Eternidade

Eternidade

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

MENSAGEM AO EVANGELIZADOR




 Queridos irmãos!

         Todos vocês se prepararam para realizar a evangelização das almas na Terra.
         Nosso bondoso Pai enviará junto a cada um, um irmão mais experiente e dedicado, a fim de lhes auxiliar no cumprimento das suas tarefas.
         O trabalho não será fácil e muito menos reconhecido pela maioria.
         As forças inferiores tentarão desviá-los deste caminho abençoado, mas todos possuem dentro de si, a força necessária para vencê-las. 

         Mantenham a fé, através deste trabalho terão oportunidade de redimir-se de seus erros, ajudarão a acender as luzes das almas aflitas e os maiores beneficiados serão vocês.
         Lembrem-se que as crianças com aparência angelical, são espíritos milenares, com muitos débitos, mas também com o germe da perfeição a ser desenvolvido e despertado pela dedicação de cada um.
         Somente o amor poderá sensibilizar as crianças.
         Elevem suas vibrações a fim de que o ambiente possa ser impregnado por nós de energias salutares e reconfortantes.

         Caso contrário, as crianças não conseguirão sintonia, impedindo nossa intervenção.
         Não desanimem! Procurem sempre a união! Quando precisarem de auxílio, estaremos em contato mais direto através da prece.
         Utilizem este recurso valioso para se reestabelecerem de energias.

         No momento oportuno serão convidados a evangelizar. Pensarão que foi ao acaso, mas aos poucos sentirão aflorar a preparação aqui realizada.
         Quem é evangelizador já reencarna com esta incumbência.

         Eu, assim como Nosso Pai, confio em vocês!
         Sigam em frente! O trabalho os aguarda.
         Fiquem em paz!



Texto: Liamara Nascimento
Grupo Espírita Seara do Mestre     

terça-feira, 4 de setembro de 2012

DOUTRINAS ESPIRITUAIS


Doutrinas Espirituais
 Livro: Plantão da Paz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

"Há muitas moradas na casa de Nosso Pai", assevera-nos o Senhor nas bênçãos da Boa Nova.
Entretanto, viverás naquela que houveres erguido em favor de ti mesmo, segundo o ensinamento do próprio Mestre, que manda conferir a cada um de acordo com as próprias obras.
Observa como te situas no campo do mundo, compreendendo que o sentimento é a força a impelir-te para os círculos superiores ou para as esferas inferiores, onde tecerás teu ninho.
Não te valhas da palavra para menosprezar as tarefas dos irmãos da jornada, nem para reprovar as aflições que vergastam a Terra.
Não te aproveites do conhecimento para condenar ou para destruir, nem procures nas mãos do Cristo o martelo com que derribes, desapiedadamente, os domicílios alheios.
Não exibas a virtude nos gestos exteriores, porque a víbora da vaidade pode ferir-te quando suponhas colher as flores de imaginária vitória, nem desejes a frente avançada no combate da regeneração com desprestígio para os outros, porque é possível o teu apressado recuo para retificar decisões.
Lembremo-nos de que não há céu para quem não edificou o paraíso em si mesmo, e aprendamos, sobretudo, a sentir com o amor, a fim de que o amor nos eduque para a extinção das trevas.
Os maus moram nos fojos da delinqüência; no entanto, esbarram sempre nas furnas de tardio arrependimento.
Aqueles que abusam dos recursos que o Senhor lhes empresta estagiam nos desvãos do desequilíbrio, e os desequilibrados somente se deterão, por fim, no abismo da enfermidade.
Os desertores da luz jazem domiciliados nas sombras, e os habitantes das sombras demoram-se em lamentável cegueira de espírito.
As almas cristalizadas na crueldade estacionam nas enxovias do orgulho e do egoísmo, e os devotos do egoísmo e do orgulho acabam despertando nos despenhadeiros da morte.
Anota a natureza de teu campo íntimo e acautela-se para o futuro, porque, sem dúvida, há inúmeras moradas no Universo Infinito, mas viverás escravo ou senhor no templo do bem ou no cárcere do mal que tiveres escolhido para a tua residência nos caminhos da vida espiritual. 


MENSAGEM DO DIA





"Efetivamente podemos afirmar que Deus 

está sempre ao nosso lado, 

mas, pelas respostas de Deus, nos campos da vida, 

ser-nos-á possível medir sempre as dimensões 

de nossa permanência pessoal ao lado de Deus."


André Luiz


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

MENSAGEM ESPÍRITA





O momento é uma partícula da hora
na vastidão do tempo,
e todos nós encontramos um momento
certo de acesso à própria renovação.

Emmanuel

MENSAGEM EDIFICANTE


Insuperável Brandura

(Marco Prisco & Divaldo P. Franco)

Quando você for defrontado por alguém violento, que o agrida verbalmente ou o ameace fisicamente, recorde-se de que ele é muito infeliz.
Todo aquele que não recebeu amor na infância ou foi vítima de insucessos emocionais, sempre perde o endereço de si mesmo e se torna inimigo dos outros.
Conceda-lhe a graciosa dádiva da bondade que não o torna mais desventurado. Não há quem resista a um indisfarçável gesto de benevolência.
Surpreendido pela astúcia dos perversos, sempre hábeis na arte de infligir sofrimentos aos outros, tenha em mente que eles são também impiedosos para consigo mesmos.
A sua desorientação provém de experiências amargas, nas quais sofreram crueldades e abandono.
Proporcione-lhes o ensejo de despertar, dando-lhes compreensão.
Ninguém recusa amor, mesmo que, aparentemente reaja com aspereza, o que é falta de hábito em recebê-lo.
No pandemónio da revolta que grassa violenta em toda parte, anunciando desastres morais e conjunturas físicas dolorosas, reserve-se o direito de permanecer em paz.
O aturdimento que procede de alguns poucos, facilmente contamina o grupo social que se perturba. O agitador, é alguém que se sentiu desrespeitado nos seus direitos de criança e, na ocasião, não soube administrar a ira nem a frustração, agora tornadas bandeiras de comportamento doentio.
Seja amistoso para com ele, apresentando-lhe o outro lado da existência humana. O ser carente vive armado contra tudo e todos, até o momento em que se sente rociado pela presença da brandura.
No crepitar das labaredas das acusações e calúnias contra alguém, gerando situações asfixiantes e más, continue portador de generosidade para com a vítima.
Quem delinque, perde-se no labirinto de terríveis alucinações morais.
Não fustigue mais o desditoso, antes aplique temperança para com ele. O solo que arde, não pode receber mais calor, e sim, água refrescante que lhe diminua e aplaque a temperatura elevada.
Todos somos sensíveis à compreensão de alguém para connosco.
Perseguido pela inveja ou malsinado pela insensatez daquele que não gosta de você, resguarde-se na compaixão para com ele.
A insegurança que o leva a afligi-lo é resultado da família com a qual viveu e de quem somente recebeu lições de impiedade e malquerença.
Ele gostaria, por certo, de ser como você, e, na impossibilidade de que se dá conta, tenta amargurá-lo.
Ofereça-lhe o silêncio em resposta de brandura, que o alcançará inexoravelmente, alterando-lhe a atitude interior. Nada pode detê-la, e quem a recebe jamais prossegue como antes.
Na raiz de muitos males, que afligem e desconcertam a criatura, o desamor de que foi objeto, na atual ou em anterior reencarnação, é o responsável pelo seu transtorno.
Naturalmente, quem lhe experimenta o aguilhão impiedoso deseja libertar-se, defendendo-se e acusando, reagindo.
Não existe, porém, defesa real quando se agride nem se conquista harmonia quando se entra em debates de violência.
Nunca aceite as injunções do mal nem as arruaças dos desordeiros, simplesmente deixando de conceder-lhes consideração.
Você cresce na vertical do amor, tendo por dever levantar caídos e nunca torná-los mais vulneráveis ao mal que neles reside.
Viva com brandura e esparza-a, tornando o mundo melhor e as criaturas menos desesperadas.
Somente quem ama e se reveste de bondade pode resistir aos conflitos e desafios perturbadores da sociedade agressiva que prefere ignorar o Bem.

RELAÇÃO DE CAUSA E EFEITO


Nas ocorrências da vida, nos afazeres da nossa existência, não raro nos imaginamos surpreendidos pelo acaso, por fatos aleatórios à nossa vontade ou ação.

Analisando superficialmente os cometimentos da vida, sempre julgamos que aquilo que nos ocorre foi fortuito ou apenas fruto do azar ou, algumas vezes, da sorte.


Imaginamos dessa forma que o desenrolar de nossa vida seja aleatório e imprevisível, sem relação com nossas ações.


Se um fumante de longos anos desenvolve um enfisema pulmonar, jamais diremos que ele teve azar na vida. Foi apenas consequência do vício a lhe destruir lentamente o aparelho respiratório.


Se um glutão desenvolve problemas no aparelho digestivo, ou ainda, se é acometido por problemas de colesterol ou pressão alta, logo veremos que é resultado dos seus maus hábitos alimentares.


Se essas são relações de causa e efeito, fáceis de se perceber, há outras, que nascem da mesma matriz, porém, que nos convidam a mais detidas reflexões.


Nos dias em que vivemos, a própria medicina já correlaciona hábitos emocionais com doenças que desenvolvemos.


Cada vez mais frequentemente, médicos e pesquisadores correlacionam o câncer, as disfunções psíquicas e outros males, com nossa postura emocional.


Outros estudiosos do comportamento humano apresentam claras relações entre nossa personalidade ou os valores que elegemos com os males que nos afligem, entendendo que as dificuldades do corpo são apenas o reflexo das doenças da alma.


Podemos perceber ainda, extrapolando o campo das ciências médicas, que outros males que nos acometem também são fruto de como nos comportamos.


Se o egoísmo é nossa pauta de conduta, não raro a solidão será nossa única companhia. Afinal, todo aquele que esquece do seu próximo, acaba não sendo lembrado por ninguém.


Se a inveja é a lente pela qual enxergamos as conquistas dos outros, o fracasso será o nosso destino. Afinal, quem perde tempo em olhar o terreno alheio, esquece de semear na própria gleba.


Se a mentira e a falsidade são valores que nos conduzem, a perturbação e o desequilíbrio serão companheiros inevitáveis a se instalarem em nossa casa mental. Isso porque aquele que envereda nos labirintos do engano, perde-se inevitavelmente a si mesmo.


Dessa forma, para que a saúde e a plenitude da vida se instalem em nós, analisemos mais detidamente por quais valores, emoções e comportamento estamos conduzindo nossa existência.


Ninguém na vida poderá se queixar de ser vítima de outrem, a não ser de si mesmo. Ainda que não nos apercebamos das armadilhas em que porventura caiamos, todas foram, direta ou indiretamente, armadas por nós mesmos.


* * *


Todo e qualquer tipo de sofrimento sempre constitui informação da vida a respeito de algo, no indivíduo, que está necessitando de revisão, de análise, de correção.


Vige, no Universo, a ordem, que se deriva de Deus, e toda vez que há uma agressão ao seu equilíbrio, aquela que a desencadeia sofre-lhe o inevitável efeito, que impõe reparação.


Quando nos disponhamos à renovação, alterando nossa conduta emocional, muitos sofrimentos podem ser amainados ou afastados.


Pensemos nisso.


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Redação do Momento Espírita, com pensamentos do cap. 18, do livro Iluminação Interior, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 10.8.2012.

MENSAGEM DO DIA


O ESPÍRITA




    O espírita consciente de seus deveres não desanima ante as dificuldades naturais do caminho estreito.
    Sabe que a luta é difícil, mas confia na vitória da perseverança.
    Compreendendo a tarefa que lhe cabe desempenhar na construção de um mundo novo, trabalha sem esmorecimento na seara do bem, vivenciando a fé nas menores atitudes. 
    Coopera com todos, sem exigir cooperação. 
    Incentiva os companheiros de ideal, certo de que cada um faz o que está ao alcance de suas possibilidades. 
    Entende as suas e as limitações alheias, porquanto o Espiritismo lhe esclarece que todos somos Espíritos em evolução, ainda presos ao passado de erros exigindo resgate no presente. 
    O Espírita, embora seja um homem como qualquer outro, com os mesmos anseios e aspirações, é chamado a influenciar na espiritualização das criaturas a partir do próprio exemplo. 
    Valorizando o tempo que muitos desprezam, renuncia aos prazeres e facilidades terrestres, aproveitando cada minuto que lhe é concedido pela reencarnação no sentido de melhorar-se. 
    Convicto sobre a transitoriedade dos bens materiais exercita o desprendimento, retendo consigo apenas aquilo de que tenha absoluta necessidade. 
    Adepto da Fé Raciocinada, o espírita busca fugir a extremismos de opinião, cônscio de que o fanatismo religioso é um dos maiores entraves ao progresso da Humanidade. 
    No recinto doméstico, é o servidor que se sacrifica pela felicidade dos corações amados. 
    Na via pública, é o amigo da caridade, sempre vigilante de forma a não perder a oportunidade de ser útil. 
    No ambiente de trabalho, é o companheiro que se faz admirado pela gentileza e pela competência. 
    O espírita na instituição a que se vincula, é o irmão que não se preocupa com a disputa de cargos, mas, sim, em cumprir com alegria os encargos que lhe dizem respeito, na certeza de que "o maior no Reino dos Céus é o que se fizer na Terra o servidor de todos". 
    Não critica a ninguém.
    Não agasalha a vaidade.
    Não se julga privilegiado.
    Não participa de discussões estéreis.
    Não se faz instrumento da maledicência. 
    A respeito dele, escreveu Allan Kardec: "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que empreende para domar as suas más inclinações". 
    Vejamos que não se trata de exibir atestado de santidade, mas de renovar-se a cada dia nos esforços de todo instante, levantando-se das possíveis quedas e seguindo adiante, com o fardo que sustenta aos próprios ombros.

    Irmão José & Carlos Baccelli
    Livro: Seara de Luz

MENSAGEM ESPÍRITA



PERANTE OS MENTORES ESPIRITUAIS



Ponderar com especial atenção as comunicações transmitidas como sendo da autoria de algum vulto célebre, e somente acatá-las pelos conceitos com que se enquadrem à essência doutrinária do Espiritismo. 

A luz não se compadece com a sombra. 

Abolir a prática da invocação nominal dessa ou daquela entidade, em razão dos inconvenientes e da desnecessidade de tal procedimento em nossos dias, buscando identificar os benfeitores e amigos espirituais pelos objetivos que demonstrem e pelos bens que espalhem. 

O fruto dá notícia da árvore que o produz. 

Apagar a preocupação de estar em permanente intercâmbio com os Espíritos protetores, roubando-lhes tempo para consultá-los a respeito de todas as pequeninas lutas da vida, inclusive problemas que deva e possa resolver por si mesmo. 

O tempo é precioso para todos. 

Acautelar-se contra a cega rendição à vontade exclusiva desse ou daquele Espírito, e não se viciar em ouvir constantemente os desencarnados, na senda diária, sem maior consideração para com os ensinamentos da própria Doutrina. 

Responsabilidade pessoal, patrimônio intransferível. 

Honrar o nome e a memória dos mentores que lhe tenham sido companheiros ou parentes consangüíneos na Terra, abstendo-se de endereçar-lhes petitórios desregrados ou descabidas exigências. 

A comunhão com os bons cria para nós o dever de imitá-los. 

Furtar-se de crer em privilégios e favores particulares para si, tão-somente porque esse ou aquele mentor lhe haja dirigido a palavra pessoal de encorajamento e carinho. 

Auxílio dilatado, compromisso mais amplo. 

"Amados, não creiais a todo Espírito, mas provai se os Espíritos são de Deus". (I João, 4:1)

Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

sábado, 1 de setembro de 2012

A VISÃO ESPIRITUAL DE ALLAN KARDEC



Autor : Espírito Humberto de Campos
Psicografada em : 28 de setembro de 1936
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Como as demais criaturas terrenas, o grande missionário de Lião, que se chamou Hippolyte Rivail, ou Allan Kardec, foi catalogado, em 3 de outubro de 1804, nas estatísticas humanas, retomando um organismo de carne para cumprimento de sua maravilhosa tarefa.
Cento e trinta e dois anos são passados sobre o acontecido e o apóstolo francês é lembrado, carinhosamente, na memória dos homens.
Professor dedicado ao seu grandioso ideal de edificar as almas, discípulo eminente de Pestalozzi, Allan Kardec trazia, desde o início de sua mocidade, a paixão pelas utilidades das coisas do espírito.
Suas obras didáticas estão cheias de amor a esse apostolado. 
Até depois de 50 anos, sua palavra confortadora e sábia dirigiu-se às escolas, seus fosfatos foram consumidos nos mais nobres labores do intelecto, em favor da formação da juventude; suas mãos de benfeitor edificaram o espírito da infância e da mocidade de sua pátria.
Sua vida de homem está repleta de grandes renúncias e sublimes dedicações. Nunca os insultos e as ações dos traidores lhe entibiaram o ânimo de soldado do bem.
Os espíritos das estradas do mundo não lhe trucidaram o coração temperado no aço da energia espiritual e no ouro das convicções sadias que lhe povoaram toda a existência.
Recordando a beleza perfeita dos planos intangíveis, que vinha de deixar para cumprir na Terra a mais elevada das obrigações de um missionário, sob as vistas amoráveis de Jesus, Allan Kardec fez da sua vida um edifício de exemplos enobrecedores, esperando sempre a ordem do Mestre Divino para que suas mãos intrépidas tomassem a charrua das ações construtoras e edificantes.
Só depois de 50 anos sua personalidade adquiriu a precisa preponderância e sua atividade, o desdobramento necessário, prestigiando-se a sua tarefa na codificação do Espiritismo, que vinha trazer à humanidade uma nova luz para a solução do amargo problema do destino e da dor.
Ninguém como ele compreendeu tanto a necessidade da intervenção das forças celestes para que as conquistas do pensamento humano, sintetizado no surto das civilizações, não se perdessem na noite dos materialismos dissolventes.
Ele sentiu, refletindo as poderosas vibrações do Alto, que os seus contemporâneos preparavam a extinção de toda a crença e de toda a esperança que deveriam fortalecer o espírito humano, nas
dolorosas transições do século XX.
As especulações filosóficas e científicas de Comte, Virchow, Büchner e Moleschot, aliadas ao sibaritismo dos religiosos, teriam eliminado fatalmente a fé da Humanidade no seu glorioso porvir espiritual, em todos os setores da
civilização do Ocidente, se o missionário de Lião não viesse trazer aos homens a cooperação da sua renúncia e dos seus abençoados sacrifícios.
Quando Jesus desceu um dia à Terra para oferecer às criaturas a dádiva da sua vida e do seu amor, seus passos foram precedidos pelos de João Batista, que aceitara a dolorosa
tarefa de precursor, experimentando todos os martírios no deserto.
O Consolador prometido à Terra pelo coração misericordioso do Divino Mestre, e que é o Espiritismo, teve o sacrifício de Allan Kardec – o precursor da sua gloriosa disseminação no peito atormentado das criaturas humanas.
Seu retiro não foi a terra brava e estéril da Judéia, mas o deserto de
sentimentos das cidades tumultuosas; no burburinho das atividades dos homens, no turbilhão das suas lutas, ele experimentou na alma, muitas vezes, o fel do apodo e do insulto dos malevolentes e dos ingratos.
Mas, sua obra aí ficou como o roteiro maravilhoso do país abençoado da redenção.
Espíritos eminentes foram ao mapa de suas atividades para conhecerem melhor o caminho.
Flammarion se embriaga no perfume ignorado dessas terras misteriosas do novo conhecimento, descobertas pela sua operosidade de instrumento do
Senhor, e apresenta ao mundo as suas novas teorias cosmológicas, enchendo a fria matemática astronômica de singular beleza e suave poesia. Sua obra – “Lês Forces Naturelles Inconnues” é um caminho aberto às indagações científicas que teriam mais tarde, com Reichet, amplos desenvolvimentos. Gabriel Delanne e Leon Denis se inflamam de entusiasmo diante das obras do mestre e ensaiam a filosofia espiritualista, inaugurando uma nova época para o pensamento religioso, alargando as perspectivas infinitas da ciência universal.
E, desde os meados do século que passou, a figura de Kardec se eleva cada vez mais no conceito dos homens.
O interesse do mundo pela sua obra pode ser conhecido pelo número de edições de seus livros, e, na hora que passa, cheia de nuvens nos horizontes da Terra e de amargas apreensões no seio de suas criaturas, nenhuma homenagem há, mais justa e mais merecida, do que essa que se prepara em todos os recantos onde a consoladora doutrina do Espiritismo plantou a sua bandeira, como preito de admiração ao ilustre e benemérito codificador.
O Brasil evangélico deve orgulhar-se das comemorações que levará a efeito, lembrando a personalidade inconfundível do grande missionário francês, porque a obra mais sublime de Allan Kardec foi a reedificação da esperança de todos os infortunados e de todos os infelizes do mundo, no amor de Jesus-Cristo.
Conta-se que logo após a sua desencarnação, quando o corpo ainda não havia baixado ao Père-Lachaise (1) para descansar à sombra do dólmen dos seus valorosos antepassados, uma multidão de Espíritos veio saldar o mestre no limiar do sepulcro.
Eram antigos homens do povo, seres infelizes que ele havia consolado e redimido com suas ações prestigiosas, e, quando se entregavam às mais santas expansões afetivas, uma lâmpada maravilhosa caiu do céu sobre a grande assembléia dos humildes, iluminando-a com uma luz que, por sua
vez, era formada de expressões do seu “Evangelho segundo o Espiritismo”, ao mesmo tempo em que uma voz poderosa e suave dizia do Infinito:
- “Kardec, regozija-te com a tua obra! A luz que acendeste com os teus sacrifícios na estrada escura das descrenças humanas vem felicitar-te nos pórticos misteriosos da Imortalidade...
O mel suave da esperança e da fé que derramaste nos corações sofredores da Terra, reconduzindo-os para a confiança da minha misericórdia, hoje se entorna em tua própria alma, fortificando-te para a claridade maravilhosa do futuro. No céu estão guardados todos os prantos que choraste e todos os sacrifícios que empreendeste...
Alegra-te no Senhor, pois teus labores não ficaram perdidos.
Tua palavra será uma bênção para os infelizes e desafortunados do mundo, e ao influxo de tuas obras a Terra conhecerá o Evangelho no seu novo dia!...”
Acrescenta-se, então, que grandes legiões de Espíritos eleitos entoaram na Imensidade um hino de hosanas ao homem que organizara as primícias do Consolador para o planeta terreno e que, escoltado pelas multidões de seres agradecidos e felizes, foi o mestre, em demanda das esferas luminosas, receber a nova palavra de Jesus.
***
Kardec! eu não te conheci e nem te poderia entender na minha condição de homem perverso da Terra, mas recebe, no dia em que o mundo lembra, comovido, a tua presença entre os homens, o preito da minha amizade e da minha admiração.

Nota:
(1) Pequeno engano do cronista, pois que o corpo foi sepultado primeiramente no Cemitério de Montmartre. A trasladação dos despojos para o dólmen do Père-Lechaise fez-se um ano
depois. (Nota da Editora – FEB).
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Fonte: Extraído do livro Crônicas de além tumulo- Francisco C. Xavier/ Humberto de Campos – Editora FEB.
 
Matéria extraida do Blog de Luciano Dudu, História do Espiritismo - http://lucianodudu1974.blogspot.com.br 
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Mensagem do Dia


INSTRUMENTO DIVINO



O violino é instrumento delicado, rico de melodias aguardando execução.

Deixado à umidade, perde a ressonância.


Manipulado com rispidez, desafina-se.


Largado ao abandono, sofre a invasão de insetos que o destroem.


Utilizado com brutalidade, arrebenta-se.


Esquecido em temperaturas elevadas, estala e rompe a caixa acústica.


Em mãos inábeis, perde a finalidade e o valor.


Em museu, é peça morta.


Atirado ao lixo, torna-se inutilidade.


No entanto, cuidado, recebendo afinação, conduzido com carinho, reflete as melodias divinas ao contato com o arco que lhas arranca, vibrando harmonias incomparáveis que lhe saem das cordas distendidas e equilibradas.


O médium, de certa forma, pode ser comparado ao violino.


Afinado com os dons da vida e colocado em mãos treinadas, acostumadas às músicas divinas, traz, à Terra, as gloriosas mensagens da Imortalidade.


Posto em comunhão com o bem, esparze harmonias que facultam paz e estimulam ao amor.


Estando em ação correta, participa da orquestração da Vida, expressando a glória da Criação em concertos de indefiníveis estesias.


Sob a ardência das paixões primitivas, porém, arrebenta os centros de comunicação e perverte a finalidade a que se destina.


Cultivando os instintos primários e dando-lhes expressão, tomba nos depósitos de lixo das obsessões penosas.


Absorvendo a queixa e o pessimismo, perde a afinidade com os instrumentistas superiores.


Relegando-se ao marasmo, desconecta os centros de registro elevado.


Utilizado para o mercantilismo e as frivolidades, gasta-se nos prejuízos destruidores.


Compulsado por Entidades perversas, morrem-lhe os ideais de enobrecimento, e embrustece-se, caindo depois na alucinação auto-aniquiladora.


O violino e o médium têm muita semelhança.


São, em si mesmos, neutros, dependendo de como se deixam utilizar.


O violino, porque não possui razão nem inteligência, depende totalmente do seu possuidor, quanto o médium resulta da conduta moral que imprimir à sua faculdade.


Deixa-te tanger pelas mãos dos artistas espirituais de elevado porte, a fim de que possas transmitir as melodias da Vida Maior para felicitar as criaturas.


Em qualquer situação, permanece cauteloso, zelando pelos teus equipamentos, de modo a responder em harmonia a todas as emissões dos artistas divinos, como instrumento sintonizado com a sublime orquestra do amor de Nosso Pai.





Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco


 

O BANHO COMO UM PASSE...



 


O BANHO COMO UM PASSE 


O contato da água no corpo provoca um estímulo magnético, que percorre todo o organismo, deixando-o calmo, e preparando-o para o sono reparador ou as lutas de cada dia. 

O banho diário, quando encontra na mente apoio, torna-se um passe. Além das virtudes curativas da água, enxertar-se-ão fluidos magnéticos, de acordo com a irradiação da alma. 

A disciplina dos pensamentos é uma fonte de bem-estar, na hora da higiene do corpo. No instante do banho é preciso que se entenda a necessidade da alegria, que nosso pensamento sustente o amor, até um sentimento de gratidão à água que nos serve de higiene. Visualize, além da água que cai em profusão, como fluidos espirituais banhando todo o seu ser. O impulso dessa energia destampa em nosso íntimo a lembrança da fé, da esperança, da solidariedade, do contentamento e do trabalho. Por este motivo, banho e passe, conjugados, são uma magia divina ao alcance de nossas mãos. 

A água no banho é o fluido que vivifica o corpo. Poder-se-á vincular o banho ao passe, e ele poderá ser uma transfusão de energias eletromagnéticas. Uma mente ordenada na disciplina, em segundos, selecionará, em seu derredor, grande quantidade de magnetismo espiritual, e os adicionará, pela vontade, na água que lhe serve de veículo de limpeza física, passando a ser útil na higiene psíquica. Observem que, ao tomar banho, sentimo-nos comovidos, a ponto de nos tornarmos cantores! E a alegria advinda da esperança, nos chega da água, que é portadora dos fluidos espirituais, que lhes são ajustados por bênção do amor. 

O lar é o nosso ninho acolhedor, e nele existem espíritos de grande elevação, cuja dedicação e carinho com a família nos mostrará como Deus é bom. Essa assistência atinge, igualmente, as coisas materiais, desde a arborização, até o preparo das águas que nos servem. Quantas doenças surgem e desaparecem sem que a própria família se conscientize disso? É a misericórdia do Senhor pelos emissários de Jesus, operando na dimensão oculta para os homens, e encarregados de assistir ao lar. Eles colocam fluidos apropriados nas águas para o banho, e nas que bebemos. E, quando eles encontram disposições mentais favoráveis, alegram-se pela grande eficiência do trabalho. 

Na hora das refeições, é sagrado e conveniente que as conversas sejam agradáveis e positivas. No momento do banho, é preciso que ajudemos, com pensamentos nobres e orações, para que tenhamos mãos mais eficientes operando em nosso favor. Se quisermos quantidade maior de oxigênio nitrogenado, basta pensarmos firmemente que estamos recebendo esses elementos, e a natureza nos dará isto, com abundância. É o "pedi e obtereis" do Cristo. 

A alegria tem também bases físicas. Um corpo sadio nos proporcionará facilidades para expressar o amor. Quando tomar o seu café pela manhã, tome convicto de que está absorvendo, juntamente com os ingredientes materiais, a porção de fluidos curativos, de modo a desembaraçar todo o miasma pesado que impede o fluxo da força vital em seu corpo. E sairá da mesa disposto para o trabalho, como também para a vida. Despeça-se de sua família com carinho e atenção, e deixe que vejam o brilho otimista nos seus olhos, de maneira a alegrar a todos que o amam; assim, eles lhe transmitirão as emoções que você mesmo despertou neles e isso lhe fará muito bem. 

O banho mais importante é aquele feito antes de dormir para tirar as contaminações materiais, mentais e espirituais do dia. Basta uma ducha rápida e relaxante. Daí garantirá uma noite repousante de sono e, ao acordar, todo o perfume de limpeza estará conosco. 

Lembre-se de que um copo de água que tome, onde quer que seja, pode ser tomado e sentido como um banho e passes internos. Não se esqueça de bebê-lo com alegria e amor, lembrando com gratidão de Quem lhe deu essa água tão necessária pois, se ela vem rica de coisas espirituais, aumentará sua conexão com o divino poder interno. 

É muito bom estar consciente de cada coisa que nos acontece e estar agradecido, se sentindo abençoado e cheio de amor. A consciência, a gratidão e o amor são três caminhos paralelos, que a felicidade percorre com alegria.

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autoria desconhecida 
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