Eternidade
domingo, 14 de janeiro de 2024
quarta-feira, 20 de setembro de 2023
domingo, 30 de abril de 2023
segunda-feira, 27 de março de 2023
sábado, 25 de fevereiro de 2023
A hora de ajudar
Professor, médium e conferencista espírita
Estando em festa a formidanda Mansão dos Churchill na Escócia, muitas crianças vieram com seus pais para o grandioso evento de reinauguração dos edifícios há pouco restaurados.
Enquanto brincavam, uma delas caiu numa piscina e começou a afogar-se. Em desespero, as demais se puseram a gritar enquanto o garoto se debatia.
Estando próximo o filho do jardineiro, sem raciocinar quase, atirou-se às águas e, por ser também uma criança, conseguiu com sacrifício salvar o outro.
Logo os adultos tomaram conhecimento, e o pai, reconhecido, muito agradeceu ao menino.
De imediato, disse-lhe ao genitor: – Em gratidão por seu filho haver salvado a vida do meu, eu lhe darei refinada educação. Diga-me o que mais ele deseja para si mesmo no futuro.
O homem humilde pensou um pouco e respondeu: – Meu filho disse-me uma vez que, quando crescesse, desejava ser médico para ajudar as pessoas.
– Pois o levarei para Londres e o educarei atendendo o seu desejo.
Assim aconteceu.
Passaram-se os anos e em 1947, terminada a Segunda Guerra Mundial, o primeiro-ministro da Inglaterra Winston Churchill participava da Conferência de Paz, em Teerã, no Irã, quando adoeceu gravemente de pneumonia.
A notícia consternou o mundo, mas o Dr. Alexander Fleming, o autor da descoberta da penicilina, viajou de Londres e cuidou do paciente, salvando-lhe a vida.
Posteriormente, quando Churchill referiu-se ao notável acontecimento, afirmou que por duas vezes a sua vida fora salva pela mesma pessoa.
Fleming era o pequeno que o salvara do afogamento na Escócia.
Na vida de todos nós jamais faltam oportunidades para ajudar o nosso próximo, e esse sentido existencial tem sido responsável por tudo de bom e belo que acontece na humanidade.
Quem não vive para servir ainda não aprendeu a viver.
A vida humana é um hino ao serviço constante, porquanto tudo serve em a Natureza.
Faz-se necessário somente descobrir-se a melhor maneira de servir, colocando-se na condição de edificador da felicidade na Terra.
O egoísmo tem sido responsável pela desgraça moral e espiritual das criaturas e somente o altruísmo é-lhe o oposto dignificador.
Quando compreendermos o sentido do serviço edificante entre todos e em toda parte, haverá uma sinfonia harmônica entre as massas, e o mal, que persiste nos corações, cederá lugar ao amor, que se enfloresce em bênçãos.
Nunca desperdices a oportunidade de ajudar no crescimento ético das criaturas e nas suas necessidades.
Ajudando, estarás auxiliando-te a entender que realmente feliz e abastado é todo aquele que auxilia.
Foi por esta razão psicológica e real que Allan Kardec estabeleceu no conteúdo do Espiritismo que “fora da caridade não há salvação”.
Expandir a caridade é dever nosso.
Artigo originalmente publicado no Jornal A Tarde, coluna Opinião, no dia 27 de janeiro de 2023.
quinta-feira, 21 de abril de 2022
terça-feira, 14 de setembro de 2021
quarta-feira, 8 de setembro de 2021
segunda-feira, 6 de setembro de 2021
segunda-feira, 30 de agosto de 2021
sexta-feira, 25 de junho de 2021
O trabalhador espírita da Nova Era
O trabalhador espírita que não estiver atento a este fato, que continuar com os mesmos hábitos da época de provas e expiações necessita refletir sobre a necessidade de progresso para acompanhá-lo no rumo que conduz a um mundo melhor, regenerado.
Estar na transição e agir nos moldes da expiação e provas é estagnar-se e não perceber a necessidade de progresso que reclama hábitos e costumes diferentes dos até então praticados.
O mundo regenerado reclama atitudes diferentes do de provas e expiações; os herdeiros deste futuro serão aqueles renovados e em condições de usufruir a regeneração com espírito colaborativo; atitudes de respeito; entendimento ampliado sobre a vida do Espírito imortal; coração bondoso; responsabilidade coletiva; desprendimento das ideias não mais compatíveis com a realidade regenerada e ação caridosa em todas as circunstâncias.
Para isso, impõe-se a transição dos remanescentes do mundo de provas e expiações, porque as gerações novas já se compromissaram antes do nascer com as mudanças necessárias para que se faça a renovação da Humanidade.
O espírita da Nova Era realizará suas tarefas de maneira impessoal, portanto, coletivamente, para que surja a personalidade única, Jesus, que aguarda as consciências se iluminarem para reconhecê-lo como o único Pastor, Guia e Modelo, Governador da Mãe Terra.
O espírita dessa Nova Era terá o seu coração forjado à bondade; vivenciará a benevolência para com todos indistintamente, compartilhará suas tarefas para que a responsabilidade seja ampliada ao coletivo; deixará no abandono as ideias não compatíveis com as verdades luminíferas do Evangelho de Jesus, substituindo-as por tudo que é coerente com a Lei Divina ínsita nas consciências; pautará a vida com exemplos de amor, conforme Jesus elucidou e viveu, na demonstração ativa da prática da caridade.
Aquele que augurar ser espírita da Nova Era, encontra-se frente a frente com o grande desafio da renovação para melhor, de retirar as sombras acumuladas no passado sombrio e de fazer a escolha correta do caminho a seguir.
Ele, o Mestre Nazareno, já apontou a direção e a maneira de extirpar as sombras: Eu sou o caminho…. Aquele que me segue jamais estará em trevas.
Ave, Cristo!
Sigamo-lo, pois, intimoratos, no rumo da regeneração.
Fonte: O Reformador - FEB - junho/2021
domingo, 6 de dezembro de 2020
VASO ESCOLHIDO
(Tim e Moisés Luna)
No deserto das incompreensões o amor de Deus a nos chamar
A nos levantar das lutas humanas e enxugar lágrimas de um mundo afã
Em Damasco, num portal de luz o inolvidável tecelão
Vai se encantar com a visão celeste, se curvar ante o seu Mestre
Se ofuscar com a luz amiga e entender a razão da vida enfim
Palavra em harmonia, canções maestralmente entoadas
Por anjos de esferas sublimadas ao clarão que ofusca
O brilho do sol compadecido, inspirado, amável
Percorre os caminhos, acalma o gemido dos aflitos
De todos irmãos pequeninos, dos sedentos de Deus
De amor, pois Tu és o meu Vaso Escolhido
Necessário se faz amar, renovar-se no entendimento
Necessário é trabalhar, ser fiel no pouco e no muito
Necessário é esperar, a esperança é companheira
Necessário é perdoar, o amor mais puro se doa
NAS VIBRAÇÕES DO ORGULHO
"Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado." (Lucas, 14:11.)
Maria Emília sempre foi uma servidora dedicada da Casa Espírita. Com grande habilidade para organizar eventos e administrar recursos, ela foi se destacando como uma notável líder.
Em poucos anos, a colaboradora fiel se tornou presidente do Centro e, logo no início de sua gestão, já se percebia melhorias em alguns setores, especialmente na instituição que acolhia moradores de rua da comunidade. O prédio foi reformado e os atendidos puderam ter acesso a serviços médicos, refeição de qualidade, assim como mais conforto nas dependências da instituição.
O trabalho de Maria Emília perante a instituição, sem dúvida, é digno de mérito e beneficia centenas de pessoas. Mas, paralelo à sua brilhante atuação na senda do bem, os confrades mais próximos começaram a perceber nela traços de intolerância. Ocorrências infelizes em determinados eventos se tornaram mais frequentes: uma palavra ríspida aqui, a postura arrogante acolá, além do triste hábito de valorizar as fofocas e justificar suas decisões e atos como sendo instruções e atos como sendo instruções espirituais.
A conduta autoritária que a líder espírita passou a exibir é um exemplo claro da vaidade e do orgulho, ainda muito presentes nas casas espíritas. O médium vaidoso trabalha nas vibrações do ego e, não raro, é assediado por entidades enfermiças, puramente interessadas em colocar a perder as tarefas e a união de todo o grupo.
O orgulhoso não aceita críticas, despreza o valor alheio e tiraniza a si próprio nos meandros da culpa, já que possui crenças baseadas no perfeccionismo que o oprime. Tornando-se arrogante, ele afasta as pessoas, pois em sua ilusão se crê autossuficiente e só consegue ouvir aquilo que lhe convém.
O livro dos médiuns alerta:
Todas as imperfeições morais são outras tantas portas abertas ao acesso dos maus Espíritos. A que, porém, eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é a que a criatura menos confessa a si mesma. O orgulho tem perdido muitos médiuns [...].¹
E o Evangelho,² a seu turno, cita o princípio da reencarnação como fator aniquilante do orgulho e da vaidade, pois, aquele que ocupa elevada posição em uma existência, na outra poderá se curvar à condição mais humilhante.
Dessa forma, é imperioso que priorizemos o trabalho na Casa Espírita. Repudiemos as interferências do egoísmo e do orgulho, para que a palavra dos Espíritos Superiores nos chegue pura, isenta de qualquer alteração.
¹ KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. cap. 20, it. 228.
² _________, O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 7, it. 6,11 e 12
Fonte: Reformador, junho/2016.
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
Com os joelhos desconjuntados
O serviço do Bem não pode cessar, seja qual for a justificativa. Comprometidos com a Causa do Cristo, nada nos deve constituir motivo de impedimento para prosseguir atendendo ao programa elaborado. Os benfeitores espirituais organizadores das atividades imortalistas que a todos dizem respeito estabelecem os roteiros de ação com as minudências indispensáveis, incluindo a cooperação da equipe reencarnada. Certamente surgem imprevistos de vária ordem que têm o objetivo de perturbar ou mesmo impedir a realização dos compromissos firmados. Indispensável que a vigilância do membro do grupo permaneça alerta, a fim de não ser afastado do labor, ou mesmo quando se faça presente, em razão da sua indisciplina, não ser utilizado, em razão de não se encontrar nas condições necessárias ao êxito do cometimento. As atividades mediúnicas movimentam-se em ambas as faixas da existência, física e espiritual. Merece acrescentar que entidades perversas, habilitadas nos expedientes do mal, movimentam-se com afinco para interromper ou desestruturar o esforço que tem significado edificante e profundo. Sempre ativas, provocam situações graves e geram perturbações envolvendo os membros humanos das reuniões mediúnicas, tornando-os indispostos para a sua luminosa execução. Enfermidades inesperadas, visitas não programadas, confusões domésticas e afetivas entre influências doentias são, invariavelmente, recursos de que se utilizam para indispor aqueles que fazem parte dos magnos trabalhos com os quais estão comprometidos. Mente clara e sentimentos calmos fazem parte da contribuição indispensável de cada cooperador, assim propiciando campo especial para as comunicações e terapias próprias e socorristas. Busque-se observar se o fenômeno desafiador se manifesta com frequência nos dias reservados e constatar-se-á como é bem planejada a dificuldade, produzindo indisposição ou insatisfação durante as operações iluminativas. Sem dúvida, os Espíritos que se comprazem nas lamentáveis obsessões e geram problemas são muito hábeis e agem conscientemente, utilizando-se dos pontos vulneráveis dos servidores, que são atacados e induzidos a pensamentos nefastos. A reunião mediúnica é a porta de acesso à comunicação com os desencarnados, portanto, de alta importância nas programações do Espiritismo. Ao mesmo tempo é a caridade de iluminação, produzindo terapêuticas preventivas e curadoras naqueles que a constituem. Admoestamos os voluntários e responsáveis pelos trabalhos mediúnicos para que se não descurem das responsabilidades especiais, respirando o clima psíquico que os precede, de forma que a psicosfera ambiental os facilite. Em qualquer atividade, sempre se tem a preocupação de a programar, cuidar dos procedimentos que lhe dizem respeito, a fim de que o seu desempenho seja rigorosamente dentro dos parâmetros estabelecidos. Aos médiuns cabe o dever de cuidar das paisagens mentais, evitando quanto possível intoxicações emocionais com os painéis habituais da insensatez e infantilidade. O médium não o é apenas durante as reuniões, mas por todo o tempo, pois que é uma faculdade orgânica, funcionando em todos os momentos e sintonizando com as imagens interiores que lhe são habituais. O resultado que se recolhe, quando há disciplina e harmonia entre os seus membros encarnados, é decorrência dessa perfeita identificação com o esforço dos benfeitores espirituais que elaboram a programação, e dos reencarnados que lhe são coprodutores. Nas ocasiões em que o companheiro se encontre açodado pela interferência inferior, não deve desanimar nem buscar evitar a sua participação. Se isto acontecer e surgir a tentação para omitir-se, por considerar-se não estar em condições de auxiliar, deve-se ter cuidado porque pode ser o início de perigosa responsabilidade, conduzindo a futuro abandono do compromisso e até mesmo a transtorno obsessivo. Quando tal ocorrer, e isso se dará diversas vezes, deve-se direcionar o pensamento ao Senhor Jesus e orar com sinceridade, solicitando amparo ao guia espiritual, a fim de ser auxiliado para conseguir a mudança mental, assim como o prazer de servir. A assiduidade é fundamental ao bom êxito das atividades espirituais e ao exercício correto da mediunidade, mantendo-se a cooperação em favor do próximo, de modo a ser responsável pela sessão mediúnica séria. Evitem-se a crítica negativa, os comentários desnecessários e desairosos, tendo-se em vista que os mentores lamentam as ocorrências censuráveis, mas compreendem que estão trabalhando com pessoas em diferentes estágios de evolução, portanto, ainda imperfeitas. Será mediante o auxílio recíproco que haverá o progresso, constituindo-se bênção superior da vida, com que os céus socorrem a Terra aflita e necessitada. Desse modo, mesmo que se esteja com os joelhos desconjuntados, como afirmava o Apóstolo Paulo, o serviço de amor nas reuniões mediúnicas tem prioridade, invitando o médium a que sirva, insista e invista no dever que lhe diz respeito. A mediunidade constitui bênção do processo da evolução, facultando a aquisição desse sentido superior, mediante o qual o Mundo Espiritual se comunicará com mais facilidade com a esfera física. Manoel Philomeno de Miranda |



