Eternidade

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

No período menstrual, a médium pode ir às reuniões mediúnicas?





"Há infelizmente muita gente que toma a sua própria opinião por
medida exclusiva do bem e do mal, do verdadeiro e do falso.
Tudo o que contradiz a sua maneira de ver, as suas ideias, o 
sistema que inventaram ou adotaram é mau aos seus olhos. 
Falta a essas criaturas, evidentemente, a primeira condição
para uma reta apreciação: a retidão do juízo. Mas elas nem
o percebem. Esse o defeito que mais enganos produz."
O Livro dos Médiuns - Allan Kardec  
(Cap. XXIV, questão 267, parágrafo 26) 


Nem mediunidade nem mestruação são doençs do corpo. A primeira é uma faculdade humana que independe das condições morais e fisiológicas. A segunda faz parte da constituição física feminina, onde o organismo é adequado à função reprodutiva. O ciclo menstrual é, portanto, intrínseco ao aparelho reprodutor da mulher, o qual é programado para que, mensalmente, receba as condições de gerar um outro ser vivo pela fecundação, ocasião em que o espermatozóide se une ao óvulo para repetir o milagre da vida. Se não ocorre a fecundação, o óvulo degenera e é expelido com seus acompanhantes. A isso chamamos de menstruação.

Ocorre que, em algumas mulheres, esse período menstrual se faz acompanhar de cólicas que geram mal-estar, impossibilitando-as ao exercício da mediunidade, não somente pela problemática menstrual, mas devido à influência física refletida sobre a mente, dificultando uma concentração adequada ao transe mediúnico. Nestas, aconselha-se a abstenção da tarefa até que seus organismos sejam apaziguados, o que não é duradouro. Noutras, onde este período não lhes acarreta inconveniência em permanecer na labuta, visto ser dever moral de quem assume uma tarefa concluí-la e repeti-la, se for o caso.

Aquelas que se ausentam da mesa dos trabalhos nessa condição, excetuando-se os casos patológicos onde o fluxo menstrual é intenso, incluem-se entre as faltosas sem motivo justo, uma vez que, em não sendo a menstruação uma doença, está caracterizado o quadro de saúde, situação incompatível com a falta ao dever. Interpretar de outra maneira é mostrar ignorância ou cair no desculpismo vulgar, tão explorado por frequentadores ainda não cientes da responsabilidde e da gravidade de uma reunião mediúnica, onde a ausência de um intermediário deixa sem atendimento os enfermos a ele ligados.

É preciso encarar este assunto com naturalidade, com a consciência de que a menstruação em nada influi no caráter das comunicações. Ausentar-se dos trabalhos, sem as restrições inicialmente descritas, que se constituem em justo motivo de paralisação, é negligenciar, descredenciar-se ante a função de enfermeira, cujo compromisso é assumido mesmo antes do reencarne, gerando para o futuro, se não demissão, ao menos repreensões por parte da consciência, pelo descaso no trato das questões divinas.


por Luiz Gonzaga Ribeiro
livro: Mediunidade Tire suas Dúvidas. 

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