Eternidade

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Considerações a respeito do Princípio Material e Princípio Inteligente




CONCEITOS BÁSICOS:   

Este estudo visa demonstrar que, embora no início da codificação os Espíritos tenham negado a possibilidade de conhecimento pelo homem do princípio das coisas, na continuidade revelaram em várias oportunidades a evolução do princípio espiritual junto ao princípio material.
 
        LE- 17. É dado ao homem conhecer o princípio das coisas?
         “Não, Deus não permite que ao homem tudo seja revelado neste mundo.”

Livro dos Espíritos, questões 27 e 79:   Há dois elementos gerais no Universo:
a)- matéria (elemento material)
b)- Espírito (elemento inteligente) e, acima de tudo
c)- Deus, que opera através de suas imutáveis e soberanas Leis Naturais.

Acresce ao elemento material o fluido universal, que dele se distingue por propriedades especiais.  Está colocado entre o Espírito e a matéria, e, sob a ação do Espírito, produz a infinita variedade das coisas das quais conhecemos apenas uma mínima parte. O fluido universal, sob a ação do elemento inteligente, é responsável  pela coesão e as qualidades gravitacionais da matéria


 Pode-se deduzir que a matéria, tal como a conhecemos,  representa o estado mais condensado do fluido universal


FLUIDOS (Extraído do texto de Jacob Melo

Popularmente falando, designamo-lo como sendo a fase não sólida da matéria, a qual pode se apresentar em quatro subfases: pastosa, líquida, gasosa e radiante, tendo sido esta ultima apresentada à Ciência por um dos seus mais eminentes sábios, o inglês Sir William Crookes.

É o fluido não apenas algo que se move a exemplo dos líquidos ou gases, mas a essência mesma desses líquidos, gases e de todas as matérias, inclusive aqueles ainda inapreensíveis por nossos instrumentos físicos ou mesmo psíquicos.

Léon Denis, assimilando as teorias dos Espíritos, explicitou que "A matéria, tornada invisível, imponderável, se encontra sob formas cada vez mais sutis, que denominamos "fluidos". À medida que se rarefaz, adquire novas propriedades e uma capacidade de irradiação sempre crescente; toma-se uma das formas de energia"

André Luiz - "Mas no plano espiritual - continua ele -, o homem desencarnado vai lidar, mais diretamente, com um fluido vivo e multiforme, estuante e inestancável, (...) absorvido pela mente humana, em processo vitalista semelhante à respiração, pelo qual a criatura assimila a força emanente do Criador, esparsa em todo o Cosmo, transubstanciando-a, sob a própria responsabilidade, para influenciar na Criação, a partir de si mesma. - Esse fluido é seu próprio pensamento contínuo, gerando potenciais energéticos.

Do que assimilamos das modernas teorias físicas, os conceitos de "campos energéticos" e "campos de força" são aqueles que melhor enquadram o sentido que os Espíritos e Kardec quiseram emprestar ao termo fluido (pelo menos no que se refere à sua abrangência) pois por "campo" não se entenderia uma força unilateral, mas, uma dinâmica multidirecional. Exemplificando, seria como quando acendemos uma vela numa sala escura; a chama, que tem seu foco restrito e localizado, ilumina uma zona que lhe é o "campo" peculiar, não se restringindo esse "campo" à labareda mas à sua ação iluminativa ou, ainda, ao alcance calórico de suas irradiações térmicas.
...definiremos o meio sutil em que o Universo se equilibra como sendo o Fluido Cósmico ou Hálito Divino, a força para nós inabordável que sustenta a Criação" ...um verdadeiro "campo energético" pleno de elementos transformáveis, adaptáveis, expansíveis, contráteis, manipuláveis enfim.  

André Luiz: - trata-se do "Plasma divino, hausto do Criador ou força nervosa do Todo-Sábio. Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano" 14 "Nessa substância original, ao influxo do próprio Senhor Supremo, operam as Inteligências Divinas a Ele agregadas, em processo de comunhão indescritível, (...) extraindo desse hálito espiritual os celeiros da energia com que constroem os sistemas da Imensidade.. "

(Questões 606/607):-   Emanam do mesmo  princípio  inteligente a alma dos animais e do homem.
 Assim a alma do homem representa o resultado da elaboração  do princípio inteligente dos seres inferiores da criação,
Nos seres inferiores o princípio inteligente se elabora e pouco a pouco se individualiza, semelhante à germinação, até sofrer uma transformação, tornando-se Espírito. “Entra então no período da humanização, começando a ter consciência do seu futuro, capacidade de distinguir o bem do mal e a responsabilidade dos seus atos.


Questão 728:
a)- As criaturas são instrumentos de que Deus se serve para chegar aos fins que objetiva.
(Para se alimentarem, os seres vivos reciprocamente se destroem, sendo visado um duplo fim: manutenção do equilíbrio na reprodução, que poderia tornar-se excessiva, e utilização dos despojos do invólucro exterior que sofre a destruição.
Esse invólucro é simples acessório e não a parte essencial do ser pensante  ( princípio inteligente ), que não se pode destruir e se elabora  nas metamorfoses diversas por que passa”.  

Questão 585,( reinos da Natureza ), Kardec observa:
“Esses quatro graus apresentam, com efeito, caracteres determinados, muito embora pareçam confundir-se nos seus limites extremos. A matéria inerte, que constitui o reino mineral, só tem em si uma força mecânica. As plantas, ainda que compostas de matéria inerte, são dotadas de vitalidade. Os animais, também compostos de matéria inerte e igualmente dotados de vitalidade, possuem, além disso, uma espécie de inteligência instintiva, limitada.  O homem, tendo tudo o que há nas plantas e nos animais, domina todas as outras classes por uma inteligência especial, indefinida, que lhe dá a consciência do seu futuro, a percepção das coisas extramateriais e o conhecimento de Deus.”

Escala dos seres orgânicos

- Início da escala:- os zoófitos (animais-planta), que têm a aparência exterior da planta, mantém-se preso ao solo, mas como o animal, a vida nele se acha mais acentuada: tira do meio ambiente a sua alimentação.

- As plantas e os animais têm em comum: nascem, vivem, crescem, nutrem-se, respiram, reproduzem-se e morrem. Necessitam de luz, calor, água, ar puro. Enquanto as plantas se mantém presas ao solo, os animais, um degrau acima, se movimentam, como os pólipos; após o início do desenvolvimento dos órgãos, atividade vital e instintos  estão os helmintos, moluscos (lesma, polvo, caracol, ostra), crustáceos (caranguejo, lagosta), insetos (em alguns dos quais se desenvolve o instinto engenhoso,  como nas formigas, abelhas, aranhas). Segue-se a ordem dos vertebrados (peixes, répteis, pássaros) e os mamíferos (organização mais complexa).

. Pólipo
.
Anêmona ao fundo e dois peixes palhaço.
Anêmona ao fundo e dois peixes palhaço.
Os pólipos são os indivíduos, geralmente sésseis, dos animais invertebrados do filo Coelenterata ou Cnidaria, que inclui os corais e as anêmonas-do-mar.
Esta forma pode ocorrer no estágio larval, por exemplo, nas medusas, mas também pode corresponder aos indivíduos adultos, como nos tipos referidos acima.
Todos os pólipos possuem células urticantes em seus tentáculos, usadas para imobilizar pequenas presas, têm uma constituição simples, com apenas um abertura, ou boca, e apenas duas camadas de células constituindo a parede de seus corpos.
Coral
Coral
Nos corais, cada pólipo constrói uma estrutura calcária onde se aloja e vive em conjunto com uma alga que se chama zooxantela. Esta alga simbiótica é responsável pelas cores que observamos nos corais como verde, amarelo, azul, lilás, castanho e outras.
Quando os pólipos morrem, novos pólipos crescem por cima dos esqueletos de calcário que ficam. Assim, quando vemos um recife de coral, apenas a fina camada superficial é que é constituida por pólipos vivos.
Alguns pólipos chegam a medir 20 cm de diâmetro, tal como o coral cogumelo, e a viver independentemente. No entanto, a maior parte dos pólipos são muito pequenos (menos de um cm de diâmetro) e constituem colónias de muitos pólipos juntos tal como a Acropora ramificada. Um kg de coral pode ter mais de 80.000 pólipos.

O lugar das esponjas na árvore dos seres vivos foi, durante muito tempo, objeto de controvérsia.  Segundo trabalhos recentes, esses organismos seriam os representantes mais antigos dos animais pluricelulares e, além disso, um dos maiores êxitos evolutivos.
        No início do século 19 debatia-se para saber se as esponjas eram de natureza vegetal, animal ou intermediária (falava-se de "zoófitos").

        Alguns consideravam as esponjas os mais simples animais pluricelulares, ou  metazoários. De acordo com essa concepção, as esponjas forneceriam a imagem de uma transição evolutiva: a passagem do estado unicelular ao pluricelular.  Essas idéias um pouco simplistas foram muito discutidas durante o século 20,mas todos os zoólogos reconhecem que as esponjas são de grande interesse para o estudo da aquisição da pluricelularidade.
    
ESPONJAS    As esponjas pertencem ao grupo dos espongiários, ou Porífera, que compreende cerca de 7 mil espécies. 
        A água entra nas esponjas através de uma série de pequenos orifícios inaladores invisíveis a olho nu, os poros, daí o nome Porífera atribuído ao grupo das esponjas.

SCIENTIFIC  AMERICAN - Brasil - ANO 2 N° 17 - Outubro de 2003

 
- Capítulo XI – Gênese (Princípio Espiritual)
 Princípio Espiritual:- Decorre do princípio: "Todo efeito tendo uma causa, todo efeito inteligente há de ter uma causa inteligente".As ações humanas denotam um princípio inteligente, que é corolário da existência de Deus, pois não é concebível a Soberana Inteligência a reinar eternamente sobre a matéria bruta.

O Princípio Espiritual é independente do Princípio Vital: a vida orgânica reside num princípio inerente à matéria, independente da vida espiritual, que é inerente ao espírito.
Independe também do fluído universal, tendo existência própria e sendo, juntamente com o princípio material, os dois princípios constitutivos do universo.
O princípio vital é a força motriz dos corpos orgânicos. Ao mesmo tempo em que o agente vital estimula os órgãos, a ação deles mantém e desenvolve a atividade do agente vital, quase do mesmo modo como o atrito produz o calor".

VIDA (Jacob Melo) - a vida vem por ação do princípio vital, o qual, por dedução direta, é um "campo". Sendo "princípio" definido como "qualquer das causas naturais que concorrem pata que os corpos se movam, operem e vivam", vemos que o princípio vital é o "toque mágico" propiciador da vida, o "interruptor" vital que faz a interligação de um "campo" específico chamado "fluido vital" com elemento(s) proveniente(s) de outro "campo" (Principio Espiritual). Isto é interessante seja notado pois podemos ter, como temos, fluidos vitais dispersos, latentes, acumulados mesmo, nos grandes campos do fluido cósmico, sem que ali se dê a vida propriamente dita; é que aí ainda estaria faltando a "combinação" ou "interação" desses dois campos entre si a qual só se dá ante a ação do "princípio vital".

A vida, portanto, como "efeito" decorrente de um agente (princípio vital) sobre a matéria (fluido cósmico), tem, por sustentação, a matéria e o princípio vital em estado de interação ativa, de forma continua.

O fluido vital, quando o organismo vive, está ativado pelo princípio vital que dá àquele e a todas as suas partes "uma atividade que as põe em comunicação entre si, nos casos de certas lesões, e normaliza as funções momentaneamente perturbadas. Mas, quando os elementos essenciais ao funcionamento dos órgãos estão destruídos, ou muito profundamente alterados, o fluido vital se torna impotente para lhes transmitir o movimento da vida, e o ser morre.

O elemento espiritual individualizado constitui o Espírito, enquanto que o elemento material forma os diferentes corpos da natureza, orgânicos e inorgânicos. Todos os Espíritos são criados simples e ignorantes, com igual aptidão para progredir por esforço próprio, através do trabalho imposto a todos até atingir a perfeição. Todos são igualmente objeto da solicitude divina, não havendo quaisquer favorecimentos.

-Os mundos materiais fornecem aos Espíritos elementos de atividade para o desenvolvimento de suas inteligências.

- Gênese Cap.VI – Item 19 - A criação universal, ( Espírito Galileu ):
“Aos que desejem religiosamente conhecer e se mostrem humildes perante Deus, direi... o seguinte: O Espírito não chega a receber a iluminação divina, que lhe dá, simultaneamente com o livre-arbítrio e a consciência, a noção de seus altos destinos, sem haver passado pela série divinamente fatal dos seres inferiores, entre os quais se elabora lentamente a obra da sua individualização. Unicamente a datar do dia em que o Senhor lhe imprime na fronte o seu tipo augusto, o Espírito toma lugar no seio das humanidades.”

- Leon Denis, “O problema do ser, do destino e da dor” pág. 122/123:
Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha;  só no homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente;

Jorge Andréa (autor contemporâneo dedicado a estudos científicos no campo da paranormalidade, evolução, psiquiatria) - “Impulsos criativos da evolução  .
 
O Principio inteligente vegetal, mais vivido e experiente de sua fase, despontará nas formas animais, buscando novas afirmações nos instintos. Como os minerais e os vegetais estariam na dependência de um condutor e orientador nas suas expressões planetárias, os animais possuiriam o princípio inteligente, mais avançado e evoluído, como uma alma-grupo de seu reino.(Pág.118)... À medida que as espécies vão perdendo o contacto de colônia, próprio das formas mais simples, vão adquirindo relativa Individualidade e, com isso, o vórtice dinâmico, ... já consegue lapidar..., um verdadeiro núcleo (pequeno EU) . Desse modo a alma-grupo...que dirige colônias minerais, vegetais e primeiros animais, iria apresentando em seu seio, por maturação evolutiva, pequenos fulcros vorticosos, início de afirmações individuais, porém, que ainda não ousam nem podem viver fora da colônia dinâmica  que lhe deu origem e donde se nutrem.  Dessa forma, podemos explicar porque a sociedade dos insetos (caso específico das abelhas e das formigas) instintivamente desenvolvem atividades perfeitas e complexas diante de nossa análise e o homem, com sua maior evolução espiritual, muitas vezes se encontra perdido pelo caminho... (Pág.120).
Pág. 124: (Jorge Andréa cita André Luiz):
“À medida que o princípio espiritual avança na evolução é como se fosse afastando dos determinismos cósmicos e adquirindo diretrizes próprias que o livre-arbítrio pode conceder.  Quanto mais evoluído mais livre e mais responsável; quanto  menos evoluído mais limitado pela Lei e menos responsável.

Conclusões:
 a)- aceitação -  teoria da dualidade: Elemento Espiritual/Elemento material criados simultaneamente por Deus. O Elemento Espiritual,  acumula sempre as experiências adquiridas em seu trajeto até o estado de Espírito, sem jamais retrogradar,  enquanto que a matéria – criada para a manifestação do Elemento Espiritual que a dirige –  está sujeita às transformações, que incluem o nascimento, crescimento, decrepitude e morte com a conseqüente destruição, para formar novas formas manifestadas pelo Espírito em sua trajetória rumo à Perfeição.       
b)- Sendo o Espírito sempre o agente responsável pelos fenômenos que envolvem essa dualidade e que comanda, consciente ou inconscientemente, as ações da matéria, torna-se mais fácil entender, por exemplo:

1)- Formação natural do perispírito, como resultado da atração magnética dos fluidos condizentes com o estágio evolutivo do Espírito, fluidos esses provindos dos mundos em que sucessivamente ele habita;
2)-  a memória das experiências, ou seja, a agregação pelo perispírito de todas as experiências adquiridas na condição de Princípio Inteligente durante toda a escala evolutiva até ao estágio atual, o que proporciona o controle e execução das funções automáticas do corpo humano, como por exemplo a função digestiva, a função auto-regenerativa, o controle da circulação sangüínea, etc.), independentemente do grau de conhecimento que o Espírito encarnado tenha à respeito de tais sábias funções ;
3-)- a transmissão do pensamento e sua ação perante o fluido cósmico;
Pode-se figurar os nossos pensamentos como os sons de um sino, que fazem vibrar todas as moléculas do ar ambiente, tornando-se então audíveis. Assim, o pensamento impulsionado pela vontade do Espírito, produz a vibração mental que repercute no fluido cósmico, desta forma transmitindo-se e podendo ser captado por outros Espíritos, sem verbalização;
4- Criação das formas-pensamento, plasmadas pelo Espírito, como resultado das vibrações no fluido cósmico; 
5-  a formação e manutenção fluídica da aura, assim entendida como emanação do perispírito e do corpo, identificando seu estado de equilíbrio ou desequilíbrio energético.  
-AURA - Fotosfera psíquica, entretecida em elementos dinâmicos, atende à cromática variada, segundo a onda mental que emitimos, retratando-nos todos os pensamentos em cores e imagens que nos respondem aos objetivos e escolhas, enobrecedoras ou deprimentes.(Evolução em Dois Mundos, XVII, André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB).

GLOSSÁRIO –

Fulcro -  Base, fundamento, alicerce.
Vorticoso - Que se movimenta em turbilhão.
Vórtice - Redemoinho, remoinho, voragem.
Pólipo - sedentário cujo corpo, de consistência mole, é cilíndrico e oco, e fixa-se ao substrato por uma das extremidades, e é dotado de boca circundada por tentáculos na outra.
Corolário - Proposição que imediatamente se deduz de outra demonstrada.

sábado, 4 de maio de 2013

O que aconteceu com o espírito de Adolf Hitler?



Tem um personagem que me intriga muito pela sua monstruosidade:  Adolf Hitler. Gostaria de saber o que aconteceu com ele desde seu desencarne, como ele foi recebido no plano espiritual e como ele se encontra atualmente?
 
Diante das atrocidades terríveis do holocausto, é natural atribuir a Hitler toda culpa pelos fatos e esperar noticias de sofrimentos atrozes desse Espírito quando ele chegasse ao mundo espiritual. Mas esse pensamento exagerado esta influenciado pelo dogma do inferno e dos pecados. O Espiritismo propõe outro raciocínio.

O sofrimento de Hitler, como de todo espírito mau, está na cobrança de sua consciência e na visão de suas vítimas. Só há uma saída, o arrependimento. Não há sofrimento eterno, ele se mantém até quem o indivíduo se arrependa.

Mas ao invés de pensar o que aconteceu com Hitler depois de seu desencarne, vale a pena olhar sobre o que ele fez antes disso.

Um individuo, por mais perverso e inteligente, não teria poder suficiente para, sozinho, criar as atrocidades da 2a Guerra Mundial. Sua ascensão ao poder foi patrocinada pelo povo alemão, humilhado e com vontade de se vingar do mundo após a derrota na 1a Guerra Mundial. Os outros países europeus viram quando os alemães se armaram e invadiram os vizinhos deles sem protestar.

Do outro lado do Atlântico, os estaudinenses investiam recursos das empresas na pesquisa da eugenia, uma pseudociência que desejava aperfeiçoar a espécie humana, pelo cruzamento dos indivíduos mais aptos e a esterilização dos menos capazes, baseando-se na teoria da evolução das espécies. Magnatas investiam na criação de laboratórios e projetos, inclusive na Alemanha. Hitler apenas aperfeiçoou e levou aos extremos cruéis dessas ideias racistas.

Hitler não fez nada sozinho, a humanidade precisa ouvir sua consciência e rever o egoísmo e orgulho, impregnados nas estruturas sociais, para que nunca mais aconteçam tais sofrimentos. Muita gente divide essa culpa. O Espiritismo dá uma clara explicação para essa questão, conforme o livro O Evangelho Segundo o Espiritismo:

“Os Espíritos maus pulam em torno da Terra, em virtude da inferioridade moral de seus habitantes”.

É, portanto, a condição evolutiva dos homens que oferecem campo de ação e oportunidades para os esses seres.

Uma vida é apenas um curto capítulo na trajetória do espírito. O tirano alemão não está envolvido com seus projetos de destruição apenas naquela vida. “É certo que Hitler foi médium dedicado e desassombrado de tremendos poderes das trevas. Esses irmãos desarvorados, que demoram por milênios sem conta em caliginosas regiões do mundo espiritual, por certo não desistiram da aspiração de conquistar o mundo e expulsar a luz para sempre, se possível”, escreveu o pesquisador Hermínio Miranda, em As Duas Faces da Vida. O comprometimento de Hitler com esse grupo espiritual se deu antes, durante e depois da vida.

Hitler um dia vai se arrepender do sofrimento que causou. Ninguém está condenado ao mal eterno, isso é impossível. Pelo esforço de seus habitantes, o bem vai predominar na Terra nas próximas gerações. Não haverá mais ambiente para as pretensões dos maus espíritos, e os que persistirem vão para mundos inferiores. A eles, como também a Hitler, devemos dirigir nossas preces dizendo: “Um simples esforço da tua vontade bastará para te tirar da má situação em que te encontras. Apressa-te, pois, visto que cada dia de demora é um dia perdido para a tua felicidade”, conforme aconselham os Espíritos em O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Revista Universo Espírita n 42 Ano 4 - 2007


Matéria publicada originalmente na revista Universo Espírita, umas das publicações espíritas mais profundas e esclarecedoras já surgidas no mercado editorial. A revista está paralisada momentanemente na busca de recursos para prosseguir na sua trajetória. O portal da Sociedade Espírita Nova Era trará, eventualmente, alguma matéria da publicação procurando manter viva esta iniciativa, tão importante para o espiritismo. 

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Fonte: Sociedade Espírita Nova Era
http://www.se-novaera.org.br

MEDIUNIDADE



Questões preparadas pelo 
                       Grupo Espírita Bezerra de Menezes

 
Todos somos médiuns?
Todos somos portadores da mediunidade natural que é o canal psíquico pelo qual recebemos as influências boas ou ruins que estimulam as experiências do Espírito na vida terrena. Porém, nem todos somos médiuns, conforme denominou Allan Kardec.

Então o que é um médium?
Segundo Allan Kardec, médium é todo aquele que sente a presença ostensiva dos Espíritos, seria aquele que serviria de ponte entre o mundo visível e o invisível. A prática da mediunidade é o intercâmbio entre o mundo físico e o mundo espiritual. A faculdade mediúnica liga-se a uma disposição orgânica, porém o uso que se faz.

Como sabemos se somos médiuns? E se formos, o que devemos fazer?
Allan Kardec diz que todos somos mais ou menos médiuns, pois todos possuem a mediunidade natural, canal psíquico através do qual somos estimulados ao crescimento. Entretanto, médiuns propriamente ditos são aqueles que recebem manifestações ostensivas dos Espíritos. A única forma de sabermos se temos ou não mediunidade ostensiva é nos colocando como servidores sinceros da causa de Jesus. Ou seja, deveremos primeiro fazer parte da equipe de trabalhadores de uma casa espírita e lá, através dos estudos sérios e da disciplina interior, procurarmos entender antes as nuanças do contato com os Espíritos. Allan Kardec diz em O Livro dos Médiuns, que não se deve nunca iniciar um trabalho de intercâmbio espiritual sem estudar a mediunidade. Existem algumas pessoas que sentem influências dos Espíritos, em diversos graus de intensidade, e acham que, por isso, estão prontas para trabalhar nesse campo. Geralmente não aceitam a idéia de que precisam se instruir mais e mais. Vão às casas espíritas somente para trabalhar com mediunidade e se não a aceitam naquela, buscam outra, e assim permanecem por toda a vida.

Isto pode acarretar algum problema para as pessoas?
Sim, pode. Desde perturbações leves, até obsessões graves, o que infelizmente não é pouco freqüente, pela forma com que a mediunidade é tratada no Brasil. Todos somos suscetíveis às más influências devido às imperfeições próprias dos Espíritos que habitam os planetas de provas e expiações. Em muito maior escala são os médiuns que, se não cuidam do estudo e do preparo moral, funcionam como verdadeiras antenas e situam-se como focos freqüentes de perturbações espirituais. Se os médiuns não tiverem os cuidados necessários com a sua edificação e se colocarem a serviço do intercâmbio sem o devido preparo, poderão cair presas de Espíritos pouco adiantados de que está cheia a atmosfera.

Podemos nos comunicar com outros Espíritos?
Sim. Todos somos Espíritos vivendo em planos diferentes da vida e estamos mergulhados na atmosfera fluídica que nos rodeia e serve de elemento de contato. Portanto, podemos nos comunicar com o mundo espiritual freqüentemente, seja através da mediunidade ostensiva consciente, dos fenômenos inconscientes, das preces ou intuições que recebemos constantemente do mundo espiritual.

Existe a incorporação de Espíritos?
No sentido semântico do termo não existe incorporação, pois nenhum Espírito conseguiria tomar o corpo de outra pessoa, assumindo o lugar da sua Alma. O que ocorre é que o médium e o Espírito se comunicam de perispírito a perispírito, ou seja mente a mente, dando a impressão de que o médium está incorporado. Na mediunidade equilibrada, o médium tem um maior controle de sua faculdade e o fenômeno mediúnico acontece mais a nível mental. Nos processos obsessivos graves (doenças mórbidas causadas por Espíritos inferiores), onde a mediunidade está perturbada, podem ocorrer crises nervosas. Observadores de pouco conhecimento podem achar que um Espírito mau apoderou-se do corpo do enfermo. Foi esse fenômeno que deu origem às práticas de exorcismo.

Tenho bastante dificuldade para definir a diferença entre Clarividência, Vidência, Audiência, Clariaudiência, Dupla vista.
A vidência e a clarividência são essencialmente anímicas. Trata-se da visão que o próprio Espírito encarnado tem do mundo invisível. Não há interferência de Espíritos e por isso não deveria (segundo Allan Kardec), ser considerada mediunidade. Mas, para fins de classificação, ele é tida como sendo uma mediunidade. Mesmo nos casos em que um Espírito amigo mostra um quadro projetado no ambiente astral, ainda assim, é o médium quem vê. Há ajuda na formação do quadro, mas não na visão propriamente dita. Vidência é a faculdade superficial. Clarividência, a mesma faculdade, mas com alcance mais profundo, podendo estender-se no espaço e (em alguns casos) no tempo. A dupla-vista é a clarividência, acompanhada da projeção do Espírito no mundo astral. Trata-se do chamado "desdobramento". Entendemos a mediunidade de audiência como aquela em que a voz aparece na intimidade do ser. A clariaudiência é diferente, por tratar-se de uma voz clara, exterior.

O que é ideoplastia?
Ideoplastia é um fenômeno de transfiguração que pode acontecer durante as manifestações dos Espíritos. Quando a influência do desencarnado é muito intensa junto do campo psicossomático do médium ele poderá assumir algumas feições do comunicante.

Já que não existe a incorporação, como médiuns dão passividade a Espíritos menos esclarecidos, tomando formas físicas diferentes, falando com voz alterada. Isto seria charlatanismo?
O processo de incorporação tal qual essa palavra exprime não existe, pois ninguém pode "entrar" no corpo de outro. Mas o Espírito pode, e é isso o que normalmente faz, agir no campo mental através de sintonia (e por afinidade fluídica), assumindo a personalidade e a vontade do indivíduo. Nos casos de subjugação, por exemplo, o domínio é tão intenso que dá a impressão que o Espírito toma posse do corpo da pessoa. Na prática da mediunidade, quanto maior o esclarecimento do médium menor o domínio que o Espírito terá sobre ele. Se tem pouco esclarecimento sobre essa faculdade, certamente deixará que Espíritos pouco adiantados a usem da forma que bem entenderem. No que diz respeito a mudança de fisionomia, Allan Kardec instrui que trata-se do fenômeno da transfiguração, coisa mais comum nas manifestações dos Espíritos inferiores, podendo, sem dúvida acontecer também com os superiores.

Qual o conceito e as características de médiuns curadores e médiuns pneumatógrafos?
Os médiuns curadores são aqueles que têm o dom de curar com a imposição das mãos (em alguns casos com o olhar ou com fenômenos provocados à distância), secundados pelos Espíritos que trabalham na área de cura das enfermidades físicas. Allan Kardec diz que são pessoas que possuem um fluido humano especial, que potencializado pelos fluidos do mundo dos Espíritos, podem modificar a estrutura da matéria, promovendo as curas.
Os médiuns pneumatógrafos são aqueles que têm aptidão para obter a escrita direta dos Espíritos em papel guardado em gavetas ou recipientes fechados. Ou seja, o médium doa de seu fluido especial para que os Espíritos escrevam diretamente sobre o papel. É muito rara e limita-se aos casos de comprovação da existência das potências ocultas e sua influência no mundo material.

Gostaria de saber se existe algum método para aprofundar o dom da mediunidade, se existe algum meio de "exercitar" a mediunidade.
O melhor meio para exercitar a mediunidade é ingressando nas fileiras de trabalhadores de uma casa espírita idônea, que prime pelos estudos em todos os sentidos. Sem o estudo sério, disciplinado e consequentemente a necessidade da reforma interior, a possibilidade de cair sob a influência dos Espíritos enganadores é muito grande. O exercício da mediunidade deve ser feito dentro de um sentimento de dedicação, abnegação e sinceridade, a fim de que possa-se merecer a atenção dos bons Espíritos. Desconfie sempre de quem "descobre" sua mediunidade à primeira vista. A mediunidade é estudo e prática.

Em que estado permanece o Espírito do médium quando este recebe uma entidade desencarnada? Seu Espírito continua em seu corpo ou fica à sua volta? A Codificação fala algo sobre este assunto?
O processo de influenciação do médium pelo Espírito se dá todo no campo mental. O médium é consciente de seu trabalho e quanto mais desenvolvido nas lides mediúnicas, mais consciente de sua capacidade permanece. Tudo se dá no sentido da afinidade fluídica, estimulando a mente do médium a transmitir as sensações do mundo invisível à sua volta. A influência será mais ou menos intensa, conforme o grau intensidade da faculdade. Mesmos nos casos de mediunidade sonambúlica, o médium jamais abandona seu corpo físico.

Devemos acreditar em tudo o que os Espíritos dizem?
Os Espíritos desencarnados são almas de homens que já viveram na Terra. Portanto podem ser portadores dos defeitos e qualidades que tinham quando encarnados. Podemos acreditar nas palavras dos homens bons, mas não devemos dar crédito aos conselhos daqueles de má índole. Da mesma forma deveremos proceder com o mundo dos Espíritos. Devemos analisar cada comunicação dada pelos Espíritos, qualquer que seja o nome que assinem. Os bons trazem mensagens edificantes e com algum fim útil e querem sempre o bem da humanidade. Os atrasados ou maus podem nos enganar com palavras belas e melífluas, podendo tomar emprestado nomes de pessoas conhecidas ou Espíritos iluminados para nos impressionar. Desses devemos nos precaver, conforme nos ensina Allan Kardec em O Livro dos Médiuns.

Alguém pode ser obrigado a desenvolver sua mediunidade?
Ninguém é obrigado a desenvolver a mediunidade. É errada a idéia de que a mediunidade é a causa de sofrimentos e desajustes das pessoas. Geralmente, sofre-se por ignorância e por falta de cuidados com a vida no plano material. Aqueles que quiserem dedicar-se à tarefa mediúnica deverão trabalhar para vencer suas imperfeições, além de ter que estudar a Doutrina Espírita com seriedade e disciplina. Um médium que não toma esses cuidados, poderá permanecer sob a influência dos Espíritos maus. Quem for médium e não quiser praticar sua mediunidade, deverá pelo menos esforçar-se para sua melhoria moral, procurando libertar-se dos vícios mais grosseiros (cigarro, bebida e drogas).

As cirurgias espirituais são realmente feitas por Espíritos? Nesse caso, como pode um Espírito elevado ser antiético, exercendo ilegalmente a medicina?
Sim, as cirurgias espirituais são feitas por Espíritos de médicos que atuam no corpo perispiritual, utilizando de técnicas ligadas à ciência médica, usando fluidos humanos e espirituais, nada fazendo nesse campo que fira as leis humanas. Um Espírito elevado jamais transgride qualquer lei. As curas realizadas em nome do Espiritismo praticado com seriedade, são feitas utilizando apenas a fluidoterapia. As cirurgias mediúnicas feitas com instrumentos cortantes, podem ser feitas por Espíritos superiores, mas não são consideradas trabalhos espíritas. Em alguns casos de cirurgias de corte, como os de José Pedro de Freitas (Arigó) e Edson Queiroz, existia uma missão a ser cumprida e visava chamar a atenção da comunidade científica para a realidade da vida espiritual. E parece que conseguiu, porém sem maiores conseqüências pelo próprio atraso do homem para a compreensão das coisas do Espírito. Pelo lado prático, no entanto, as cirurgias mediúnicas com instrumentos cortantes não devem ser praticadas em centros espíritas orientados pela doutrina de Allan Kardec, justamente por ferir a legislação vigente e não tratar-se de uma prática que possa ser exercitada por qualquer pessoa. As curas no Espiritismo são feitas exclusivamente com a imposição de mãos.

Gostaria de saber, se é possível uma pessoa que está estudando kardecismo não poder ajudar por não ter dons mediúnicos. E no caso, o que as pessoas devem fazer para saber se têm dons ou não?
Qualquer pessoa pode ajudar no centro espírita, desde que disponha de boa vontade e preparo moral e doutrinário adequados. Isso se consegue com estudo e boa dose de seriedade, dedicação, abnegação e disciplina. Não é necessário ter dons mediúnicos para servir. Existem inúmeras frentes de trabalho nas casas espíritas onde se pode desempenhar tarefas que não dependem da mediunidade. Para se saber dos possíveis dons mediúnicos, Allan Kardec nos diz que devemos testar as pessoas. Não existe uma fórmula e nem podemos adivinhar quem tem ou não. Os melhores servidores nesta área são aqueles formados dentro das casas espíritas que tratam o estudo da Doutrina Espírita com seriedade. Aqui entra a grande responsabilidade do dirigente que teoricamente deveria estar apto a conduzir as pessoas de forma equilibrada ao desenvolvimento e exercício desta nobre tarefa. Os médiuns ostensivos, que já demonstram algum dom desde cedo, devem ser submetidos igualmente ao estudo disciplinado e à orientação de alguém experiente dentro do centro espírita que possa dar-lhe direcionamento seguro de sua faculdade. Caso contrário, poderá desequilibrar-se.

É certo o procedimento que alguns centros espíritas têm de colocar pessoas, que estão indo pela primeira vez à casa, em trabalhos mediúnicos?
Allan Kardec diz que não se deve lidar com a mediunidade sem conhecê-la. O bom senso e a razão nos falam a mesma coisa. Em todos os departamentos da vida o homem busca aperfeiçoar-se para servir melhor. Sem conhecer o seu ofício não poderá desempenhar a tarefa a que se propõe com conhecimento de causa. Portanto, colocar pessoas para lidar com Espíritos sem se preparar para isso é o mesmo que realizar experiências químicas sem conhecer as leis da química, diz o Codificador. Seria uma insensatez. Os medianeiros devem ser preparados com muita cautela para servir nesse campo. Primeiro devem estar inseridos nos trabalhos habituais da casa, servindo com dedicação e seriedade, transformando-se em trabalhadores. Devem ser instruídos nas aulas sobre a Doutrina Espírita e depois, então, poderão ser experimentados no ministério da mediunidade. A pessoa que chega à casa espírita pela primeira vez com a intenção de servir apenas no campo da mediunidade, não entendeu ainda o papel do Espiritismo em sua vida, muito menos a oportunidade que está tendo de servir com equilíbrio no campo do Bem. Necessita de instrução nesse ponto. Se for sincero o seu desejo de servir, permanecerá no aprendizado. Se não, procurará outra casa que lhe dê o que deseja.

Há algum impedimento de mulheres grávidas participarem de reuniões mediúnicas?
Não é aconselhável. O processo reencarnatório do Espírito é uma experiência delicada que envolve muitos aspectos energéticos e psíquicos. Um deles é o estado psicológico da mãe que, sem sombra de dúvidas, se altera por alguns meses, enquanto aguarda a chegada do Espírito que lhe foi encaminhado como filho. Ela necessita de tranqüilidade, descanso e não deve se submeter a atividades que lhe exijam grandes perdas de energias de qualquer natureza. Sabe-se que, nas atividades de intercâmbio espiritual, há toda uma movimentação de fluidos energizados, podendo haver gastos que poderá ser prejudicial para a mulher em estado de gravidez. Além disso, há o aspecto do reencarnante. É sabido pela ciência oficial da extrema importância do equilíbrio e interação mãe-filho desde o ventre. Por conta disso é prudente que se isente a mulher grávida das tarefas da mediunidade. O melhor que ela poderá fazer será cuidar de ter seu bebê em paz. Ao fazê-lo, estará praticando a caridade maior, que é a de dar vida a um novo ser. Quando puder, retornará às suas atividades mediúnicas normalmente.

Pode o Espírito encarnado promover fenômenos físicos, tipo materialização ou transporte de objetos, sem o concurso dos Espíritos do mundo invisível?
O fenômeno de transporte, materialização, transcomunicação ou qualquer outro de efeitos físicos, necessita do concurso dos Espíritos desencarnados, pois segundo Allan Kardec, em o Livro dos Médiuns, capítulo IV, é necessária a união do fluido animalizado perispiritual (do médium) com o fluido universal do Espírito para que aconteçam esses os fenômenos. Não pode ser isolado, ou seja sem o concurso de ambas as partes. Alguns manipuladores desses fenômenos não acreditam em Espíritos, porém, mesmo assim, estão sempre secundados por eles.

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Fonte: Sociedade Espírita Nova Era


ANJOS CAÍDOS






ANJOS CAÍDOS

O crescimento intelectual, com intensa capacidade de ação, pode pertencer a inteligências perversas. 

        Daí a razão de encontrarmos, em grande número, compactas falanges de entidades libertas_dos_laços_fisiológicos, operando nos círculos da perturbação e da crueldade, com admiráveis recursos de modificação nos aspectos em que se exprimem. 

·                    Não possuem meios para a ascese imediata, mas dispõem de elementos para dominar no ambiente em que se equilibram.
·                    Não adquiriram, ainda, a verticalidade do Amor que se eleva aos santuários divinos, na conquista da própria sublimação, mas já se iniciaram na horizontalidade da Ciência com que influenciam aqueles que, de algum modo, ainda lhes partilham a posição espiritual.


        Os “anjos caídos” não passam de grandes gênios intelectualizados com estreita capacidade de sentir. 

        Apaixonados, guardam a faculdade de alterar a expressão que lhes é própria, fascinando e vampirízando nos reinos inferiores da natureza. 

        Entretanto, nada foge à transformação e tudo se ajusta, dentro do Universo, para o geral aproveitamento da vida. 

·                    A ignorância dormente é acordada e aguilhoada pela ignorância desperta.
·                    A bondade incipiente é estimulada pela bondade maior.


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Fonte: http://www.guia.heu.nom.br

O PERISPÍRITO



Como será o tecido sutil da espiritual roupagem que o homem envergará, sem o corpo de carne, além da morte? 
Tão arrojada é a tentativa de transmitir informes sobre a questão aos companheiros
encarnados, quão difícil se faria esclarecer à lagarta com respeito ao que será ela depois de vencer a inércia da crisálida. 
Colado ao chão ou à folhagem, arrastando-se, pesadamente, o inseto não desconfia que transporta consigo os germes das próprias asas. 
O perispírito é, ainda, corpo organização que, representando o molde fundamental da existência para o homem, subsiste, além do sepulcro, de conformidade com o seu peso específico. 
Formado por substâncias químicas que transcendem a série estequiogenética conhecida até agora pela ciência terrena, é aparelhagem de matéria rarefeita, alterando-se, de acordo com o padrão vibratório do campo interno. 
Organismo delicado, extremo poder plástico, modifica-se sob o comando do pensamento. É necessário, porém, acentuar que o poder apenas existe onde prevaleçam a agilidade e a habilitação que só a experiência consegue conferir. 
Nas mentes primitivas, ignorantes e ociosas, semelhante vestidura se caracteriza pela feição pastosa, verdadeira continuação do corpo físico, ainda animalizado ou enfermiço. 
O progresso mental é o grande doador de renovação ao equipamento do espírito em qualquer plano de evolução. 
Note-se, contudo, que não nos reportamos aqui ao aperfeiçoamento interior. 
O crescimento intelectual, com intensa capacidade de ação, pode pertencer a
inteligências perversas. 
Daí a razão de encontrarmos, em grande número, compactas falanges de entidades
libertas dos laços fisiológicos, operando nos círculos da perturbação e da crueldade, com admiráveis recursos de modificação nos aspectos em que se exprimem. 
Não adquiriram, ainda, a verticalidade do Amor que se eleva ao santuários divinos, na conquista da própria sublimação, mas já se iniciaram na horizontalidade da Ciência com que influenciam aqueles que, de algum modo, ainda lhes partilham a posição espiritual. 
Os “anjos caídos” não passam de grandes gênios intelectualizados com estreita capacidade de sentir. 
Apaixonados, guardam a faculdade de alterar a expressão que lhes é própria, fascinando e vampirizando nos reinos inferiores da natureza. 
Entretanto, nada foge à transformação e tudo se ajusta, dentro do Universo, para o geral aproveitamento da vida. 
A ignorância dormente é acordada e aguilhoada pela ignorância desperta. 
A bondade incipiente é estimulada pela bondade maior. 
O perispírito, quanto à forma somática, obedece a leis de gravidade, no plano a que se afina. 
Nossos impulsos, emoções, paixões e virtudes nele se expressam fielmente. Por isso mesmo, durante séculos e séculos no demoraremos nas esferas da luta carnal ou nas regiões que lhes são fronteiriças, purificando a nossa indumentária e embelezando-a, a fim de preparar, segundo o ensinamento de Jesus, a nossa veste nupcial para o banquete do serviço divino. 
Emmanuel  &  Francisco C. Xavier
Livro: Roteiro

Como o Espiritismo vê a ressurreição? O Juízo Final?




A ressurreição é do espírito e não do corpo; é o espírito imortal que, após a morte e transformação do corpo físico, ressurge e se manifesta aos que ficaram no mundo, comprovando sua sobrevivência e a conservação da sua individualidade.


Para cada espírito, ao fim de uma encarnação, de uma vida corpórea, tem lugar uma análise dos feitos e avaliação de resultados, quanto ao progresso ou não de seu intelecto e seu comportamento moral. Depois desse “juízo individual”, o espírito volta a encarnar, para continuar o seu labor evolutivo.


Prevê-se, porém, que haverá, um dia, um final de ciclo evolutivo para toda a população terrena; será um “juízo final”, isto é, uma avaliação geral dos que, no planeta, acompanharam ou não o progresso previsto e possível, dentro de determinado período. A Terra, então, passará de planeta de provas e expiações a planeta de regeneração, justamente porque seus habitantes terão evoluído intelectual e moralmente.


Quando este juízo final se dará? A respeito daquele dia e hora, “ninguém sabe”, informou Jesus no sermão profético (Mt. 24:42) “nem os anjos do céu” (os mensageiros espirituais) “nem o filho do homem” (o próprio Jesus, que assim se denominava), “senão somente o Pai” (Deus); isto porque dependerá do livre arbítrio das criaturas, que poderão apressar ou retardar o acontecimento.


 por Therezinha Oliveira
Fonte: Centro Espírita Allan Kardec

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O bem sem propaganda



O bem sem propaganda
(Richard Simonetti)



“Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles; do contrário, recompensa não recebereis do vosso Pai que está nos céus. Quando, pois, derdes esmola, não mandeis tocar a trombeta à vossa frente, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo que esses já receberam a sua recompensa. Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita, a fim de que a esmola tique secreta; e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará.” — Jesus (Mateus, 6:1 a 4).

É ponto pacífico que o móvel das ações humanas, no atual estágio evolutivo, chama-se egoísmo. As nossas iniciativas, em qualquer setor de atividade, geralmente são inspiradas no propósito principal de atender a nós mesmos.

No campo profissional, por exemplo, muita gente escolhe sua profissão baseando-se em pesquisas no mercado de trabalho, sem nenhuma motivação de ordem vocacional, sem nenhum propósito de servir observam-se apenas as possibilidades financeiras, já que se considera apenas o propósito de realização econômica.

Qual o melhor funcionário? Aquele que ama seu trabalho. Mas, amar como, se sua opção foi de ordem pecuniária e não vocacional? Muitos chegam a detestar o que fazem!

Por isso, na maior parte das vezes, o funcionário dedicado é simplesmente aquele que deseja progredir na profissão e sabe que chegar mais cedo e sair mais tarde, demonstrando interesse, é uma forma de fazer “média”, de mostrar serviço. O trabalho torna-se para ele apenas um meio de atingir seus objetivos — os escalões mais altos da organização a que está vinculado.

Ante o casamento, a primeira preocupação do homem: “Ela vai cuidar bem da casa? Será boa cozinheira?” A preocupação da mulher: “Ele será carinhoso comigo? Vai me entender?”

Sempre o interesse pessoal determinando o comportamento, fazendo as indagações, orientando as preferências.

Como não podia deixar de ser, até o bem que praticamos costuma inspirar-se no egoísmo. Somos muito mais mercadores do que servidores. Pensamos em ser úteis não por espírito de fraternidade, mas no propósito de receber recompensas, já que todas as religiões consagram o atendimento das necessidades alheias, a compreensão das misérias humanas, o socorro ao necessitado como base de nossa edificação interior e porta de ingresso no Reino de Deus.

E porque o Espiritismo vai bem mais longe, ao destacar a necessidade de fazermos algo de bom pelo semelhante — não apenas para sermos bem recebidos no Além, mas, sobretudo, para que vivamos bem na Terra —, movimentam-se os espíritas no campo da filantropia, edificando escolas, creches, berçários, hospitais, orfanatos. Alguém diria que essa caridade interesseira, praticada com o propósito de ganhar o céu, na morte, ou de merecer seus favores, na vida, não tem nenhum valor. Realmente, de que vale pensar no bem dos outros, visando unicamente ao próprio bem?

No entanto, não se improvisa o servidor e a vocação de servir começa sempre no propósito de receber. Como ainda estamos no primeiro estágio, é natural que aspiremos a recompensas pelo bem praticado. Não apenas as celestes, mas também algo mais imediato, mais palpável, que fale mais de perto ao nosso ego — o reconhecimento alheio.

Se beneficiamos a alguém que não manifesta sua gratidão, logo o consideramos indigno de nossa ajuda e até nos irritamos. É que não lhe demos nada, apenas vendemos. Vendemos ajuda. O preço: a gratidão!

As mesmas motivações inspiram o secreto desejo de propaganda em torno do bem praticado. Se muitas pessoas tomarem conhecimento será formidável!

Conhecendo essa fraqueza, os organizadores de campanhas beneficentes instituem o “Livro de Ouro”, onde são registrados os nomes das pessoas que efetuaram doações maiores. E quanto maior o destaque que se dê ao livro, mais generosas as contribuições. Verdadeira glória para o doador é quando publicam sua fotografia nos jornais, ressaltando sua generosidade!

Pessoas assim parecem nada mais desejar senão fazer propaganda de si mesmas. Por isso Jesus proclama que já receberam sua recompensa.

Toda ação generosa, para ser autêntica, deve ser um ato do coração. E o coração trabalha em silêncio, escondido dentro do peito.

Começamos a agir como verdadeiros filhos de Deus, quando nossa dedicação ao semelhante se faça não porque queiramos ganhar o céu, a graça de uma cura, a solução de um problema; não porque pretendamos o apreço público, mas por sentirmos um pouco de comiseração, de piedade pelas misérias alheias.

Então seremos capazes de dar sem que a mão esquerda tome conhecimento do que faz a direita, isto é, de forma tão espontânea que nem teremos consciência de que estamos sendo bons!


Reformador – maio, 1977