Eternidade

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domingo, 21 de setembro de 2014

O rabino Eliachim Bem Sadoch



O Enfrentamento com a Treva – Compilado do livro
Transição Planetária – Manoel P. de Miranda e Divaldo Franco
Os membros, que foram convocados entre os encarnados, eram companheiros adestrados no socorro aos Espíritos renitentes no mal e acostumados aos debates que sempre se travam durante os atendimentos especializados. O médium Joseval, que fora responsável pela dissertação da noite, veio trazido pelo mentor amigo, apresentando significativa lucidez, acostumado como se encontrava com os desdobramentos parciais pelo sono fisiológico e com as realizações espirituais em nossa esfera de residência.
Nesse comenos, um dos vigilantes que se encontravam à porta de entrada da instituição, veio notificar-nos que o grupo de rabinos judeus acercava-se, apresentando-se de maneira pomposa, com indumentárias extravagantes e o sumo sacerdote “Eliachim Ben Sadoch”, à frente, caminhava com orgulho mal disfarçado, estampando uma carantonha de ódio e soberba.


Acolitado por mais de uma centena de outros chefes, igualmente portadores de semblantes ferozes, alguns com visíveis deformações, deteve-se à porta principal. Cães amestrados, que pareciam anteriormente seres humanos, ora hipnotizados, assumindo formas animalescas, em razão da crueldade de que se fizeram portadores durante as existências anteriores, evitavam que grande número de adeptos e de vitimados pelos administradores da triste corte gerassem qualquer embaraço.
Chegando à área fronteiriça à porta de entrada, tomaram ridícula posição de combate, nos antigos moldes medievais, empunhando estranhos instrumentos de guerra, e, em gritaria selvagem quê repercutia em todo o ambiente, pareciam aguardar a voz de comando. Veneranda entidade feminina acercou-se do fanfarrão desencarnado e desarmou-o com a simplicidade das suas vestes, a irradiação de compaixão e ternura, convidando-o a adentrar-se no recinto, onde era aguardado com respeito e afetividade, sendo permitida também a entrada de alguns membros do seu séquito que, confessamos, era estranho e sombrio.
Carregando volumoso número de pergaminhos amarelecidos e gastos, entregou-os a um dos auxiliares, seguindo após a anfitrioa gentil. Dez outros sacerdotes das antigas seitas que se derivaram do judaísmo na Europa, igualmente tiveram acesso à sala que os aguardava, enquanto ficavam, furibundos e agitados, os demais membros da estranha caravana de honra e a malta de desesperados servidores e subalternos.
Nesse comenos, o diretor espiritual dos trabalhos exorou a Jesus: Senhor Jesus, Augusto Mestre: “Embora as sombras da ignorância predominem em nosso mundo interior, permite que a sublime claridade do Teu inefável amor nos inunde de esclarecimentos, libertando-nos da perversidade que persiste, dominadora. Não somos outros Espíritos, senão aqueles réprobos que Te negamos, mais de uma vez, embora situados nas fileiras do Teu Evangelho, assumindo compromissos perniciosos que nos envergonham até este momento.
Hoje, novamente convocados pela Tua misericórdia, ao serviço iluminativo, sentimos a fragilidade em que nos demoramos, e, por isso, deixamo-nos conduzir pelas Tuas santas mãos, cobrindo as pegadas luminíferas que ficaram pelos caminhos, sinalizando a Tua passagem pela Terra. Ajuda-nos, portanto, a ajudar, socorrendo aqueles que foram nossas vítimas quando defraudamos a Tua mensagem, infelicitados pelos interesses sórdidos da nossa mesquinhez.
Torna a nossa palavra, suave e enérgica, os nossos sentimentos, elevados e meigos, a nossa mente, lúcida e compreensiva, a fim de que não venhamos a dificultar a concretização dos Teus planos para com os infelizes, que somos quase todos nós. Raiando a nova madrugada, propicia-nos a incomum felicidade de ampliar os horizontes ainda em sombras para a luz da verdade de que Te fazes portador.
O irmão, que iremos receber, ao lado de outros que tombaram nos fossos profundos do ódio, guarda as lembranças do que lhe fizemos ontem, quando conspurcamos o Teu nome com as nossas paixões. Apieda-Te de todos nós, os Teus servos humilíssimos, e sê conosco a partir deste momento, através dos Teus mensageiros sublimes, a fim de que consigamos melhor contribuir na Tua seara fecunda. Que assim seja!”
Ao silenciar, apresentava a emoção que a todos nos tomara. Uma indescritível onda de paz dominava-nos a todos, que nos encontrávamos unidos em suave harmonia de enternecimento.
Chegando ao recinto, devidamente protegido por correntes fluídicas cuidadosamente distribuídas em torno do edifício e, em especial, da sala mediúnica, o desafiador iracundo não pôde sopitar os sentimentos infelizes de que se fazia portador, exigindo mais consideração e destaque, no que, certamente, não pôde ser atendido.
Seja bem-vindo à Casa de Jesus, saudou-o, propositalmente, Dr. Sílvio, demonstrando respeito e amizade. Não me fale esse nome — reagiu, totalmente esfogueado, porquanto não tenho a mínima consideração por essa nefanda criatura mitológica da tradição dos dominadores da Terra. E permitiu-se estertorar em estrondosa gargalhada.
Embora houvesse reação de todos os recém-chegados, que se puseram a blasfemar, Dr. Sílvio acercou-se do médium Joseval, que se encontrava em semitranse, e, antes mesmo que o sumo sacerdote se desse conta, foi atraído ao seu campo perispiritual, como uma limalha de ferro à ação do ímã. O médium em incorporação atormentada, moveu-se, tomando uma atitude arrogante, enquanto o Espírito gritava: “Caímos numa cilada típica dos nefastos cristãos de todos os tempos. Avancem e ataquem os infelizes traidores, rápido...”
Movimentaram-se os demais convidados, sem qualquer facilidade, porque as energias ambientais impediam-nos de tomar as atitudes para as quais se haviam preparado, permanecendo imobilizados pelas vibrações que lhes eram dirigidas por todos os presentes. Ante a impossibilidade, puseram-se a gritar em situação deplorável de desespero, esperando ser ouvidos pelos asseclas que permaneceram fora do recinto, e que os acompanharam, mantendo a expectativa de uma batalha a céu aberto...
Dr. Sílvio manteve-se tranqüilo, e após muito breve momento entre as acusações do comunicante e os seus acompanhantes, respondeu com bondade irrepreensível: “Não tem fundamento a sua afirmação de que os traímos, atraindo-os para uma cilada, porquanto, o desafio partiu do respeitável amigo, desafio que aceitamos para um encontro de esclarecimento, não para uma batalha que caracterizasse o Armagedom bíblico, a que se apega, em plano de vingança e de guerra...”
Não ficarei aqui, reagiu com ferocidade, retorcendo-se nos equipamentos mediúnicos, ouvindo suas arengas muito conhecidas minhas, vítima que fui, mais de uma vez, dos argumentos mentirosos dos infames cristãos... Batamos em retirada. Muitas vezes, o recuo é a melhor estratégia num combate, especialmente quando a tropa é vítima da vilania e da sordidez do adversário que a atraiu para o fosso de torpe armadilha.
Nunca os cristãos terão qualquer tipo de dignidade para o enfrentamento com a verdade que se encontra na “Tora”, e jamais nas falsas palavras desse adversário de Israel, que foi justamente castigado. Dr. Silvio: “Confesso-lhe, amigo e irmão, que não existe em nós nenhum sentimento inferior em relação à sua pessoa. Aceitando a sua oferta de decisão em torno da peleja que se alonga pela noite de alguns séculos, o nosso, é o desejo da fraternidade e da paz.”
Reconhecemos o seu poder nas regiões infernais onde se homizia com outros Espíritos que foram vilmente enganados e traídos no passado, quando ainda nos encontrávamos dominados pela ferocidade das paixões inferiores. O tempo correu na ampulheta das horas e todos mudamos, penso que, para melhor, porquanto, a clara mensagem de Jesus, por fim, alcançou as paisagens da nossa mente e o país dos nossos sentimentos.
Suplicamos-lhe, bem como a todos aqueles a quem magoamos, o perdão sincero, reconhecendo o nosso erro lamentável e de graves conseqüências. Honestamente arrependidos, desejamos demonstrar a nossa transformação moral, recebendo-o e a todos quantos anelem pela paz que não fruem desde há muito, paz de que Jesus é o único possuidor.
Não volte a pronunciar esse nome, revidou furibundo. Lamento não poder atendê-lo, porque o servo não é maior do que o amo, nem o escravo melhor do que o senhor. Jesus é o nosso Caminho, nossa Esperança de libertação total, nosso Porto de segurança.
Fosse Ele tudo isso, resmungou, irônico, e eu não estaria aqui, constrangido e impossibilitado de fazer o que me apraz, confirmando a minha desconfiança em relação a Ele e à escória que O segue. Dr. Silvio: “Ocorre, que o amigo, esclareceu, paciente, trazia planos de belicosidade, utilizando as armas do ressentimento e da vingança, instrumentalizado por outras de caráter destrutivo, conforme as manipula na área que lhe parece pertencer.
Deflagrada está a guerra, ripostou, com os olhos fora das órbitas, deixando que a máscara afivelada à face desaparecesse e venceremos os adversários, não permitindo que mais se expanda a nefasta doutrina agora renascida no Espiritismo, essa peçonhenta herança do maldito Cristianismo dos padres e príncipes da igreja enganosa.
De fato, respondeu o nobre esclarecedor, o Espiritismo ora esplende nos céus do planeta, confirmando a promessa de Jesus, de que não nos deixaria órfãos, o que realmente aconteceu. O Seu amor e a Sua compaixão permitiram que fossem revistas as páginas que Ele escreveu no santuário da Natureza, através das palavras sublimes e dos exemplos inigualáveis, e que nós adulteramos, adaptando-as aos nossos interesses miseráveis, dando lugar a uma doutrina muito distante da sua legitimidade. Como, porém, nunca é tarde para se recomeçar, refazer caminhos e corrigir enganos, estamos empenhados no compromisso da reabilitação.
Palavras e palavras, que não alteram os atos ignóbeis do passado, nem alteram os nossos planos de desforço, explodiu, caviloso. Erguendo o médium em atitude ameaçadora, interrogou com hostilidade irrefreável: “Veja a paisagem da Terra infeliz. Onde estão a mansidão e a cordura, a compaixão e a misericórdia, tão decantadas? Não vê, por acaso, o que ocorre no mundo rico de poderes ilusórios e de degradação? Em que lugar se ocultam os discípulos do Crucificado portador de muitas culpas, que os engabelou com as Suas palavras e promessas vás?”
Sim, vemos a presença da luz onde predominava a treva, do amor onde o ódio semeava destruição, da ternura no lugar em que a agressividade reinava e do trabalho de reconstrução sobre os escombros das glórias mentirosas do passado. Anunciam-se novos tempos, quando o sofrimento cederá lugar à alegria de viver, e quando os sentimentos entorpecidos oferecerão campo à floração dos elevados ideais da dignificação humana.
Essa lamentável situação será questão de pouco tempo, para ser resolvida, porquanto, momento chega em que a Terra e os seus habitantes serão constrangidos a alcançar patamares superiores da evolução. “Quando os filhos de Alcione se instalarão, expulsando os terrícolas? Indagou, dominado por refinado sarcasmo.”
Não exatamente conforme assinalado. Estamos recebendo visitantes de outra dimensão, que se propõem a ajudar-nos nas transformações que já se vêm operando no planeta, porque a Lei que vige no Universo é a da harmonia, da solidariedade, dos princípios morais estabelecidos pelo Pai Criador.
Gargalhada horripilante estrugiu por entre os lábios deformados do ser que se comunicava, agora apresentando-se em toda a sua hediondez de fera, vítima que se permitira ser da licantropia. Vimos o médium vergar-se e uivar dolorosamente, apresentando comportamento lupino. Um odor fétido tomou conta do ambiente, à medida que os demais acompanhantes do antigo rabino sofriam equivalentes modificações. Passamos a aspirar uma psicosfera pesada, muito densa, quase asfixiante.
Enquanto isso ocorria, os diversos membros da reunião em prece de profunda intensidade, tomados de compaixão e sinceramente tocados pelo espetáculo doloroso, lentamente geraram vibrações que diluíram as densas nevoas psíquicas, e, inopinadamente, entre dentes, em convulsão, o comunicante estridulou: “Nada agora me deterá... Voltaremos a encontrar-nos, infame traiçoeiro... noutro lugar... Sim - redarguiu nosso benfeitor - Encontrar-nos-emos, sim, no seu reduto.
Como se fosse arrancado violentamente, desprendeu-se do perispírito do médium que, por pouco, não tombou ao solo, não estivesse Dr. Sílvio em vigília, amparando-o e pondo-o sentado em postura equilibrada. As outras entidades que o acompanharam, igualmente foram atraídas na mesma onda vibratória e a sala, a pouco e pouco, voltou a adquirir a harmonia inicial.
Deixando revelar a emoção de júbilo, nosso mentor explicou-nos: Estava programada essa reação, porquanto, em realidade, não tivemos aqui, o antigo sacerdote Eliachim Ben Sadoch, mas um clone dele, um Espírito que lhe assimilou as características com o objetivo de enganar-nos, já que, no seu reduto, ele acompanhou todos os lances do nosso encontro.
Hábil e astuto, não quis correr o risco de um enfrentamento direto, enviando, primeiro, simuladores do seu reino de horror, fortemente vinculados à sua poderosa mente, que os arrancou do nosso recinto, com a permissão dos nossos Guias, sem dúvida, para que não descobríssemos a farsa.
Como em nossos labores espirituais a violência é desnecessária, e não nos cabia evitar a evasão dos visitantes, foram tomadas providências para que o diálogo se prolongasse pelo tempo apenas necessário para que ocorressem as metamorfoses, diluindo-se as máscaras fluídicas de que se utilizaram para ocultar a atual identidade. O enganador é sempre alguém que se equivoca, iludindo-se, enquanto supõe estar ludibriando o seu próximo. Consideramos exitosa a tarefa sob as bênçãos de Jesus, que terá seu natural prosseguimento em ocasião oportuna que virá.
Refazendo a concentração de todos, vimos a irmã Arlinda, veneranda trabalhadora com mais de meio século de dedicação à Causa do Bem, entrar em transe e passar a eliminar “energia em forma de ectoplasma”, pelos orifícios naturais da face, formando um Espírito nobre que, banhado de azulínea luz, condensou-se no recinto saturado de vibrações perfumadas e elevadas. Tratava-se de um embaixador de Ismael, guia espiritual do Brasil, que logo se fez identificar, trazendo o apoio do nobre mentor:
Irmãos queridos: Guarde-nos Jesus na Sua paz e misericórdia. As vossas preces alcançaram as regiões felizes, e o anjo benfeitor do Brasil enviou-nos, a fim de receberdes o seu apoio honroso, na bendita realização a que vos entregais. A pátria do Cruzeiro desempenhará o seu papel cristão no cenário do mundo conturbado da atualidade.
Missionários do amor e da libertação de consciências encontram-se renascidos entre vós, com a tarefa de devolver ao mundo a mensagem gloriosa do suave-doce Rabi galileu, que sofreu as previstas modificações ao longo dos séculos. Comprometidos com a Verdade, têm a tarefa de viver o que ensinam, trabalhando os metais da alma, de forma a amoldá-los às novas finalidades.
Embora os caminhos ainda permaneçam com espinheirais dominando-os e pedrouços em todo lugar dificultando a marcha, esses peregrinos do dever encontram-se forrados de coragem e de destemor para não se deterem em momento algum, avançando sempre. Espíritos missionários de outras eras, acostumados à austeridade e à renúncia, inspiram-nos em favor do êxito no desiderato. Incompreendidos e malsinados, sofrendo escárnio e enfrentando desafios colossais, avançam confiantes no resultado feliz do empreendimento com o qual se comprometeram desde antes do berço.
A sua palavra vibrante e os seus exemplos dignos sensibilizam os públicos que os ouvem e as pessoas que convivem com eles reconhecem que estamos realmente no limiar de um novo tempo de amor, de paz e de verdade. Não mais os engodos de outrora, nem as louvaminhas da viagem equivocada ao reino da ilusão. A seriedade e o sacrifício são lhes as condecorações que carregam nas vestes da alma, identificando-os como seguidores de Jesus, que não teve outra escolha entre a glória mentirosa da Terra e a cruz libertadora que o reconduziu à imortalidade em triunfo.
Percorrem os mesmos caminhos do passado, nos quais deixaram pegadas assinalando crimes e vícios, que ora deverão apagar, sobrepondo as luminosas propostas do amor sem jaca e da verdade sem disfarce. Vinculados psiquicamente à nossa Esfera, recebem contínuo estímulo para não esmorecerem nas lutas difíceis, nem se desviarem do roteiro que percorrem, animados pelo espírito da alegria e a compensação da paz interna.
Perseguidos pelos adversários da Luz, equipam-se com os instrumentos de defesa, que são a oração e os atos enobrecidos. Mesmo quando a grande nação brasileira mergulha em abismos de devassidão, de corrupção, de desrespeito aos códigos da justiça e da honradez, fase passageira do seu processo de evolução, Ismael, compassivo, intercede, junto a Jesus, em favor de todos, confiando nos reajustamentos que já se vêm operando com uma nova geração de mulheres e de homens de bem.
Certamente, o mesmo ocorre nos diversos países da Terra, no entanto, ao Brasil coube, por determinação do Mestre incomparável, a tarefa de devolver ao mundo a Sua mensagem de misericórdia e de libertação total. Porfiai, pois, nos objetivos abraçados, sem jamais temerdes as forças do mal, que se diluem como a neblina ante o calor do Sol da verdade, instituindo o período do amor como essencial para a felicidade de todos.
Tendes sido objeto de ciladas e traições, de testemunhos que guardais em silêncio, nunca revidando ao mal, sempre compreendendo que sois discípulos daquele que não se defendeu das acusações indébitas que lhe foram atiradas na face, sendo-vos, portanto, o modelo a seguir.
Solidão, desapreço, sofrimentos íntimos por anseios que se não converteram em realidade são as injunções a que fazeis jus em decorrência do vosso comportamento em outras passadas reencarnações. Mantende, hoje, o brilho da alegria e da bondade na face e no sentimento, gerando harmonia onde quer que vos apresenteis.
Nunca experimentareis abandono, nem sofrereis a ausência dos vossos guias espirituais afetuosos, que seguem convosco até a conclusão da tarefa encetada, quando retornareis à grande pátria espiritual. Que o Senhor vos abençoe e vos guarde sempre, vosso irmão e servidor. Bittencourt Sampaio
Enquanto enxugávamos as lágrimas espontâneas, diluiu-se a luminosa figura do Espírito embaixador de Ismael, deixando aragens fluídicas de peculiar bem-estar, que a todos nos penetravam com efusão.
  
Lentamente a médium recobrou a lucidez, consciente de que havia servido de instrumento à materialização de um mensageiro especial, agradecendo ao Senhor a bênção em sentida oração. Por nossa vez, não podíamos conter as emoções que se sucediam em calidoscópio de lembranças afetuosas que procediam da última existência, na Terra, quando tivemos ocasião de ler as obras escritas por esse venerável mentor, antigo presidente da Federação Espírita Brasileira.

Chegando a hora do encerramento das atividades, Dr. Sílvio comunicou ao dirigente que orou, comovidamente, despedindo-se de todos nós até a próxima oportunidade. A sorridente face do Sol ainda não se apresentara, mas os seus cabelos de luz já desenhavam sinais nas sombras antes em predomínio na noite...

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