Eternidade

Eternidade

quinta-feira, 28 de março de 2013

Na Revolução Espiritual








Estamos na condição do cultivador que se encontra em árduo serviço no solo, achanando a gleba e manejando o arado para lançar, por fim, a semente renovadora e produtiva. Realizado o trabalho da plantação, surge o período abençoado da espera.


E de tanta paz carecemos na complementação do serviço que, para sermos mais precisos, somos impelidos a lembrar a tarefa do cirurgião cujo esforço, em seguida ao trabalho operatório, é compelido a aguardar as respostas orgânicas do paciente.


Estejamos no desempenho de nossas atividades normais, dentro daquele preceito do orai e vigiai, porquanto, aqueles irmãos nossos do passado, a quem suplicamos renovação para eles e para nós, muito dificilmente se dispõem a essa mesma renovação.


Tenhamos paciência e calma, bom ânimo e fé, e assim, como usamos medicamentos, em doses certas e nas ocasiões certas, a fim de que o desequilíbrio do corpo desapareça em favor da saúde, adotemos comportamento análogo mobilizando palavras de paz, amor e bênção, ante as dificuldades da alma, para que se nos refaça a harmonia espiritual.

PELO ESPÍRITO BATUÍRA

DO LIVRO.: MAIS LUZ.

PELO MEDÍUM FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

terça-feira, 26 de março de 2013

Vida e Obra de Allan Kardec




Hippolyte Léon Denizard Rivail, ou simplesmente Allan Kardec, foi o codificador da Doutrina Espírita. Antes de conhecermos melhor a vida deste professor francês, mostraremos como foi seu primeiro contato com o mundo espiritual, que consequentemente serviu de marco inicial para o Espiritismo. 


Os fatos que precederam o aparecimento do Espiritismo

As irmãs Fox e o fenômeno de Hydesville

O ano é 1848. Em um vilarejo localizado no estado americano de Nova York, nos Estados Unidos, havia uma família de sobrenome Fox. Fenômenos estranhos aconteciam ao lado das adolescentes moradoras daquele lar. As irmãs Kate e Margaret Fox produziam a manifestação de barulhos diversos em sua casa, parecendo que forças do invisível tentavam de alguma maneira comunicarem-se com o mundo material. Através destas meninas, este fato sobrenatural transformou-se em atração, ao ponto das mesmas estabelecerem com o ser comunicante um tipo de código, onde uma pancada na parede significaria uma resposta afirmativa às perguntas feitas. Já duas pancadas, significariam uma negativa, além de outros sinais, que poderiam formar frases inteiras. Os curiosos acabaram por descobrir que aquela manifestação era o Espírito de uma pessoa que havia vivido, quando encarnado, na casa dos Fox. Seu nome fora Charles Rosma, e seus restos mortais, até então desaparecidos, estavam enterrados no porão do local. Esta descoberta fascinou muitas pessoas, despertando o interesse sobre o mundo espiritual. 

Quanto às irmãs Fox, que não aproveitaram a oportunidade de suas faculdades de contato com o mundo espiritual, para buscar novos conhecimentos, acabaram, depois de adultas, por desacreditar no invisível, sem conseguir dar explicações mais plausíveis do que a existência do Espírito e sua possibilidade de comunicação com os homens.



As mesas girantes

França, 1850: no início deste ano, surgiu no país europeu uma brincadeira que atraía nobres da sociedade parisiense. Acostumados às festas de salões, muitos franceses passaram a divertir-se com as chamadas "mesas girantes ou falantes". 

Tratava-se de mesinhas redondas, sobre as quais certas pessoas colocavam suas mãos e instantaneamente estes móveis começavam a girar e dar saltos, sem que ninguém fizesse alguma força.

Tudo parecia um fenômeno magnético, ou seja, produto de algum tipo de poder mental dos que se dispunham a brincar. O fenômeno então começou a ganhar proporções maiores e espalhou-se por outros países da Europa, chegando também na América. Desenvolveu-se uma forma de "conversar" com as mesinhas. Através de pancadas no chão, produzidas com os pés do objeto, formou-se um código alfabético, onde uma pancada seria a letra a; duas, a letra b, e assim sucessivamente. Basicamente, as perguntas eram sobre futilidades, que em nada ajudavam a entender o que estava ocorrendo.

Foi então que uma senhora, chamada Emília de Girardim, veio a desenvolver um método de contato, que consistia de uma mesa que se movia ao redor de um eixo, lembrando uma roleta. Sobre a mesa, letras do alfabeto eram colocadas em círculos, além de números e os termos sim e não. No meio desta circunferência, havia uma agulha ou mesmo um ponteiro metálico, e então as pessoas envolvidas colocavam suas mãos sobre a borda da mesa. O móvel passava a girar, parando sob o ponteiro metálico a letra do alfabeto que viria a formar uma frase desta força invisível.

No decorrer dos questionamentos feitos ao fenômeno, descobriu-se que o mesmo era produzido por Espíritos que habitavam o mundo espiritual. Porém, ninguém tirou desta surpreendente descoberta a utilidade que ela trazia.


Kardec e os Espíritos
 
Em 1855, Hippolyte Léon Denizard Rivail, professor francês de aritmética, pesquisador de astronomia e magnetismo, foi convidado por um amigo seu a ver de perto estas manifestações que ocorriam nos salões da capital francesa. Rivail era discípulo de Pestalozzi, chamado de pai da pedagogia moderna, e casado com Amélie Gabrielle Boudet. Nascido em 03 de outubro de 1804, na cidade de Lyon, já ouvira sobre o assunto das mesas girantes e não entendia bem o que estava acontecendo. Homem criterioso, Rivail não se deixava levar por modismos e como estudioso do magnetismo humano acreditava que todos os acontecidos poderiam estar ligados à ação das próprias pessoas envolvidas, e não de uma possível intervenção espiritual.

O professor então participou de algumas sessões, e algo começou a intrigá-lo. Percebeu que muitas das respostas emitidas através daqueles objetos inanimados fugiam do conhecimento cultural e social dos que faziam parte do "espetáculo". Como os móveis, por si só, não poderiam mover-se, fatalmente havia algum tipo de inteligência invisível atuando sobre os mesmos, e respondendo aos questionamentos dos presentes.

Rivail presenciava a afirmação daqueles que se manifestavam, dizendo-se almas dos homens que viveram sobre a Terra. Foi então, que uma das mensagens foi dirigida ao professor. Um ser invisível disse-lhe ser um Espírito chamado Verdade e que ele, Rivail, tinha uma missão a desenvolver, que seria a codificação de uma nova doutrina .

Atento aos dizeres do Espírito, e depois de muitos questionamentos à entidade, pois não era homem de impressionar-se com elogios, resolveu aceitar a tarefa que lhe fora incumbida. 

O Espírito de Verdade disse-lhe ser de uma falange de Espíritos superiores que vinha até aos homens cumprir a promessa de Jesus, no Evangelho de João, capítulo XIV; versículos 15 a 26: "E eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conhecereis, porque habita convosco e estará em vós... Mas, aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito".

Através dos Espíritos, Rivail descobriu que em uma de suas encarnações anteriores foi um sacerdote druida, de nome Allan Kardec. 

Foi então que resolveu adotar este pseudônimo durante a codificação da nova doutrina, que viria a se chamar Doutrina Espírita ou Espiritismo. Kardec assim procedeu para que as pessoas, ao tomarem conhecimento dos novos ensinamentos espirituais, não os aceitassem por ser ele, um conhecido educador, quem estivesse divulgando. Mas sim, que todos os que tivessem contato com a boa nova a aceitassem pelo seu teor racional e sua metodologia objetiva, independente de quem a divulgasse ou a apoiasse.



A Codificação

A partir daí foram 14 anos de organização da Doutrina Espírita. No início, para receber dos Espíritos as respostas sobre os objetivos de suas comunicações e os novos ensinamentos, Kardec utilizou um novo mecanismo, a chamada cesta-pião: um tipo de cesta que tinha em seu centro um lápis. Nas bordas das cestas, os médiuns, pessoas com capacidade de receber mais ostensivamente a influência dos Espíritos, colocavam suas mãos, e através de movimentos involuntários, as frases-respostas iam se formando. Julie e Caroline Baudin, duas adolescentes de 14 e 16 anos respectivamente, foram as médiuns mais utilizadas por Kardec no início. 

Com o decorrer do tempo, a cesta-pião foi dando lugar à utilização das próprias mãos dos médiuns, fenômeno que ficou conhecido como psicografia.

Todas as perguntas e respostas feitas por Kardec aos Espíritos eram revisadas e analisadas várias vezes, dentro do bom senso necessário para tal. As mesmas perguntas respondidas pelos Espíritos através das médiuns eram submetidas a outros médiuns, em várias partes da Europa e América. Assim, o codificador viajou por cerca de 20 cidades. Isso para que as colocações dos Espíritos tivessem a credibilidade necessária, pois estes médiuns não mantinham contato entre eles, somente com Kardec.

Este controle rígido de tudo o que vinha de informações do mundo espiritual ficou conhecido por "Controle Universal dos Espíritos". Disto, estabeleceu-se dentro da Doutrina Espírita que qualquer informação vinda do plano espiritual só terá validade para o Espiritismo se for constatada em vários lugares, através de diversos médiuns, que não mantenham contato entre si. Fora isso, toda comunicação espiritual será uma opinião particular do Espírito comunicante.

Com todo um esquema coerentemente montado, Allan Kardec preparou o lançamento das cinco Obras Básicas da Doutrina Espírita, a Codificação, tendo início em 1857 com o lançamento de "O Livro dos Espíritos". Estes livros contêm toda a teoria e prática da doutrina, os princípios básicos e as orientações dos Espíritos sobre o mundo espiritual e sua constante influenciação sobre o mundo material.

Durante a codificação, Kardec lançou um periódico mensal chamado "Revista Espírita", em 1858. Nele, comentava notícias, fenômenos mediúnicos e informava aos adeptos da nova doutrina o crescimento da mesma e sua divulgação. Servia várias vezes como fórum de debates doutrinários, entre partidários e contrários ao Espiritismo. A Revista Espírita foi a semente da imprensa doutrinária.

No mesmo ano, Kardec viria a fundar a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Constituída legalmente, a entidade passou a ser a sociedade central do Espiritismo, local de estudos e incentivadora da formação de novos grupos.

Allan Kardec desencarnou em 31 de março de 1869, aos 65 anos, vítima de um aneurisma. Sua persistência e estudo constantes foram essenciais para a elaboração do movimento espírita e organização dos ensinos do Espírito de Verdade.





Resumo das Obras Básicas da Doutrina Espírita

  1. O Livro dos Espíritos: lançado por Allan Kardec em 1857, é o principal livro da Doutrina Espírita. Podemos chamá-lo de espinha dorsal, pois sustenta todas as outras obras doutrinárias. Divide-se em quatro partes: "As causas primárias"; "Mundo espírita ou dos Espíritos"; "As leis morais"; e "Esperanças e consolações". É composto de 1018 perguntas feitas por Kardec aos Espíritos superiores responsáveis pela vinda do Espiritismo aos homens. O que é Deus? De onde viemos? Para aonde vamos? O que estamos fazendo na Terra? Estas são algumas das questões respondidas pela falange do Espírito de Verdade.
  2. O Livro dos Médiuns: teve seu lançamento em 1861. Nele, Allan Kardec mostra os benefícios e os perigos da mediunidade, ou seja, o canal que liga o homem encarnado ao mundo espiritual. Demonstra que embora todos os seres vivos possuam esta abertura de contato, há aqueles que a têm de uma forma mais abrangente. Kardec e os Espíritos superiores alertam sobre a sutileza desta faculdade, para que uma pessoa possa contatar os Espíritos sem ser prejudicada por entidades maléficas, descontrolando sua mediunidade.
  3. O Evangelho Segundo o Espiritismo: editado em 1864, esta obra pode ser entendida como a parte moral da Doutrina Espírita. Nela, Kardec e os Espíritos superiores comentam numa linguagem acessível as principais passagens da vida de Jesus. Explicam suas parábolas e demonstram a grandiosidade do Mestre nos seus ensinos, dando-nos, além disso, conselhos importantes sobre nossa conduta diária frente às dificuldades e dúvidas da vida.
  4. O Céu e o Inferno: Kardec lançou este livro em 1865. Através da evocação dos Espíritos de pessoas das mais diferentes classes sociais, crenças e condutas, demonstra-nos como foi a chegada e a vivência espiritual destes seres após o seu desencarne. Rainhas, camponeses, religiosos, assassinos, ignorantes e intelectuais são alguns dos que contam o que os aguardava depois de suas atitudes terrenas e como poderão ser suas vidas futuras.
  5. A Gênese: nesta obra, de 1868, Kardec explica a Gênesis Bíblica, a formação do Universo, demonstrando a coerência da mesma quando confrontada com os conhecimentos científicos, despida das alegorias próprias da época em que foi escrita. Expõe o que são os milagres, explicados pelas leis da natureza, produtos da modificação dos fluidos que nos cercam. Enfim, faz a religião e a ciência caminharem juntas, fortalecendo a fé dos que crêem em Deus.


Fonte:  http://www.espiritismo.org/biokardec.htm

segunda-feira, 25 de março de 2013

DEUS - NOSSO PAI



PALESTRA

DEUS - NOSSO PAI
LE-1- O que é Deus?
- Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.

PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS
- Para crer em Deus é suficiente lançar os olhos às obras da criação.
- A harmonia que regula as forças do universo revela combinações e fins determinados, e por isso, mesmo um poder inteligente.

ATRIBUTOS DA DIVINDADE
- DEUS é eterno.
é imutável.
é imaterial.
é único.
é todo poderoso.
é soberanamente justo e bom.

-DEUS É ESPÍRITO E DEVE SER ADORADO EM ESPÍRITO E EM VERDADE. (JOÃO- IV: 24)


Acima, colocamos um exemplo de como a palestra pode ser apresentada em uma lousa. A seguir, os comentários que podem ser feitos a cada item em destaque.
  

OBJETIVO:

Esta palestra tem por finalidade a esclarecer sobre a concepção espírita de Deus, seus atributos e como adorá-lo.
Comece dizendo que Deus não é aquele velhinho de longas barbas brancas, e que às vezes, de dedo em riste, escolhe quem deve ou não sofrer. Na palestra, será demonstrado que o Pai é misericordioso e que suas Leis foram feitas para nos ajudar a progredir, em todos os sentidos.


INTRODUÇÃO:

Desde os tempos mais remotos, quando o homem adquiriu a consciência de si mesmo, quando começou a raciocinar, veio junto com estes aspectos de humanidade a concepção de um ou vários seres superiores que tinham criado as coisas que o homem não tinha feito ou não entendia. Começou-se a adorar como deuses as montanhas, os raios, as tempestades, o mar.
Com a evolução moral e intelectual também evoluiu esta visão de Deus ou Deuses, a partir do que veio a concepção do Deus único com os povos hebreus.
Dentro da corrente de pensamento do Criador único apareceu com Moisés uma imagem mais complexa de Deus. Este grande profeta nos trouxe um Deus parcial, vingativo, irado, guerreiro. Visão esta dentro do entendimento que aquela população, de cerca de 3700 anos atrás, tinha condições de absorver.
Passando-se mais ou menos 1.700 anos, veio Jesus Cristo mudar radicalmente este entendimento do nosso Criador. Demonstrando um Deus que é acima de tudo um Pai amoroso, soberanamente justo e bom. E é dentro desta concepção que a Doutrina Espírita desenvolve a sua visão do criador de todas as coisas, cumprindo assim o seu papel de Consolador Prometido por Jesus, que viria a seu tempo relembrar tudo o que Ele tinha dito e falar de coisas que Ele não podia dizer naquela época remota.


LE-1- O que é Deus?
- Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.


Na primeira questão de ‘O Livro dos Espíritos", Kardec faz esta pergunta ao Espírito de Verdade. O que pode significar esta resposta? Esta primeira resposta já traça toda uma linha de raciocínio para a visão do Universo que nos rodeia, pois tudo isto se baseia na compreensão que temos do Criador. Os espíritos colocam a Deus como a inteligência suprema do universo, arquiteto de todas as leis, sejam elas morais, físicas, químicas, orgânicas. Pois todas elas foram criadas por esta inteligência para a harmonia deste Universo.
Ele é a causa primária de todas as coisas, pois tudo veio d’Ele, nada existia antes d’Ele, tudo o que existe no mundo material e também no mundo espiritual foi Ele quem criou.
Aqui, os espíritos nos demonstram que Deus não tem corpo, ou seja, não é homem ou mulher, preto ou branco, velho ou moço. Que Ele é uma força positiva e inteligente que a tudo permeia.



PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS
- Para crer em Deus é suficiente lançar os olhos às obras da criação.
- A harmonia que regula as forças do universo revela combinações e fins determinados, e por isso, mesmo um poder inteligente.


Muitos homens pedem provas espetaculares e especiais da existência de Deus. Acreditam-se muito importantes para que Deus pudesse se interessar em aparecer para eles ou enviar um sinal dos céus para provar a sua existência.
A maior prova que existe é a própria criação, pois é pela obra que se conhece o criador. É só olharmos em nossa volta e vermos as maravilhas naturais que acontecem todo o dia, e que não damos a menor atenção. Basta olharmos para o nosso corpo, como foi gerado, seu funcionamento que comprova uma maravilhosa máquina que a nossa razão ainda não entende completamente.
Neste momento, diga para o público lembrar da natureza, a harmonia da cadeia alimentar, do germinar de uma árvore, da beleza de um rio ou do oceano. A imponência da floresta tropical em contraste com um deserto, seja ele quente ou frio, onde também germina a vida.
Lembre das estrelas, estes sóis girando no infinito, muitos deles carregando mundos habitados, onde lá também Deus colocou a vida.
Diga que devemos começar a perceber a grandiosidade da obra que nos rodeia e agradecer ao Criador por tudo que Ele nos deu.




ATRIBUTOS DA DIVINDADE

Não temos a capacidade de conhecer a Deus completamente, isto só acontecerá quando depurarmos o nosso espírito de toda a imperfeição. Mas agora podemos ter uma pálida imagem do nosso Pai, que poderá nos ajudar a ter uma idéia mais justa de sua grandeza.

Deus é Eterno: Não teve começo e nem vai ter fim. Não foi criado, pois se o tivesse sido, não seria Deus. Vive em um plano absoluto, onde não existe o tempo e nem o espaço, muito diferente do nosso, que é o plano relativo, onde o tempo e o espaço são os comandantes das ações. É muito difícil para nós entendermos estes conceitos, pois estamos acostumados a viver e raciocinar dentro do relativo, do começo e o fim, da vida e da morte, do dia e da noite, do bem e do mal.

Deus é imutável e imaterial: Deus não muda de forma e nem de conteúdo, não muda de personalidade e nem de humor, não fica irado ou alegre. Pois Ele é espírito, de uma natureza totalmente diferente da matéria; esta sim, mutável. Se Deus fosse mutável, as suas leis também seriam e o universo não teria estabilidade.

Deus é único: Se tivéssemos dois ou mais deuses diferentes, as leis que regem o universo e a nossa vida não seriam iguais, em uma parte do universo teria uma lei e em outra parte, outras leis totalmente diferentes. Sendo assim, a razão nos diz que o universo não sobreviveria como uma unidade. E os astrônomos já comprovaram que as leis que regem a matéria aqui são as mesmas que regem a matéria a bilhões de anos-luz de distância.

Deus é todo poderoso: Por ser único, Deus tem o poder supremo sobre todas as coisas, nada acontece contra a sua vontade e se um fato ocorreu é porque Deus assim quis que acontecesse. Não existe outra criatura ou ser que tenha mais poder que Deus.

Deus é soberanamente justo e bom: A harmonia do universo e a racionalidade das leis que temos demonstram que Deus é totalmente justo e bondoso. Depois que O compreendemos de uma forma mais completa, percebemos com mais clareza a bondade de suas leis que regem a nossa vida. Ir contra elas é agir contrário ao equilíbrio, trazendo a consequência do sofrimento.
Se entendermos que nada acontece na nossa vida sem a vontade de Deus e que tudo é para o nosso bem e desenvolvimento, conforme a mais perfeita justiça, começamos a ter uma visão mais clara da necessidade das nossas dores e sofrimentos, que são somente provas e expiações para o nosso aprendizado e crescimento espiritual.
Esta lista está longe de ser completa, pois existem inúmeros atributos que ainda não temos condições de entender, pois a nossa capacidade ainda é pouca para vislumbrar a grandeza e a perfeição de nosso Pai Celestial.



Deus é Espírito, e deve ser adorado em Espírito em Verdade. – JESUS.

Há dois mil anos, Jesus já nos deu uma justa imagem de Deus, quando nos ensina que Deus é espírito, ou seja, é universal na sua bondade, benevolência e justiça. E que devemos adorá-lo em espírito e em verdade, ou seja, através do culto interior, aplicando as suas leis na melhoria do nosso espírito, melhorando o nosso comportamento no dia-a-dia.
Não precisamos adorar imagens, acender velas, usar roupas especiais ou fazer gestos exteriores para agradar a Deus. O que Ele nos pede é que devemos sacrificar o nosso orgulho e o nosso egoísmo, acendendo dentro de nós a luz espiritual, usando a roupagem do bom comportamento perante a todos e a tudo.
Encerre dizendo que o Pai só aguarda que façamos de nossa parte, compreendendo a vida, para que Ele tenha condições de nos ajudar em nossas dúvidas e sofrimentos.



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Fonte: http://www.espiritismo.org

domingo, 24 de março de 2013

O MAGNETISMO




Uma vídeo aula completa sobre magnetismo, tema amplamente abordado 
nos estudos da doutrina espírita, tendo como participante o 
engenheiro civil e pesquisador espírita Jacob Melo, 
autor do livro “Cure-se e Cure pelos Passes”.

A Comunicabilidade dos Espíritos



A Comunicabilidade dos Espíritos com os encarnados não é um fato recente, mas antiquíssimo, com a única diferença que no passado era apanágio dos chamados iniciados e na atualidade, com o advento do Espiritismo, tornou-se fenômeno generalizado a todas as camadas sociais.

A possibilidade dos Espíritos se comunicarem é uma questão muito bem estabelecida, resultante de observações e experiências rigorosamente realizadas por eminentes pesquisadores.

Os Espíritas não têm dúvidas a este respeito; porém, determinados companheiros que abraçam correntes religiosas diferentes da Doutrina Espírita, procuram criticá-la chamando a atenção, entre outras coisas, sobre a proibição mosaica de evocar os mortos.

Na lei mosaica está escrito: “(...) Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores, não os busqueis, contaminando-vos com eles: eu sou o Senhor vosso Deus. (...)” (07) “(...) Quando, pois algum homem ou mulher em si tiver um espírito adivinho, ou for encantador, certamente morrerão; com pedras se apedrejarão; o seu sangue é sobre eles.” (08)

“(...) Não achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor, e por estas abominações o Senhor teu Deus as lança fora de diante dele. (...)” (06)

“Se a lei de Moisés deve ser tão rigorosamente observada neste ponto, força é que o seja igualmente em todos os outros. Por que seria ela boa no tocante às evocações e má em outras de suas partes? (...) Desde que se reconhece que a lei mosaica não está mais de acordo com a nossa época e costumes em dados casos, a mesma razão procede para a proibição de que tratamos.

Demais, é preciso entender os motivos que justificavam essa proibição e que hoje se anularam completamente. O legislador hebreu queria que o seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam abusos (...).” (01)

A proibição de Moisés foi mais para conter um comércio grosseiro e prejudicial com os desencarnados. Os Israelitas necessitavam de uma ação mais disciplinadora porque, além do mais “(...) a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, tal como nos augúrios e presságios explorados pelo charlatanismo e pela superstição. (...)”

Naquela época, aliada à prática pura e simples de evocar os mortos, havia um verdadeiro comércio com os adivinhadores “(...) associadas às praticas da magia e do sortilégio, acompanhadas até de sacrifícios humanos. (...)” (02) A proibição, tinha, pois, razão de ser.

Nos dias atuais, o ser humano adquiriu novas conquistas, o progresso se fez pelo predomínio da razão e, a prática de intercâmbio espiritual ou mediúnica, defendida pelo Espiritismo, tem outras finalidades: moralizadora, consoladora e religiosa.

“(...) A verdade é que o Espiritismo condena tudo que motivou a interdição de Moisés; (...)” (02) os espíritas não fazem sacrifícios humanos, não interrogam astros, adivinhos e magos para informarem-se de alguma coisa, não usam medalha, talismã, fórmulas sacramentais ou cabalísticas para atrair ou afastar Espíritos.

O Espírita sincero sabe que “(...) O futuro é vedado ao homem por princípio, e só em casos raríssimos e excepcionais é que Deus faculta a sua revelação. Se o homem conhecesse o futuro, por certo que negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade. (...)” (04)

A evocação dos Espíritos exercida na prática espírita tem o fito de receber conselhos dos Espíritos superiores, de moralizar aqueles voltados para o mal e continuar com as relações de amizades e amor entre entes queridos que partilharam, ou não, a vivência reencarnatória.

Pelas orientações instrutivas e altamente moralizadoras fornecidas pelos benfeitores espirituais, pelo valioso aprendizado oferecido pelos desencarnados sofredores, conclui-se que a prática mediúnica, é um fator de progresso humano pelos benefícios que acarreta.

“(...) Sem dúvida, poderoso instrumento pode converter-se em lamentável fator de perturbação, tendo em vista o nível espiritual e moral daquele que se encontra investido de tal recurso.

Não é uma faculdade portadora de requisitos morais. A moralização do Médium libera-o da influência dos Espíritos inferiores e perversos, que se sentem, então, impossibilitados de maior predomínio por faltarem os vínculos para a necessária sintonia. (...)” (09) “Repelir as comunicações de além-túmulo é repudiar o meio mais poderoso de instruir-se, já pela iniciação nos conhecimentos da vida futura, já pelos exemplos que tais comunicações nos fornecem. A experiência nos ensina, além disso, o bem que podemos fazer, desviando do mal os Espíritos imperfeitos, ajudando os que sofrem a desprenderem-se da matéria e a se aperfeiçoarem. Interdizer as comunicações é, portanto, privar as almas sofredoras da assistência que lhes podemos e devemos dispensar. (...)”. (03)



MEDIUNIDADE E SERVIÇO AO PRÓXIMO

 
Aspiras ao desenvolvimento da mediunidade para mais fácil intercâmbio com o Plano Espiritual. Isso é perfeitamente possível; entretanto, é preciso lhe abraces as manifestações, compreendendo que ela te pede amor e dedicação aos semelhantes para que se transforme num apostolado de bênçãos.

Reconhecerás que não reténs com ela um distrito de entretenimento ou vantagens pessoais e sim um templo-oficina, através do qual os benfeitores desencarnados se aproximam dos homens, tão diretamente quanto lhes é possível, apontando-lhes rumo certo ou lenindo-lhes os sofrimentos, tanto quanto lhe utilizarás os recursos para socorrer desencarnados, que esperam ansiosamente quem lhes estenda uma luz ao coração desorientado.

Receberás com ela não apenas a missão consoladora de reerguer os tristes, mas também a tarefa espinhosa de suportar, corajosamente, a incompreensão daqueles que se comprazem sob a névoa do materialismo, muita vez interessados em estabelecer a dúvida e a negação para obterem, usando o nome da filosofia e da ciência, livre trânsito nas áreas de experiência física, em que a fé opõe uma barreira aos abusos de ordem moral.

Nunca lhe ostentarás a força com atitudes menos dignas, que te colocariam na dependência do mal, e, ainda mesmo quando ela te propicie meios com os quais te podes sobrepor aos perseguidores e adversários, tratá-los-ás com o amor que não foge à verdade e com a verdade que não desdenha o equilíbrio admitindo que não te assiste o direito de te antepores à justiça da vida.

Terás a mediunidade por flama de amor e serviço, abençoando e auxiliando onde estejas, em nome da Excelsa Providência, que te fez semelhante concessão por empréstimo. E nos dias em que esse ministério de luz te pese demasiado nos ombros, volta-te para o Cristo — o Divino Instrumento de Deus na Terra — e perceberás, feliz, que o coração crucificado por devotamento ao bem de todos, conquanto pareça vencido, carrega em triunfo a consciência tranquila do vencedor. (*)

* XAVIER, Francisco Cândido. Examinando a Mediunidade. In: Encontro Marcado. Pelo Espírito Emmanuel. 7. ed. Rio de Janeiro - FEB, 1991 págs. 93-94.

* * *

FONTES DE CONSULTA

01 - KARDEC, Allan. Da Proibição de Evocar os Mortos. In: - . O Céu e o Inferno. Trad. De Manoel Justiniano Quintão, 30ª ed. Rio de Janeiro, FEB, 1992. item 3, pág 156.
02 - Item 4, págs. 157-159.
03 - Item 15. pág. 165.
04 - Intervenção dos Demônios nas Modernas Manifestações. In: . O Céu e o Inferno. Trad.
de Manoel Justiniano Quintão. 30ª ed.. Rio de Janeiro, FEB, 1992. Item 10, pág. 143.
05 - O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 75. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Introdução, item 6, p.25.
06 - VELHO TESTAMENTO. In: A Bíblia Sagrada. Trad. Por João Ferreira de Almeida. 42 Ed. Rio de Janeiro: Sociedade Bíblica Brasileira, 1980. Deuteronômio, 18:10 - 12 págs 205- 206.
07 - VELHO TESTAMENTO. In: A Bíblia Sagrada. Trad. Por João Ferreira de Almeida. 42 Ed. Rio de Janeiro: Sociedade Bíblica Brasileira, 1980.Levítico, 19:31, pág. 126.
08 - Levítico, 20:27. Pág. 127.
09 - FRANCO, Divaldo Pereira. Mediunidade. In: _ . Estudos Espíritas . Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 6ª ed. Rio de Janeiro, FEB, 1995. pág. 138.


Fonte: ESDE - Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita

MAIS FELIZ



Tantas dívidas acumulou a Humanidade
sobre a própria cabeça que, efetivamente,
a felicidade integral na Terra
ainda está muito distante de ser atingida.
Os efeitos de tantas causas infelizes
somam as calamidades e provações
que presenciamos no mundo e que, em verdade,
muito dificilmente conseguiríamos inventariar.


A propósito, e no intuito de resumir
as nossas conclusões, permitimo-nos lembrar
a ocasião em que o Divino Mestre foi questionado
acerca de quem seria o maior no Reino dos Céus.
A resposta de Jesus foi simples e objetiva:
- O maior no Reino dos Céus será sempre aquele que,
entre os homens, se fizer servidor de todos.


Gravando semelhante anotação,
respeitosamente desdobramos a definição do Senhor,
afirmando que, no mundo, a pessoa mais feliz
será sempre aquela que se fizer, voluntariamente,
a criatura que mais felicidade distribuir
com os seus próprios irmãos do caminho terrestre,
convertendo-se em fulcro de alegria e paz,
esperança e fé para quantos se lhe aproximem do coração.



Chico Xavier / Emmanuel (espírito)

segunda-feira, 18 de março de 2013

Espiritismo e Espiritualismo



Existem na vida da gente situações as mais importantes, que precisam ser  observadas sempre. Dentre elas, está a nossa crença.
 Todas as criaturas humanas têm a sua crença. Independentemente  de que seja uma crença religiosa, uma crença filosófica, uma crença esportiva, a crença na Humanidade. Todos temos uma crença.
Mas, vamos nos situar no universo da crença religiosa. As criaturas que são religiosas na Terra, por razões variadas, se multiplicaram em grupos os mais distintos. Em geral, todos esses grupos acreditam na existência de um Criador para a vida. Na existência de Deus. Todos esses grupos admitem que, independente de Deus, também podem acreditar na existência das criaturas Divinas, das criaturas de Deus, os seres espirituais.
Em alguns grupos de crença de fé, esses seres são chamados de almas. Em outros grupos são conhecidos como Espíritos. Dessa maneira, vale a pena pensar o quanto se distribui a Humanidade em termos de crença. Quanta crença existe na Humanidade.
Existem aqueles que admitem que o indivíduo, quando nasce, tenha a alma forjada na hora em que o corpo vai nascer. Para cada corpo novo, a Divindade cria uma alma -  a doutrina dogmatista.
Mas há aqueles outros que creem que a alma existe desde todo o sempre, criada por Deus  e que, quando o corpo nasce, a alma não está sendo criada junto com o seu nascimento. É uma alma velha que passa a habitar um corpo novo.
As mais variadas doutrinas espiritualistas admitem que haja uma alma habitante do corpo físico, de um corpo humano como é o nosso.
Naturalmente, nós poderíamos perguntar se, no reino animal também poderíamos pensar em uma alma para cada animal. Sim, podemos. Só que, como os animais fazem parte do reino dos seres irracionais, costumamos chamar de princípios espirituais ou de Espíritos que se ensaiam para a vida humana.
Sem que nos importemos com essa classificação nos reinos inferiores ao reino humano, dentro das classificações espirituais que os religiosos dão, verificamos que cada grupo religioso tem  a sua gama de interpretações.
O que distingue as diversas crenças espiritualistas são as suas interpretações. E quando dizemos espiritualistas, queremos afirmar que todas as crenças que admitem que, além da matéria existe um ser espiritual, uma alma ou algo que escapa ao fenômeno da morte, essa crença será chamada de espiritualista. Esse indivíduo que sobrevive à morte do corpo é tido como um Espírito, uma alma ou que nome outro se lhe deseje dar.
Dessa maneira então, acreditamos em Deus, na Sua existência como Criador não criado de todo o Universo, cujos nomes variam de povo para povo, de cultura para cultura e não nos importe se Deus seja chamado assim, como nós O chamamos, Deus; se seja chamado de Alá, de Yaweh, de Natura Naturans. Não nos importará o nome pelo qual Deus seja chamado, desde que essa Entidade, que tudo tenha criado, seja de fato concebida por nós, entendida por nós, como sendo o Criador de tudo. Esse Criador de tudo será o nosso Deus.
Desse modo, crer em Deus, crer na existência de seres espirituais, de almas, caracteriza o espiritualismo. Todas as religiões são por isso mesmo espiritualistas. Desse modo, não temos porque ter preconceitos uns contra  outros, se todos admitimos a existência do Criador e, como consequência dessa existência, os Seus seres, as Suas criações humanas, as Suas criações espirituais.
Então, aqueles que são católicos romanos, protestantes, evangélicos, reformados, budistas, taoístas, espiritistas, umbandistas, candomblezistas, judeus, islâmicos, todos são espiritualistas. Vale a pena pensar nisso, para que vejamos que há muito mais coisas em comum entre nós do que imaginamos.
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Quando falamos que temos muito mais pontos em contato do que possa parecer, é verdade. É mais sério do que pensamos.
Às vezes, ficamos a refletir por que é que os religiosos têm o costume de brigar, desde todos os tempos da Humanidade. Desde que se formaram dois grupos de interpretações diferentes e que foram chamados de crenças, de religiões, etc... já estão os grupos a se engalfinhar. E isso demonstra quão pequena é a maturidade das criaturas humanas que nós formamos.
Estamos falando de Deus, o Autor não criado de todas as autorias, o Criador não criado de todas as criações, nada obstante não conseguimos captar a Sua grandeza ainda. Estamos disputando território, estamos disputando terreno com aqueles que interpretam a existência desse Criador de maneira diferente da nossa.
Imaginemos se, diante de um daltônico, que olhasse uma cor vermelha e jurasse que era verde, se nos engalfinhássemos com ele. Teremos que perceber, que saber, que ele é daltônico, e onde ele vê verde, nós estamos vendo vermelho ou vice-versa, ou outras correlações que possam ser feitas pelo daltônico. Desse modo, não há nenhum sentido em vermos religiosos se engalfinhando.
Pelo mundo afora encontramos as guerras, verdadeiras guerras entre aqueles que acreditam em Alá e aqueles que acreditam em Jeová; os que acreditam em Deus, os que acreditam em Alá. Desse modo, onde pretendemos chegar com a nossa religião?
O espiritualismo forma a generalidade da nossa crença. Todas as crenças religiosas são espiritualistas mas, dentre essas crenças espiritualistas, no século XIX, apareceu em Paris uma delas, que passou a ser chamada  Espiritismo.
No dia 18 de abril de 1857, foi publicado um livro notável, no Palais Royal, na antiga Galérie d' Orléans, intitulado: O Livro dos Espíritos. Vinha assinado por um autor até então desconhecido. Esse autor era Allan Kardec.
Mais tarde pudemos saber que Allan Kardec era o pseudônimo de um notabilíssimo professor francês chamado Hippolyte Léon Denizard Rivail, nascido em Lyon, criado na Suíça Francesa, na cidade de Yverdon-les-Bains e discípulo de um dos mais notáveis pedagogos de todos os tempos na Europa, que foi o notável Johann Heinrich Pestalozzi. Pestalozzi, que todos os professores conhecem.
Ora, esse Allan Kardec trouxe-nos organizadamente os princípios espiritualistas que vieram formar o que  se convencionou chamar, com ele, de Espiritismo.                                                                                                                                         
Muita gente tem medo da palavra, mas é uma palavra como outra qualquer, criada exatamente para afirmar que é a Doutrina dos Espíritos. Ismo, significando Doutrina. Dos Espíritos. Como falamos em materialismo - doutrina da matéria. Taoísmo -  a doutrina do Tao.
Desse modo, o Espiritismo trazia nos seus pontos fundamentais algo muito importante para nós que estudamos o espiritualismo.
Apresenta o Espiritismo cinco pontos fundamentais, a saber: a existência de Deus. Muita gente pergunta, ou se pergunta, se os espiritistas acreditam em Deus. Ora, se o seu primeiro fundamento, o primeiro fundamento da Doutrina dos Espíritos é a existência de Deus,  natural é refletir que os espiritistas admitem a existência de Deus.
Não apenas acreditam nela, mas têm uma certeza da existência desse Criador não criado, dessa Inteligência Suprema do Universo.
E essa visão espiritista de Deus é uma visão que todas as religiões podem assimilar. Por quê? Porque Deus sendo a Inteligência Suprema do Universo, qual é a religião que fala diferentemente disso? Qual é a religião que fala contrariamente a isso?
Dessa maneira, podemos bem aquilatar o quanto é importante a existência de Deus. Porque é o fundamento de todos os fundamentos.
Daí nasce o segundo princípio da Doutrina Espírita, que é a existência e a Imortalidade da alma. Todos somos existentes, mas também somos Imortais. O fato de sermos Imortais é algo importantíssimo, no contexto das nossas vidas. Morremos, mas não desaparecemos com a morte.
Ao lado disso, chegamos ao terceiro princípio da Doutrina Espírita, a pluralidade das existências. Somos Imortais, e temos que evoluir ao infinito como propôs Jesus Cristo, dizendo o Mestre, que deveríamos ser perfeitos como perfeito é nosso Pai Celestial. Esse direcionamento que Cristo nos aponta é para que saibamos que precisamos evoluir. A pluralidade das existências é a estância que nos permite galgar esse progresso.
Ao lado disso, a pluralidade dos mundos habitados, mostrando que não é somente o nosso planeta o único mundo habitado nesse Universo inteiro.
E por fim, a comunicabilidade dos Espíritos. Daí, vemos como é importante sermos espiritualistas. E a Doutrina dos Espíritos é uma digna representante do espiritualismo universal.

       Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 95, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.
Programa gravado em agosto de 2007. Exibido na CNT, Canal 6, Curitiba e Canal 7, Londrina, no dia 30 de março de 2008.
Disponível no DVD Vida e Valores, v. 3, ed. Fep.
Em 04.01.2010..


sábado, 16 de março de 2013

O QUE É ESPIRITISMO



A palavra espiritismo foi criada por Allan Kardec, para designar a doutrina que ele codificou.

Foi empregada pela primeira vez no Livro dos Espíritos, onde lê-se: "Para as coisas novas necessitam-se de palavras novas, assim é necessário a clareza de linguagem para evitar a confusão inseparável do sentido múltiplo dos mesmos vocábulos.

As palavras espiritual, espiritualista, espiritualismo têm uma acepção bem definida [...]”.

Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo; quem crê haver em si outra coisa que a matéria, é espiritualista. Mas não se segue daí que crê na existência dos espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível.

Em lugar das palavras espiritual, espiritualismo, empregamos para designar esta última crença, as de espírita e de espiritismo.“[...]

Diremos, pois, que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípios as relações do mundo material com os espíritos ou seres do mundo invisível.

Os adeptos do Espiritismo serão espíritas ou, se o quiser, os espiritistas.

"Desta forma, embora hoje as pessoas empreguem a palavra espiritismo de maneira equivocada, confundindo com as religiões de origem africana simplesmente pelo fato de elas acreditarem na comunicação com os espíritos e na reencarnação, e embora se fale em Espiritismo Kardecista objetivando fazer diferenciação entre a doutrina que professamos e outras doutrinas, seitas e religiões espiritualistas, a verdade é que somente existe um espiritismo, aquele codificado por Allan Kardec.

Procurando dar uma noção inicial sobre o objeto de nosso estudo, podemos dizer que o Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos Superiores, através de médiuns, e organizada (codificada) por um educador francês, conhecido por Allan Kardec.

 
O Espiritismo é, ao mesmo tempo, filosofia, ciência e religião.
Filosofia - porque dá uma interpretação da vida, respondendo a questões como "de onde eu vim?", "o que faço no mundo?", "para onde irei depois da morte?", Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia.


Ciência - porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais. Todos os fenômenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação científica. Não existe sobrenatural no Espiritismo.


Religião - porque tem por objetivo a transformação moral do homem, revivendo os ensinamentos de Jesus Cristo, na sua verdadeira expressão de simplicidade, pureza e amor. Uma religião simples, sem sacerdotes, cerimoniais e nem sacramentos de espécie alguma. Sem rituais, culto a imagens, velas, vestes especiais, sem manifestações exteriores.



Fonte: http://www.nossolar-chapeco.org.br/nl/index.php?option=com_content&task=view&id=35&Itemid=49#2.O_QUEEO_ESPIRITISMO

REFLEXÃO...