Eternidade

Eternidade

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Características do Médium



Não é o médium que nasce da mediunidade, mas, sim, o contrário. A faculdade mediúnica procede do médium, coo o fruto procede da árvore que o produziu.

Médium e mediunidade necessitam, pois, trabalhar de maneira ajustada. Se os espíritos distorcerem as faculdades do medianeiro, elas se manifestarão de forma anômala, fugindo às características com que devem operar com proveito; se o médium abdicar de seu perfil psicológico para adotar um que lhe seja estranho, copiando atitudes e, sobretudo, incorporando ideias e palavras que não lhe são habituais à maneira de expressar-se, a mediunidade se lhe comparará à imagem distorcida de um espelho...

Em mediunidade, convem que se observe especialmente a questão do regionalismo... Quanto mais abrangente em seu raio de ação, mais universais as caracteristicas da mediunidade. Por exemplo, o que Jesus falou na Galiléia soa inequívoco em todos os idiomas; a sua é uma palavra perfeitamente assimilável por todos os povos, em todas as épocas... A Codificação Espírita, traduzida hoje para diversas nações, veicula a verdade como se, em um novo fenômeno de Pentecostes, possibilitasse a cada nação recebe-la em sua própria língua...

O médium, na medida do possível, deve ter a preocupação de universalizar as suas faculdades, tornando-as acessíveis a todo e qualquer entendimento. Em mediunidade, o elitismo do pensamento necessita ser combatido com determinação. A forma com que a mediunidade se expressa, pode torná-la ao alcance de apenas um pequeno número de pessoas, limitando a sua benéfica influência espiritual. E o que se deseja não é isto (...)

No médium, mediunidde deve ser uma espécie de lago que, aos poucos, vai aumentando as suas margens e, conseqüentemente, crescendo em profundidade. O medianeiro que sempre tiver esta preocupação consigo possibilitará que a espiritualidade realize excelente trabalho por seu intermédio.

Regionalizar a mediunidade, significa limitá-la, fugir às características naturais com que ela se apresente ao médium, forçando-a por um caminho que não é o seu. O mundo do médium disposto a cooperar com Jesus, na obra de espiritualização das criaturas, não pode ter fronteiras estabelecidas pelo egoísmo. Quanto mais aberto o espírito do medianeiro, maior a abertura do leque de suas possibilidades mediúnicas.

Portanto, conservando as suas características, que o sensitivo se universalize. Se o médium cresce com a mediunidade, a mediunidade cresce com o médium. Se o médium não cresce, mesmo tendo nascido grande, a mediunidade se apequena!...



por Odilon Fernandes
psicografia: Carlos A. Baccelli
Livro: Conversando com os Médiuns


Conhecimento do Passado





Meditando nas salutares revelações procedentes da Espiritualidade, assomavam-te ondas de tristeza, em considerando o olvido que se te fazia habitual, concernente às reencarnações passadas...

Ao lado daqeles que te narravam eventos com eles mesmos acontecidos e que lhes foram elucidados, situavas o espírito em compreensível melancolia, face a tua total ignorância quanto as vidas pretérias...

Diante dos que exibiam ilações fascinantes entre o hoje e o ontem, comentando, entusiasmados, os sucessos transatos, doía-te a alma ignorares os acontecimentos idos que te diziam respeito...

Desejavas qualquer referência, que te desse maior força e coragem para a luta, de modo a situares vidas pregressas, graças à justiça das reencarnações...

Ante as dores da soledade, renteando com os que pareciam contemplados, almejavas identificar amigos, amores antigos...




A Lei Divina, na sua sabedoria, quando concede o esquecimento temporário das vidas que se perderam na noite dos tempos, age com misericórdia e justiça, pois nem todos os homens estão em condição de sabe-lo.

Todavia, desejavas, e agora, paulatinamente, chegam-te retalhos, informações, peças que se ajustam, fragmentos que se unem formando um todo... Amigos, afetos, mas igualmente adversários, se destacam dos painéis da sombra e se avolumam...

Pensas, então, em refazer o caminho ao encontrá-lo em desalinho.

Da mesma forma, ambicionas reviver emoções, ora impossíveis, reconquistar corações que seguem noutra direção, unir-te aos seres junto aos quais chegaste tardiamente... E sofres!


As animosidades persistem sem diminuírem. Ao inverso, tais antipatias não são combatidas, mas açuladas.

Lamentavelmente, unes-te com aqueles que se afinam contigo e te afastas daqueles a cujos fluidos reages.



Onde o esforço da sublimação?

Qual a cartilha de exercício de morigeraão e eqüidade, em prol da paz de agora e da felicidade futura?

Silencia ansiedades.

Trabalha, lta afervorado, insistindo quando outros desistem.

A floração não precede a sementeira nem o fruto antecipa a flor.

Realiza a tua parte gentilmente, sem modelo próximo além de Jesus a quem segues, e se o tormento do passado chegar-te como espinho, pensa no futuro, e, utilizando-te do presente, faze o melhor ao teu alcance, guardando a certeza de que o porvir te responderá conforme o construas desde agora.




pelo Espírito Joanna de Ângelis  &  Divaldo P. Franco
Obra: Celeiro de Bênçãos.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Luz do Dia...



Exaltação de si mesmo...





Assevera o sábio Instrutor espiritual Emmanuel:

Atitude sumamente perigosa louvar o homem a si mesmo, presumindo desconhecer que se encontra em plano de serviço árduo, dentro do qual lhe compete emitir diariamente testemunhos difíceis. [...]¹

A esmagadora maioria dos homens traz do passado marcantes tendências inferiores; entre elas, a de exaltar a si mesmo. Nós, espíritas, não somos exceção. Apesar dos ensinamentos evangélicos e doutrinários, que nos ajudam a ver a vida de um prisma mais elevado, ainda não nos libertamos dessa tendência, que tanto prejuízo moral e espiritual nos causa. 

O trabalhador espírita pode exaltar-se pelo sucesso em quaisquer atividades: por ter grande conhecimento doutrinário, pelo sucesso na oratória, pela habilidade em escrever, pela mediunidade produtiva, por ocupar um cargo administrativo, pela caridade que faz, por ser considerado virtuoso...

Nessa condição, agrada-lhe ser alvo de elogios. Às vezes, não aguarda a louvação dos outros; provoca-as; ou exalta a sua pessoa, suas qualidades e seus feitos. 

Pondera Emmanuel que a atitude de louvar a si mesmo é muito perigosa para o homem. De fato, agindo assim, segue na contra-mão do progresso moral e reforça as tendências inferiores, quando deveria combate-las.

É para combater as imperfeições que o espírito reencarna; não para reforçá-las.

A finalidade do trabalho na seara espiritual é a de dar oportunidade ao homem de aplicar os conhecimentos e desenvolver as virtudes, a modéstia, a humildade; usá-lo para exaltação dos méritos pessoais é desviá-lo dos seus nobres objetivos.

Exaltar a si mesmo é estacionar no progresso espiritual.

Muitas vezes, o espírita tem consciência das suas tendências inferiores, das suas imperfeições, mas ainda sente uma espécie de necessidade de ser exaltado, o que faz bem ao seu ego. Com isso, adia indefinidamente o início do esforço para combate-las.

Quem costuma exaltar os seus talentos e feitos, sobretudo o médium, é alvo fácil dos espíritos adversários do trabalho de Jesus; por isso fica vulnerável a obsessão. Quantos se deixam levar pelo espírito de grandeza e entram em processos de grave fascinação! E, quase sempre, requerem tempo longo para sair desse lamentável estado...

Como prevenir? Que remédio pode ser empregado?

O estudo constante, a meditação, o hábito da oração, a vivência dos ensinamentos evangélicos, a observância das instruções e dos alertas dos Espíritos, o exercício da modéstia e da humildade: eis a solução.





___________________
¹ XAVIER, Francisco C. Pão Nosso Pelo Espírito de Emmanuel. Ed. especial Rio de Janeiro: FEB 2005. Cap. 126, p. 265.

Fonte: O Reformador nº 2.151, de junho/2008, por Umberto Ferreira.

O Carnaval na Visão Espírita





O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento.  
Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. 
A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.

Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma.

A letra da música de Caetano Veloso diz: “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”, mas para os espíritas a letra deveria ser modificada para: “atrás do trio elétrico também vai quem já morreu”, porque o Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval. Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, drogas lícitas e ilícitas, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis, doenças sexualmente transmissíveis, abortos, etc.

Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.

Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando sintonizamos na mesma freqüência de pensamento, também obtemos pelo mesmo processo, a ajuda dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada.

Como disse Carlos Baccelli: “Advertiu-nos o apóstolo Paulo: "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém". O mal não está tanto na coisa em si; está em como nos conduzimos dentro dela. O carnaval não seria o que é, se não fôssemos o que somos. É natural a presença do jovem espírita em festas e boates; no entanto, ao adentrar uma casa de diversão, ele não pode deixar lá fora a sua condição religiosa, como se tal condição lhe fosse uma capa da qual ele pudesse despir-se à vontade.”

Há quem se isole em grupos religiosos para orar ou pular um carnaval mais cristianizado, onde a alegria não precisa de drogas, sexo desregrado, atitudes desequilibradas.
Então, podemos concluir que, seria bom evitarmos, mas se não for possível, podemos nos divertir, mas nos comportemos como cristãos seja lá onde estivermos. ORAÇÃO e VIGILANCIA é a recomendação sempre atual.


Fonte: Grupo de Estudos Allan Kardec


(Compilação de Rudymara retirado do texto da Revista Espírita e do livro Mediunidade na Mocidade de Carlos A. Baccelli

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ouvindo a Natureza




Em todos os ângulos da Vida Universal, encontramos, patentes, os recursos infinitos da Sabedoria Divina.

A interdependência e a função, a disciplina e o valor são alguns aspectos simples da vida dos seres e das cousas.

Interdependência – a vida vegetal vibra em regime de reciprocidade com a vida animal. A laranjeira fornece oxigênio ao cavalo e o cavalo cede gás carbônico à laranjeira.

Função – o futuro é o resultado principal da existência da planta. A laranjeira, conquanto possua aplicações diversas, tem na laranja a finalidade maior da própria vida.

Disciplina – cada vegetal produz um só fruto específico. Existem infinitas qualidades de frutos, todavia a laranjeira somente distribui laranjas.

Valor – cada fruto varia quanto às próprias qualidades. A laranja pode ser doce ou azeda, volumosa ou diminuta, seca ou suculenta.

Antes de o homem surgir na superfície do Planeta, o vegetal, há muito, seguia as leis existentes.

Como usufrutuários do Universo, saibamos, assim, que toda ação humana contrária à Natureza constitui caminho a sofrimento.

Retiremos dos cenários naturais as lições indispensáveis à nossa vida.

Somos interdependentes.

Não vivemos em paz sem construir a paz dos outros.

Temos funções específicas.

Existimos para colaborar no progresso da Criação, edificando o bem para todas as criaturas.

Carecemos de disciplina.

Sem método em nossos atos, não demandaremos a luz da frente.

Somos valorizados pelas leis divinas.

Valemos o preço das nossas ações, em qualquer atividade, onde estivermos.



pelo Espírito André Luiz
Livro Ideal Espírita - Psicografia Francisco C. Xavier - Espíritos Diversos

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A PAZ



 
Nas nuvens que correm tranquilas no espaço,
nos lírios do campo, nas aves do céu,
na azul borboleta que em grácil compasso
voeja entre flores do Sol no almo véu;


Nos olhos fulgentes de meiga criança
que pula travessa na alegre campina;
no lar onde o Amor sempre nutre a Esperança,
e pela oração colhe a Bênção divina;


Em tudo isso escuto, sorrindo e cantando,
a música suave e sublime da Paz -
da paz que reflete do céu, vez em quando,
a abóboda em festa de um Cosmo loquaz!...


A paz! A alegria na Terra, o sorriso
dos homens unidos em Fraternidade!
A paz! Nem tristeza de olhar indeciso,
nem manchas cruéis na alma da Humanidade!...


Será desse modo, ó queridos irmãos,
o Reino de Deus por Jesus prometido!
Cantemos felizes, nos demos as mãos,
Lancemos de nós qualquer mal fementido...


Oremos, contritos, por todas as almas
sujeitas a corpos carnais que ainda são,
que pensem na Paz e procurem ser calmas
e tenham, na Terra, nova encarnação!...


A Terra há de ser um cenário de luz
sem guerras, sem crimes, sem ódio tenaz,
se nós, todos nós, com fé viva em Jesus,
cumprirmos, sem falha, o Evangelho da Paz!



(Inaldo Lacerda Lima)
Fonte: Reformador  nº 2.160, março/2009.

Rino Curti - Planejamento, Mecanismo e Processo Reencarnatório

Rino Curti - Planejamento, Mecanismo e Processo Reencarnatório - 1/3

 

Rino Curti - Planejamento, Mecanismo e Processo Reencarnatório - 2/3

 

Rino Curti - Planejamento, Mecanismo e Processo Reencarnatório - 3/3

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O engenheiro e escritor espírita Rino Curti (1922-2003) em palestra para o Ciclo de Estudos de Vidas Passadas, em 20/11/1981, no Auditório do Senac, Rua Dr. Vila Nova 228, S. Paulo, SP, com o apoio da Federação Espírita do Estado de S.Paulo, Associação Médico-Espirita/SP, Casas André Luiz, Folha Espírita, Rádio Boa Nova e Secretaria da Cultura

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Fonte: Entendimento Espírita 

OS FLUIDOS

Os Fluidos

Projeto Reler

“... e quando semeias, não semeias o corpo que há de ser, mas o simples grão, como de trigo ou de qualquer outra semente. Mas Deus dá o corpo como lhe aprouve dar e a cada uma das sementes, o seu corpo apropriado. Nem toda carne é a mesma; porém uma é a carne dos homens, outra a dos animais, outra a das aves, outra a dos peixes. Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais e outra, a dos terrestres. Uma é a glória do sol, outra a glória da lua, outra a das estrelas; porque até entre as estrelas há diferenças de esplendor” - (I Coríntios, cap. 15 - 37 a 41).

 

Considerações


Um dos grandes mistérios que a Ciência humana procura esclarecer é o da existência de uma matéria básica universal, capaz de servir como ponto de partida para a origem dos elementos físicos conhecidos. Embora pesquisadores em todo o mundo tenham se empenhado no estudo da estrutura íntima dos átomos, ainda não se conseguiu encontrar esse elemento básico primitivo. Acredita-se que o Universo, em seu lado material, tenha uma idade calculada aproximadamente entre 9 e 16 bilhões de anos. Estudos modernos afirmam que no princípio todos os elementos materiais estavam reunidos num só “ponto”, sob uma pressão incalculável. Num dado momento, esse ponto teria explodido, dispersando matéria pelo espaço, dando origem às nebulosas, aos sistemas estelares, aos planetas e aos astros. O Universo, de acordo com a física moderna, continua a se expandir e não se sabe até quando continuará neste processo. A Ciência entende que, encontrando o elemento material primitivo, estaria frente à solução de muitos mistérios sobre a origem das coisas. No século XIX, quando começaram as manifestações dos Espíritos, eles revelaram uma teoria onde explicavam de forma racional a origem das coisas materiais e espirituais. Diziam que havia por toda a Criação um elemento primitivo etéreo, denominado “fluido universal”, e que todos os elementos materiais conhecidos seriam formas modificadas deste fluido. Alguns cientistas no passado pesquisaram a matéria básica, também denominada “éter”, mas não conseguiram convencer os meios científicos de sua existência. A Ciência não podia compreender a presença, no espaço, de uma matéria tão sutil que não fosse detectada pelos instrumentos existentes. O Espiritismo, através dos fenômenos de efeitos físicos, demonstrou a existência do fluido universal, base de todos os elementos materiais.

 

Fluido Universal


O fluido universal é a matéria básica fundamental de todo o Universo material e espiritual, a matéria elementar primitiva. É altamente influenciável pelo pensamento (que é uma forma de energia), podendo se modificar, assumir formas e propriedades particulares. A ação do Pensamento Divino sobre o fluido universal deu origem às nebulosas, aos sistemas estelares, aos planetas e astros. É nessa matéria fluídica que o Criador executa o plano existencial. O fluido universal preenche todo o espaço existente entre os mundos. Por meio dele viajam as ondas do pensamento, do mesmo modo que as ondas sonoras se projetam na camada atmosférica. 

Em torno dos planetas, o fluido universal apresenta-se modificado. A presença da vida no orbe impõe-lhe características especiais, pois que é alterado pela atividade mental dos habitantes. Assim, nos mundos mais primitivos, o fluido universal que os circunda apresenta-se escuro e pesado. Nos mundos mais civilizados, a atmosfera espiritual é mais leve e luminosa. Para melhor compreensão, pode-se dizer que esse princípio elementar tem dois estados distintos: o da imponderabilidade ou de eterização (estado normal primitivo), e o de ponderabilidade ou de materialização. Ao primeiro estado pertencem os fenômenos do mundo invisível e ao segundo os do mundo visível. Logicamente entre os dois pontos existem inúmeras formas intermediárias de transformação do fluido em matéria tangível. No estudo deste importante assunto poderemos entender a origem de muitas afeções do ser humano e os fundamentos da fluidoterapia, largamente empregada nos centros espíritas, na profilaxia e tratamento das enfermidades físicas e espirituais. 

“No estado de eterizarão, o fluido universal não é uniforme; sem cessar de ser etéreo, passa por modificações tão variadas em seu gênero, e mais numerosas talvez, do que no estado de matéria tangível. Tais modificações constituem fluidos distintos que, se bem sejam procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais, e dão lugar aos fenômenos particulares do mundo invisível. Uma vez que tudo é relativo, esses fluidos têm para os Espíritos, que em si mesmo são fluídicos, uma aparência material quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados, e são para eles o que para nós são as substâncias do mundo terrestre; eles as elaboram, as combinam para produzir efeitos determinados como o fazem os homens com seus materiais, embora usando processos diferentes” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 3).

 

Fluido Vital


Os Espíritos afirmam que uma das modificações mais importantes do fluido universal é o fluido vital. Ele é o responsável pela força motriz que movimenta os corpos vivos. Sem ele, a matéria é inerte. Podemos dizer que ele é responsável pela animalização da matéria, pois, segundo os Espíritos, a vida é resultado da ação de um agente sobre a matéria. Esse agente é o fluido vital. É ele que dá vida a todos os seres que o absorvem e assimilam. A matéria sem ele não tem vida assim como ele sem a matéria não é vida. Quando os seres orgânicos perdem a vitalidade, por ocasião da morte, a matéria se decompõe formando novos corpos e o fluido vital volta à massa, ao todo universal, para novas combinações e utilizações no Universo. Cada ser tem uma quantidade de fluido vital, de acordo com suas necessidades. As variações dependem de um série de fatores. Allan Kardec nos instrui sobre o assunto em O Livro dos Espíritos, pergunta 70: 

“A quantidade de fluido vital não é a mesma em todos os seres orgânicos: 

varia segundo as espécies e não é constante no mesmo indivíduo, nem nos vários indivíduos de uma mesma espécie. Há os que estão, por assim dizer, saturados de fluido vital, enquanto outros o possuem apenas em quantidade suficiente. É por isso que uns são mais ativos, mais enérgicos, e de certa maneira, de vida superabundante. 

A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se incapaz de entreter a vida, se não for renovada pela absorção e assimilação de substâncias que o contêm. 

O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tem em maior quantidade pode dá-lo ao que tem menos, e em certos casos fazer voltar uma vida prestes a extinguir-se”. 

Estudando esses fundamentos à luz do Espiritismo, chegamos à compreensão de muitas coisas simples que nos pareciam complicadas e irreais, como por exemplo a citação de Moisés na Bíblia sobre a origem do homem. Diz ele: “ Deus formou o corpo do homem do limo da terra e lhe deu uma alma vivente à sua semelhança”. Ele estava certo, pois queria dizer que o corpo material era formado dos mesmos elementos que tinham servido para formar o pó da terra. A “alma vivente à sua semelhança” é o princípio inteligente ou espiritual retirado da essência divina, fazendo grande distinção entre o material e o espiritual. 

O homem pode manter o equilíbrio de sua saúde vital através da alimentação, da respiração de ar não poluído e, acima disso, mantendo uma conduta mental sadia. O Princípio vital é a lei que rege a existência do fluido vital. 


Atmosfera Fluídica


“Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).
 
Vimos que o pensamento exerce uma poderosa influência nos fluidos espirituais, modificando suas características básicas. Os pensamentos bons impõem-lhes luminosidade e vibrações elevadas que causam conforto e sensação de bem estar às pessoas sob sua influência. Os pensamentos maus provocam alterações vibratórias contrárias às citadas acima. Os fluidos ficam escuros e sua ação provoca mal estar físico e psíquico. 

Pode-se concluir assim, que em torno de uma pessoa, de uma família, de uma cidade, de uma nação ou planeta, existe uma atmosfera espiritual fluídica, que varia vibratoriamente, segundo a natureza moral dos Espíritos envolvidos. 

À atmosfera fluídica associam-se seres desencarnados com tendências morais e vibratórias semelhantes. Por esta razão, os Espíritos superiores recomendam que nossa conduta, nas relações com a vida, seja a mais elevada possível. Uma criatura que vive entregue ao pessimismo e aos maus pensamentos, tem em volta de si uma atmosfera espiritual escura, da qual aproximam-se Espíritos doentios. A angústia, a tristeza e a desesperança aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente, que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos morais de Jesus. 

“A ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais tem conseqüências de importância direta e capital para os encarnados. Desde o instante em que tais fluidos são o veículo do pensamento; que o pensamento lhes pode modificar as propriedades, é evidente que eles devem estar impregnados das qualidades boas ou más, dos pensamentos que os colocam em vibração, modificados pela pureza ou impureza dos sentimentos” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16). 
 
À medida que cresce através do conhecimento, o homem percebe que suas mazelas, tanto físicas quanto espirituais, é diretamente proporcional ao seu grau evolutivo e que ele pode mudar esse estado de coisas, modificando-se moralmente. Aliando-se a boas companhias espirituais através de seus bons pensamentos, poderá estabelecer uma melhor atmosfera fluídica em torno de si e, consequentemente, do ambiente em que vive. Resumindo, todos somos responsáveis pelo estado de dificuldades morais que vive o planeta atualmente. 

“Melhorando-se, a humanidade verá depurar-se a atmosfera fluídica em cujo meio vive, porque não lhe enviará senão bons fluidos, e estes oporão uma barreira à invasão dos maus. Se um dia a Terra chegar a não ser povoada senão por homens que, entre si, praticam as leis divinas do amor e da caridade, ninguém duvida que não se encontrem em condições de higiene física e moral completamente outras que as hoje existentes” - (Allan Kardec - Revista Espírita, Maio, 1867).
 


O Perispírito


Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual” - (Coríntios I, cap. 15, versículo 44). Sabe-se que a alma é revestida por um envoltório ou corpo fluídico, chamado perispírito, constituído das modificações do fluido universal. É, por assim dizer, uma condensação do fluido cósmico em redor do foco de inteligência ou alma, deduzindo-se daí que o corpo perispiritual e o corpo humano têm sua fonte no mesmo fluido, posto que sob dois estados diferentes. O perispírito, ou corpo astral, pode ser definido como um veículo intermediário entre o Espírito e a matéria. É o agente das sensações externas. Paulo de Tarso, na Bíblia, chamou-o corpo espiritual. O Espírito, quando encarnado, não age diretamente sobre os corpos materiais. Sua natureza abstrata não o permite. O perispírito é o laço que serve de elo entre ambos, pois, enquanto de um lado sofre a influência do pensamento, do outro exerce contato com a matéria. É o perispírito quem transmite as ordens conscientes e inconscientes do Espírito para a atuação do corpo físico. No sentido contrário, o corpo astral leva as sensações captadas pelo corpo físico à apreciação da alma. a) Constituição do perispírito O corpo espiritual é de natureza semimaterial, constituído de uma modificação do fluido universal do orbe onde o Espírito está encarnado. A estrutura do perispírito varia de mundo para mundo. Quanto mais evoluído é o planeta, mais sutil é o corpo fluídico dos que nele vivem. O perispírito modifica-se de acordo com a evolução do Espírito. Isso se dá por causa da influência do pensamento da entidade, na estrutura molecular do corpo espiritual. Diz Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, pergunta 182: “À medida que o Espírito se purifica o corpo que o reveste aproxima-se igualmente da natureza espírita”.

O perispírito não é uma massa homogênea. Possui órgãos como o corpo físico e centros vitais, por onde são absorvidas as energias espirituais. Segundo as provas que certos Espíritos devem passar em suas encarnações, o corpo astral poderá exercer influência na formação do corpo carnal, dando origem a enfermidades ou anomalias orgânicas. O perispírito é altamente plasmável. Quando o Espírito está em liberdade, pode mudá-lo de forma pela ação da sua vontade. Esta propriedade explica as freqüentes referências às aparições de seres angelicais e demoníacos, narradas na história da humanidade. 

As aparições de Espíritos são chamadas “materializações”. Nesses fenômenos, o que se vê é o perispírito da criatura manifesta e não o Espírito, como pensam alguns. b) Funções do perispírito Quando migra de um mundo para outro, o Espírito troca de perispírito como se trocasse de roupa, pois seu corpo espiritual é formado de uma variação do fluido universal, existente em torno do planeta onde encarna. O corpo fluídico reflete as experiências da entidade, mas não é a sede da memória. O perispírito registra as experiências vividas pela criatura e as envia ao “sensorium comune” do Espírito (que é o próprio Espírito), arquivo definitivo de todas as passagens da entidade pelo processo evolutivo. Sabe-se que os fluidos são o veículo do pensamento do Espírito e que este pode imprimir naqueles as características que lhe aprouver, com a força de sua vontade, exercendo sobre a matéria a ação resultante desta atuação. É através do perispírito que se dá essa ação na matéria. Funciona, portanto, como uma esponja que absorve do meio as emanações fluídicas boas ou más existentes nele. Deduz-se daí a origem de certos processos de enfermidades, como também compreende-se os mecanismos da cura através da fluidoterapia. O perispírito tem importante papel nos fenômenos psicológicos, fisiológicos e patológicos. Quando a Medicina humana der abertura aos conhecimentos da Ciência Espírita, ela abrirá novos horizontes para uma abordagem e um tratamento mais completos das moléstias orgânicas e psíquicas. O Espiritismo contribuirá com as técnicas de manipulação das energias para revitalizar o corpo astral e fornecerá elementos morais educativos, necessários ao equilíbrio definitivo do ser. 

“O perispírito dos encarnados é de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, e por isso os assimila com facilidade, como a esponja se embebe de líquido. Esses fluidos têm sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e por sua irradiação, se confunde com eles” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 18). 



PROJETO RELER - INFORMAÇÕES ESPÍRITAS E CULTURAIS

Fonte: Portal do Espírito 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Mensagem do Dia


Culto Doméstico



Quando o culto do Evangelho
Brilha no centro do lar,
A luta de cada dia
Começa a santificar.


Onde a língua tresloucada
Dilacera e calunia,
Brotam flores luminosas
De sacrossanta alegria.


No lugar em que a mentira
Faz guerra de incompreensão,
A verdade estabelece
O império do amor cristão.


Onde a ira ruge e morde,
Qual rude e invisível fera,
Surge o silêncio amoroso
Que entende, respeita e espera.


A mente dos aprendizes
Bebe luz, em pleno ar.
Todos disputam contentes
A glória auxiliar.


À bênção do culto aberto,
Na divina diretriz,
Conversa Jesus com todos
E a casa vive feliz.


Quem traz a igreja consigo,
Combatendo a treva e o mal,
Encontra a porta sublime
Do Reino Celestial.




Casemiro Cunha  &  Francisco C. Xavier
Obra: Gotas de Luz      

O pão espiritual



O pão espiritual, amassado em luz invisível, 
É alimento do coração - constante e durável.

Dado embora em migalhas - é valor infinito...

Semente de sabedoria - tornar-se-á celeiro farto,
Minuto de esclarecimento - rasga horizontes eternos,
Verbo silencioso - criará mundos novos,
Toque de fé - salvará muitas vidas,
Bênção de amor - renovará o estímulo apagado,
Gota de consolação - amenizará muitas dores,
Água da vida - fecundará campos mortos,
Dom divino - sustenta milhares de criaturas,
Réstia de esperança - erguerá desesperados,
Pétala da paz - elimina incêndios da discórdia,
Raio de luz - descerra caminhos ocultos,
Dádiva de compreensão - extingue as sombras da ignorância e do ódio.

Abençoadas sejam as mãos - que cooperam à Mesa Imperceptível de Deus,
Acrescentando esse pão - sublime e imperecível...

Distribui-o, em torno de teus passos,
E semearás gloriosos destinos,
Desfazendo as trevas em derredor,
Arando o chão duro dos corações cristalizados no mal,
Restituindo a visão aos cegos dos vales da morte,
Devolvendo alegria aos tristes,
Levantando os que tombaram,
Socorrendo náufragos,
Enriquecendo os pobres de luz,
Abrindo portas redentoras,
Rompendo muralhas e fronteiras
E unindo almas no Grande Amor...

Segue, mundo afora, espalhando-lhe as graças,
Na certeza de que o Cristo
É o Pão que desceu do Céu!


André Luiz & Francisco C. Xavier
Obra: Correio Fraterno