Eternidade

Eternidade

domingo, 24 de março de 2013

MAIS FELIZ



Tantas dívidas acumulou a Humanidade
sobre a própria cabeça que, efetivamente,
a felicidade integral na Terra
ainda está muito distante de ser atingida.
Os efeitos de tantas causas infelizes
somam as calamidades e provações
que presenciamos no mundo e que, em verdade,
muito dificilmente conseguiríamos inventariar.


A propósito, e no intuito de resumir
as nossas conclusões, permitimo-nos lembrar
a ocasião em que o Divino Mestre foi questionado
acerca de quem seria o maior no Reino dos Céus.
A resposta de Jesus foi simples e objetiva:
- O maior no Reino dos Céus será sempre aquele que,
entre os homens, se fizer servidor de todos.


Gravando semelhante anotação,
respeitosamente desdobramos a definição do Senhor,
afirmando que, no mundo, a pessoa mais feliz
será sempre aquela que se fizer, voluntariamente,
a criatura que mais felicidade distribuir
com os seus próprios irmãos do caminho terrestre,
convertendo-se em fulcro de alegria e paz,
esperança e fé para quantos se lhe aproximem do coração.



Chico Xavier / Emmanuel (espírito)

segunda-feira, 18 de março de 2013

Espiritismo e Espiritualismo



Existem na vida da gente situações as mais importantes, que precisam ser  observadas sempre. Dentre elas, está a nossa crença.
 Todas as criaturas humanas têm a sua crença. Independentemente  de que seja uma crença religiosa, uma crença filosófica, uma crença esportiva, a crença na Humanidade. Todos temos uma crença.
Mas, vamos nos situar no universo da crença religiosa. As criaturas que são religiosas na Terra, por razões variadas, se multiplicaram em grupos os mais distintos. Em geral, todos esses grupos acreditam na existência de um Criador para a vida. Na existência de Deus. Todos esses grupos admitem que, independente de Deus, também podem acreditar na existência das criaturas Divinas, das criaturas de Deus, os seres espirituais.
Em alguns grupos de crença de fé, esses seres são chamados de almas. Em outros grupos são conhecidos como Espíritos. Dessa maneira, vale a pena pensar o quanto se distribui a Humanidade em termos de crença. Quanta crença existe na Humanidade.
Existem aqueles que admitem que o indivíduo, quando nasce, tenha a alma forjada na hora em que o corpo vai nascer. Para cada corpo novo, a Divindade cria uma alma -  a doutrina dogmatista.
Mas há aqueles outros que creem que a alma existe desde todo o sempre, criada por Deus  e que, quando o corpo nasce, a alma não está sendo criada junto com o seu nascimento. É uma alma velha que passa a habitar um corpo novo.
As mais variadas doutrinas espiritualistas admitem que haja uma alma habitante do corpo físico, de um corpo humano como é o nosso.
Naturalmente, nós poderíamos perguntar se, no reino animal também poderíamos pensar em uma alma para cada animal. Sim, podemos. Só que, como os animais fazem parte do reino dos seres irracionais, costumamos chamar de princípios espirituais ou de Espíritos que se ensaiam para a vida humana.
Sem que nos importemos com essa classificação nos reinos inferiores ao reino humano, dentro das classificações espirituais que os religiosos dão, verificamos que cada grupo religioso tem  a sua gama de interpretações.
O que distingue as diversas crenças espiritualistas são as suas interpretações. E quando dizemos espiritualistas, queremos afirmar que todas as crenças que admitem que, além da matéria existe um ser espiritual, uma alma ou algo que escapa ao fenômeno da morte, essa crença será chamada de espiritualista. Esse indivíduo que sobrevive à morte do corpo é tido como um Espírito, uma alma ou que nome outro se lhe deseje dar.
Dessa maneira então, acreditamos em Deus, na Sua existência como Criador não criado de todo o Universo, cujos nomes variam de povo para povo, de cultura para cultura e não nos importe se Deus seja chamado assim, como nós O chamamos, Deus; se seja chamado de Alá, de Yaweh, de Natura Naturans. Não nos importará o nome pelo qual Deus seja chamado, desde que essa Entidade, que tudo tenha criado, seja de fato concebida por nós, entendida por nós, como sendo o Criador de tudo. Esse Criador de tudo será o nosso Deus.
Desse modo, crer em Deus, crer na existência de seres espirituais, de almas, caracteriza o espiritualismo. Todas as religiões são por isso mesmo espiritualistas. Desse modo, não temos porque ter preconceitos uns contra  outros, se todos admitimos a existência do Criador e, como consequência dessa existência, os Seus seres, as Suas criações humanas, as Suas criações espirituais.
Então, aqueles que são católicos romanos, protestantes, evangélicos, reformados, budistas, taoístas, espiritistas, umbandistas, candomblezistas, judeus, islâmicos, todos são espiritualistas. Vale a pena pensar nisso, para que vejamos que há muito mais coisas em comum entre nós do que imaginamos.
*   *   *
Quando falamos que temos muito mais pontos em contato do que possa parecer, é verdade. É mais sério do que pensamos.
Às vezes, ficamos a refletir por que é que os religiosos têm o costume de brigar, desde todos os tempos da Humanidade. Desde que se formaram dois grupos de interpretações diferentes e que foram chamados de crenças, de religiões, etc... já estão os grupos a se engalfinhar. E isso demonstra quão pequena é a maturidade das criaturas humanas que nós formamos.
Estamos falando de Deus, o Autor não criado de todas as autorias, o Criador não criado de todas as criações, nada obstante não conseguimos captar a Sua grandeza ainda. Estamos disputando território, estamos disputando terreno com aqueles que interpretam a existência desse Criador de maneira diferente da nossa.
Imaginemos se, diante de um daltônico, que olhasse uma cor vermelha e jurasse que era verde, se nos engalfinhássemos com ele. Teremos que perceber, que saber, que ele é daltônico, e onde ele vê verde, nós estamos vendo vermelho ou vice-versa, ou outras correlações que possam ser feitas pelo daltônico. Desse modo, não há nenhum sentido em vermos religiosos se engalfinhando.
Pelo mundo afora encontramos as guerras, verdadeiras guerras entre aqueles que acreditam em Alá e aqueles que acreditam em Jeová; os que acreditam em Deus, os que acreditam em Alá. Desse modo, onde pretendemos chegar com a nossa religião?
O espiritualismo forma a generalidade da nossa crença. Todas as crenças religiosas são espiritualistas mas, dentre essas crenças espiritualistas, no século XIX, apareceu em Paris uma delas, que passou a ser chamada  Espiritismo.
No dia 18 de abril de 1857, foi publicado um livro notável, no Palais Royal, na antiga Galérie d' Orléans, intitulado: O Livro dos Espíritos. Vinha assinado por um autor até então desconhecido. Esse autor era Allan Kardec.
Mais tarde pudemos saber que Allan Kardec era o pseudônimo de um notabilíssimo professor francês chamado Hippolyte Léon Denizard Rivail, nascido em Lyon, criado na Suíça Francesa, na cidade de Yverdon-les-Bains e discípulo de um dos mais notáveis pedagogos de todos os tempos na Europa, que foi o notável Johann Heinrich Pestalozzi. Pestalozzi, que todos os professores conhecem.
Ora, esse Allan Kardec trouxe-nos organizadamente os princípios espiritualistas que vieram formar o que  se convencionou chamar, com ele, de Espiritismo.                                                                                                                                         
Muita gente tem medo da palavra, mas é uma palavra como outra qualquer, criada exatamente para afirmar que é a Doutrina dos Espíritos. Ismo, significando Doutrina. Dos Espíritos. Como falamos em materialismo - doutrina da matéria. Taoísmo -  a doutrina do Tao.
Desse modo, o Espiritismo trazia nos seus pontos fundamentais algo muito importante para nós que estudamos o espiritualismo.
Apresenta o Espiritismo cinco pontos fundamentais, a saber: a existência de Deus. Muita gente pergunta, ou se pergunta, se os espiritistas acreditam em Deus. Ora, se o seu primeiro fundamento, o primeiro fundamento da Doutrina dos Espíritos é a existência de Deus,  natural é refletir que os espiritistas admitem a existência de Deus.
Não apenas acreditam nela, mas têm uma certeza da existência desse Criador não criado, dessa Inteligência Suprema do Universo.
E essa visão espiritista de Deus é uma visão que todas as religiões podem assimilar. Por quê? Porque Deus sendo a Inteligência Suprema do Universo, qual é a religião que fala diferentemente disso? Qual é a religião que fala contrariamente a isso?
Dessa maneira, podemos bem aquilatar o quanto é importante a existência de Deus. Porque é o fundamento de todos os fundamentos.
Daí nasce o segundo princípio da Doutrina Espírita, que é a existência e a Imortalidade da alma. Todos somos existentes, mas também somos Imortais. O fato de sermos Imortais é algo importantíssimo, no contexto das nossas vidas. Morremos, mas não desaparecemos com a morte.
Ao lado disso, chegamos ao terceiro princípio da Doutrina Espírita, a pluralidade das existências. Somos Imortais, e temos que evoluir ao infinito como propôs Jesus Cristo, dizendo o Mestre, que deveríamos ser perfeitos como perfeito é nosso Pai Celestial. Esse direcionamento que Cristo nos aponta é para que saibamos que precisamos evoluir. A pluralidade das existências é a estância que nos permite galgar esse progresso.
Ao lado disso, a pluralidade dos mundos habitados, mostrando que não é somente o nosso planeta o único mundo habitado nesse Universo inteiro.
E por fim, a comunicabilidade dos Espíritos. Daí, vemos como é importante sermos espiritualistas. E a Doutrina dos Espíritos é uma digna representante do espiritualismo universal.

       Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 95, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.
Programa gravado em agosto de 2007. Exibido na CNT, Canal 6, Curitiba e Canal 7, Londrina, no dia 30 de março de 2008.
Disponível no DVD Vida e Valores, v. 3, ed. Fep.
Em 04.01.2010..


sábado, 16 de março de 2013

O QUE É ESPIRITISMO



A palavra espiritismo foi criada por Allan Kardec, para designar a doutrina que ele codificou.

Foi empregada pela primeira vez no Livro dos Espíritos, onde lê-se: "Para as coisas novas necessitam-se de palavras novas, assim é necessário a clareza de linguagem para evitar a confusão inseparável do sentido múltiplo dos mesmos vocábulos.

As palavras espiritual, espiritualista, espiritualismo têm uma acepção bem definida [...]”.

Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo; quem crê haver em si outra coisa que a matéria, é espiritualista. Mas não se segue daí que crê na existência dos espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível.

Em lugar das palavras espiritual, espiritualismo, empregamos para designar esta última crença, as de espírita e de espiritismo.“[...]

Diremos, pois, que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípios as relações do mundo material com os espíritos ou seres do mundo invisível.

Os adeptos do Espiritismo serão espíritas ou, se o quiser, os espiritistas.

"Desta forma, embora hoje as pessoas empreguem a palavra espiritismo de maneira equivocada, confundindo com as religiões de origem africana simplesmente pelo fato de elas acreditarem na comunicação com os espíritos e na reencarnação, e embora se fale em Espiritismo Kardecista objetivando fazer diferenciação entre a doutrina que professamos e outras doutrinas, seitas e religiões espiritualistas, a verdade é que somente existe um espiritismo, aquele codificado por Allan Kardec.

Procurando dar uma noção inicial sobre o objeto de nosso estudo, podemos dizer que o Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos Superiores, através de médiuns, e organizada (codificada) por um educador francês, conhecido por Allan Kardec.

 
O Espiritismo é, ao mesmo tempo, filosofia, ciência e religião.
Filosofia - porque dá uma interpretação da vida, respondendo a questões como "de onde eu vim?", "o que faço no mundo?", "para onde irei depois da morte?", Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia.


Ciência - porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais. Todos os fenômenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação científica. Não existe sobrenatural no Espiritismo.


Religião - porque tem por objetivo a transformação moral do homem, revivendo os ensinamentos de Jesus Cristo, na sua verdadeira expressão de simplicidade, pureza e amor. Uma religião simples, sem sacerdotes, cerimoniais e nem sacramentos de espécie alguma. Sem rituais, culto a imagens, velas, vestes especiais, sem manifestações exteriores.



Fonte: http://www.nossolar-chapeco.org.br/nl/index.php?option=com_content&task=view&id=35&Itemid=49#2.O_QUEEO_ESPIRITISMO

REFLEXÃO...


ESPIRITISMO BÁSICO



QUEM SOMOS NÓS? Espíritos imortais.

DE ONDE VIEMOS? Do plano espiritual.

PARA ONDE VAMOS APÓS DESENCARNARMOS? Retornaremos para o plano espiritual.

O QUE ESTAMOS FAZENDO AQUI OU POR QUE REENCARNAMOS? Estamos aqui ou reencarnamos para evoluir.

O QUE DEVEMOS FAZER PARA EVOLUIR? Devemos seguir o conselho de Jesus: “Amem a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.

COMO AMAR DEUS E O PRÓXIMO COMO A NÓS MESMOS? Jesus nos coloca como ponto de referência por que: Quem se ama preserva a saúde. Quem se ama não bombardeia o seu corpo com elementos nocivos, nem o espírito com a ira, a inveja, o ciúme, a vingança, o ódio, etc. Quem ama a Deus acima de todas as coisas, respeita toda sua criação e suas leis. Respeita seus semelhantes porque sabe que todos fomos criados por Ele e que Ele a todos nos ama.

MAS, COMO FAZER ISSO NUMA SÓ VIDA? Não conseguiremos evoluir plenamente numa encarnação apenas. Por isso, reencarnaremos quantas vezes forem necessários para alcançarmos a angelitude.

QUANTAS VEZES JÁ REENCARNAMOS? Cada um de nós foi criado em data diferente. O número de encarnações não é possível saber exatamente. A única certeza é que todos nós já reencarnamos inúmeras vezes e reencarnaremos mais inúmeras vezes pela frente.

É POSSÍVEL DIMINUIR O NÚMERO DE REENCARNAÇÕES? Sim. Dependerá do esforço que o Espírito fizer para vivenciar o bem e de não continuar a vivenciar o mal.

PODEMOS REENCARNAR COMO ANIMAIS? Não. Nossa tendência é evoluir. Se voltássemos como animais seria um retrocesso evolutivo.

POR QUE A DOR E O SOFRIMENTO? A dor e o sofrimento nos ajudam no aprendizado e na evolução.

A DOR E O SOFRIMENTO EXISTEM PARA APRENDERMOS E EVOLUIRMOS? Não. A dor e o sofrimento só existem porque não exercitamos o amor, a lei de amor. A dor não é uma lei, é uma consequência de nossa inconsequência.

ENTÃO, NÃO PRECISAMOS SOFRER PARA EVOLUIR? Não. O apóstolo Pedro disse que “...o amor cobre multidões de erros...”, ou seja, ao invés de pagar sofrendo, podemos pagar amando.

ESPÍRITA CASA-SE NO TEMPLO RELIGIOSO? Não. O casamento espírita é só no civil.

ESPÍRITA BATIZA? Não. O Espiritismo não adota ritual. João mergulhava as criaturas nas águas do Jordão, num ato simbólico de batismo, para anunciar a vinda do Cristo e convidar o povo a se arrepender dos seus pecados e, se propor a uma renovação moral. Portanto, para os espíritas, o batismo, foi tão somente um divisor de águas, o marco de uma vida nova. A renovação da alma pertence àqueles que ouviram os ensinamentos do Mestre Divino, e que exercitam através da prática. Pois, muitos recebem notícias do Evangelho, todos os dias, mas somente os que ouvem e praticam estarão transformados. Há muitos batizados cometendo delitos, e há muitos que não são batizados que vivem de maneira cristã. Acreditamos que seremos julgados pelos nossos atos e não por ser ou não batizados.

ESPÍRITA É SUPERSTICIOSO? Não. Como disse Luiz Sérgio no livro "Cascata de Luz": "O homem cultiva a superstição quando o seu espírito está fraco de fé e de conhecimento."

ESPÍRITA ACENDE VELA? Não. Vela não ajuda em nada os desencarnados, mas sim a prece.

O QUE O ESPIRITISMO NÃO ADOTA? O Espiritismo não tem dogmas, não tem rituais, não adota em suas reuniões e em suas práticas qualquer tipo de paramentos ou vestes especiais, cálice com vinho ou bebidas alcoólica, incenso, mirra, fumo, altares, imagens, andores, velas, procissões, trabalhos espirituais, talismãs, amuletos, sacrifício animal, santinhos, administração de indulgências, confecção de horóscopos, exercício da cartomancia, quiromancia, astrologia, numerologia, cromoterapia, pagamento de promessas, despachos, riscos de cruzes e pontos, não tem curas espirituais com cortes, fórmulas mágicas para resolver problemas sentimentais, financeiros, etc.

QUAIS OS PRINCÍPIOS DA DOUTRINA ESPÍRITA? Os princípios da Doutrina Espírita são: A pluralidade das existências, a preexistência do espírito antes do nascimento e a continuação da vida após a morte, a intercomunicação entre encarnados e desencarnados, recompensas e penas, não como premiação e castigo divino, mas conseqüência natural dos atos praticados (Lei de Causa e Efeito).

O QUE O ESPIRITISMO PROIBE OU É CONTRA? O Espiritismo não é contra nada e não proíbe nada. Costumamos dizer que não somos a favor de certas coisa. Quando dizemos ser contra nos colocamos numa posição de imposição. E como somos a favor do livre arbítrio, não devemos ser contra ou proibir nada. O Espiritismo usa a fala de Paulo para nos orientar: “Podemos tudo, mas nem tudo nos convém.” Portanto, a doutrina espírita nos mostra as conseqüências de nossos atos, a cobrança deve vir de nossa consciência.

UMBANDA, QUIMBANDA E CANDOMBLÉ SÃO ESPIRITISMO? Não. Muitos dizem ser “kardecista” para distinguir da Umbanda, etc. Mas, quando respondemos "sou kardecista" estamos afirmando que o Espiritismo se divide com várias denominações, o que não é verdade. Muitos dizem, por exemplo: “alto espiritismo, espiritismo de mesa branca, linha Kardecista, Espiritismo do Bem, etc.” Mas Espiritismo é um só. Centro Espírita só os que seguem a Doutrina dos Espíritos. As outras religiões que usam o nome de "Centro Espírita" e divergem dos ensinamentos dos Espíritos que estão nas obras básicas codificadas por Kardec, não são Centros Espíritas, são Casas Espiritualistas.


ESPÍRITA FAZ PROMESSA? Promessa é troca, barganha, faça isso que eu faço aquilo. Tudo deve ser feito com carinho, amor e sem interesse. Deus, Jesus, os socorristas que trabalham em nome deles não estão interessados em pagamentos, mas sim em fazer o bem e melhorar espiritualmente os encarnados. Os espíritas também pedem coisas em suas preces, mas são orientados a dizer sempre em seus pedidos: “Seja feita a Sua vontade”, porque só Deus sabe o que é melhor para nós.

KARDEC INVENTOU O ESPIRITISMO? Não. Como ele mesmo disse, sua parte na obra, de revelar a Doutrina Espírita foi a de haver coletado, coordenado e divulgado os ensinos trazidos pelos Espíritos (desencarnados) através de vários médiuns.

POR QUE KARDEC É CHAMADO DE "O CODIFICADOR"? Por organizar os ensinos revelados pelos espíritos formando uma coleção de leis (um código) é que Allan Kardec foi chamado “O Codificador”.

QUEM É JESUS PARA O ESPÍRITA? Jesus é para o espírita “o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e de modelo.”

ENTÃO, BUDA, MAOMÉ, ETC., SÃO MENOS ILUMINADOS QUE JESUS? Para nós, espíritas, Jesus é o espírito de maior evolução que já encarnou na Terra. Ele participou da formação de nosso planeta. Então, acreditamos que, todos estes espíritos iluminados, foram mandados por ele à Terra para difundir as leis divinas.

 

Aprender e Retificar



Não há experiência sem preço.

Tudo na vida corresponde a certo resultado.

Por isso mesmo, conhecemos no mundo o verbo aprender e o verbo retificar.

A escolha determina o trabalho.

O trabalho mede as qualidades do espírito.

Um homem demandará um diploma universitário que lhe confira direito ao exercício nessa ou naquela profissão liberal.

Com semelhante desígnio, porém, não atinge a meta à custa de expectação e votos ardentes.

O programa a concretizar-se requer estudo, com larga despesa de atividade e atenção.

Anos a fio são gastos naturalmente em disciplina, até que a láurea lhe consagre a tarefa.

É isso verdadeiramente aprender.

Mas, se o profissional abusa do título conquistado para ferir os outros, é justo assuma compromissos perante a vida que somente no labor da expiação conseguirá redimir.

Temos aqui o reajuste em ação, compelindo a criatura a genuíno retificar.

Diante do sofrimento, é imperioso esquecer a antiga noção do crime e castigo, porquanto a evolução não aparece na calha da gratuidade.

Refazimento é reequilíbrio.

Toda educação pede renúncia e todo aprimoramento roga serviço.

A paz verdadeira nunca foi prêmio à ociosidade.

Todas as grandes realizações clamam por grandes lutas.

Em razão disso, se é certo que ressarciremos com mais trabalho os benefícios da vida de que estejamos abusando, é preciso saibamos escolher, com determinação e firmeza, o caminho do esforço máximo na exaltação do bem, a fim de que sejamos considerados, perante a Lei, na condição de operários fiéis ao salário da Eterna Luz.


(Emmanuel, do Livro "Nascer e Renascer", Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 13 de março de 2013

REFLEXÃO...




Deus te dará a força


Se muitas vezes trilhar os caminhos difíceis

da vida te parece pedregoso para os teus 

pés cansados, compreenda que só as dificuldades

nos ensinam a viver com critério.


Quem conhece adversidades do dia a dia

torna-se mais hábil na descoberta das soluções.


Não se deixe abater pela fase menos feliz

que insiste em deter os teus passos.


As dificuldades da estrada  não vão durar para sempre.

Se a tempestade de obstáculo se faz ameaçadora

com trovões e relâmpagos que te assustam

mantém dentro do coração acesa a lâmpada

do otimismo e da coragem.


E quando o vendaval terminar se quer

haverá de lembrar do caminho de dificuldades

experimentada. Por mais que os problemas

pareçam negros e sem solução

lembre que o céu é permanentemente  azul

e não deves descartar o azul da confiança

em teu coração.


Deus te dará a força!




terça-feira, 12 de março de 2013

O REPOUSO ETERNO


Repouso eterno: o consolo que não consola 

 

 "Semeia-se corpo animal e se colhe corpo espiritual" Paulo (1 Cor. 15:44)

Quando alguém morre, para consolo dos familiares e entes queridos, muitos dizem que a pessoa “descansou”. A posição do corpo carnal, com olhos fechados e sem movimento, dá aos que ficam uma impressão de “sono”.  Entretanto, quando dormimos, “treinamo-nos para a morte”, pois parcialmente nos desprendemos do corpo. Aí sim descansamos o corpo, mas o espírito está muitas vezes em ação na espiritualidade. Em que pese a força do hábito ou a falta do que dizer nesta hora da separação, a idéia do repouso eterno não resolve o problema da dor e não representa consolação. A pessoa querida, então, teria vivido uma história de amor, de lágrimas e alegrias para depois nunca mais se lembrar de nada? Pensar sobre a morte e o pós-morte ajuda a dar sentido para a vida na Terra. Nos torna mais realistas e redimensiona as prioridades de nosso cotidiano. Lembrar que vamos morrer intensifica o valor da oportunidade de viver, remetendo-nos à eternidade de nossa existência. Na Revista Espírita achei um artigo que, de forma muito bonita, trata deste assunto. Está em uma publicação de 1865, em texto em que o espírito Sonnez vem ao seu testemunho, com certo tom de ironia, indignação e sabedoria. Coloco aqui este verdadeiro manifesto contra o repouso eterno e contra o materialismo.



O repouso eterno
(Sociedade de Paris, 13 de outubro de 1865 – Médium: Sr. Leymarie)
Quando deixei o invólucro terreno, pronunciaram vários discursos sobre o meu túmulo, impregnados todos pela mesma idéia.
Sonnez, meu amigo, ides gozar do repouso eterno.
Alma, dizia o padre, repousai na contemplação divina.
Amigo, repetia o terceiro, dorme em paz, após uma vida de tantas realizações.
Enfim, era o repouso eterno contínuo, que ressaltava do fundo de tantos adeuses comoventes.
O repouso eterno! Que entendiam por esta expressão e pelas mesmas palavras continuamente repetidas, cada vez que um homem desaparecia na Terra e ia para o desconhecido?
Ah! meus amigos, dizeis que repousamos. Estranho erro! compreendeis o repouso à vossa maneira.
Olhai ao redor de vós: existe repouso? Neste momento as árvores vão despojar-se de seus envoltórios  encantadores; tudo geme nesta estação; a Natureza parece preparar-se para a morte e, no entanto, se se procurar, achar-se-á a vida em preparação sob essa morte aparente; tudo se depura nesse grande laboratório terrestre: a seiva e a flor, o inseto e o fruto, tudo
que deve adornar e fecundar.
Esta montanha, que parece ter uma imobilidade eterna, não repousa. As moléculas infinitas que a compõem realizam um trabalho enorme; umas tendem a se agregar, outras a se separar; e essa lenta transformação inicialmente causa espanto e depois admiração ao pesquisador que acha em tudo instintos diversos e mistérios a explorar.
E se a Terra assim se agita em suas entranhas, é que esse grande cadinho elabora e prepara o ar que respirais, os gases que devem sustentar a Natureza inteira.
É que ela imita os milhões de planetas que percebeis no espaço, e cujos movimentos diários, o trabalho contínuo, obedecem à vontade soberana.
Sua evolução é matemática, e se encerram outros elementos além dos que
vos fazem agir, ide! crede-o, esses elementos trabalham a sua depuração, a sua perfeição. Sim, a sua perfeição; porque é a palavra eterna.
A perfeição é o objetivo e, para alcançá-lo, átomos, moléculas, seiva, minerais, árvores, animais, homens, planetas e Espíritos se empenham nesse movimento geral, que é admirável por sua diversidade, pois é harmonia. Todas as tendências visam ao mesmo objetivo, e esse objetivo é Deus, centro de toda atração.
Depois de minha partida da Terra, minha missão não está realizada. Busco e trabalho todos os dias; meu pensamento alargado abarca melhor o poder dirigente; sinto-me melhor fazendo o bem e, como eu, legiões inumeráveis de Espíritos preparam o futuro. Não acrediteis no repouso eterno! Os que pronunciam tais palavras não lhes compreendem o vazio. Vós todos que ouvis, podeis aniquilar o pensamento, forçá-lo ao repouso?
Oh! não; a vagabunda procura e procura sempre e não desagrada aos amáveis e úteis charlatães, que negam o Espírito e o seu poder. O Espírito existe, nós o provamos e o provaremos melhor quando chegar a hora. Nós lhes ensinaremos, a esses apóstolos da incredulidade, que o homem não é o nada, uma agregação de átomos reunidos ao acaso e destruídos da mesma forma. Nós lhes mostraremos o homem radiante por sua vontade e seu livre-arbítrio, senhor de seus destinos
e elaborando na geena terrena o poder da ação necessária a outras vidas, a outras provas.
SONNEZ
Fonte: Revue Spirite (Revista Espírita) – novembro de 1865, “Dissertações
Espíritas”. 2. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. p. 467-469.

sábado, 9 de março de 2013

Nem Castigo, nem Perdão



Nem Castigo, Nem Perdão






 
Um dos maiores temores que vibram no coração do homem é o medo do castigo divino.

Convivendo com a possibilidade de que Deus possa se ofender e castiga-lo por suas faltas, o indivíduo sofre e se divide entre o amor e o temor de Deus.

Atribuindo ao Criador os mesmos vícios que ainda possui, o ser humano teme ser castigado a qualquer momento por um Deus caprichoso e cruel que está sempre à procura de defeitos para se vingar, impondo-nos sofrimentos.

Paulo, o apóstolo, se manifestou a respeito desse tema dizendo o seguinte:
“Gravitar para a unidade divina, eis o fim da humanidade.
 
Para atingi-lo, três coisas são necessárias: a justiça, o amor e a ciência. Três coisas lhe são opostas e contrárias: a ignorância, o ódio e a injustiça.


Pois bem! Digo-vos, em verdade, que mentis a estes princípios fundamentais, comprometendo a ideia de Deus, exagerando lhe a severidade.


Duplamente a comprometeis, deixando que no espírito da criatura penetre a suposição de que há nela mais clemência, mais virtude, amor e verdadeira justiça, do que atribuis ao ser infinito.

 
Quem é, com efeito, o culpado? É aquele que, por um desvio, por um falso movimento da alma, se afasta do objetivo da criação, que consiste no culto harmonioso do belo, do bem, idealizados pelo arquétipo humano, pelo Homem-Deus, por Jesus-Cristo.


Que é o castigo? A consequência natural, derivada desse falso movimento; uma certa soma de dores necessária a desgosta-lo da sua deformidade, pela experimentação do sofrimento.


Assim, o que se chama castigo é apenas a consequência das leis naturais.


É graças à dor física que a criatura procura o remédio para sua enfermidade. É graças ao sofrimento moral que a alma busca a própria cura.



O sofrimento só tem por finalidade a reabilitação, o retorno do aprendiz ao caminho reto.
Como podemos perceber, o mal não é de essência divina, é gerado pelas criaturas, ainda imperfeitas.


O sofrimento não é imposto por Deus como castigo, é o efeito natural do falso movimento da criatura, e que a estimula, pela amargura, a se dobrar sobre si mesma, a voltar ao objetivo traçado pelas leis divinas, que é a harmonia.


E essas leis são justas, imparciais e amorosas. Um exemplo disso acontece quando um homem, enlouquecido, assassina várias pessoas, foge e, na fuga, se fere profundamente.


O que acontece com seu organismo? Suas células, obedecendo a lei natural, começam imediatamente a se movimentar para estancar o sangue, cicatrizar a ferida e expulsar os germes que causam infecção.


Se Deus quisesse castiga-lo, derrogaria suas próprias leis e faria com que as células desse indivíduo não trabalhassem a seu favor, mas se rebelassem e o deixassem morrer. Afinal, ele é um criminoso!


Mas não é isso que acontece. As leis divinas seguem naturalmente seu curso. O sol brilha, incansável, sobre justos e injustos, sem se importar com o que acontece sob sua luz.


A chuva cai sobre a mansão e sobre o casebre. O frio fustiga a pobres e ricos. As catástrofes naturais arrebatam sábios e ignorantes, velhos e crianças, fortes e fracos.


Por todas essas razões devemos entender que o Criador não derroga suas próprias leis para nos punir ou para nos premiar.


As nossas ações é que geram efeitos sobre essas leis. As boas ações geram efeitos positivos, e as infrações às leis geram efeitos desajustados.


Nada mais justo do que esta sentença: “a cada um segundo suas obras.”


Nem castigo, nem perdão. Deus não castiga porque suas leis são de amor, e não perdoa porque jamais se ofende.


Pensemos nisso, e busquemos atender essas leis soberanas que estão inscritas em nossa própria consciência. 




Autor: Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita (www.momento.com.br), com base no item 1009 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

Reflexão...


JESUS


JESUS




Diversos convidados falando de  JESUS