e Efeito).

O QUE O ESPIRITISMO PROIBE OU É CONTRA? O Espiritismo não é contra nada e não proíbe nada. Costumamos dizer que não somos a favor de certas coisa. Quando dizemos ser contra nos colocamos numa posição de imposição. E como somos a favor do livre arbítrio, não devemos ser contra ou proibir nada. O Espiritismo usa a fala de Paulo para nos orientar: “Podemos tudo, mas nem tudo nos convém.” Portanto, a doutrina espírita nos mostra as conseqüências de nossos atos, a cobrança deve vir de nossa consciência.

UMBANDA, QUIMBANDA E CANDOMBLÉ SÃO ESPIRITISMO? Não. Muitos dizem ser “kardecista” para distinguir da Umbanda, etc. Mas, quando respondemos "sou kardecista" estamos afirmando que o Espiritismo se divide com várias denominações, o que não é verdade. Muitos dizem, por exemplo: “alto espiritismo, espiritismo de mesa branca, linha Kardecista, Espiritismo do Bem, etc.” Mas Espiritismo é um só. Centro Espírita só os que seguem a Doutrina dos Espíritos. As outras religiões que usam o nome de "Centro Espírita" e divergem dos ensinamentos dos Espíritos que estão nas obras básicas codificadas por Kardec, não são Centros Espíritas, são Casas Espiritualistas.


ESPÍRITA FAZ PROMESSA? Promessa é troca, barganha, faça isso que eu faço aquilo. Tudo deve ser feito com carinho, amor e sem interesse. Deus, Jesus, os socorristas que trabalham em nome deles não estão interessados em pagamentos, mas sim em fazer o bem e melhorar espiritualmente os encarnados. Os espíritas também pedem coisas em suas preces, mas são orientados a dizer sempre em seus pedidos: “Seja feita a Sua vontade”, porque só Deus sabe o que é melhor para nós.

KARDEC INVENTOU O ESPIRITISMO? Não. Como ele mesmo disse, sua parte na obra, de revelar a Doutrina Espírita foi a de haver coletado, coordenado e divulgado os ensinos trazidos pelos Espíritos (desencarnados) através de vários médiuns.

POR QUE KARDEC É CHAMADO DE "O CODIFICADOR"? Por organizar os ensinos revelados pelos espíritos formando uma coleção de leis (um código) é que Allan Kardec foi chamado “O Codificador”.

QUEM É JESUS PARA O ESPÍRITA? Jesus é para o espírita “o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e de modelo.”

ENTÃO, BUDA, MAOMÉ, ETC., SÃO MENOS ILUMINADOS QUE JESUS? Para nós, espíritas, Jesus é o espírito de maior evolução que já encarnou na Terra. Ele participou da formação de nosso planeta. Então, acreditamos que, todos estes espíritos iluminados, foram mandados por ele à Terra para difundir as leis divinas.

 

Aprender e Retificar



Não há experiência sem preço.

Tudo na vida corresponde a certo resultado.

Por isso mesmo, conhecemos no mundo o verbo aprender e o verbo retificar.

A escolha determina o trabalho.

O trabalho mede as qualidades do espírito.

Um homem demandará um diploma universitário que lhe confira direito ao exercício nessa ou naquela profissão liberal.

Com semelhante desígnio, porém, não atinge a meta à custa de expectação e votos ardentes.

O programa a concretizar-se requer estudo, com larga despesa de atividade e atenção.

Anos a fio são gastos naturalmente em disciplina, até que a láurea lhe consagre a tarefa.

É isso verdadeiramente aprender.

Mas, se o profissional abusa do título conquistado para ferir os outros, é justo assuma compromissos perante a vida que somente no labor da expiação conseguirá redimir.

Temos aqui o reajuste em ação, compelindo a criatura a genuíno retificar.

Diante do sofrimento, é imperioso esquecer a antiga noção do crime e castigo, porquanto a evolução não aparece na calha da gratuidade.

Refazimento é reequilíbrio.

Toda educação pede renúncia e todo aprimoramento roga serviço.

A paz verdadeira nunca foi prêmio à ociosidade.

Todas as grandes realizações clamam por grandes lutas.

Em razão disso, se é certo que ressarciremos com mais trabalho os benefícios da vida de que estejamos abusando, é preciso saibamos escolher, com determinação e firmeza, o caminho do esforço máximo na exaltação do bem, a fim de que sejamos considerados, perante a Lei, na condição de operários fiéis ao salário da Eterna Luz.


(Emmanuel, do Livro "Nascer e Renascer", Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 13 de março de 2013

REFLEXÃO...




Deus te dará a força


Se muitas vezes trilhar os caminhos difíceis

da vida te parece pedregoso para os teus 

pés cansados, compreenda que só as dificuldades

nos ensinam a viver com critério.


Quem conhece adversidades do dia a dia

torna-se mais hábil na descoberta das soluções.


Não se deixe abater pela fase menos feliz

que insiste em deter os teus passos.


As dificuldades da estrada  não vão durar para sempre.

Se a tempestade de obstáculo se faz ameaçadora

com trovões e relâmpagos que te assustam

mantém dentro do coração acesa a lâmpada

do otimismo e da coragem.


E quando o vendaval terminar se quer

haverá de lembrar do caminho de dificuldades

experimentada. Por mais que os problemas

pareçam negros e sem solução

lembre que o céu é permanentemente  azul

e não deves descartar o azul da confiança

em teu coração.


Deus te dará a força!




terça-feira, 12 de março de 2013

O REPOUSO ETERNO


Repouso eterno: o consolo que não consola 

 

 "Semeia-se corpo animal e se colhe corpo espiritual" Paulo (1 Cor. 15:44)

Quando alguém morre, para consolo dos familiares e entes queridos, muitos dizem que a pessoa “descansou”. A posição do corpo carnal, com olhos fechados e sem movimento, dá aos que ficam uma impressão de “sono”.  Entretanto, quando dormimos, “treinamo-nos para a morte”, pois parcialmente nos desprendemos do corpo. Aí sim descansamos o corpo, mas o espírito está muitas vezes em ação na espiritualidade. Em que pese a força do hábito ou a falta do que dizer nesta hora da separação, a idéia do repouso eterno não resolve o problema da dor e não representa consolação. A pessoa querida, então, teria vivido uma história de amor, de lágrimas e alegrias para depois nunca mais se lembrar de nada? Pensar sobre a morte e o pós-morte ajuda a dar sentido para a vida na Terra. Nos torna mais realistas e redimensiona as prioridades de nosso cotidiano. Lembrar que vamos morrer intensifica o valor da oportunidade de viver, remetendo-nos à eternidade de nossa existência. Na Revista Espírita achei um artigo que, de forma muito bonita, trata deste assunto. Está em uma publicação de 1865, em texto em que o espírito Sonnez vem ao seu testemunho, com certo tom de ironia, indignação e sabedoria. Coloco aqui este verdadeiro manifesto contra o repouso eterno e contra o materialismo.



O repouso eterno
(Sociedade de Paris, 13 de outubro de 1865 – Médium: Sr. Leymarie)
Quando deixei o invólucro terreno, pronunciaram vários discursos sobre o meu túmulo, impregnados todos pela mesma idéia.
Sonnez, meu amigo, ides gozar do repouso eterno.
Alma, dizia o padre, repousai na contemplação divina.
Amigo, repetia o terceiro, dorme em paz, após uma vida de tantas realizações.
Enfim, era o repouso eterno contínuo, que ressaltava do fundo de tantos adeuses comoventes.
O repouso eterno! Que entendiam por esta expressão e pelas mesmas palavras continuamente repetidas, cada vez que um homem desaparecia na Terra e ia para o desconhecido?
Ah! meus amigos, dizeis que repousamos. Estranho erro! compreendeis o repouso à vossa maneira.
Olhai ao redor de vós: existe repouso? Neste momento as árvores vão despojar-se de seus envoltórios  encantadores; tudo geme nesta estação; a Natureza parece preparar-se para a morte e, no entanto, se se procurar, achar-se-á a vida em preparação sob essa morte aparente; tudo se depura nesse grande laboratório terrestre: a seiva e a flor, o inseto e o fruto, tudo
que deve adornar e fecundar.
Esta montanha, que parece ter uma imobilidade eterna, não repousa. As moléculas infinitas que a compõem realizam um trabalho enorme; umas tendem a se agregar, outras a se separar; e essa lenta transformação inicialmente causa espanto e depois admiração ao pesquisador que acha em tudo instintos diversos e mistérios a explorar.
E se a Terra assim se agita em suas entranhas, é que esse grande cadinho elabora e prepara o ar que respirais, os gases que devem sustentar a Natureza inteira.
É que ela imita os milhões de planetas que percebeis no espaço, e cujos movimentos diários, o trabalho contínuo, obedecem à vontade soberana.
Sua evolução é matemática, e se encerram outros elementos além dos que
vos fazem agir, ide! crede-o, esses elementos trabalham a sua depuração, a sua perfeição. Sim, a sua perfeição; porque é a palavra eterna.
A perfeição é o objetivo e, para alcançá-lo, átomos, moléculas, seiva, minerais, árvores, animais, homens, planetas e Espíritos se empenham nesse movimento geral, que é admirável por sua diversidade, pois é harmonia. Todas as tendências visam ao mesmo objetivo, e esse objetivo é Deus, centro de toda atração.
Depois de minha partida da Terra, minha missão não está realizada. Busco e trabalho todos os dias; meu pensamento alargado abarca melhor o poder dirigente; sinto-me melhor fazendo o bem e, como eu, legiões inumeráveis de Espíritos preparam o futuro. Não acrediteis no repouso eterno! Os que pronunciam tais palavras não lhes compreendem o vazio. Vós todos que ouvis, podeis aniquilar o pensamento, forçá-lo ao repouso?
Oh! não; a vagabunda procura e procura sempre e não desagrada aos amáveis e úteis charlatães, que negam o Espírito e o seu poder. O Espírito existe, nós o provamos e o provaremos melhor quando chegar a hora. Nós lhes ensinaremos, a esses apóstolos da incredulidade, que o homem não é o nada, uma agregação de átomos reunidos ao acaso e destruídos da mesma forma. Nós lhes mostraremos o homem radiante por sua vontade e seu livre-arbítrio, senhor de seus destinos
e elaborando na geena terrena o poder da ação necessária a outras vidas, a outras provas.
SONNEZ
Fonte: Revue Spirite (Revista Espírita) – novembro de 1865, “Dissertações
Espíritas”. 2. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. p. 467-469.

sábado, 9 de março de 2013

Nem Castigo, nem Perdão



Nem Castigo, Nem Perdão






 
Um dos maiores temores que vibram no coração do homem é o medo do castigo divino.

Convivendo com a possibilidade de que Deus possa se ofender e castiga-lo por suas faltas, o indivíduo sofre e se divide entre o amor e o temor de Deus.

Atribuindo ao Criador os mesmos vícios que ainda possui, o ser humano teme ser castigado a qualquer momento por um Deus caprichoso e cruel que está sempre à procura de defeitos para se vingar, impondo-nos sofrimentos.

Paulo, o apóstolo, se manifestou a respeito desse tema dizendo o seguinte:
“Gravitar para a unidade divina, eis o fim da humanidade.
 
Para atingi-lo, três coisas são necessárias: a justiça, o amor e a ciência. Três coisas lhe são opostas e contrárias: a ignorância, o ódio e a injustiça.


Pois bem! Digo-vos, em verdade, que mentis a estes princípios fundamentais, comprometendo a ideia de Deus, exagerando lhe a severidade.


Duplamente a comprometeis, deixando que no espírito da criatura penetre a suposição de que há nela mais clemência, mais virtude, amor e verdadeira justiça, do que atribuis ao ser infinito.

 
Quem é, com efeito, o culpado? É aquele que, por um desvio, por um falso movimento da alma, se afasta do objetivo da criação, que consiste no culto harmonioso do belo, do bem, idealizados pelo arquétipo humano, pelo Homem-Deus, por Jesus-Cristo.


Que é o castigo? A consequência natural, derivada desse falso movimento; uma certa soma de dores necessária a desgosta-lo da sua deformidade, pela experimentação do sofrimento.


Assim, o que se chama castigo é apenas a consequência das leis naturais.


É graças à dor física que a criatura procura o remédio para sua enfermidade. É graças ao sofrimento moral que a alma busca a própria cura.



O sofrimento só tem por finalidade a reabilitação, o retorno do aprendiz ao caminho reto.
Como podemos perceber, o mal não é de essência divina, é gerado pelas criaturas, ainda imperfeitas.


O sofrimento não é imposto por Deus como castigo, é o efeito natural do falso movimento da criatura, e que a estimula, pela amargura, a se dobrar sobre si mesma, a voltar ao objetivo traçado pelas leis divinas, que é a harmonia.


E essas leis são justas, imparciais e amorosas. Um exemplo disso acontece quando um homem, enlouquecido, assassina várias pessoas, foge e, na fuga, se fere profundamente.


O que acontece com seu organismo? Suas células, obedecendo a lei natural, começam imediatamente a se movimentar para estancar o sangue, cicatrizar a ferida e expulsar os germes que causam infecção.


Se Deus quisesse castiga-lo, derrogaria suas próprias leis e faria com que as células desse indivíduo não trabalhassem a seu favor, mas se rebelassem e o deixassem morrer. Afinal, ele é um criminoso!


Mas não é isso que acontece. As leis divinas seguem naturalmente seu curso. O sol brilha, incansável, sobre justos e injustos, sem se importar com o que acontece sob sua luz.


A chuva cai sobre a mansão e sobre o casebre. O frio fustiga a pobres e ricos. As catástrofes naturais arrebatam sábios e ignorantes, velhos e crianças, fortes e fracos.


Por todas essas razões devemos entender que o Criador não derroga suas próprias leis para nos punir ou para nos premiar.


As nossas ações é que geram efeitos sobre essas leis. As boas ações geram efeitos positivos, e as infrações às leis geram efeitos desajustados.


Nada mais justo do que esta sentença: “a cada um segundo suas obras.”


Nem castigo, nem perdão. Deus não castiga porque suas leis são de amor, e não perdoa porque jamais se ofende.


Pensemos nisso, e busquemos atender essas leis soberanas que estão inscritas em nossa própria consciência. 




Autor: Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita (www.momento.com.br), com base no item 1009 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

Reflexão...


JESUS


JESUS




Diversos convidados falando de  JESUS

domingo, 3 de março de 2013

Reflexão...


O Abismo do Silêncio




O Abismo do Silêncio


Fonte: www.momento.com.br
Equipe de Redação do Momento Espírita
 
Entre pais e filhos não há maior abismo que o silêncio.
O silêncio da indiferença, do esquecimento, da mágoa...
Silêncios que tem início na infncia, talvez até antes do nascimento, quando os pais não consideram que ali, no ventre da mãe, já existe um ser.
Embora aquele novo corpo físico ainda esteja em elaboração, ligado a ele, desde a concepção, já está o Espírito reencarnante.
Assim, toda vida psíquica e comportamental da mãe, e também do pai, terá muita influência sobre o feto.
A alma que regressa não está consciente, mas sente se é querida ou não, se há equilíbrio no lar ou não, se realmente terá um lar ou não...
Desta forma, é importante conversar, desde esses primeiros momentos, com o bebê que irá nascer.
Dizer a ele que é amado; que os pais irão preparar um lar onde reinará o carinho, a compreensão; que estão cientes da missão que estão recebendo e vão se esforçar para serem bem sucedidos.
Os carinhos na barriga, os beijos suaves, as canções de ninar jamais serão esquecidos pelo Espírito, que cada dia se sentirá mais seguro em voltar ao palco terrestre.
Os estímulos que podemos produzir por vezes são tão fortes, que presenciaremos vários casos em que há resposta.
O bebê se mexe, chuta, dá cambalhotas, como se quisesse dizer alguma coisa.
Estudos mostram que, depois de nascida, a criança reconhece sons, música e vozes ouvidos no período da gestação.
Assim, podemos entender que no útero materno não há silêncio, há vida.
Vida que começou na concepção, e talvez até antes, se considerarmos o planejamento reencarnatório, o encontro com os futuros pais no mundo espiritual, os planos, os sonhos...
Não há espaço para o silêncio na família.
O hábito do diálogo, o hábito de se envolver com a vida do outro, da empatia, começa na gestação.
Os pais podem iniciar o processo educacional do seu filho ainda no ventre, de modo desajustado ou feliz, pelos tipos e vida íntima que escolham.
Pelos hábitos sociais e alimentares que adotem, enfim, pelas descargas de vida ou de morte que façam incidir sobre o seu filhinho.
Conscientes da missão grandiosa que estão recebendo do Criador, os bons pais aproveitarão o período da gestação para darem boas-vindas ao Espírito que volta.
Sendo um amor do passado, um opositor ou mesmo um estranho naquele núcleo, merece receber os cuidados necessários para que tenha em sua nova vida, todos os recursos para crescer.
Em sua bagagem vêm muitos planos, muitas dificuldades, mas certamente a vontade de vencer, de acertar e de amar.
Procura amigos que o acolham, que o apóiem em seu novo tentame, e que estejam sempre presentes em sua vida.
É isso que nos faz filhos e depois pais, que nos une em família, e que propicia que aprendamos a amar, primeiro poucos, para depois amarmos toda a Humanidade.
No amor, não há lugar para o silêncio...
Bons pais conversam. Pais brilhantes dialogam.
O eminente estudioso Augusto Cury, em uma de suas mais conhecidas obras, afirma que entre conversar e dialogar há um grande vale.
Conversar é falar sobre o mundo que nos cerca, dialogar é falar sobre o mundo que somos.
Outro especialista na área, Gardner, explica:
Dialogar é contar experiências, é segredar o que está oculto no coração, é penetrar além da cortina dos comportamentos, é desenvolver inteligência interpessoal.

    Bibliografia
    Livro Pais brilhantes, professores fascinantes, de Augusto Cury, ed. Sextante, 2003.

Antes da Desencarnação


Antes da Desencarnação
Livro: Dimensões da Verdade
Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

    Não esperes os "sinais da morte" em aproximação para que penses nos programas nobilitantes da vida, que não foram executados. Nem constranjas os outros, à hora final, com as confissões de "alívio da consciência" para que consigas uma entrada tranqüila no país do além-túmulo...
    É muito generalizada a crença de que no instante da despedida se dissipam mágoas e azedumes sob o encantamento mágico da desencarnação, mediante acordos improcedentes...
    Muitos moribundos que dispõem de voz, antes do grande coma, arrolam despedidas e acenam adeuses, apresentando as "últimas vontades" com as quais se vinculam, após a partida, aos que se acumpliciaram em atendê-los, alongando a enfermidade nos tecidos sutis do perispírito e gerando delicados processos de obsessão pertinaz nos que ficaram.
    Alguns que não puderam expressar os pensamentos atormentantes do leito de agonias, remoem-se nos arrependimentos e tartamudeiam mentalmente o quanto gostariam de ter feito, tardiamente, porém...
    Outros mais, ante a mensagem-aviso desencarnatório preparam-se apressadamente, para desanuviarem a mente sombreada de remorsos, expondo os erros em que incidiram e rogando perdão... Todavia, em recuperando a saúde por impositivo de continuação das lutas na forma física, retornam aos velhos sítios onde se compraziam, recomeçando, ávidos, o comércio com a loucura a que se reentregam...
    A máquina funciona com eficiência enquanto a engrenagem se demora em harmonia. Desengonçada, emperra, com prejuízo para a produção.
    Vigorosos cabos sustentam pesos colossais ao império da estrutura bem elaborada. Enfraquecidos pelo uso, perdem a finalidade, ameaçando a segurança.
    Instrumentos sensíveis colaboram eficazmente para elaborações nobres. Desajustados levemente, tornam-se danosos a qualquer cálculo e realização.
    Todas as peças do engenho humano gozam de um período hábil de utilidade, depois do que não merecem confiança. Algumas alongam o prazo da previsão. Outras, reparadas, servem mais demoradamente.
    Nunca, porém, com o vigor de que dispunham ao ser produzidas.
    Também o corpo, também a oportunidade da reencarnação.
    "A nossa vida passa rapidamente", afirma o Salmista.
    Produze, pois, quanto possas durante o tempo em que podes.
    Amanhã serão diferentes as circunstâncias de tempo, modo e lugar...
    Movimenta a máquina físico-mental sob o beneplácito da saúde fazendo o melhor ao teu alcance. Retornando da enfermidade serão menores as probabilidades de êxito.
    Apazigua a consciência reparando, com o bem, os males praticados, enquanto caminhas com os ludibriados pela tua incúria.
    Resolve as tuas dificuldades nos dias de vigor da experiência carnal, evitando transferir para os outros os malogros em que demorastes por imprevidência.
    Mesmo que te tranqüilizes aparentemente por transferência de responsabilidade para outrem, despertarás, após a viagem, como és, com o que tens, como agiste durante o período previsto para a tua finalidade pelo Excelso Concessionário.
    O Evangelista Lucas, no versículo 2 do Capítulo 16, narrando a Parábola do Mordomo infiel, refere-se ao impositivo de "dar conta da administração".
    A vida física é posse transitória da Fazenda Divina, de que terás de dar conta.
    Recorda que Jesus, o Operário Incansável, em chegando a hora do encontro com Deus, não arrolou, na Cruz, queixas ou recriminações, lamentos ou petitórios e, estando tranqüilo pela tarefa bem cumprida, "entregou o Espírito às mãos do Pai", serenamente, inaugurando, logo depois, com a sua Ressurreição gloriosa, após o túmulo, a Era nova do espírito imortal. Vive com reta conduta antes da desencarnação, porque, também tu, ressuscitarás depois da morte.

sábado, 2 de março de 2013

Origem dos Evangelhos



São os resultados desses trabalhos o que exporemos resumidamente aqui, sob uma forma que esforçaremos por tornar mais simples que a dos exegetas protestantes.

O Cristo nada escreveu. Suas palavras, disseminadas ao longo dos caminhos, foram transmitidas de boca em boca e, posteriormente, transcritas em diferentes épocas, muito tempo depois da sua morte. Uma tradição religiosa popular formou-se pouco a pouco, tradição que sofreu constante evolução até o século IV.

Durante esse período de trezentos anos, a tradição cristã jamais permaneceu estacionária, nem a si mesma semelhante. Afastando-se do seu ponto de partida, através dos tempos e lugares, ela se enriqueceu e diversificou. Efetuou-se poderoso trabalho de imaginação; e, acompanhando as formas que revestiram as diversas narrativas evangélicas, segundo a sua origem, hebraica ou grega, foi possível determinar com segurança a ordem em que essa tradição se desenvolveu e fixar a data e o valor dos documentos que a representam. Durante perto de meio século depois da morte de Jesus, a tradição cristã, oral e viva, é qual água corrente em que qualquer se pode saciar. Sua propaganda se fez por meio da prédica, pelo ensino dos apóstolos, homens simples, iletrados.

Não é senão do ano 60 ao 80 que aparecem as primeiras narrações escritas, a de Marcos a princípio, que é a mais antiga, depois as primeiras narrativas atribuídas a Mateus e Lucas, todas, escritos fragmentários e que se vão acrescentar de sucessivas adições, como todas as obras populares.

Foi somente no fim do século I, de 80 a 98, que surgiu o evangelho de Lucas, assim como o de Mateus, o primitivo, atualmente perdido; finalmente, de 98 a 110, apareceu, em Éfeso, o evangelho de João.

Ao lado desses evangelhos, únicos depois reconhecidos pela Igreja, grande número de outros vinha à luz. Desses, são conhecidos atualmente uns vinte; mas, no século III, Orígenes os citava em maior número.

Lucas faz alusão a isso no primeiro versículo da obra que traz o seu nome.

Por que razão foram esses numerosos documentos declarados apócrifos e rejeitados? Muito provavelmente porque se haviam constituído num embaraço aos que, nos séculos II e III, imprimiram ao Cristianismo uma direção que o devia afastar, cada vez mais, das suas formas primitivas e, depois de haver repelido mil sistemas religiosos, qualificados de heresias, devia ter como resultado a criação de três grandes religiões, nas quais o pensamento do Cristo jaz oculto, sepultado sob os dogmas e práticas devocionais como em um túmulo.

Os primeiros apóstolos limitavam-se a ensinar a paternidade de Deus e a fraternidade humana. Demonstravam a necessidade da penitência, isto é, da reparação das nossas faltas. Essa purificação era simbolizada no batismo, prática adotada pelos essênios, dos quais os apóstolos assimilavam ainda a crença na imortalidade e na ressurreição, isto é, na volta da alma à vida espiritual, à vida do espaço.

Daí a moral e o ensino que atraíam numerosos prosélitos em torno dos discípulos do Cristo, porque nada continham que se não pudesse aliar a certas doutrinas pregadas no Templo e nas sinagogas.

Com Paulo e depois dele, novas correntes se formam e surgem doutrinas confusas no seio das comunidades cristãs. Sucessivamente, a predestinação e a graça, a divindade do Cristo, a queda e a redenção, a crença em Satanás e no inferno, serão lançados nos espíritos e virão alterar a pureza e a simplicidade ao ensinamento do filho de Maria.

Esse estado de coisas vai continuar e se agravar, ao mesmo tempo em que convulsões políticas e sociais hão de agitar a infância do mundo cristão.

Os primeiros Evangelhos nos transportam à época perturbada em que a Jesus, 'ideia, sublevada contra os romanos, assiste à ruína de Jerusalém e à dispersão do povo judeu (ano 70). Foi no meio do sangue e das lágrimas que eles foram escritos, e as esperanças que traduzem parece irromperem de um abismo de dores, enquanto nas almas contristadas desperta o ideal novo, a aspiração de um mundo melhor, denominado "reino dos céus", em que serão reparadas todas as injustiças do presente.

Nessa época, todos os apóstolos haviam morrido, com exceção de João e Filipe; o vínculo que unia os cristãos era bem fraco ainda. Formavam grupos isolados entre si e que tomavam o nome de igrejas (ecclesia, assembléia) , cada qual dirigido por um bispo ou vigilante escolhido eletivamente.

Cada igreja estava entregue às próprias inspirações; apenas tinha para se dirigir uma tradição incerta, fixada em alguns manuscritos, que resumiam mais ou menos fielmente os atos e as palavras de Jesus, e que cada bispo interpretava a seu talante.

Acrescentemos a estas tão grandes dificuldades as que provinham da fragilidade dos pergaminhos, numa época em que a imprensa era desconhecida; a falta de inteligência de certos copistas, todos os males que podem fazer nascer à ausência de direção e de crítica, e facilmente compreenderemos que a unidade de crença e de doutrina não tenha podido manter-se em tempos assim tormentosos.

Os três Evangelhos sinóticos acham-se fortemente impregnados do pensamento judeu-cristão, dos apóstolos, mas já o evangelho de João se inspira em influência diferente. Nele se encontra um reflexo da filosofia grega, rejuvenescida pelas doutrinas da escola de Alexandria.

Em fins do século 1, os discípulos dos grandes filósofos gregos tinham aberto escolas em todas as cidades importantes do Oriente. Os cristãos estavam em contato com eles, e frequentes discussões se travavam entre os partidários das diversas doutrinas. Os cristãos, arrebanhados nas classes inferiores da população, pouco letrados em sua maior parte, estavam mal preparados para essas lutas do pensamento. Por outro lado, os teoristas gregos sentiram-se impressionados pela grandeza e elevação moral do Cristianismo. Daí uma aproximação, uma penetração das doutrinas, que se produziu em certos pontos. 0 Cristianismo nascente sofria pouco a pouco as influências gregas, que o levava a fazer do Cristo o verbo, o Logos de Platão.

Essa tradução oficial, que devia ser definitiva segundo o pensamento de quem ordenara a sua execução, foi, entretanto, retocada em diferentes épocas, por ordem dos pontífices romanos. O que havia parecido bom, do ano 386 ao de 1586, o que fora aprovado em 1546 pelo concílio ecumênico de Trento, foi declarado insuficiente e errôneo por Sixto V, em 1590. Fez-se nova revisão por sua ordem; mas a própria edição que daí resultou, e que trazia o seu nome, foi modificada por Clemente VIII em uma nova edição, que é a que hoje está em uso e pela qual têm sido feitas as traduções dos livros canônicos, submetidos a tantas retificações através dos séculos.

Convém lembrar também os protestantes, digo Lutero, um monge católico que se rebelou contra a igreja católica e fundou o protestantismo, e nisso acrescentou diversos livros e adulterou ainda mais a bíblia protestante.



Fonte: Legião dos Servos de Maria




Reflexão...


O AMOR



O amor é a celeste atração das almas e dos mundos, a potência divina que liga os Universos, governa-os e fecunda; o amor é o olhar de Deus!

Não se designe com tal nome a ardente paixão que atiça os desejos carnais. Esta não passa de uma imagem, de um grosseiro simulacro do amor.

O amor é o sentimento superior em que se fundem e se harmonizam todas as qualidades do coração; é o coroamento das virtudes humanas, da doçura, da caridade, da bondade; é a manifestação na alma de uma força que nos eleva acima da matéria, até alturas divinas, unindo todos os seres e despertando em nós a felicidade íntima, que se afasta extraordinariamente de todas as volúpias terrestres.

Amar é sentir-se viver em todos e por todos, é consagrar-se ao sacrifício, até à morte, em benefício de uma causa ou de um ser. Se quiserdes saber o que é amar, considerai os grandes vultos da Humanidade e, acima de todos, o Cristo, o amor encarnado, o Cristo, para quem o amor era toda a moral e toda a religião. Não disse ele: “Amai os vossos inimigos”?

Por essas palavras, o Cristo não exige da nossa parte uma afeição que nos seja impossível, mas sim a ausência de todo ódio, de todo desejo de vingança, uma disposição sincera para ajudar nos momentos precisos aqueles que nos atribulam, estendendo-lhes um pouco de auxílio.

Uma espécie de misantropia, de lassidão moral por vezes afasta do resto da Humanidade os bons Espíritos. É necessário reagir contra essa tendência para o insulamento; devemos considerar tudo o que há de grande e belo no ser humano, devemos recordar-nos de todos os sinais de afeto, de todos os atos benévolos de que temos sido objeto. Que poderá ser o homem separado dos seus semelhantes, privado da família e da pátria? Um ente inútil e desgraçado.

Suas faculdades estiolam-se, suas forças se enfraquecem, a tristeza Invade-o.

Não se pode progredir isoladamente. É Imprescindível viver com os outros homens, ver neles companheiros necessários, O bom humor constitui a saúde da alma. Deixemos o nosso coração abrir-se às impressões sãs e fortes. Amemos para sermos amados!

Se nossa simpatia deve abranger a todos os que nos rodeiam, seres e coisas, a tudo o que nos ajuda a viver e mesmo a todos os membros desconhecidos da grande família humana, que amor profundo, inalterável, não devemos aos nossos genitores: ao pai, cuj a solicitude manteve a nossa infância, que por muito tempo trabalhou em aplanar a rude vereda da nossa vida; à mãe, que nos acalentou e nos reaqueceu em seu seio, que velou com ansiedade os nossos primeiros passos e as nossas primeiras dores! Com que carinhosa dedicação não deveremos rodear-lhes a velhice, reconhecer-lhes o afeto e os cuidados assíduos!

A pátria também devemos o nosso concurso e o nosso sacrifício. Ela recolhe e transmite a herança de numerosas gerações que trabalharam e sofreram para edificar uma civilização de que recebemos os benefícios ao nascer. Como guarda dos tesouros intelectuais acumulados pelas idades, ela vela pela sua conservação, pelo seu desenvolvimento; e, como mãe generosa, os distribui por todos os seus filhos. Esse patrimônio sagrado, ciências e artes, leis, instituições, ordem e liberdade, todo esse acervo produzido pelo pensamento e pelas mãos dos homens, tudo o que constitui a riqueza, a grandeza, o gênio da nação, é compartilhado por todos. Saibamos cumprir os nossos deveres para com a pátria na medida das vantagens que auferimo-la.

Sem ela, sem essa civilização que ela nos lega, não seríamos mais que selvagens.

Veneremos a memória desses que têm contribuído com suas vigílias e com seus esforços para reunir e aumentar essa herança; veneremos a memória dos heróis que têm defendido a pátria nas ocasiões criticas, de todos esses que têm, até à hora da morte, proclamado a verdade, servido à justiça, e que nos transmitiram, tingidas pelo seu sangue, as liberdades, os progressos que agora gozamos.

*

O amor, profundo como o mar, infinito como o céu, abraça todas as criaturas. Deus é o seu foco. Assim como o Sol se projeta, sem exclusões, sobre todas as coisas e reaquece a natureza inteira, assim também o amor divino vivifica todas as almas; seus raios, penetrando através das trevas do nosso egoísmo, vão iluminar com trêmulos clarões os recônditos de cada coração humano.

Todos os seres foram criados para amar. As partículas da sua moral, os germes do bem que em si repousam, fecundados pelo foco supremo, expandir-se-ão algum dia, florescerão até que todos sejam reunidos numa única comunhão do amor, numa só fraternidade universal.

Quem quer que sejais, vós que ledes estas páginas, sabei que nos encontraremos algum dia, quer neste mundo, nas existências vindouras, quer em esfera mais elevada ou na imensidade dos espaços; sabei que somos destinados a nos influenciarmos no sentido do bem, a nos ajudarmos na ascensão comum. Filhos de Deus, membros da grande família dos Espíritos, marcados na fronte com o sinal da imortalidade, todos somos irmãos e estamos destinados a conhecermo-nos, a unirmo-nos na santa harmonia das leis e das coisas, longe das paixões e das grandezas ilusórias da Terra.

Enquanto esperamos esse dia, que meu pensamento se estenda sobre vós como testemunho de terna simpatia; que ele vos ampare nas dúvidas, vos console nas dores, vos conforte nos desfalecimentos, e que se junte ao vosso próprio pensamento para pedir ao Pai comum que nos auxilie a conquistar um futuro melhor.

 
Léon Denis
Depois da Morte
 


As evocações espíritas
e suas desvantagens
 



Os Espíritos podem comunicar-se espontaneamente ou a nosso chamado 


1. Em “O Livro dos Médiuns”, Kardec faz acerca do tema evocações as considerações que se seguem.  

2. Os Espíritos – diz o Codificador – podem comunicar-se espontaneamente ou acudir ao nosso chamado, isto é, vir por evocação. Há quem julgue não ser conveniente evocá-los, porque nem sempre há certeza de que o Espírito comunicante seja o que foi evocado. Os que assim pensam propõem que os Espíritos se comuniquem sempre espontaneamente, porque, agindo dessa forma, provariam melhor sua identidade, o que é um erro. O fato de se evocar ou deixar que a comunicação se faça espontaneamente nada tem a ver com a identificação do comunicante, porque pode ocorrer mistificação tanto num caso quanto noutro. 

3. A questão das evocações espíritas precisa, no entanto, ser analisada com critério e bom senso, porque há vantagens e desvantagens nas comunicações provenientes de evocações e nas ocorridas espontaneamente. Evidentemente, as comunicações espontâneas nenhum inconveniente apresentam quando se está senhor dos Espíritos e há certeza de que os maus não tomarão a dianteira. Nas reuniões dedicadas ao atendimento a Espíritos sofredores, a espontaneidade é uma prática regular. 

4. Quando se deseja comunicar com determinado Espírito, é de toda necessidade evocá-lo; pelo menos essa era a ideia do Codificador, que esclarece não haver, para esse fim, nenhuma fórmula sacramental. Quem pretender indicar alguma fórmula pode ser tachado, sem receio, de impostor, visto que para os Espíritos a forma nada vale. Uma condição, porém, indispensável é que a evocação seja feita em nome de Deus, ou seja, seriamente, não levianamente. 

Como regra geral, todos os Espíritos podem ser evocados 

5. É essencial, quando se queira chamar determinados Espíritos, que o médium comece por dirigir-se somente aos que ele sabe serem bons e simpáticos e que podem ter motivo real para atender ao apelo, como os parentes e amigos.  

6. Frequentemente, observa Kardec, as evocações oferecem mais dificuldades aos médiuns do que os ditados espontâneos, sobretudo quando se objetiva obter dos Espíritos respostas precisas a questões circunstanciadas. 

7. Os médiuns – lembra ainda Kardec – são geralmente mais procurados para evocações de caráter particular do que para comunicações de interesse geral. Eles não deveriam, porém, aceder a tais pedidos, senão com muita reserva, quando feitos por pessoas de cuja sinceridade não estiverem seguros. Além disso, é preciso evitar sua participação nas evocações movidas por simples curiosidade ou interesse, sem intenção séria por parte do evocador, afastando-se de tudo o que possa transformá-los em agentes de consultas, em ledores da buena dicha.  

8. Como regra geral, todos os Espíritos, qualquer que seja o grau em que se encontrem na escala espírita, podem ser evocados, tanto os bons quanto os maus, tanto os que desencarnaram faz pouco tempo quanto os que viveram em épocas mais remotas, tanto os vultos ilustres quanto os indivíduos obscuros. Isso não significa, porém, que eles possam ou queiram responder ao nosso chamado. Independentemente de sua vontade, a permissão para se comunicarem pode lhes ser recusada por uma potência superior, havendo mesmo situações em que se achem impedidos de fazê-lo, por motivos que nem sempre nos é dado conhecer.  

Emmanuel não aconselha a evocação direta em caso algum 

9. As principais causas que impedem ou dificultam aos Espíritos atender às evocações que lhes são dirigidas são estas: (a) quando o Espírito evocado está envolvido em missões ou ocupações de que não pode afastar-se; (b) se o Espírito estiver encarnado, especialmente quando isso se dá em planetas inferiores à Terra; (c) quando o Espírito se encontra em locais de punição e não tem permissão para daí se ausentar; (d) quando o médium, por sua natureza ou aptidão, não consegue entrar em sintonia mediúnica com o Espírito evocado.  

10. Evocar ou não um Espírito é questão que precisa, portanto, ser bem avaliada, tendo sempre em mente a finalidade a que ela se presta. Toda evocação, bem como toda manifestação espontânea, deve visar a um fim útil. Quando um Espírito é evocado pela primeira vez, convém designá-lo com alguma precisão e evitar, nas perguntas que lhe sejam feitas, as fórmulas secas e imperativas, fato que poderá afastá-lo. As fórmulas de tratamento devem ser afetuosas ou respeitosas, conforme o Espírito evocado. Importante também, em todos os casos, que o evocador lhe dê prova da sua benevolência.  

11. No trato com os Espíritos, especialmente com relação aos evocados, as perguntas devem ser formuladas com clareza, precisão e sem ideia preconcebida, se o evocador pretende obter respostas categóricas. É importante ainda que o evocador especifique franca e abertamente o ponto visado, sem subterfúgios. 

12. Quase 80 anos depois da publicação d´O Livro dos Médiuns, Emmanuel examinou o tema das evocações na questão 369 do seu livro O Consolador, psicografado por Francisco Cândido Xavier, na qual asseverou: “Não somos dos que aconselham a evocação direta e pessoal, em caso algum”, expressando o ponto de vista de que, no trato da mediunidade, devemos ser espontâneos. Na mesma questão ele explica por que Allan Kardec a utilizou largamente, embora se saiba que o Codificador também admitiu as comunicações dadas espontaneamente nas reuniões por ele presididas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. No livro Conduta Espírita, cap. 25, obra psicografada pelo médium Waldo Vieira, André Luiz reafirmou a proposta feita por Emmanuel, recomendando-nos seja abolida, em nosso meio, a prática da evocação nominal das entidades.

Questões propostas:

1. Para evocar os Espíritos existe uma fórmula sacramental? 
R.: Não. Uma condição, porém, indispensável é que a evocação seja feita em nome de Deus, isto é, seriamente, não levianamente. 

2. Que Espíritos, segundo Kardec, podemos evocar? 
R.: Como regra geral, todos os Espíritos, qualquer que seja o grau em que se encontrem na escala espírita, podem ser evocados, tanto os bons quanto os maus, tanto os que desencarnaram faz pouco tempo quanto os que viveram em épocas mais remotas, tanto os vultos ilustres quanto os indivíduos obscuros. 

3. Quais as principais causas que impedem ou dificultam ao Espírito atender à evocação? 
R.: As principais causas são estas: (a) quando o Espírito evocado está envolvido em missões ou ocupações de que não pode afastar-se; (b) se o Espírito estiver encarnado, especialmente quando isso se dá em planetas inferiores à Terra; (c) quando o Espírito se encontra em locais de punição e não tem permissão para daí se ausentar; (d) quando o médium, por sua natureza ou aptidão, não consegue entrar em sintonia mediúnica com o Espírito evocado.  

4. No tocante à finalidade, que norma devemos observar nas evocações diretas? 
R.: Toda evocação, bem como toda manifestação espontânea, deve visar a um fim útil. Quando um Espírito é evocado pela primeira vez, convém designá-lo com alguma precisão e evitar, nas perguntas que lhe sejam feitas, as fórmulas secas e imperativas, fato que poderá afastá-lo. As fórmulas de tratamento devem ser afetuosas ou respeitosas, conforme o Espírito evocado.  

5. Que recomenda Emmanuel a respeito das evocações espíritas? 
R.: Emmanuel, na questão 369 do seu livro O Consolador, psicografado por Francisco Cândido Xavier, disse o seguinte: “Não somos dos que aconselham a evocação direta e pessoal, em caso algum”, expressando o ponto de vista de que, no trato da mediunidade, devemos ser espontâneos, proposta reafirmada por André Luiz no cap. 25 de seu livro Conduta Espírita, psicografado pelo médium Waldo Vieira. 

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Bibliografia: 
O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, FEB, 46a ed., itens 203, 282, 269 a 274.
O Consolador, de Emmanuel, obra psicografada por Francisco Cândido Xavier, questão no 369.
Conduta Espírita, de André Luiz, obra psicografada por Waldo Vieira, cap. 25.


Fonte: O Consolador